terça-feira, 3 de maio de 2016

Abolicionistas mentais =


Presos nos elos de uma só cadeia
A multidão faminta cambaleia
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece
Outro, de martírios embrutece
Cantando, o ser humano geme e ri!
Fatalidade atroz que o pensar esmaga!
Extingue-se nesta hora o q o obriga a ñ brigar
A viver sem questionar esse brique imundo do mundo
O trilho que t faz a vida sem brilho descarrile
Abriu em ti a vigia
Com tua íris vê ao longe o arco-íris
A infâmia é demais!
Levante herói do Novo Mundo!
Arranque a indignação, a desprenda nos ares!
Abre à porta ao ti questionares
Povo! povo infeliz! Povo, mártir eterno
És do cativeiro o Prometeu moderno...
E cruzais os braços... Covardia!
E nem murmurais... Hipocrisia!

— É preciso esperar... dizes
Esperar? Mas o quê?
Basta! A hora soa...
Tua voz revoa
Por nós clama
A nova geração rompe da terra
Se pobre, que importa? Seja livre... És gigante
Ó gente, despertai... Não curves a fronte
Já falta bem pouco. Sacode a cadeia
A luz da alvorada de um dia melhor nos ladeia
Arranca este peso das costas do Atuante
Levanta o madeiro dos ombros teus
Vai, Poeta... Rompa os ares
Cruza a serra, o vale, os mares
Deus ao chão não te amarrou!
Tu és livre!
End entend

*Castro Alves, é eterno e então atual. Agradeço ao éter q nos lega-o

sábado, 23 de abril de 2016

Liberdade de ficar aqui

Há um eu em mim que na dificuldade sai
E entra em mim
Não vou sair daqui
Sei que sou só um
Mas com mais um somos dois
Vamos pois
Começar aqui mesmo no Face
Uma nova vida erguida nessa cidade
Temos que tentar
Teimemos
Olhem estou aqui
Ninguém vai me expulsar
Não vou sair daqui
E vou nos convencer a ficar
Esse é o nosso lugar
Vamos pra tv, jornal e rádios
E do Facebook vamos mostrar nossa face
E quero sim
Por ti
Por mim
Por nós
Ataremos os nós da paz
E retornaremos livres
Juntos vamos declarar
Nada vence quem tenta
Esperae meu celular está a tocar
Alô
Festa?
Já estou numa
La mejor fiesta
Defender minha terra e...
tutututututututututu

Por me amar larguei de te amar

Não sou mais nenêzinho
Vou lutar
Vou ser o que querer
Não vaio
Mas não caio nessa de ostentar
De o que não realmente tenho ou sou mostrar
Nem vou tentar
Some da minha frente
Com essa de vodka, energético e camarote
Sou enérgico com quem quer me passar o trote
Espere
Espere ae em frente
E me enfrente
De cara e mãos limpas
Jogo o jogo
Tua cara bonitinha é pra gurizinho
Salafrária não gosta de homem
De quem sua por seu salário
Por seu trabalho

Saia dessa saia
De calcinha dance sozinha
Não quero  embandeirar
Tua bunda ta no x vídeos

Não sou seu nenêzinho
Não vai me criar
A todo mundo igualzinho
Eu sei que não sou doutor pra te curar dessa loucura
E nem vou diretamente tentar
Vou é ser o que sempre sonhei
E não é pra ti provar nada
É mesmo por me amar
E foi por isso que te larguei
E com minhas lágrimas criei um lago de indiferença
Cresça
Ou não
Tanto faz
Não te quero mal
Apenas não te quero mais




sexta-feira, 22 de abril de 2016

Jovens se matando



Quantos jovens mais precisarão se matar? 
Para nada provar
Além de nos apavorar
Mulher estou assim
Sem ti 
Sem mim
Não te dei nada mais
Não quero teu útero cheio de esperma
Espera!!!
Ao evitar-me estarás gravando-me em seus seios
E assim saberás o que são úberes
Inflados estarão os ânimos animais
Vou convencer-nos a vencermos juntos
Eu bem sei que pouco sobre ti sei
E mesmo sobre mim o sei
Paro quase em close 
No espelho meu corpo navego
Uma legião na região humana
O mais que humano em mim
Chorando pelos jovens que estão sofrendo tanto
Se matando
Vocês mulheres elejam melhores seus amantes
Mesmo que sejam todos os que puderem aguentar
Os escolham por pessoas boas que são
Pessoas que obtenham grana de boa

Os que gastam horrores fazem horrores
Estão se matando para ter seu prazer

Eu não quero ser tão direto 
Mas miro em teus peitos
Porém vocês serão mamães desses elementos
Que estão vivendo esse tormento
Se matando por nada
Vou parar por aqui e por amor 

Mas não sem antes lavar minhas mãos
Desse horror que estamos vivendo
Jovens se matando
Jovens se matando
Vocês estão entendendo?
Jovens se matando
E nem vivendo
Nem amando
Nem se sendo
Estou chorando
Mas vou seguir lutando
Jovens se matando por grana
Por trama
Por sexo
Por trago
Por prazer
Por falta
Por excessos
Por falta de amor
Por falta de mãe, de pai
De algo mais
Mas afinal estamos vivendo uma época em que...
Parece que nunca vai acabar
Como esse texto que muito expressa o que sinto
Vai ter que terminar
Que essa vida miserável também vai
E vamos juntos refazer uma nova forma de viver
Um renascimento
Despregarmo-nos da cruz por todos nós
Temos que após dois mil anos ter aprendido algo
Se fomos tão estúpidos
Acordemos
Discordemos
Concordemos
E nos amemos
Ou isso ao menos
Escrevemos


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O início do fim do vício

A vontade é o que eu refletidamente quero. O desejo é o que eu até refletindo que não, mesmo assim quero. A má interpretação do conceito de vontade pode levar ao entendimento de que o homem seja um ser guiado somente por seus impulsos mais primitivos e de que ele não consiga, nem possa se erguer na natureza mediante os outros seres vivos. Assim sendo, torna-se muito importante o entendimento da atuação recíproca entre vontade e desejo.

Assim afora o Deustino, tudo o que faço é um ato de vontade. Não conheço profundamente a eletricidade. Sei e sinto que ela existe, quer seja por algum choque ou pela luz que está na minha lâmpada.

 O mundo me adentra por meio de meus sentidos e é por mim representado, interpretado da forma que meus conhecimentos e experiências que são alimentados e por esses mesmos forjados.

O mundo é o que percebo e reconheço. O decifro intimamente e assim com minha vontade ajo conforme a realidade que opto ser minha verdade. Na realidade o ódio e violência imperam, mas na verdade o amor e paciência são eternos. Se você ama algo, essa algo cresce e fica bonito e bem cuidado. Se você odeia algo, esse algo será fatalmente destruído. Assim após uma pesquisa muito profunda, o conceito de minha vontade se cristaliza, pouco a pouco, nos esclarecimentos sobre a afirmação e a negação de desejos. Por outro lado, meu corpo, essa matéria orgânica é o mais alto grau de objetivação da vontade de minha vida. O intelecto é uma instância reguladora da ação (objetivação da vontade), entretanto, ele está sempre a mercê dos desejos, no intuito de dar-lhe um caráter plausível, tanto para o próprio indivíduo, quanto mediante os outros, a fim de justificar constantemente os atos como fruto de uma ação gerida pela razão.

Na ausência da atuação do intelecto, o que se tem é a atuação livre dos desejos, tornando-se não virtudes, mas sim vícios. E é dessa condição que a vontade revela sua essência original e clara, pois se a vontade reside em todas as ações humanas, pode-se entender o mundo como espelho da vontade e não do contrário.

A vontade sabe onde o conhecimento a ilumina, constantemente o que a vontade quer aqui e agora, mas nunca o que ela quer como um todo. Cada ato isolado tem um propósito, o querer na sua totalidade não.

A vontade afeta diretamente o agir humano, e atua de forma fundamental no conhecimento, Torna tudo aquilo que é conhecido em familiar, aquilo que se encontra no interior do próprio eu, o a saber, a a vontade. resta uma coisa em si que pode e deve ser conhecida, e essa é o próprio corpo humano, pois este é concebido de forma dupla, ou seja, o corpo humano é objeto do conhecimento e, como tal, submetido a todas as formas de conhecimento como tempo, espaço e causalidade, por outro lado, o corpo humano é entendido como o mais alto grau de objetivação da vontade.

Em outros termos, o corpo humano é o único objeto do conhecimento, ou fenômeno, que é vislumbrado a partir de duas perspectivas completamente distintas: uma como um objeto representado e aferido pelo intelecto, e em termos de perspectiva da orientação do pensar de fora para dentro; outra, como o mais alto grau da objetivação da vontade, ou como vontade simplesmente, e para o pensar: de dentro para fora, sobretudo, quando se pensa o que a vontade quer do corpo, analisando todos os impulsos e ações que este assume, todo movimento que o corpo realiza é um reflexo de um ato de vontade.

Saindo do lago de indiferença ou incapacidade. O problema entre os seres começa a existir justamente ao se pensar como a objetivação da vontade se explica. “todo nível de objetivação da vontade disputa com os outros a matéria, o espaço e o tempo [...] já que cada um quer revelar sua idéia”

Dessa colocação, pode-se entender que o simples fato de um ser existir e necessitar de um corpo para efetivar sua existência já representa um obstáculo para a existência de outros tantos, dada a limitação de matéria disponível.

a vontade objetivada na forma do indivíduo não reconhece no outro a mesma vontade que o jogou para a vida. Logo, o que se tem é a luta da vontade contra si mesma, que para a própria vontade não há consequências, mas sim, para os indivíduos, pois desta luta surge o egoísmo como característica principal do agir humano. O egoísmo é, de certa forma, uma afirmação plena da vontade objetivada dentro de um corpo que só pode entender o seu agir de forma limitada, assim como, limitado é o seu intelecto mediante o tempo infinito e a vontade que se manifesta em tudo, a todo tempo e em todo o tempo. O egoísmo não consegue reconhecer em outros sujeitos a vontade que nele habita e o anima, assim como, no conceito de não liberdade da vontade humana

Não se pode ser outra pessoa, a não ser aquela que é. Melhorada pelas experiências apreendidas e muito bem executadas. Mas de onde brota o querer saber para melhor viver ou mesmo para se ser de fato? Brota do sofrer A tragédia do sujeito do querer é que não há objeto do querer que o preencha plenamente. Sendo assim, a vida se torna uma busca, sem paz e sem pausa, pelo próximo objeto do querer, que, na ilusão do sujeito do querer, será aquele que lhe dará o tão ansiado sentido pleno da vida, portanto, viver é sofrer!

 

O intelecto, a consciência de si e de mundo do sujeito do querer é tão exaustivamente esgotada pelo querer, que ele já não tem mais energia intelectual para enxergar nada, a não ser os meios para a efetivação dos anseios, gerando uma plausibilidade pretensamente racional para os mesmos.

O ser humano torna-se plenamente um escravo a serviço dos desejos da qual ele, por vezes, até nega a existência! Tudo o que impulsiona o sujeito do querer é o motivo gerado pelos desejos. Não é de causar espanto que a raça humana, que se considera tão superior e tão elevada, continue a encontrar enormes barreiras interiores para se enxergar pois, para que a ruína da fábula construída em torno do gênero humano se desfaça até a última pedra, é de fato necessário que o ser humano se reinvente.

 Há uma porta aberta para a fuga da escravidão imposta pelos desejos, solução essa que se estabelece sempre que o sujeito da Vontade se torna o Sujeito do Conhecer. Quem é o Sujeito do Conhecer? É aquele que consegue com o seu poder mental, dirigir o seu foco mental para fora do motivo do desejo e passa a ver o mundo livre da relação com esse, ou seja, sem interesse, sem subjetividade, pois o mundo é apenas representação e não motivo. Mais do que tudo, as artes, sobretudo a música, são os elementos que detêm o poder de fazer o sujeito do conhecer aflorar de dentro do sujeito do querer. Nas artes ou na natureza, o querer não encontra o seu correlato. Toda a dor e todo o sofrer cessam a ilusão da individualidade, da subjetividade e cedem lugar a uma existência que é apenas o olhar do mundo, que perde o seu valor. Esse estado contemplativo (ou seja, negação temporária da vontade), é o elemento mais urgente em mim.

 


 

Não se pode ser outra pessoa, a não ser aquela que se é. Melhorada pelas experiências apreendidas e muito bem executadas.

Homem Máquina


Num futuro imaginável a humanidade avança (?)
E  torna-se quase imortal
As pessoas trocam de órgãos
Ou os recondicionam
Isso infinitamente (eternidade?)
Acontece que
Como tudo
A mente tem limite
Sabedores disso
Nesse imaginável futuro
As pessoas repassam todas informações e experiências de uma vida
À uma máquina
Então a máquina imortaliza o ser?
Tenho que fazer isso mesmo?
Descrevo
A tela branca
Branca como eu
De medo
O tempo de eu digitar cada tecla é o que não me mantém
Eu ando pelos ares a abraçares
Todos as figuras eternas
Lá de cima vejo que mais embaixo encontramo-nos
...Circularidade pulsante...
Tenho mesmo que fazer isso?...
Do alto ao baixo
Três linha transponíveis
O sol que está lá esta cá
Uma estaca se apronta
Desvios
Voltamos à eternidade
A máquina imortaliza o ser
Humanos
Máquinas
Corruptíveis
Falíveis
In tudo isso
Ou de novo
Tirania
Escravidão
Igualdade a toda a humanidade
O fogo queima com sua luz
A escuridão se apresenta para ser decifrada
As coisas nesse futuro imaginável acontecem de forma circulante também
Pulsam
Expulsam de si o nosso
Eu acho bom estar ciente de que não há quem o oriente a partir de um caminho escolhido por ocidente
É só você mesmo que pode e que deve saber o que fazer
Ou imaginar
A queda é longa e árdua comoa subida
Estou caindo com estilo
Surfista prateado desse dourado
Ao eldorado
Touro indomável
Eu grito e danço no ar
No vácuo de minha mente
Entre o espaço de tempo em cada toque do teclado
...Um templo...
Estaria o tempo passando?
Nessa vida imaginada está o segredo da causa de tanto medo
O limbo
O umbral
O Zênite em espiral com o Atma
Somente o Zé Maria entende
Um véu
Uma alma
Uma máquina anárquica
Um furo no futuro
Ok tenho que ganhar dinheiro
Meio que me acho
A lua ilumina Monte
Monte Grana
Caio mais em mim
O dinheiro essa mola
Que faz de um homem nada mais que bolas pedindo esmolas
E a mulherada passeia
Mãe Maria Mulher Terra em Poesia
Desprendo-me de toda previsão
Mergulho no meu orgulho
Uma batalha essa história
A eterna batalha que
Talvez mantenha viva está aparente luta
Entre vida e morte
Ou outro dualismo qualquer
É esse pulsar
Esse vai e vem
Até dessa história que provem
E ela de novo vem
Nesse momento silente e sonoro
Aparente e invisível
Está naufragar a nau que sou
Descubro-me no profundo oceano do que eu mais tinha medo
Uma abertura pra dentro diz: vem
Em mim algo dizendo: vai
Então vai e vem meu bem
Assim
Não pára
Agora pára
Assim dura mais a minha mais pura sensação
Mixturo tudo
Extase e tédio
Música e meio-dia
Sexo sem nexo a moral anal
Entro pra dentro de meu maior medo
A mais profunda escuridão
Numa trabalhosa reflexão
Todos e tudo se juntaram
Disseram então:
Aqui ninguém se dá a mão merrmão
Isso é pra fazer lá de onde veio e pra onde vai
Estamos no limite
No Elo perdido
Onde não são as mãos que nos unem
Não há matéria para se apegar aqui na borda
Mas...mergulhe no céu mais profundo até ao seu mais sublime "eu"
O aço de meu espelho se quebrou
O fel de minhas palavras andam a se adoçar lá fora
É por que ainda há mais espelhos
Circulo por ae e por aqui
Além das vaidades em busca de verdades
Da Verdade
O amor
Estou no passado pensando em você
Em nós juntos
Em tudo mais
Nos nossos erros e acertos a mais
Começo a chorar
Quase a naufragar
Naufrago
Vou ao fundo mais profundo
A luz dos meus olhos olhe
Não ilumina mais o seu rosto
Moldado aos meus beijos
Certo e não
Pra cima eu olho um buraquinho de luz no breu
Cada estrela pode ser eu
Ou algo que tenha a ver com o caminho nosso
Uma estrela me aponta o caminho Underground que sou
Vou
Voo
Pra dentro cada vez mais
Sinto o seus suspiros do som de sua vagina
Imagino
Mas a turba chega
Eu n'eu volto
A história tem que continuar para o verdadeiro amor achar e perder
No mais distante e profundo oceano feito das lágrimas humanas
Reflito minhas expressões nessa água
Vejo no fundo de meus olhos
Um solo além desse que piso existe
E não é dessa música que faz a trilha de minha vida
O solo do oceano dessa terra
É o chão do mar de minhas lágrimas que abre-se
Momento iluminadamente lindo
Uma orquestra sinfônica em silêncio aprecia meu ouvido
Ouvido essa invenção de nossa evolução
O tato
A visão
A intuição
O amor me vem de novo
Na forma de um ovo
O verde me dá sede
Eu não quero mais dizer sim
Mas a vida é assim
Sim eu amo novamente
Fiz a volta em meu mundo e lhe quero
Na pense nada demais
Voltemos a imaginação domada a setas
Celtas
Primatas
Entro na criação
Entropia
O ovo é a promessa de uma piada
De um pinto ou uma galinha
Galo
Falo o que sinto
Não vivo de cisco
Olho além
Sou uma águia
Uma Fênix sensata
Das cinzas trago-me puro
Vindo de cima e de baixo
Olho para os lados em movimentos circulares
De costa a costa
Vejo de frente e de costa
Por entre e dentro
Não me perco
Por isso não há mão
Não me perco
Na natureza nada se perde
Tudo se transforma
Quando falta luz
Uso minha mente
Em nossa totalidade
Entendo lentamente a gente
Fomos feitos evolutivamente do barro
Do barro da terra
Da mãe terra
Transpuno essa barreira-mãe?
Silêncio
Só as batidas de meu coração e as ondas de minha mente
Não estou
Mas parece que estou só
Nada de matéria destrutiva ou destruída
Um mundo imaginável
E nada de fim
Pois eu volto de volta
Conto ou não conto minha epopeia
Ridículo todos pensarão
Caso pensem
Ora
Vou descrever essa minha história na parede dos vasos
Das plantas
Vou escrever uma carta para o presidente ajudar toda essa gente
Encosto-me numa árvore
Um mogno
Poesia?
Um gnomo
Assumo o controle e ele some
Nada inflará ou desinflará esse ego multiunivérsico
É Phoda segurar
Mas levo de leve
É verdade estou descrevendo uma viagem programada
A mãe terra está criando o estofo de minha entranha
É uma entidade da qual não concebo
Chega!
A evolução não é controlável
Essa minha vida a é
Evoluo bem
Para você meu bem
Um homem precisa de outro
Aqui
Assim de mãos dadas podemos nos agenciar a irmos
Aos locais mais densos e de lá suspensos sairmos de nós mesmos
Pausa física para secar o suor
"Tive até que secar embaixo dos braços
Deu até asa escrever
Asas pra voar"
Reestabelecido o contato
Olá
Por onde andava?
Falo com meu espelho
O quebro e surfo em cima de um estilhaço
O principal é entender o aço e o papel de viver
A esfera de uma caneta não refreia o intelecto de quem devaneia
E inventa um futuro melhor
Vamos longe retornar
Àquela história esplêndida de nossa criação
Por minha ótica agora então
Ok
Ok acho que acabamos o primeiro capítulo
Faça a sua viagem comigo

E saiba-se sozinho