segunda-feira, 22 de maio de 2017

In TheEnD'Eus

Peço a Deus
Medie meu eu ao meu deus
A a vossa presença
É que para decifrar o mistério que em mim se fez
Sobre vós Deus
Tive que transformar-me
Imaginar-me
Um Deus
Surdo ouvindo pela primeira vez
Vou ouvir face a face
Quem penso que sou?
Preguei-me numa cruz
Como seu primogênito
Nunca quis ser mais do que pude
É que era rude comigo mesmo
Precisava sofrer tudo isso
Ao gólgota fui
Pago todos os pecados de minha humanitude
Não eu não tive outra atitude

Ou virtude
Os furos dos pregos em mim
Fazem eu ver a luz
E mesmo que depois saísse pus
Nesta situação me pus
E meu sistema nervoso cada vez mais nervoso
Foi indo ao teu encontro
Senti meu lado esquerdo sendo perfurado
No vinho vindo e fazendo voltar
E mais a coroa de espinhos
Fazendo-me sangrar e nada mais enxergar
Sinto o meu eu agonizante
Mas DEUS
Faço e fiz o que deu e o que da
Como explicar
Antes da queda
Arrepender-me
Arrependo-me
Arrebentar
Arrebentei-me
Não sei mais o que sentir
Vou dizer a vos
Com minha voz
Vou gritar pelos ares até minha voz voar
E vos alcançardes
Arde em mim o etil
Em minha silhueta não estou
Ninguém viu
Estou na sombra da luz vossa
Nossa senhora tenha dó de mim
To na fossa
Interceda
Faça com que meus olhos vejam
O que não vejo mais
Mas que eles vejam bem
O que o bem tem

Nada mais a dizer
Tudo o mais está em mim
E no fim
Deus sabeis estamos todos no mesmo trem
Faço do livre arbítrio
O meu trio
Recuso a crueldade da pouca ou muita idade
Estou na média
Não vou cobrar-me
Nem cobra tornar-me
Estado de estátua é como tenho estado
Tenho que dormir agora


Bom dia, dia

Bom dia, dia
Sei que esta crosta que estou não a sou
Vou vencer essa dor
Além desse vale de lágrimas vou
E depois é que vou ser
E no meio dessa depressão imensa ergo minha vontade
De verdade levanto daqui
Vou vencer essa dor
E justo por mim vou mostrar que
Sou sim
Sou quem sonho
Desabafo esse meu bafo da madrugada má e drogada
Bom dia, dia
Não dormi bem
Sem mágica estou aqui
Não vou evitar
Sou um avatar
Como essa estrela que brilha no céu
Vou vencer esta dor
E do vale das lágrimas vou sair
E saio
Eu saio
Eu sou
Eu sou

Não nunca vou me entregar
Vou dançar a dança
E cantar a canção
Do magnífico ser que sou
O sol levantou
Leve andei 
Caminhei pelas águas salgadas
Sim eu sei
Sim eu sou
O milagre da vida nunca
Nunca vai se entregar
Vou continuar
Lavo meus rosto do sal
E ao sol sinto-me bem
Vejo o meu domínio
Vou levantar e andar
E andar por esta terra iluminada
Olhar pra trás que nada
É que eu, eu, eu
Estou tratando de saber que não é ilusão
Só estou em confusão
Fusão
E é uma dança que encanta
Kundalini serpenteando
Minha mente iluminando
E comunicando sol interno e externo
Eu sabia que conseguiria
O que vem mais eu não sei
O que eu sei é que o presente é esse vai e vem
E eu sou do bem
E canto e danço como uma criança
Cheio de esperança
Que essa vida é minha poupança
E o dia
E por mais que eu errar
O dia vai raiar
Por isso agradeço e cumprimento-o
Bom dia, dia

...Longa vida aos sonhos...





segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tri nu

Estou só e com insônia
Gritos distantes
Sim
Não
Estou
Sou
Sem conversas
Paro e repenso
Vivo e ativo
Pensativo
Sim eu sou um signo
Significo algo
E tenho que saber quem eu sou
E como estou
Desligo as vozes
Que são pensamentos não meus
Estou só e em silnêncio
Comigo face a face
Desligo a TV e a Internet
Estou só e comigo
Sem vozes estranhas midiáticas
Só de minhas entranhas o som
O sou
Suo
Abro a janela e grito um vão a merda
Não me engano

Nem me esgano
Ei
Sou eu meu rei
Minha ilusão manda em meu coração
E o brilho de meu sangue puro pulsa
Filho sou desse mundo, não sei
Não sou radical
Minhas raízes são meus pés, mãos e mente
Sou trino
Tri nu
O sol
O solo
O meu sono que não vem
Sem tentar esta busca de ser o ser a que vim
Não quero o fim 
A busca do que sou está em mim
E como sou mutante a cada instante
Explode um novo rebento
Um eu novinho
Sonhador
Sonha essa dor
E acorda em pavor
Quero-me acordado
Quero-me de olhos abertos
Descansar vou só quando verdadeiramente me cansar
Mas não temo como
Sinto tesão na minha nudez
Na intrepidez de tentar ser um dez
E nunca conseguir
Mas sempre tentar
Sinto que meu intento é ser o próprio tempo em movimento
O ciclo de vai e vem
De noite e dia funcionar
E fuçar no que há de mais silencioso em mim
O som do que sou



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Creaturas tão minhas

Uma vez eu fui o que sonhei
Fui anjo que para minha surpresa caiu do céu
Foi mesmo eu quem cai
Não havia anjo nenhum
Nem um
Tive que crer que havia alguém no controle
No meu controle
Em busca da perfeição caí e corri
Para arremessar-me de novo
Joguei-me eu moeda no destino da sorte
Cai de novo e com alguns cortes parei
Corri
Corri
Sem vontade de voar
Sem medo de me machucar
Só não quis insistir
E rápido asas surgiram em minha mente
Sou franco
Foi especial quando encontrei minha fraqueza
E com toda a franqueza

Digo
Sou meu próprio líder
E livre tenho que amar
Amar o mar
E o deserto de mim mesmo
O vazio e show de mim
É tarde desse dia
É que me dez cobri
Marquei o marco até onde vai meu estilo de voar
Que é cair com estilo
Copio
Até o meu estio
Eu tio


terça-feira, 18 de abril de 2017

Home além


Sou aquilo que minha mente alcança
Ela irá dar a força que tenho
Meu corpo abriga um homem ou uma mulher
Tanto faz
Fêmea ou macho
Sou um animal intelectual
Uivos urros assexuais
Ascendo luzes em cruzes
Ensaio movimentos os vendo
Os dou
A vida é meu palco
Sou um desses artistas
Que seguem suas pistas
Investigando em si seus sais
Humores em rumores
Tenho que continuar a me desnudar
A buscar amores que pelas ruas passam
Acende-se luzes 
Clareiam túneis místicos
Revelam novas eras
Inauguram novos paus
Que não mais lutam entre sis
Deixam vaginas saírem de sis
Esses grelos sem grilos
Vivos
Ricos de carnes encarnadas
Sabedoras sabem das dores
Vermelhas
Rosas
ou Roxas
Somos mais que duas caixas
Binárias de ordinárias
Novos humanos vindo 
Novinhos em óvulos e ovinhos 
Que não dividem a vida em dia e noite

Somos o boicote a tudo isso
Estamos no universo
Onde um único verso mostra todos os lados
Versos dos quais converso
E os converto no que verte de minha verve
E vem ao que serve
Sou o que sou e não nego
Branco ou negro
Enriqueço o que penso
Pois sou o a que vim
Alcanço esse pensamento no sentimento
Sou o que alcanço lucida e instintivamente
Meu nome é o de uma flor ou de uma dor
Quero ser um zero em cima do outro
Um oito
Um coito
Eu quero imaginar o que sou agora
E viver esse agora
Eu retorno ao momento
A concepção
Ao instante em que consegue o pição
Ejacular
E desenjaular a parte da vida
Que vá a um ovo perfurar
Estranho momento
Estou alongando o prazer da cópula
Pula dessa fase
E não goza
Vou não nascer
Vou voar direto pro ralo numa chuveirada
Olhe a porra descendo
Tecendo um futuro que não haverá
E o fim ali no início demarcando estranhamente
O pensar de minha mente
Mas eu vou
Vou resistir
Re-existir
Nunca havia imaginado minha vida sem mim
Enfim estou no ponto zero
O quis
O quero
Loura loucura
Me cura
Não me segura
Que secura
Vá vindo que estou indo
Estou loqueando
Vagando numa bunda
Babando
Senta com ela minha cara
Na minha vara
Estou como sempre de cara com o mundo
Quero me identificar
Nessas horas difíceis me acho
Na beira de um riacho de lágrimas minhas
Tomando sol por dentro
De volta ao momento da concepção
Lembro de meus jogos infantis
Do brilho dos olhos meus
Das noites esperando os dias
Encostado num muro qualquer
Esperando uma namoradinha aparecer
E nada
Vem um amigo
Ele secretamente puxa um cigarrinho e uma arma
E diz um me ama ou me mata
Corro para um banheiro
Escondido digo a mim mesmo
Mas queria e quero uma tragada
Traga essa fumaça
Inebrie minha fantasia infantil
Assopre esse trompete
Pague esse boquete
Faça uma melodia ao meio dia
Dessa noite maldita que é a inocência
Prenda-me
Sou inocente
Indecente
Indigente
E digo mais ou menos gente
Sou indiferente
Diferente
Prolongo
Pra longo prazer ter
Pra ser mais que prazer
E vem mais
Será que vou sobreviver
Sobre viver vou digitar
Calma
Com alma
Declamo que minha cama não espera
Arde
Lençol
Leio o sol que já está batendo na minha janela
Meus olhos cansados estão encharcados
E eu tenho que delimitar essa mania de dividir o dia
Estou vivo sempre
Acordado ou dormindo
Esse é o meu sonho e pesadelo
E esta arte que é minha parte da vida
Não
Nunca estará concluída
E já começa agora
Outros casais transando
Não irão nos tirar de outro lugar
A não ser de dentro de nós mesmo
E o que somos?
Além de além de além de além








sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ui.. dói isso fazer

Eu não entendo mais nada
Um filho aborta os pais
O vento fecha a porta
Um arroto não estraga a voz
Eu não entendo
Vou parar na próxima esquina
Antes de dobrar encoste-me
O que eu quero dizer é que
Eu não quero mais que luz

Toque-me e sinta-se
Sincenramente minha sensação quer dizer
O que meu coração diz
Não eu não vou parar de me emocionar
Ou eu não

Arroto e não entendo da onde vem esse ar
Podia ser um peidar
Mas não
Subiu e quis suspirar

Eu encosto nos encostos e digo ui
Pare de ser um encosto
Minhas costas se fortalecem mais

Criam asas para eu voar

Vou voar além do ciúmes e da inveja
Olhe bem pra mim
E perceba-se
Sou só mais um a tentar
A ser o que pode
Não me fode

Não tenho mais
Que esse meu olhar
Olhe bem pra mim e veja
Que nos fundos
Atiram-se os imundos

E é difícil separar
Mas eu tenho que...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Coração 10pedaçado

Ai
O meu amor me abandonou
Sem porque
Eu não sei
Esse mistério
Só o tempo irá decifrar
Por enquanto chuto os ponteiros do relógio ao vento
Estou assim largado pelo meu amor
Alagado em dor
Ai
O mundo
Nem ninguém me entende
Estou assim
Jogado fora como um lixo
Sem tchau
Nenhum bicho vivo merece o que passo
E de novo
Não sou de aço
Experiente estou no chão
De novo sendo pisado
Mas sei
O tempo vai passar e mostrar
Nem que seja só a mim
Que se houve um fim
Nunca houve nossa história
Assim
Estou livre de novo
Mas ai
Como dói crescer
Estou aqui sem mim
Por ti
Lá ou ali 
Tanto faz
Assaz
Estou aqui querendo não me lembrar
Mas mesmo sem voltar atrás
Continuo aqui a burlar meu viver
Querendo estar onde você está
Mas não há o que faça eu ae estar
Resolvo de novo ser um ovo no meio desse povo
Não sei
Mas sei que ninguém irá jamais saber o que sinto aqui
E aqui estou dilacerado
Num pequeno coração que bate gigante
Que apanho de mim mesmo
Multiplico ao quadrado esse meu formato
Estou pensando em me salvar dessa corda em meu pescoço 
Salgando minha face fácil vou me formando
Ágil desato esse nó que fiz de nós
Há sempre mais ais 
Pois a morada de meu coração está queimando
E estou sendo esse incêndio
Mas a água que cai de mim abranda a fornalha
Vou dar uma banda
Jamais sentirei tantos ais
Canalha
Dói demais
Olheiras de panda
Olhos rasos de arrasados
Eu não sei pra onde vou
Estou atrasado ou adiantado?
Tanta liberdade
Eu na minha idade
Nem perto do show que sou estou
As vezes penso que a felicidade e a liberdade são inalcançáveis
E eu pequeno e sem medo vou tateando 
Com o dedo apontando
Aonde estou indo?
Quem sabe?
Nunca quis estar assim aqui
O que será que isso quer dizer?
Sei que o saber rei irá mostrar
Por enquanto estou esperando o tempo fechar essa dor dentro de mim
Ou acaba-la
Estou assim
E o lar de novo se desfez
E um novo me fez
Era uma vez
Nove é quase dez