domingo, 8 de maio de 2016

Éter no dia das mães criadoras como eu

Lá onde está o tempo
Esse nosso invento
Há uma tormenta que tenta
Acabar com os nossos sonhos
Mas nunca consegue
Vá! Siga vida
Seque essa ferida
Tenho que sim
Ser assim
Tempo, obrigado
Por ter passado
E ter-me trazido
O que se traduzido
Há qualquer outra pessoa
Numa boa
Não seria entendido
Tenho feito o que tenho podido
Com o que tem me explicado
Ou tentado
É que o meu estilo de viver
É tentar ser
Ser dentro do sonho que vivo
Um ser ativo
Meu estilo é matar a vontade e curiosidade
E viver de verdade
E quero com isso

Agradecer a tudo isso
E de fato demonstrar que temos todas as chances de mudar
E do ar que estamos a respirar não pirar se apurar
Fecho esse texto com uma pergunta/resposta/explicada e entendida
A vida
É esse tentar
E tentar
É ser
E não ser
Um e um dá dois e dois
Assim vou dando tchaus e ois
A cada um de vocês que me leem
E glorificam a vida que tem
Obrigado por terem dado esse tempo em suas vidas
Para lerem minhas feridas
É que de fato não sei terminar
Só começar
E continuar 
A me desnudar

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amo não muito tudo isso

Sem explicação vem algo em mim
Algo que eu não entendo
Mas essa selva de homens e mulheres canibalizando bolsos esquerdos de peitos
É um show do chão que podemos chegar
Simplesmente assim se pisar
Assim engulo num gole meu cuspe
Regurgito e cuspo no prato
Vomito isso tudo o que não quero mais
Quero mesmo ser assim
Ser um não a tanto sim
Sinto vontade de fazer isso
Na comida suja dos restaurantes
Restauro antes a mania de sucos naturais feitos por mim
Os não aguados
Feitos por mãos minhas limpas e por frutas 
Que eu mesmo as plantei
Eu falo tudo isso de meu smart imundo como o mundo
É que sou igual a todo mundo
Um selvagem 
Mas um selvagem livre para se civilizar
Civilizo-me

terça-feira, 3 de maio de 2016

Abolicionistas mentais


Presos nos elos de uma só cadeia
A multidão faminta cambaleia
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece
Outro, de martírios embrutece
Cantando, o povo geme e ri!
Fatalidade atroz que o pensar esmaga!
Extingue-se nesta hora o que nos obriga a não brigar
A viver sem questionar esse brique imundo do mundo
O trilho que nos faz a vida sem brilho que descarrile
Abriu a vigia
Com nossa íris vemos ao longe o arco-íris
A infâmia é demais!
Levantemos heróis do Novo Mundo!
Arranquemos a indignação, a desprendamos nos ares!
Abramos portas ao nos questionarmos
Povo! Povo infeliz! Povo, mártir eterno
Somos do cativeiro o Prometeu moderno...
E cruzamos os braços... Por covardia?
E nem murmuramos... Por hipocrisia?

— É preciso esperar... dizes
Esperar? Mas o quê?
Basta! A hora soa...
Nossa voz revoa
Por nós clama
A nova geração rompe da terra
Se pobre, que importa? Sejamos livres e gigantes nessa liberdade
Ó gente, despertai... Não curvemo-nos a fronte
Já falta bem pouco. Saiamos do não pensar nos porquês dessa cadeia
A luz da alvorada de um dia melhor nos ladeia
Peguemos este peso nas costas
Levantemos o madeiro juntos e ombro a ombro saiamos desses escombros 
E você que é Poeta... Rompa os ares
Cruze a serra, o vale, os mares
Deus ao chão não nos amarrou!
Somos livres!
                                                                         End entend

*Castro Alves, é eterno e então atual. Agradeço ao éter que nos lega-o

sábado, 23 de abril de 2016

Liberdade de ficar aqui

Há um eu em mim que na dificuldade sai
E entra em mim
Não vou sair daqui
Sei que sou só um
Mas com mais um somos dois
Vamos pois
Começar aqui mesmo no Face
Uma nova vida erguida nessa cidade
Temos que tentar
Teimemos
Olhem estou aqui
Ninguém vai me expulsar
Não vou sair daqui
E vou nos convencer a ficar
Esse é o nosso lugar
Vamos pra tv, jornal e rádios
E do Facebook vamos mostrar nossa face
E quero sim
Por ti
Por mim
Por nós
Ataremos os nós da paz
E retornaremos livres
Juntos vamos declarar
Nada vence quem tenta
Esperae meu celular está a tocar
Alô
Festa?
Já estou numa
La mejor fiesta
Defender minha terra e...
tutututututututututu

Por me amar larguei de te amar

Não sou mais nenêzinho
Vou lutar
Vou ser o que querer
Não vaio
Mas não caio nessa de ostentar
De o que não realmente tenho ou sou mostrar
Nem vou tentar
Some da minha frente
Com essa de vodka, energético e camarote
Sou enérgico com quem quer me passar o trote
Espere
Espere ae em frente
E me enfrente
De cara e mãos limpas
Jogo o jogo
Tua cara bonitinha é pra gurizinho
Salafrária não gosta de homem
De quem sua por seu salário
Por seu trabalho

Saia dessa saia
De calcinha dance sozinha
Não quero  embandeirar
Tua bunda ta no x vídeos

Não sou seu nenêzinho
Não vai me criar
A todo mundo igualzinho
Eu sei que não sou doutor pra te curar dessa loucura
E nem vou diretamente tentar
Vou é ser o que sempre sonhei
E não é pra ti provar nada
É mesmo por me amar
E foi por isso que te larguei
E com minhas lágrimas criei um lago de indiferença
Cresça
Ou não
Tanto faz
Não te quero mal
Apenas não te quero mais




sexta-feira, 22 de abril de 2016

Jovens se matando



Quantos jovens mais precisarão se matar? 
Para nada provar
Além de nos apavorar
Mulher estou assim
Sem ti 
Sem mim
Não te dei nada mais
Não quero teu útero cheio de esperma
Espera!!!
Ao evitar-me estarás gravando-me em seus seios
E assim saberás o que são úberes
Inflados estarão os ânimos animais
Vou convencer-nos a vencermos juntos
Eu bem sei que pouco sobre ti sei
E mesmo sobre mim o sei
Paro quase em close 
No espelho meu corpo navego
Uma legião na região humana
O mais que humano em mim
Chorando pelos jovens que estão sofrendo tanto
Se matando
Vocês mulheres elejam melhores seus amantes
Mesmo que sejam todos os que puderem aguentar
Os escolham por pessoas boas que são
Pessoas que obtenham grana de boa

Os que gastam horrores fazem horrores
Estão se matando para ter seu prazer

Eu não quero ser tão direto 
Mas miro em teus peitos
Porém vocês serão mamães desses elementos
Que estão vivendo esse tormento
Se matando por nada
Vou parar por aqui e por amor 

Mas não sem antes lavar minhas mãos
Desse horror que estamos vivendo
Jovens se matando
Jovens se matando
Vocês estão entendendo?
Jovens se matando
E nem vivendo
Nem amando
Nem se sendo
Estou chorando
Mas vou seguir lutando
Jovens se matando por grana
Por trama
Por sexo
Por trago
Por prazer
Por falta
Por excessos
Por falta de amor
Por falta de mãe, de pai
De algo mais
Mas afinal estamos vivendo uma época em que...
Parece que nunca vai acabar
Como esse texto que muito expressa o que sinto
Vai ter que terminar
Que essa vida miserável também vai
E vamos juntos refazer uma nova forma de viver
Um renascimento
Despregarmo-nos da cruz por todos nós
Temos que após dois mil anos ter aprendido algo
Se fomos tão estúpidos
Acordemos
Discordemos
Concordemos
E nos amemos
Ou isso ao menos
Escrevemos


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O início do fim do vício

A vontade é o que eu refletidamente quero. O desejo é o que eu até refletindo que não, mesmo assim quero. A má interpretação do conceito de vontade pode levar ao entendimento de que o homem seja um ser guiado somente por seus impulsos mais primitivos e de que ele não consiga, nem possa se erguer na natureza mediante os outros seres vivos. Assim sendo, torna-se muito importante o entendimento da atuação recíproca entre vontade e desejo.

Assim afora o Deustino, tudo o que faço é um ato de vontade. Não conheço profundamente a eletricidade. Sei e sinto que ela existe, quer seja por algum choque ou pela luz que está na minha lâmpada.

 O mundo me adentra por meio de meus sentidos e é por mim representado, interpretado da forma que meus conhecimentos e experiências que são alimentados e por esses mesmos forjados.

O mundo é o que percebo e reconheço. O decifro intimamente e assim com minha vontade ajo conforme a realidade que opto ser minha verdade. Na realidade o ódio e violência imperam, mas na verdade o amor e paciência são eternos. Se você ama algo, essa algo cresce e fica bonito e bem cuidado. Se você odeia algo, esse algo será fatalmente destruído. Assim após uma pesquisa muito profunda, o conceito de minha vontade se cristaliza, pouco a pouco, nos esclarecimentos sobre a afirmação e a negação de desejos. Por outro lado, meu corpo, essa matéria orgânica é o mais alto grau de objetivação da vontade de minha vida. O intelecto é uma instância reguladora da ação (objetivação da vontade), entretanto, ele está sempre a mercê dos desejos, no intuito de dar-lhe um caráter plausível, tanto para o próprio indivíduo, quanto mediante os outros, a fim de justificar constantemente os atos como fruto de uma ação gerida pela razão.

Na ausência da atuação do intelecto, o que se tem é a atuação livre dos desejos, tornando-se não virtudes, mas sim vícios. E é dessa condição que a vontade revela sua essência original e clara, pois se a vontade reside em todas as ações humanas, pode-se entender o mundo como espelho da vontade e não do contrário.

A vontade sabe onde o conhecimento a ilumina, constantemente o que a vontade quer aqui e agora, mas nunca o que ela quer como um todo. Cada ato isolado tem um propósito, o querer na sua totalidade não.

A vontade afeta diretamente o agir humano, e atua de forma fundamental no conhecimento, Torna tudo aquilo que é conhecido em familiar, aquilo que se encontra no interior do próprio eu, o a saber, a a vontade. resta uma coisa em si que pode e deve ser conhecida, e essa é o próprio corpo humano, pois este é concebido de forma dupla, ou seja, o corpo humano é objeto do conhecimento e, como tal, submetido a todas as formas de conhecimento como tempo, espaço e causalidade, por outro lado, o corpo humano é entendido como o mais alto grau de objetivação da vontade.

Em outros termos, o corpo humano é o único objeto do conhecimento, ou fenômeno, que é vislumbrado a partir de duas perspectivas completamente distintas: uma como um objeto representado e aferido pelo intelecto, e em termos de perspectiva da orientação do pensar de fora para dentro; outra, como o mais alto grau da objetivação da vontade, ou como vontade simplesmente, e para o pensar: de dentro para fora, sobretudo, quando se pensa o que a vontade quer do corpo, analisando todos os impulsos e ações que este assume, todo movimento que o corpo realiza é um reflexo de um ato de vontade.

Saindo do lago de indiferença ou incapacidade. O problema entre os seres começa a existir justamente ao se pensar como a objetivação da vontade se explica. “todo nível de objetivação da vontade disputa com os outros a matéria, o espaço e o tempo [...] já que cada um quer revelar sua idéia”

Dessa colocação, pode-se entender que o simples fato de um ser existir e necessitar de um corpo para efetivar sua existência já representa um obstáculo para a existência de outros tantos, dada a limitação de matéria disponível.

a vontade objetivada na forma do indivíduo não reconhece no outro a mesma vontade que o jogou para a vida. Logo, o que se tem é a luta da vontade contra si mesma, que para a própria vontade não há consequências, mas sim, para os indivíduos, pois desta luta surge o egoísmo como característica principal do agir humano. O egoísmo é, de certa forma, uma afirmação plena da vontade objetivada dentro de um corpo que só pode entender o seu agir de forma limitada, assim como, limitado é o seu intelecto mediante o tempo infinito e a vontade que se manifesta em tudo, a todo tempo e em todo o tempo. O egoísmo não consegue reconhecer em outros sujeitos a vontade que nele habita e o anima, assim como, no conceito de não liberdade da vontade humana

Não se pode ser outra pessoa, a não ser aquela que é. Melhorada pelas experiências apreendidas e muito bem executadas. Mas de onde brota o querer saber para melhor viver ou mesmo para se ser de fato? Brota do sofrer A tragédia do sujeito do querer é que não há objeto do querer que o preencha plenamente. Sendo assim, a vida se torna uma busca, sem paz e sem pausa, pelo próximo objeto do querer, que, na ilusão do sujeito do querer, será aquele que lhe dará o tão ansiado sentido pleno da vida, portanto, viver é sofrer!

 

O intelecto, a consciência de si e de mundo do sujeito do querer é tão exaustivamente esgotada pelo querer, que ele já não tem mais energia intelectual para enxergar nada, a não ser os meios para a efetivação dos anseios, gerando uma plausibilidade pretensamente racional para os mesmos.

O ser humano torna-se plenamente um escravo a serviço dos desejos da qual ele, por vezes, até nega a existência! Tudo o que impulsiona o sujeito do querer é o motivo gerado pelos desejos. Não é de causar espanto que a raça humana, que se considera tão superior e tão elevada, continue a encontrar enormes barreiras interiores para se enxergar pois, para que a ruína da fábula construída em torno do gênero humano se desfaça até a última pedra, é de fato necessário que o ser humano se reinvente.

 Há uma porta aberta para a fuga da escravidão imposta pelos desejos, solução essa que se estabelece sempre que o sujeito da Vontade se torna o Sujeito do Conhecer. Quem é o Sujeito do Conhecer? É aquele que consegue com o seu poder mental, dirigir o seu foco mental para fora do motivo do desejo e passa a ver o mundo livre da relação com esse, ou seja, sem interesse, sem subjetividade, pois o mundo é apenas representação e não motivo. Mais do que tudo, as artes, sobretudo a música, são os elementos que detêm o poder de fazer o sujeito do conhecer aflorar de dentro do sujeito do querer. Nas artes ou na natureza, o querer não encontra o seu correlato. Toda a dor e todo o sofrer cessam a ilusão da individualidade, da subjetividade e cedem lugar a uma existência que é apenas o olhar do mundo, que perde o seu valor. Esse estado contemplativo (ou seja, negação temporária da vontade), é o elemento mais urgente em mim.

 


 

Não se pode ser outra pessoa, a não ser aquela que se é. Melhorada pelas experiências apreendidas e muito bem executadas.

Homem Máquina


Num futuro imaginável a humanidade avança (?)
E  torna-se quase imortal
As pessoas trocam de órgãos
Ou os recondicionam
Isso infinitamente (eternidade?)
Acontece que
Como tudo
A mente tem limite
Sabedores disso
Nesse imaginável futuro
As pessoas repassam todas informações e experiências de uma vida
À uma máquina
Então a máquina imortaliza o ser?
Tenho que fazer isso mesmo?
Descrevo
A tela branca
Branca como eu
De medo
O tempo de eu digitar cada tecla é o que não me mantém
Eu ando pelos ares a abraçares
Todos as figuras eternas
Lá de cima vejo que mais embaixo encontramo-nos
...Circularidade pulsante...
Tenho mesmo que fazer isso?...
Do alto ao baixo
Três linha transponíveis
O sol que está lá esta cá
Uma estaca se apronta
Desvios
Voltamos à eternidade
A máquina imortaliza o ser
Humanos
Máquinas
Corruptíveis
Falíveis
In tudo isso
Ou de novo
Tirania
Escravidão
Igualdade a toda a humanidade
O fogo queima com sua luz
A escuridão se apresenta para ser decifrada
As coisas nesse futuro imaginável acontecem de forma circulante também
Pulsam
Expulsam de si o nosso
Eu acho bom estar ciente de que não há quem o oriente a partir de um caminho escolhido por ocidente
É só você mesmo que pode e que deve saber o que fazer
Ou imaginar
A queda é longa e árdua comoa subida
Estou caindo com estilo
Surfista prateado desse dourado
Ao eldorado
Touro indomável
Eu grito e danço no ar
No vácuo de minha mente
Entre o espaço de tempo em cada toque do teclado
...Um templo...
Estaria o tempo passando?
Nessa vida imaginada está o segredo da causa de tanto medo
O limbo
O umbral
O Zênite em espiral com o Atma
Somente o Zé Maria entende
Um véu
Uma alma
Uma máquina anárquica
Um furo no futuro
Ok tenho que ganhar dinheiro
Meio que me acho
A lua ilumina Monte
Monte Grana
Caio mais em mim
O dinheiro essa mola
Que faz de um homem nada mais que bolas pedindo esmolas
E a mulherada passeia
Mãe Maria Mulher Terra em Poesia
Desprendo-me de toda previsão
Mergulho no meu orgulho
Uma batalha essa história
A eterna batalha que
Talvez mantenha viva está aparente luta
Entre vida e morte
Ou outro dualismo qualquer
É esse pulsar
Esse vai e vem
Até dessa história que provem
E ela de novo vem
Nesse momento silente e sonoro
Aparente e invisível
Está naufragar a nau que sou
Descubro-me no profundo oceano do que eu mais tinha medo
Uma abertura pra dentro diz: vem
Em mim algo dizendo: vai
Então vai e vem meu bem
Assim
Não pára
Agora pára
Assim dura mais a minha mais pura sensação
Mixturo tudo
Extase e tédio
Música e meio-dia
Sexo sem nexo a moral anal
Entro pra dentro de meu maior medo
A mais profunda escuridão
Numa trabalhosa reflexão
Todos e tudo se juntaram
Disseram então:
Aqui ninguém se dá a mão merrmão
Isso é pra fazer lá de onde veio e pra onde vai
Estamos no limite
No Elo perdido
Onde não são as mãos que nos unem
Não há matéria para se apegar aqui na borda
Mas...mergulhe no céu mais profundo até ao seu mais sublime "eu"
O aço de meu espelho se quebrou
O fel de minhas palavras andam a se adoçar lá fora
É por que ainda há mais espelhos
Circulo por ae e por aqui
Além das vaidades em busca de verdades
Da Verdade
O amor
Estou no passado pensando em você
Em nós juntos
Em tudo mais
Nos nossos erros e acertos a mais
Começo a chorar
Quase a naufragar
Naufrago
Vou ao fundo mais profundo
A luz dos meus olhos olhe
Não ilumina mais o seu rosto
Moldado aos meus beijos
Certo e não
Pra cima eu olho um buraquinho de luz no breu
Cada estrela pode ser eu
Ou algo que tenha a ver com o caminho nosso
Uma estrela me aponta o caminho Underground que sou
Vou
Voo
Pra dentro cada vez mais
Sinto o seus suspiros do som de sua vagina
Imagino
Mas a turba chega
Eu n'eu volto
A história tem que continuar para o verdadeiro amor achar e perder
No mais distante e profundo oceano feito das lágrimas humanas
Reflito minhas expressões nessa água
Vejo no fundo de meus olhos
Um solo além desse que piso existe
E não é dessa música que faz a trilha de minha vida
O solo do oceano dessa terra
É o chão do mar de minhas lágrimas que abre-se
Momento iluminadamente lindo
Uma orquestra sinfônica em silêncio aprecia meu ouvido
Ouvido essa invenção de nossa evolução
O tato
A visão
A intuição
O amor me vem de novo
Na forma de um ovo
O verde me dá sede
Eu não quero mais dizer sim
Mas a vida é assim
Sim eu amo novamente
Fiz a volta em meu mundo e lhe quero
Na pense nada demais
Voltemos a imaginação domada a setas
Celtas
Primatas
Entro na criação
Entropia
O ovo é a promessa de uma piada
De um pinto ou uma galinha
Galo
Falo o que sinto
Não vivo de cisco
Olho além
Sou uma águia
Uma Fênix sensata
Das cinzas trago-me puro
Vindo de cima e de baixo
Olho para os lados em movimentos circulares
De costa a costa
Vejo de frente e de costa
Por entre e dentro
Não me perco
Por isso não há mão
Não me perco
Na natureza nada se perde
Tudo se transforma
Quando falta luz
Uso minha mente
Em nossa totalidade
Entendo lentamente a gente
Fomos feitos evolutivamente do barro
Do barro da terra
Da mãe terra
Transpuno essa barreira-mãe?
Silêncio
Só as batidas de meu coração e as ondas de minha mente
Não estou
Mas parece que estou só
Nada de matéria destrutiva ou destruída
Um mundo imaginável
E nada de fim
Pois eu volto de volta
Conto ou não conto minha epopeia
Ridículo todos pensarão
Caso pensem
Ora
Vou descrever essa minha história na parede dos vasos
Das plantas
Vou escrever uma carta para o presidente ajudar toda essa gente
Encosto-me numa árvore
Um mogno
Poesia?
Um gnomo
Assumo o controle e ele some
Nada inflará ou desinflará esse ego multiunivérsico
É Phoda segurar
Mas levo de leve
É verdade estou descrevendo uma viagem programada
A mãe terra está criando o estofo de minha entranha
É uma entidade da qual não concebo
Chega!
A evolução não é controlável
Essa minha vida a é
Evoluo bem
Para você meu bem
Um homem precisa de outro
Aqui
Assim de mãos dadas podemos nos agenciar a irmos
Aos locais mais densos e de lá suspensos sairmos de nós mesmos
Pausa física para secar o suor
"Tive até que secar embaixo dos braços
Deu até asa escrever
Asas pra voar"
Reestabelecido o contato
Olá
Por onde andava?
Falo com meu espelho
O quebro e surfo em cima de um estilhaço
O principal é entender o aço e o papel de viver
A esfera de uma caneta não refreia o intelecto de quem devaneia
E inventa um futuro melhor
Vamos longe retornar
Àquela história esplêndida de nossa criação
Por minha ótica agora então
Ok
Ok acho que acabamos o primeiro capítulo
Faça a sua viagem comigo

E saiba-se sozinho

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ah...não a Erva

Sim somos o cetro desse mundo
Sigam-se os agora cegos e imundos
É que devemos acertos pelos nossos erros
Carma
Calma
Nunca fui de me entregar
Larguei várias coisas depois de parecer pra sempre experimentá-las
Mas eu não
Eu não nasci só pra errar
Na noite profunda mergulhei
E emergi aqui
É tipo um rio que desemboca no mar
(de amar)
Em que eu criança não sei nadar
Certo ou não estou aqui tentando acertar
E nada mais do que água e ar quero para viver
E mesmo com todos os meus erros não vão me condenar
Coisificar
É que eu não sou nem nunca fui de me entregar
Todos os vícios tentaram e ainda tentam me regrar
Eles quase conseguem me prender
Mas eu não fujo de aprender
Finjo que sinto prazer pra ser 
Mas eu nunca fui
Sempre sou
Não sei
E nem serei exemplo algum
Um
Todas
Algumas
Muitas
E mesmo assim estou aqui
Meus amigos estão aqui comigo
Eles me ensinam a não morder a isca

-Faísca divina ascenda-me

Tenho que não ser mais um estranho
Estou chorando
Alguém em mim me salve
Tenho muito a fazer aqui


sábado, 9 de abril de 2016

Espírito calmo...Salvos

Em toda a situação
Sou franco confesso
Mas com isso não maltrato as pessoas
As vejo sem julgá-las
As percebo no mínimo ingênuas demais
E qualquer coisa demais não é bom
Água é boa
Mas água demais afoga
Tudo é muito
Dinheiro, poder, ambição, beleza, talento...
Quando são demais, mais mal faz

E eu
Ou mesmo você
O que temos a ver com isso que está aqui descrito?
Calma
Devagar
Sem julgamentos

Minha mente voa enquanto minha alma plana
E no plano acha sentido em tudo isso
Quantas possibilidades de alguém ler e entender isso de fato: (  )(  )
Não sabemos nada no ato

Alguém de outro plano se manifesta...
Transposicionemo-nos

-Onde você pensa que está?
-Sinto...
(Gotas, esferas, músicas e feras)
Máquinas rindo
...Natureza...
...Eu Nós...

Tic-tac
Hora de acordar!

Com e sem pressa estou a levantar
Pra conseguir
Tenho que sempre tentar
Por mais difícil que seja
O fácil não me apetece
E nada é fácil
Mesmo o tudo parecendo difícil
Estou indo equilibrando-me no meio desse tudo/nada que sou
Sei que não devo
Mas sinto que tenho que ser um viajante temporal
Já que vivo no presente que é o elo entre passado e futuro
Some de mim segundo a segundo meu mundo

Por favor: Não! Sim! Não! Estou entre isso aqui

O milagre da vida supera o que fui e serei
Sendo vou indo
Senda minha sina 
Calminha caminha
Era escuro
Fiz tanto curso nesse curso da vida que apurei meu discurso
Acendo em minha frente um universo de horizontes
De novo amplo amplio
Creio no que crio

Plano de novo (Eterno)

-Onde você pensa que está?
-Sinto...
(Gotas, esferas, músicas e feras)
Gotas? são lágrimas descendo de Gólgota
Esferas?  olhe ao redor do mundo 
Músicas? A harmonia dos sentidos que sentes 
Feras? MIssão ajudá-las a serem ex-feras
Agora calma
Com alma ou...?

Meus olhos se arregalam
O galo canta
-Se manca termina esse texto de uma vez
E volta para ti e se diga

(Gotas, esferas, músicas e feras)

Aliciaram-te
Sai dessa teia (WEB)
Está tão claro Hahaha
O mundo é físico
O que te toca e tu sentes



segunda-feira, 4 de abril de 2016

domingo, 27 de março de 2016

Só a poesia faz isto

-Mulher me dê uma chance
De mostrar que não sou o que antes mostrei
Minha roupa não tiro mais assim

A adolescência é uma  crise

-Compreendo que você errou
Errei também
Mas não sei como voltar a ti amar

-Ministre seus sentimentos
Estou melhor
Veja meus investimentos em minha mente

-Eu noto no seu carro

-O tempo não apaga você de mim
Dê uma chance para o amor do mundo
Nossa cor

-Sei estou quase ficando louca
Quero te dar uma chance
Mas não sei 

Sofri mãe
Sofri pai

-Sou free nasci mulher
Qualquer um me quer

-Eu sei que ser mulher é difícil nesse mundo
As roupas caem sem poder

É o mundo

-E o mundo implora amor

-Tenho andado pela noite
Em açoite
Carne no açougue

-Administre suas fraquezas
O fiz

É tentar ser feliz num mundo que nunca assim me quis

-Estou também quase ficando louco
Quase no fim
Sem você do lado de mim

O tempo nunca irá chegar a ter tempo de nos dizer tudo que precisamos saber

-Sofrendo

-Estou vendo

-Estamos conversando com o tempo

- Só a poesia faz isto

"Estamos juntos e bem velhinhos"




Verdade invada-me

Hoje quando sorrio mostro minhas linhas do tempo
Tudo bem
Ok é
Meio século de histórias
Decido continuar indo
Toco em meu rosto nu e no espelho reflito
Não evito
Tudo bem estou aqui, assim 
Quantos sumiram da minha vista
Mas continuam aqui
Eu desci de mim
E da verdade vi o que o tempo faz
Meu sonho era nunca envelhecer
Mas quero viver
Eu me olho mais profundamente
Profusa a mente
Descido decido
Tranquilo navego no meu eu espelho
Que luxo
Estou me vendo
Não me vendendo
De fato desde feto sabia
Que a verdade vinha
Não importa a porta
Ela entraria
Venha Verdade
Invada-me
Sempre quis saber
Estou só

Pode contar
Ahhhh
Não sabia
Mas pressentia

quinta-feira, 17 de março de 2016

Xangri-Lá ou Orgasmos múltiplos multiplicados

Foi só pra voar que me joguei em você
Acertei em cheio 
Foi-se o vazio
Só você me faz não pensar demais
E não amar demais
E não a querer demais
Que equilíbrio estou tendo
Estou sendo mais maduro
E no fundo estou melhor vivendo
Você repôs-me nos trilhos de meu destino

A amo e não vou gritar ao mundo
Quieto e sem silêncio
Em paz estou ao seu lado
E por causa desse amor sem salto alto
Descalço
Sem vício
Equilibrado
Esse amor com porque que a amo
Aliviado
Sem pressa
Sem essa
Para isso
Paraíso
Criamos 
Amamos
Amamo-nos
E não vai acabar
E se caso um dia isso que sinto mudar
Vai ser bom lembrar
Pois juntos estamos vivendo o sonho de em paz amar 
As lágrimas
Os sorrisos
Os orgasmos múltiplos multiplicados
Cada momento é um souvenir de nós mesmos
Feliz agora e aqui
E lá e depois

terça-feira, 15 de março de 2016

Fiz uma self
Sei que estava lá
E me sentia feliz
mas vi que ninguém curtiu
Não nessa selva ninguém iria curtir eu ali
Feliz
Mas onde é o meu lugar nesse mundo?
Livre vi que estou preso a essa mania de parecer feliz
Resolvi largar esse peso

De sorrir em fotos em que não estou

sábado, 5 de março de 2016

Destino de cada um

Vinte anos se passaram
Nada mudou em você
A não ser...
De fato isso não faz a diferença
Tanto faz
Eu não gosto mais
Que se estrepe se isso merecer
Eu sei que eu
Eu sei que não a quero mais
Um amigo me disse
Em outras palavras
Que...
Um mais um não dão dois pra ela
Ela trai
Ou meu Deis ela ainda trai
Que ela ilusão a minha
Não houve evolução alguma
Na realidade ela ainda está lá
Talvez perdida
Mas o que eu posso fazer
Eu não sei
Aliás sei
Eu...
Continuarei um rei sem rainha
E seguir minha sina
Ela que me ensina
Meu amigo disse
O destino de cada um

É o destino de cada um

Globo O cu lar

Quero amassar meu voto
Não tenho em quem votar
A não ser em mim mesmo
E não vou me candidatar
Em Movimentos Democráticos Trabalhistas de novo não
Socialistas, Comunistas óu não?
Qual é a tua?
Pessoas jogadas nas ruas
Hospitais de doutores doentes
Dentistas tratando bocas nuas
Que loucura
Eu estou ficando certo demais
E meus amigos fazendo tudo normalmente como se nada estivesse acontecendo
Entupo minha pia de tudo o que vejo pelo espelho indo pelo ralo 
Olhe bem como sou
E grito gol
Ou não
Meus olhos reviram no Globo ocular
Cadê?
Onde está o eu que sou?
Bebo álcool gel
Aliás, estou louco assim mesmo
Amanhã  vou no cinema ver um filme que não arrasa quarteirão algum
Depois no teatro
E depois vou na orquestra sinfônica
Nunca vejo ninguém que possa mudar algo por lá
Estão o cu pados de mais
Obrigado! Por eu estar acordando e discordando
Louco eu estou
E sempre fui
Meu amigos não são tão louco quanto eu
Minhas palavras os ferem
Eles não entendem
Estou descendo a Ramiro de carrinho de lomba
Me expliquem
Como podem constituir algo nessa loucura
Pensem bem
Estou sentindo tão bem
Eu não quis ser assim
Foram vocês que...
Bom, deixo pra lá
Pra que pecar
Vou é pegar minha parte
Que se dissolvam o resto
Estou na minha
Não vou explicar que é uma oportunidade desperdiçada
Nascer ser humano e não aproveitar
Para evoluir ainda mais
E o sol Pai nosso que está só no céu
Que é o dia de nossa vidinha
Sei pode esperar
Nós não





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Bem louco eu... Sou o que sou

Eu quero dar um toque para mim no espelho
Sei que não sou tão lindo e talentoso
Mas eu tenho algo em mim
Que sinto-me assim
Maravilhoso
Porém como tudo tem um preço
Pago
Com um sorriso de bobo
Uma deprê quer me pegar por aqui
Mas eu não vou deixar
Pulo fora
Com uma força descomunal fujo do lugar comum
As lágrimas abrandam essa fornalha
Não sei se vou resistir
Mas vou ir

Um berro interno adentra
Locomove minha razão até a emoção
Desenterra-me do que me espreme, deprime

E causa essa trans...inspiração
E eu vou deixar fluir
Essa minha máquina "Eu em Mim"
Estou aqui
Ok
Lá está o fim
Mas eu não vou me entregar
Estou onde estou
Sou o que sou
E estou sendo o que posso
Claro que sei que não posso ser tudo o que quero
Mas vou tentar
Ultrapassar o limite de mim
E escrever é a melhor forma de extrapolar
De poder dar asas a a essa minha vida voar
Alçar voo
Voar 
Eu não só quero
Preciso descrever o que sinto que penso
Assim danço e canto em mim
Evito sei lá
Mas eu não sou só isso ae que vocês veem
Só eu não...
Todos somos muito mais
E é aqui dentro que está o infinito
Bonito
Esquisito 
Desidratando o desiderato
O seguinte é o fato
Estou extraindo de mim o máximo
O que me paralisaria se isso não fizesse

Dói
Mas sai
Não posso
Não consigo parar
Perdão

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ao oeste de mim



Olhando para o horizonte
Mandei um beijo para o infinito
Se bem que eu finito
Acho que não fiz de fato isso
Assim
Some ao longe a menina que tanto amei
Preso em um sim que não há mais
Sigo
Sem mais nada demais
Sigo
Olho para o céu
Mando um beijo
As nuvens fogem
Nem o sol
Nem a lua
Nem as estrelas querem saber de mim
Na terra do nunca vivo
Desconectado de tudo e de todos
Sigo
Ninguém gosta de mim
Por eu ser assim
Mando um beijo pro fim
Sou assim

Sei que não é bom saber que tudo tem um fim
Mas preciso saber a que vim
E perder você me fez lembrar disso ae

Fugi até aqui
Estou colado num ser descolado 
Sem ninguém que eu queira que esteja ao meu lado
Jogo a vida pra dentro de meus sentimentos
E não vejo nisso sentido
Impressentindo
Vou indo
Mando um beijo para mim
Para o eu
Que está contigo assim
Como imagino

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Never go

To tão
To tâo
Tontão
Ilusão
Kibon
Ou não
Juntos agora
Para não
Para sempre então
Eu...
Tu...
Por favor
Não esqueça meu coração
Por causa dessa minha calça que tirei pra você
E te mostrei o que é proibido mostrar a quem não tem a si mesmo
E o ar
O estou a respirar
E é água que já estou a livre tomar
Não me diga não
Não me deixa na mão
Ah...
Quer saber tanto faz
Estou com a manga cheia de Ás
Do ABC entre eu e você que vou um dia a prender
Com minha língua falada
Estuprando a palavra
Ria

Já que rio também
Sabes que sou um homem que não existirá mais para ti


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quis-me

Quis-me
Agora não me quer mais
E eu como o ar livre a ventar vou voar
Livre vi que quero você aqui
Só que não tem mais
Acho lindo sentir isso
Essa falta que bate bem
Bem aqui meu bem
Não é saudade
É coisa da idade
Mas eu danço e canto, não ranço
E nem me canso
Livre, nasci assim
E na selva da cidade isso também vale
Mas lá no fundo vale de mim

Não queria estar assim

domingo, 31 de janeiro de 2016

Letras juntem-se e façam com que nos entendamos



Mergulho no espaço vago
Busco ser-me

Sou-me

Suando digo que não estou chorando
Estou correndo ao encontro do que vejo

Um beijo

Por uma fina fatia de queijo suíço caniveto-me
Corto a estrada em duas fatias
Uma vai e a outra fica

E pra onde vou?
Não sei
Estou a ti olhar

E vejo muitas cores numa só nuance
Eu em mi e tu em ti estamos aqui
E agora um sim falta de ti a mim
Um romance

Meu corpo pede respeito em teu peito
Assim estou, me deito

Olhe em meus olhos o perigo que há em teu umbigo
Cordão umbilical
Alimenta a mim assim

Lá está uma outra pessoa ao longe
Ela não queria estar aqui
Mas queria estar assim

Não meta seu martelo
Não me julgue por eu ser assim
Por falar tanto assim

Estou livre assim
Deitado aqui em ti
Estou em paz

Mas você não é mais
Nem menos
Somos iguais

Vago perto da tua vagina
Ela não imagina
Que é uma esquina
A qual todos dobramos
Quando e depois que amamos

Nascemos dae
E voltamos praqui
Para nos entendermos

Você e eu somos cada um uma pá
A cavar nossas covas
E é juntos que formamos
Paz

E vivermos
Esqueçamos o mundo
Estamos juntos
Amando

sábado, 23 de janeiro de 2016

Estarei nas estrelas

Quanto mais o tempo passa
Mais desgrudo do chão
Em direção ao céu estou
Ando pelas ruas perdidas
Perdido
Um pedido
Meu espírito
Em vozes diz
Mais devagar
Tudo tem o seu tempo
O leste, o sul, a direção neste mundo
Como eu ando
Onde a onda quebra
No mar alto
Quero subir essa lomba
A bateria de meu coração faz esse som
Que danço e não ranço
|Sou uma criança descendo a lomba de carrinho de lomba
E para refrescar uma limonada
Que nada
Sou um adulto ficando velho
Escaravelho
E o buraco na terra se abrindo cada vez mais
E não tem mimimi
Todo mundo vira nisso ai
Eu vou andar pela terra que vai seguir essa lei
Eu sei Mas o show ainda não terminou
Aqui
Aqui estou amor
Onde você vai querer me encontrar estou

Ainda estou aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Um outro eu...sou possível




Um pensamento vem e a imaginação me leva
Nesse vai e vem vou ver o que é que tem? ser eu também

Por isso me atrevo a tentar ser o que meu íntimo projeta
Sinto ou minto
Não omito-me de minha meta
Uma espada, a minha
E o que sou me espeta, desperta

Minha vida grita 
Não sou vítima
Sou uma tela sendo pintada ou inventada por um atleta

O vento de minhas narinas de alazão
Enchem o vazio
Preenchem a luz de razão
Ou emoção

Sou a locomotiva da minha vida
Uma sensação deixo cair pelos trilhos
Luz...? Treva...?

Pensar
Agir
Amar
Enfim tudo o que sinto
Invento...

Por exemplo agora sou um pinto recém do ovo saído
Venho vindo
Desgrudo-me do físico físico
(Como arde chorar de protetor solar)
Não, nada vai impedir
Sou eu, meu próprio herói

Siga pinto
Nem sei por onde ando
Sei onde andei
Distraio
Como se diz, me traio
Paro e olho pra trás
Tropeço em almas
Desobediente Soul
Passei...

Pinto não sou
E não ando pra trás
Zás... sou eu de novo
Com a manga cheia de ás
E há algo em mim que não sei

Nesse quarto com meu trevo de quatro folhas
Preenchendo essa tela, essa folha
Trevas... me atrevo a transpuni-las
Mergulho em busca do sol de meu eu
Sol não rima com água
Mas forma a vida

Mergulho no eu piscina, profunda até a china
Procuro uma penicilina
Que cure essa minha alma tão pensada

Volto
Experimentei
Se senti ou menti
O importante é que emoções vivi

Nesse pensamento que veio e me levou
Em imaginação
Para onde fisicamente não estou
Mostrou que somos heróis ou monstros de nossas próprias criações
Somos crianças como nossos pais


Por querer ou sem querer
Vamos ter que nos entender
Esse dia vai chegar
Pra sempre imagino...evoluir

Estamos juntos do início ao fim
E o fim está ali
E aqui começo

...



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

E no fim dou eu




Manda mais uma
Vou me detonar esta noite
Pois é hoje que eu não trabalho amanhã
É que minhas lágrimas de acordar para fazer o que não quero me afogam
A lei que o sol tem
A de sempre amanhecer
E fazer com que eu tenha que acordar
Ainda mais
Trabalhar no que não quero
Me phode
Faz com que eu não queira durar sem anos
Assim, pra que?
Pra contar o que viveram e eu não vivi
Quero é contar o que vivo

Insensível a mim estou
Não escuto minha voz íntima
É que a pressão das contas
Faz-me amassar-me
E não amar-me
Tranqueiras
Tenho que livrar-me dessa vida imposta de impostos
Não quero mais acordar sem vontade de viver
Eu tenho que procurar uma vida
A minha
A a que vim
Tenho que livrar-me das preocupações
Dessas que não me trazem nada mais
Do que mais preocupações
Tenho que amar-me 
Acordar-me
Querer dormir para acordar
Amar minha vida
Querer que ela seja longa e bem vivida
Tenho que querer amar ainda mais do que eu possa
Tenho que querer viver
Tenho que me dar todas as chances
A vida presta
Quero devolver-me
Quero viver afim de viver


Tenho uma coisa a dizer para mim enquanto vivo
Estou vivo e envolvido pela vida
Eu tenho que dizer
Indeciso estou
Entre estar vivo numa vida que não quero viver
E entre por esta porta e minha boca aberta
Entra a vida ávida
Preciso ser guiado
Estou cego
Enviada seja a sua vontade em minha vontade
Solitário não sei o que fazer
Como pode
Como pôde
Como pude
Ter nascido e vagido um pedido
Estou solíto
E solicito além de pão e sermão
Que seja um pai e irmão
Que ama esse eu que sou sua cria então
Sou eu
A mim
Enfim
Assim
Sem fim...






domingo, 3 de janeiro de 2016

Doc Winter on Fire Ucrânia

https://www.youtube.com/watch?v=RibAQHeDia8

Cães berram

Olhe bem para o meu rosto
Molhe bem ao seu gosto
Sou aquele que a ti tanto faz
Descolo-me de ti
Olhe agora
No meu rosto existe uma chance
Mesmo que seja uma ilusão
É melhor que essa desilusão que a mim és
Inspirei-me na estrada
Que leva e trás
É que assim
Viajando espero que no fim haja flores
Caso

Como sempre se fores
Pois sei que será sempre assim
Mas não importa
Bato a porta
E ouço sua voz dizendo vai
Mas tanto faz
Fecho meus olhos
E de novo
Você me satisfaz
E mesmo que outras línguas deliciem seus beijos
É a mim que teu latim diz 
Que nunca haverá 
Por mais que homens hajam e ajam
Sou eu que sou
E que te faço e farei
FELIZ

sábado, 2 de janeiro de 2016

Viver é a pena

My eyes tão longe estão
Estão numa floresta
E o que me resta é estar lá onde eles estão
Diz que diz
Sim indico quem é feliz
Quem pensa assim são as pessoas que não gostam de mim
Fogo no olhar
Fico na sala de estar
Sorrio um sorriso que minha coluna vertebral não gostaria
São uns bossais
Ouço umas vozes de quem não está
Olha o trem
Sei que não ando na linha
Óh! Querida vida
A quero bem
Mas devagar
Divagar
Não vou chorar na hora hagá
Mas desde já
Digo que não garanto nada
Pois a vida é essa incógnita a me indagar
E a nos tragar
Eu sei que eu não sei
Mas esta noite quer responder
Entro em mim mesmo
Eu não sei o que vai sair
Estou na beira da vida
A me olhar
A me jogar

Nem sei se vale a pena
A minha
A minha vida a mim
É pequena

Lume

Seus olhos despertaram meu grito
E vou gritar
Sou um
Um que te ama mais que todo o mundo
Escute
Quero te dizer que não sou só mais um
Sou um que te ama
Nem sei se o que melhor ou o que mais
Mas sei que muito vou te beijar
Miau sou eu nessa rua a gritar
Procurando você em mim
E ando gritando
Acordando os tris que gostam de mim
Eles me amam coisa que você não quer fazer
Eu ando gritando por você
E meu volume é um lume
Nesse costume seu sem eu
Olhe meus olhos gritando
Eles são minhas mãos
Eles são meus vírus
Veja que não quero só cerveja
Quero ser veja
Um Chopp me não me chape
Mas beijar você
Estou pronto
E nem to tonto
Seu fora me deixou dentro de mim
E assim achei você dentro de mim

E onde estou...

Alma certa diga no que erro
Some
Some o que sou
E tudo está num chão onde não pisa minha mão
Olhei bem pra mim
E pra ti disse
Meu espirito é uma luz que não vê
É que o amor está escondido
Em ti
Em mim
Mas no fim
Os anjos são macacos
Nos quais acalco meu decalque
Onde meus olhos esbulham
Livres são meus olhos
Ao longe olham
E dizem aos meus ouvidos em silêncio

Que o céu está
Está em meus pés desnudos
Olhando feito terra
Que vai comer com seus excrementos
Todos os meus sentimentos
Centímetro a centímetro
Fecho meus olhos num caixão que não estou mais
E num flash seis direções surgem
O alfaiate errou a medida
Alargou minha visão
Devagar com esse andor
Não quero acordar

Marionetes do destino



A cor dos meus olhos desbotados insistem
Sei
Mesmo a vida sendo só uma e tá
Não sou só isso
Uma vida minúscula aqui no Humaitá
Eu olho para os lados
Eu saio dessa fila dessa sopa maldita
Da banalização da música de ostentação
Crio ativo
Minha mente investigo
Tipo trigo do joio separo-me
Ponho no varal minhas pálpebras
E o meu olhar marrom vê bem o que é bom
Mergulho na piscina de minhas lágrimas
Tomo o ar de meus pulmões
E bebo de minha alma o néctar
Bom estar sem aquele mal estar
Passo o roldo no ralo
E pelo talo engulo meu orgulho
Brilha minha trilha
A vida certa na errada achada
Volto nova mente
Nave gente
O sacrifício está feito
Emirjo e mijo
Calma e pacientemente balanço minha vara
Agora sei pescar
E pensar que sou, não me torna o que sou
Ajo
Viajo
Voltei
Ei
Sou eu meu rei minha rainha
Compreenda que cada fato é um ato nesse teatro
Te ato em nós
Aceite o meu eu que agora compreendo seu
Se somos nossos
Mesmo marionetes do destino 
Beije-me ternamente
Internamente
Lá dentro da vontade da língua
De onde surge o verbo primeiro

o show de 2015

Não somos impotentes 
Cujo o tempo de vida trata-se um piscar de olhos 
Somos a evolução dos macacos
Vivemos num canto minúsculo da galáxia 
E o nosso sol não é somente uma estrela de porte médio. Esse pessimismo é essa doença social em que vivemos, políticos incompetentes e muitos corruptos, mídia sensacionalista, a banalização da vida e a espetaculização da violência difundida dolorosamente
 Mas esperem o show de 2015 terminou, mas as cortinas não baixaram. Ficaram muitas coisas por fazer. Foi só um mal estar. Vai passar. Está passando. Não eu não vou ficar aqui nessa fila com uma tigela na mão vendo a vida passal. Saio da fila desse sopão. Chega de circo e pão. Que sensação. Foi-se a foice fatal. A criatividade da humana atividade. Busca e busca. Se o mundo la fora me explora. Explora minha própria fora. O destino do que tenho no intestino está em minhas mãos. Deixo fluir meus fluídos. Sinto o sol maioral em minha alma imortal. Eu tenho que... Eu tenho que ser quem sou... a que vim! Mergulho em meu próprio desespero e ressurjo sujo de mim mesmo. Mas com um brilho nos olhos. Sem orgulho largo o bagulho. Que beleza minha filosofia pura. Mergulho nova mente. E quem eu encontro? Eu mesmo. A vida certa na errada achada. Investigo a lua, não da rua. A luz da lua reflete o meu sol interno. E me diz com todo o amor que há no ar, na água, na luz...que eu, eu, eu...sou, sou, sou...o cento do universo, e por favor com amor não confunda-se és também pra si o que sou pra mim. Enfim, somente a inquietação provoca a busca e o resultado é um silêncio que diz tudo sem dizer nada. Sinto. O palco de nossas vidas ae está dentro de cada um.