quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Never go

To tão
To tâo
Tontão
Ilusão
Kibon
Ou não
Juntos agora
Para não
Para sempre então
Eu...
Tu...
Por favor
Não esqueça meu coração
Por causa dessa minha calça que tirei pra você
E te mostrei o que é proibido mostrar a quem não tem a si mesmo
E o ar
O estou a respirar
E é água que já estou a livre tomar
Não me diga não
Não me deixa na mão
Ah...
Quer saber tanto faz
Estou com a manga cheia de Ás
Do ABC entre eu e você que vou um dia a prender
Com minha língua falada
Estuprando a palavra
Ria

Já que rio também
Sabes que sou um homem que não existirá mais para ti


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quis-me

Quis-me
Agora não me quer mais
E eu como o ar livre a ventar vou voar
Livre vi que quero você aqui
Só que não tem mais
Acho lindo sentir isso
Essa falta que bate bem
Bem aqui meu bem
Não é saudade
É coisa da idade
Mas eu danço e canto, não ranço
E nem me canso
Livre, nasci assim
E na selva da cidade isso também vale
Mas lá no fundo vale de mim

Não queria estar assim

domingo, 31 de janeiro de 2016

Letras juntem-se e façam com que nos entendamos



Mergulho no espaço vago
Busco ser-me

Sou-me

Suando digo que não estou chorando
Estou correndo ao encontro do que vejo

Um beijo

Por uma fina fatia de queijo suíço caniveto-me
Corto a estrada em duas fatias
Uma vai e a outra fica

E pra onde vou?
Não sei
Estou a ti olhar

E vejo muitas cores numa só nuance
Eu em mi e tu em ti estamos aqui
E agora um sim falta de ti a mim
Um romance

Meu corpo pede respeito em teu peito
Assim estou, me deito

Olhe em meus olhos o perigo que há em teu umbigo
Cordão umbilical
Alimenta a mim assim

Lá está uma outra pessoa ao longe
Ela não queria estar aqui
Mas queria estar assim

Não meta seu martelo
Não me julgue por eu ser assim
Por falar tanto assim

Estou livre assim
Deitado aqui em ti
Estou em paz

Mas você não é mais
Nem menos
Somos iguais

Vago perto da tua vagina
Ela não imagina
Que é uma esquina
A qual todos dobramos
Quando e depois que amamos

Nascemos dae
E voltamos praqui
Para nos entendermos

Você e eu somos cada um uma pá
A cavar nossas covas
E é juntos que formamos
Paz

E vivermos
Esqueçamos o mundo
Estamos juntos
Amando

sábado, 23 de janeiro de 2016

Estarei nas estrelas

Quanto mais o tempo passa
Mais desgrudo do chão
Em direção ao céu estou
Ando pelas ruas perdidas
Perdido
Um pedido
Meu espírito
Em vozes diz
Mais devagar
Tudo tem o seu tempo
O leste, o sul, a direção neste mundo
Como eu ando
Onde a onda quebra
No mar alto
Quero subir essa lomba
A bateria de meu coração faz esse som
Que danço e não ranço
|Sou uma criança descendo a lomba de carrinho de lomba
E para refrescar uma limonada
Que nada
Sou um adulto ficando velho
Escaravelho
E o buraco na terra se abrindo cada vez mais
E não tem mimimi
Todo mundo vira nisso ai
Eu vou andar pela terra que vai seguir essa lei
Eu sei Mas o show ainda não terminou
Aqui
Aqui estou amor
Onde você vai querer me encontrar estou

Ainda estou aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Um outro eu...sou possível




Um pensamento vem e a imaginação me leva
Nesse vai e vem vou ver o que é que tem? ser eu também

Por isso me atrevo a tentar ser o que meu íntimo projeta
Sinto ou minto
Não omito-me de minha meta
Uma espada, a minha
E o que sou me espeta, desperta

Minha vida grita 
Não sou vítima
Sou uma tela sendo pintada ou inventada por um atleta

O vento de minhas narinas de alazão
Enchem o vazio
Preenchem a luz de razão
Ou emoção

Sou a locomotiva da minha vida
Uma sensação deixo cair pelos trilhos
Luz...? Treva...?

Pensar
Agir
Amar
Enfim tudo o que sinto
Invento...

Por exemplo agora sou um pinto recém do ovo saído
Venho vindo
Desgrudo-me do físico físico
(Como arde chorar de protetor solar)
Não, nada vai impedir
Sou eu, meu próprio herói

Siga pinto
Nem sei por onde ando
Sei onde andei
Distraio
Como se diz, me traio
Paro e olho pra trás
Tropeço em almas
Desobediente Soul
Passei...

Pinto não sou
E não ando pra trás
Zás... sou eu de novo
Com a manga cheia de ás
E há algo em mim que não sei

Nesse quarto com meu trevo de quatro folhas
Preenchendo essa tela, essa folha
Trevas... me atrevo a transpuni-las
Mergulho em busca do sol de meu eu
Sol não rima com água
Mas forma a vida

Mergulho no eu piscina, profunda até a china
Procuro uma penicilina
Que cure essa minha alma tão pensada

Volto
Experimentei
Se senti ou menti
O importante é que emoções vivi

Nesse pensamento que veio e me levou
Em imaginação
Para onde fisicamente não estou
Mostrou que somos heróis ou monstros de nossas próprias criações
Somos crianças como nossos pais


Por querer ou sem querer
Vamos ter que nos entender
Esse dia vai chegar
Pra sempre imagino...evoluir

Estamos juntos do início ao fim
E o fim está ali
E aqui começo

...



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

E no fim dou eu




Manda mais uma
Vou me detonar esta noite
Pois é hoje que eu não trabalho amanhã
É que minhas lágrimas de acordar para fazer o que não quero me afogam
A lei que o sol tem
A de sempre amanhecer
E fazer com que eu tenha que acordar
Ainda mais
Trabalhar no que não quero
Me phode
Faz com que eu não queira durar sem anos
Assim, pra que?
Pra contar o que viveram e eu não vivi
Quero é contar o que vivo

Insensível a mim estou
Não escuto minha voz íntima
É que a pressão das contas
Faz-me amassar-me
E não amar-me
Tranqueiras
Tenho que livrar-me dessa vida imposta de impostos
Não quero mais acordar sem vontade de viver
Eu tenho que procurar uma vida
A minha
A a que vim
Tenho que livrar-me das preocupações
Dessas que não me trazem nada mais
Do que mais preocupações
Tenho que amar-me 
Acordar-me
Querer dormir para acordar
Amar minha vida
Querer que ela seja longa e bem vivida
Tenho que querer amar ainda mais do que eu possa
Tenho que querer viver
Tenho que me dar todas as chances
A vida presta
Quero devolver-me
Quero viver afim de viver


Tenho uma coisa a dizer para mim enquanto vivo
Estou vivo e envolvido pela vida
Eu tenho que dizer
Indeciso estou
Entre estar vivo numa vida que não quero viver
E entre por esta porta e minha boca aberta
Entra a vida ávida
Preciso ser guiado
Estou cego
Enviada seja a sua vontade em minha vontade
Solitário não sei o que fazer
Como pode
Como pôde
Como pude
Ter nascido e vagido um pedido
Estou solíto
E solicito além de pão e sermão
Que seja um pai e irmão
Que ama esse eu que sou sua cria então
Sou eu
A mim
Enfim
Assim
Sem fim...