segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Complexo como sexo no início

Olho atentamente o crescer da relva
Noto em seu balançar um que de Baudelaire
Vou badalar meus sinos
Em hinos descritos nesses escritos
Mas quem sou eu? no ar que prensado em meus pulmões
Leva-me a viajar ao infinito de meu imaginar
Transar em transe no trânsito de meu intestino
Ou mesmo de meu distinto e suave pensar
Desprendo-me das dores
É noite
Mas meus olhos iluminados veem
A escuridão dessa caixa que colocam a mente de cada cidadão
Mas eu não
Agora eu sei
Meu corpo não é mais jovem
Ainda bem que o ar hoje me satisfaz
Minha voz banha-se na água daquela cachoeira
Livre
Sem a poeira que cobre tudo
Ando o mesmo 
Só que sem artifícios
Somem os desejos mundanos
Mas não é coisa do passar dos anos
Acho que me acho
Agora maduro e macio ao que vivo abaixo do céu
Espero que eu saiba aproveitar essa noite até amanhecer
Eu sou um motel a noite
E um hotel durante ao dia
Não faço mais nada do que investigar minhas entranhas
Sei que não é comum

Mas quem é comum?

sábado, 24 de janeiro de 2015

Poesiares



Minha adolescência foi um romance doido e doído
Bem onde o cupido apresentou-me a poesia
Poesia possível da rara vida de ser um a mais na massa
Tanto que me apossei como um inebriado amante
Completamente perdido e apaixonado pela liberdade poética
Às possibilidades da minha própria vida
Logo depois que a paixão se tornou um amor fecundo
Copulei com minha imaginação
E agora a gestação obedecendo a gravidade vem descendo
A dor do parto quando chega a hora do eterno agora

Paro-me
Pari-me
Paris me
Quero-me
Quis-me
Kiss me
Decidi amar-me e libertar-me

Não sei de ti nada mais do que sei sobre mi
Relembro de cada membro meu se fazendo
Nos porquês de os te-los

Por isso não venha me dizer que não posso sair dessa fossa
Nesse meu coração bate alguém que quer ter a liberdade de sair e entrar quando quiser
Tudo e todos aqui e agora

Onde estou agora vagindo é para onde sempre estive indo
Vasculho onde vim dar
Sem ao menos lembrar de alguém me convidar estou aqui, vivo
E vivo com o meu crivo
Filtrando
Fitando possibilidades
La vem
Ja vem de novo
Jah vem
Assopro o vento pra dentro
Tento um novo invento
Eu mesmo a mim sendo
Loucura aos materialistas com seus carros em suas pistas
Nada contra
Mas eu quero achar a minha própria luz solar
Me descolar desse meu colar que vês nesse meu pescoço
Pra notar que por ele passa uma voz
Nessa garganta
Essa foz que costeia minha cabeça
Aspiro ereto
Estico minhas costas
Minha coluna vertebral
Algo que mantenha o meu eu animal
Rico secretamente entro na entranha do meu mundo e acho-me-nos...
Amigos e amigas que ja largaram dessa matéria
E estudam outras em outras partes
Por minha decisão decido anotar meus pesares em pensares
Poesiares
Textos longos sei
Tão longos como será a investigação de cada em cada si
Que por si só formam a humana vontade de buscar os motivos
??????????????????????????

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Decidi começar a dizer que não mais amo quem não

Eu não sou tudo o que sonho
Noto em mim um que de falso
É fato
Não sou o que penso
E mesmo assim
Minhas mãos constroem minha vida
Tenho que tentar
Demolir o muro que separa o oceano do saber
Do oceano do ser
Ao eu ilha
Istmo
Uma ponta do que posso
Peço
Algo tipo assim

Tenho que fazer de minha vida meu resort
É um sim a mais

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Só minha que faço nossa

Vivo minha natural idade
Livre sem notar a liberdade
Recordo e concordo com o que fiz e faço
A certeza de que o que farei vai me satisfazer
Livre vou vivendo
Não nasci para seguir os iguais
Ser como os meus pais
Ou mesmo como meus amigos
Respeito todas as formas de viver e de vida
Mas a mim a responsabilidade é só a mim devida
Sem comparações
Livre vou vivendo
E sem notar observo que anoto essa liberdade
No meu próprio olhar
Vejo que cada um dos que fui e sou é mesmo eu
E quem sabe um dia não possa ser quem você sempre sonhou
Estão abertas as portas das possibilidades
Casei com o vento, mas posso ser só um excremento fedendo
Só no fim enfim saberei
Mas vou ficar de boa

Pois sei que dei oi a cada vontade re ou irrefletida minha

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

...a sigo

Minhas atitudes agridem os não mais
Mas não posso me apegar aos crepúsculos
Aos sem sonhos
Aos que ficam avolumando filas
Suas vidas em vilas
Resumo minha dor criando
Sim tenho falhas
Mas atitudes que as valham fazem valer meu tentar
É tanta insensibilidade

Tanto nada materializando-se
Ponho meus eus em deus
Caminho nas águas sujas das pocilgas
Trato como minha filha a vagabunda mais fedorenta
Sou fã dela
A cadela mais asquerosa acolho
Passo óleo queimado na sua sarna
Beijo minha mão por isso a lavo
E levo meus acenos
Ao ascenso momento
Lágrima em páginas de Internet
Faço minhas as dores do mundo as esquivando
Em esquinas espero uma volta de quem nunca mais voltará
Mas eu vou parar aqui
No vento frio e úmido da alvorada voraz
Que devora minha carne
Mas não quebra minha alma
Que firme
Sente-se num filme
Feito por uma firma que não quebra 
Cresce feito vértebra animal
Uma coluna ereta
Que na certa
Mostrará o caminho em seta...


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