quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E tio feliz!

To que estou
Sem amigos num bar
Olhando para os lados
Perdido
O que me resta nesta festa
É minha memória
Como mais uma batata
Odeio-as fritas
Mais uma bebida fria
Como minha vida
Eu estou onde ninguém está
E eu lembro-me de mim
Por favor seu garçon
Seja bom
Não me venda mais nada

Me mande embora 

Purgatório

Brinquei com as luzes que saiam de minhas palavras
Se bem que não sabia a força delas
Ando entre rosas e espinhos
Nada realmente existe além de minha mente
O que eu disse nesse texto?
É bom eu tomar cuidado
Pois o que eu disser poderá se materializar
Então eu quero conviver em paz
Entre as rosas e suas lindas pétalas

E seus dolorosos espinhos
Minha força se contorce
E de fato me faz um feto abortado
Inocente
Sem pai nem mãe 
Na rua
Um bebê bebum
Sem um
Na fissura que fura a minha vida burra
Desde o início conhecendo o fim
Sofrendo pra viver
Revertendo meu ser
Estou que só Deus sabe
Ei
Me abrace
Abra-se
Essa luz dessa palavras são o fogo da fornalha
Que não o torna só mais um canalha
O que?
Contra todas as regras não estou dando travessões quando muda de pessoa
Bateu na trave meu pensar
E voltei a pensar
Toque-me por essa tela
Quero tê-la
Essa fase resumo numa frase
A com crase

Mas... Sem mas

O que eu fiz?
Por onde ando?
Minha mente sai de mim e bate as portas de Deus
Perguntando
Como assim?
Sim
Falhei
Mas vou tentar de novo
A lição está apreendida
Louca Vida
Cheiro do fumo até aqui vindo
Mas não é nada disso
É sobre a violência que está havendo dentro de todos nós
Se é só mais uma crise
Quero nos ajudar a sair
Sim
Estou entendendo
A poesia é uma forma que possa ajudar
Mas...

Sem mas

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Achei uma rosa sem espinhos

O sono profundo no qual fui atirado
Como uma branca de neve
Isolou-me
Mas acordei do pesadelo com um sonho
Sei que todos falam que é perder tempo escrever poesia
Que é tempo de vida jogado fora
Eu gosto disso: de jogar pra fora
E não me arrependo de nada que fiz e faço
Sei não sou de aço
E na pedra de minha lápide
Caso a tenha
Estará escrito “ViVi”
E no fim de meu livro está escrito isso
“Senti”
Cada poro meu um olho a chorar
Não tenho medo
Provoco minhas emoções
Rápido seco tudo isso
E desescrevo
Cada célula minha urra vida
Parecem estrelas no lindo céu azul marinho
E mais lá dentro há do que possa contar

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Black Sun


Sou uma noite esperando amanhecer
E chove nessa manhã
Prefiro um amanhecer ensolarado
Mas se chover
Isso não vai me deixar diferente do que quero
Vá chuva
Molhe as plantas
Molhe meus pés

Velhos pés

Em meus olhos desponta o céu azul e o sol escondido aparece
O caminho
Calminho
Diz
Cresce

Gritos ao longe

Gritos ao longe
Sim
Ouço
Gritos ao longe
Nunca mesmo tendo
Tive medo de mim mesmo
Quero saber o limite
Não me milite
A vida foi me dada já viciada
E eu que tenho que me desescravizar
E a forma que achei
É escrever
Cravar em mim o crivo de meu ser
Parece que sou quem carece
Mas quero ser um ar leve que passa
Por entre
Nem sei
Só sei que eu não sei
Minhas mãos seguem ao que meus dedos apontam
E desponta em minha costela
Ela
A mulher?
A colher
Escolher outro ser com quem viver
Tae tarefa difícil de...
Nem sei

Um cisco em meu olhar não me deixa enxergar