sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Black Sun


Sou uma noite esperando amanhecer
E chove nessa manhã
Prefiro um amanhecer ensolarado
Mas se chover
Isso não vai me deixar diferente do que quero
Vá chuva
Molhe as plantas
Molhe meus pés

Velhos pés

Em meus olhos desponta o céu azul e o sol escondido aparece
O caminho
Calminho
Diz
Cresce

Gritos ao longe

Gritos ao longe
Sim
Ouço
Gritos ao longe
Nunca mesmo tendo
Tive medo de mim mesmo
Quero saber o limite
Não me milite
A vida foi me dada já viciada
E eu que tenho que me desescravizar
E a forma que achei
É escrever
Cravar em mim o crivo de meu ser
Parece que sou quem carece
Mas quero ser um ar leve que passa
Por entre
Nem sei
Só sei que eu não sei
Minhas mãos seguem ao que meus dedos apontam
E desponta em minha costela
Ela
A mulher?
A colher
Escolher outro ser com quem viver
Tae tarefa difícil de...
Nem sei

Um cisco em meu olhar não me deixa enxergar

Foguetai-me

Leio uma história
E ela está em minha memória
Entendo minha contenda
Gasto minhas botas baratas com minha cara vida
Me dei a quem nem sei
Doce mistério do cemitério direi
Que desse amigo não sou rei
Que o que eu quero é ter o amor em meu coração
Não em minhas mãos
Elas são duas eu sou um em uma
Muitos não todos me compreenderão
Xtou bem
Brigado por ligar pra mim
O professor não veio hoje
Ficou por mim o saber
E quero saber
O sabor
O labor
Explico-me
Tento-me
Atento-me
Lavo minha cara a sal
Faz mal viver como se quer?
E quero
Tu nua abaixo de zero
A eu quente a tua frente
Meu bigode está crescendo enfim


Amante Automático

Amante Automático

[Eu sou seu amante automático, amante automático]
[Eu sou seu amante automático]

Amor no espaço e no tempo
Não há não mais sentimento
Amante automático
Frio e sem atrativos
Desejando ardentemente ser tocado
Desejando ardentemente por um beijo
Susurradas palavras de amor
Diga que sente minha falta

Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame
Eu não posso te ver.
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu não posso te sentir.
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
E não posso te abraçar
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame

Nada de mimos
Nenhuma mão para segurar
Eu não preciso do toque
Porque o corpo dele é frio
Ele é programado para receber
Satisfação automática
Depois que o amor é feito
Onde está a verdadeira reação?

Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute Me ame
Eu não posso te abraçar
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu não posso te sentir
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu só quero fazer amor
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Oh! Como eu preciso...
Me veja, me sinta, me escute Me ame
Seu corpo é frio
Não há uma mão para segurar.

Me veja, me sinta, me escute, me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame

https://www.youtube.com/watch?v=bTFCwKvlKZo

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Guerra em transe


E no espaço vago livre
Vai o que não serve mais
E minha poesia que para nada serve vai
É o começo de mais um texto
?O que será que vou escrever
Estou criando do nada meu tudo
Acho que pode ser para sair dessa bruta
Não sei o que vai rolar
Mas eu vou rolar
Assim vou indo de encontro ao teu ombro
Em escombros vivendo
Mas vou continuar a me desnudar
Ui
Saiba não sou eu
Somos nós mesmos

Clareou meu sentir ao pensar em refletir

Fechei um pacto com a mudança
Que até enquanto eu puder vou tentar
A paz nas ruas
Pois sei que não estamos em guerra declarada
Mas dêem uma olhada

FHOMEM

Ei!
Eu vou emocionar-me e espero que vocês compreendam essa necessidade
Eu preciso chorar para libertar o que há de mais belo em mim
E eu não nasci para isso
Sinto que optei 
Pois tenho que...
Livre derramarme-me
?O que há mais
?Além de amar
E amar a todos
Livre os olhos liberam tudo o que sinto nessa fornalha
Olha
Não eu não
Mas essa fome miserável se esvai de mim
Eu sou assim
Libero-me e amo libélula
Poucos são os tempos aqui
E agora os faço de aço de fraco
De carne de osso
De velho de moço
Sou uma não

Todas essas lágrimas que formam o mar de amar essa humana vontade