domingo, 28 de dezembro de 2025

Estava sentado na rua bebendo, na lua estava

 

O corpo é o veículo 

Que passo a maior parte da minha vida

A via avenida vida

Onde eu vendia a vida

Agora tudo é desvendado se desvendando

A estrada cabe embaixo do meu braço asa

Que me eleva ao alto pensar

Que apesar de tanto penar

Vou deixar minhas marcas na beira da praia sonhada

Onde a lua de prata me fotografa

E grafa palavra a palavra

Que vivo a vida que me lavra


 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Ilumina minha Mina e funda o trem da minha vida

 


Não tinham me explicado que o amor de verdade é tão difícil


E tão Raro


Se casar, antes soubesse, erra tão complicado

Não sabia

Eu tinha tentado tudo desde o 1º amor

Não sabia mesmo 

Que casar é apostar

E se errar

Apostar na mesma de novo e de novo

Até ganhar


10 cu lpas aosamo resque nãoin sistí


Agora que sei mais ou menos o que é o amor

Que não é fácil

E eu tento entender cada vez mais

Como somos complicados e, amados


Retere proces sartan tasin formações


Eu não sabia que o código da vida é amar de verdade em verdade

É tão difícil amar e

Só fiz o que quis até que de tanto sofrer aprendi

Que amar é ainda e sempre mais


Aluz que reluz dosolhos lacri meja n do 


Meus olhos enxergam por entre as lágrimas de amores passados

A certeza de que no fundo 

Estamos acima do mundo amando cada vez mais

E é lindo o tão sonhado paraíso

Para isso existo e resisto


E re vivo


Viajo Vida 

Enquanto te amo

Medido todo amor que sinto

E digo

Sou do amor mendigo




sábado, 29 de novembro de 2025

Passageiro ligeiro Soul

 


Ele consegue analisar as consequências de seu pensar

Ele consegue imaginar cenários futuros, repletos de pessoas que apesar de tudo pensam em paz, no seu canto

Falam direto ao ouvido de quem tenta, não se ausenta de si

Tenta melhores opções de pensar, de refletir antes de agir. De estudar e manter um pensamento estratégico. Ele mora na capacidade de planejar, de calcular, de escolher respostas em vez de ter reações automáticas.

Olha para lá num mundo melhor lá lá ele está

 Daqui de dentro tudo tudo é seu intento seu invento

Mas há um problema, o sistema é rápido e poderoso. Avassalador...O quer nesse caminho tortuoso e torturante de ser igual. Ser diferente não é ser digna gente, o indigna.

Do seu ventre macho nasce um novo coração  

Ele que sou eu. Esse querer fazer de tudo para evoluir, viver com emoção de boa, ações medidas a reflexões.

Faz de seu sonhar o mundo que virá 

Se você entender o contrário de tudo o que digo? Zêo quê?

O mundo, o medo, a raiva, a ira embutida na comida, mata a vida.

Em seu novo carro não vejo nada. E a roupa nova, cala a boca nova.  Vestido que tiro, aqui. Estou envolto dessa baba. Dissolvido, tudo dissolvendo. Existo. Resisto. Tipo Cristo.

Desejo e ansiedade evoluindo conforme com a idade da humanidade

 O sistema é lento. Talento, to lendo me desenvolvendo. Conhecendo novas palavras. Entendendo o que estou sentindo. Olhe meu olhar dizendo. To podendo dizer onde e o que está doendo. Largo dessa massa uniforme desvairada, seguindo a manada.

 

Por acaso eu crio o caos que estamos vivendo? Vai vendo as pessoas se vendendo. Os olhos vendando. A boca é braba, mas ela fala tudo. Simplesmente desliga tudo, abre o livro que livra e fica lendo sozinho até o solzinho ir amanhecendo. O sistema solar é rápido há bilhões de anos. Não tenho pressa. Onde estão, indo correndo, todo o mundo? Para onde é que estamos indo. No fundo do universo de meus versos converso comigo mesmo.

O mundo que siga o seu caminho. Eu quero estar aqui bem calminho

Sociedade brinquedo mimado, campo minado

Sobrevivência rodando no piloto automático, comprando e mostrando o ter cada vez mais sem ser nada de mais. Pessoas inteligentes, educadas, racionais e  modernas tomando energéticos e comendo fastfoods. Tomando decisões completamente enlatadas. Enlutadas com medo, sem luta alguma. Irracionais vaidades.

Panela de pressão emocional

 Não!!! O sistema rápido assumiu o controle de tudo. Sem estudo. Enquanto uns sentem-se tudo, não pensam nada de estudo. Depois eu pesquiso. Vejo um tutorial, que me mantenha normal. Na cozinha cozinham se eu cuzinho. Herdamos essa merda. Palavras estratégicas. Para os moralistas de plantão, lamberem o sabão de suas bocas espumantes.

Babas da ira

A ração que os mantém sem reação. A maioria vive dominada, animada pelo sistema inanimado. Não é um grupo de humanos que cria este caos. Somos nós mesmos, enquanto massa, povo. Não lendo. Não escrevendo próprios textos do que está pensando. Claro que é utopia, sair dessa escuridão, saindo por aí lendo textão. Mas, se cada um pensar por si mesmo. Já tá bem bom. Seja povo, mas não seja gado. Obrigado por ter me escutado.

Reaja de dentro pra fora. AGORAAAAAAAAAAAAAAA

Abolicionistas Mentais

Presos nos elos de uma só corrente que encadeia
A multidão faminta cambaleia
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece
Outro, de martírios embrutece

Cantando, o ser humano geme e ri!

Fatalidade atroz que o pensar esmaga!
Extingue-se nesta hora o que o obriga a ñ brigar
A viver sem questionar esse brique imundo do mundo
Do trilho que te faz viver a vida sem brilho, descarrile

Abriu em ti a vigia
Com tua íris veja ao longe o arco-íris

A infâmia é demais!
Levante herói do Novo Mundo!
Arranque a indignação e a desprenda nos ares!
Abre à porta ao ti questionares

Povo! Povo infeliz! Povo, mártir eterno
És do cativeiro o Prometeu moderno...
E cruzais os braços... Covardia!
E nem murmurais... Hipocrisia!


— É preciso esperar... dizes
Esperar, o quê?
Basta! A hora soa...
Tua voz revoa
Por nós clama

A nova geração rompe da terra
Se pobre, que importa? Seja livre... És gigante
Ó gente, despertai... Não curves a fronte
Já falta bem pouco. Sacode a cadeia

Te livra do que te rodeia! Mais leia

Não fique esperando o seu amor passar

A luz da alvorada de um dia melhor nos ladeia
Arranca este peso das costas, Atuante
Atue antes que acabe este instante

Levanta essa cruz dos ombros teus

Vai, Poeta... Rompa os ares
Cruza a serra, o vale, os mares
Deus ao chão não te amarrou!
Somos livre! Amai

O mundo é nosso tudo

Começo a ficar livre

Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que estava, então, longe de sereno
E fiquei tanto tempo duvidando de mim
Por fazer amor, por fazer sentido
Começo a ficar livre
Espero, acho que sim
De olhos fechados, não me vejo
E você sorriu pra mim

    

End entend

*Castro Alves, é eterno e então atual. Agradeço ao éter q nos lega-o...to be continued...

 

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Doudivanas, em contos crônicos e atuantes 2025 in emotion

 

 

 

 


                                                           

História de hoje:

                                                                                                                                                 

 

Vá crack, eu fico

 

 

 

 

   “O reflexo do sol aparece na noite da vida, de uma criança perdida. Apagando os traços sombrios do desencanto da escravidão das drogas.”

 

Boatos que circulavam pela vila, é que aquela criança tão inteligente, estava na escravidão das drogas. E como sabemos essas conversas voam longe. A verdade arrebentou na cara da própria criatura ali, sem e sem mãe. O nervosismos estressante o corpo de uma criança pressionando. O respeito e a honradez dos justos, desajustado. E quem ganha com mais uma vida perdida pelas drogas?

respeito dos homens, ocupa muitas vezes na sua vida e, muito mais, no seu desƟno, um lugar tão importante como o mesmo que eles têm. Muitas vezes os urros de dores de uma sociedade brotam em gargantas inocentes. Sinto a dor daquela criança. Quem sem música sem dancinha da moda, não incomoda a mídia.

 

Seus rosto murcho mostra com assombro qoe pode se transformar uma pessoas que vive nas sombras. Insatisfeito faz o que faz. Pede ajuda em seus Deus nos acuda.

Ainda somem os seu pai na cadeia e sua mãe tomando droga na veia.

O frio úmido da madrugada mantêm unidos os estados de morbidez. Acho que vou me deitar junto a essa criança...me olhando no espelho me atiro em reflexos do que sinto. Urram os ventos do norte, da sorte dos fortes que vencem a morte todas as noites.

Olhe bem meu rosto rosado de vergonha. A minha tão querida vida louca para ser vivida. Por entre o aço do espelho e do vidro, duvido que alguém ainda não tenha visto ou sentido isto. Como podemos deixar nossos primos morrendo nas ruas, longes de um lar de um pai ou de uma mãe.

Rodo minha mente e não encontro um ombro. Moramos em tantos lugares, mas não existe nada tão longe que não possamos ver o quento erramos ao não amarmos. Nos encarnarmos e não quebrarmos o ciclo disto.

Me sim. Me não. Sim, não consigo seguir assim. O cinza invade. O brim desbota e bota a bota e sai por aí na estrada longa da vida. Só aviso todos vcês todas as vezes que pego meus dedos e começo a digitar minhas digitais que descrevem o que sinto bem aqui dentro. Sinto cada vez mais que aqui dentro não cabe mais ais. Vou descrever tudoi o que todos sentimos. E por mais que não entendam o que escrevo, é que n~çao tem mesmo como entender, que depois de tudo ainda vivemos assim esse mundo.

Não era nada diiso que eu queria escrever. Quero contar uma história que bem poderia ser de qualquer um de nós. Uma criança perdida na vida. Andei por aí. Amei por aí. E andei tanto que estou quase candado. Tmb com  a minha idade. AS cores vão ficando naturalmente desbotadas. Só que não vou acredita no que sempre me contaram essas pessoas que ajudaram a esse mundo a continuar assim.

Estou esquálido vivendo bem aqui ao seu lado e ninguém nota minha verdade que faço nossa, que a faca corta a garganta de tantos sonhos, por onde passariam tanta poesia de uma vida.

 

 

As luzes mostram a vida assim conforme meus olhso com fome vêem

A serena idade não me deixa no canto. Tento de novo mudar o mundo de fora o aqui de dentro da minha mente já ajeitei, mas externamente não pensam assim. Fazer oq eu? Não há mais ar que possam se inspirar, a não ser o desse pequeno frasco freco d eluxo. O ar espalha-se e espelhate bem como somos. E como perguntar diferente a mesma pergunta que tanta gente tenta. Mesmoq eu seja com seus cérebros robotizados por vícios sem virtudes terems visto até aqui

Justas sim são essas lágrimas que esgrimam as espadas de meus olhares

Doces sonhos enfeitarão essa poesias incidentes, lembro de já ter escrito isto

E agora mesmo estou tendo um dejavu eu estava na luz de um poste, numa noite fria e vazia. O vento levava tudo pra lond de mim, mas um papel se aproximou do meu local. Eu locão senti vontade de juntar tal papel. E no papel de minha vida estava escrita a frase escreva a sua vida. Independete dos outros. Eu não sei se foi verdade o que senti. Mas mesmo assim estava só eu e Deus naquele local.

Olheim bem pra luz e cismei de acreditar depois de tudo ter tentado o mundo maravilhos se apresentou em meus dedos e corri por cima do muro e me equilibrei bem. E lá no fundo da sala na parede tinha um furo qie via meu futuro sendo escrito. Pais e Mães amo-Os meus Deuses

 

 

 

 

O menino Doudivanas (apelido Doud), descansa seu débil corpo, já em escombros, de tanto desatino, tanta fuga. O seu aspecto miserável é uma denúncia de uma sociedade falida. Após ter virado a noite em loucura, ele está atirado ao chão embaixo de uma marquise, de uma esquina movimentada da comunidade em que mora. Sua respiração ofegante, pesada demonstra o cansaço. O reflexo da destrutiva vida do submundo de drogas e furtos. No que esse menino se metera?

 

A poesia vai uma vida salvar. Acompanhe:

 

 

   Doud se tornou um escravo do crack. A desesperança de uma vida sofrida em um lugar fétido e inseguro aflora no vício. A vida (doida) de Doud o deixou sem saída. Sua vila, uma ilha esquecida pela sociedade. Lá, os cães famintos latem. As crianças sem culpa sofrem. Lá tem pessoas que nem lembram ou sabem o que é dignidade. Pessoas sem passagem na polícia, mas sem o dinheiro da passagem para procurar um meio de sair da miséria. Um emprego, uma vaga na escravidão paga.

 

Mas a esperança tá lá, até no nome do lugar; Vila Esperança.

 

Vindo de uma família desestruturada, Doud poucas vezes soube o que é um carinho, uma palavra de compreensão, um apoio, um conselho, enfim um direcionamento para sua jovem vida. Uma lista de motivos acha-se para aquela vida torta que Doud seguiu.   

              

As pessoas morriam de pena da criança. Morriam

 

O menino filho de pai, também vindo de uma família desestruturada, sem estudo (sem futuro). Assim, seu pai tornou-se alcoólatra, cocainômano, ladrão e eventual traficante. De tal modo, Doud conviveu com a droga dentro de casa desde o berço. Seu pai está preso, com muitos anos, pela frente, de cadeia nas costas. Coitado dele, e dos que com suas atitudes impensadas faz sofrer.

A mãe de Doud, dependente de álcool e cigarro para suportar a dor de viver. Desempregada doméstica, escrava de emoções e sensações. Bebia para anestesiar a dura realidade. Hábito que logo se transformou em vício, na doença comum comum em nossa sociedade, o alcoolismo.

No início dos porres, seus pais tornavam-se sensíveis e emotivos. Nos primeiros minutos daqueles devaneios etílicos, aquelas pessoas pareciam formar uma família. Assim, Doud e seus irmãozinhos recebiam uma mínima mostra de carinho e afeição. -Doud, com 15 anos, tem mais dois irmãos; um de sete e outro de nove anos de idade-.

 

O primeiro golpe da vida desregrada

 

O café da manhã era pão e cerveja barata ou cachaça. Mas logo vinha a ira incontrolável dos excessos etílicos. Numa briga! Uma discussão por motivos banais, seu pai sem querer torceu o braço da sua mãe. Ao menos foi isso que sua mamãe disse pra polícia, que seguidamente era chamada. Só que não. De nada adiantou. Era flagrante. Os constantes excessos e violências verbais e físicas, na geral: os olhos de todos denunciavam. Seu Pai foi preso.

Seu pai foi revistado, para colocar ele na viatura policia. Encontraram dentro da sua cueca, no saco dele muitas parangas (maconha),  crack e pinos (pó). Sorte que a polícia não achou o mocó das drogas. A polícia deu uma revista geral na casa, e nada achou. Doud sabia onde estavam, se antecipou, foi no mocó das drogas e as pegou e escondeu longe da maloca deles.

 

 

 

 

 

 

Doud tornou-se filho da puta

 

 Seu pai foi tirar férias na colônia penal, sua mãe teve que se prostituir para sustentar a família.  Mesmo sem ser muito, seu pai abastecia de comida a casa, com muita coragem. Então, ficou mais difícil a vida daquela falida família.

 

Amanhã, será um novo dia

 

Doud sse rapazinho de estatura mediana, pele parda, cabelo ruim, sem estudo e sem alguém para espelhar-se, seguiu a deriva na roda viva da vida. Tinha que arranjar grana, para que sua mamãezinha não precisasse emprestar suas partes para satisfazer os desejos e gozos dos outros, por alguns trocados.

 

Um menino assim delicado, mas homem da casa

 

 Pequeno de estatura, mas de agradável presença, elegante e muito espirituoso. Pequena criatura que virou fera. Queria por amor a família que nunca teve, provar que era por ali, pela desnatureza contra tudo ele queria ser o chefe da casa. Mas, uma criança ainda. Brincou com o feitiço dos vícios.

 

Jovem pensa que pode tudo. Se ferrou

 

 Decidiu vender as drogas que escondeu, para a policia achar. E, assim ajudar seu pai. Só que a pacoteira era d’uma galera -Uma empresa que tem impressa em sangue um pacto de morte. Um mundo que por dívida se perde a vida.

Ao criar sua biqueira. Vender umas petecas, uns pinos. E fazer virar grana a muamba. Se #udeu, tomou um flagrante dos home, e perdeu tudo. Bah, daí se desesperou. Ficou só com umas pedras de crack no bolso. Fumou numa forma de fuga. Perdeu-se!

 

Drogas uma roleta russa

 

Tem uns que conseguem se dominar nos vícios, outros são dominados pelos vícios. Doud veio na estrada da vida parar bem no fim. Lamento ter que contar. Mas, ele si viciou na merda. E, não tinha noção de culpa nem uma. Arrancou desde criança sem futuro algum.

 

 

 

 

 

Doud é uma criança rara

 

Apenas uma criança e sem a menor intenção, criou uma tensão na vida de sua família. Seu pai ao ser preso disse pra galera dele, que a maior parte das drogas estavam mocozadas, então seguras. Logo ia pedir para sua mulher buscar e as entregar.  

 

 

dera, ao que constava, bastante que falar de si, por connuar dedicando a sua existência aos prazeres mundanos. Seu olhar xxx após a noite louca e a fissura que não é pouca deixavam sua aparência ainda pior.

 

   Doud quis colo, não ganhou, resolveu fugir da maloca. Que dor recolhida, mas não esquecida, a falta que a família deixa.

 

Será que esse sangue é jovem demais?

 

Há tempos são esses jovens, que pedem ajuda com suas atitudes selvagens. A forma de comunicação que encontram é a violência e a drogadição. São seres não civilizados, por não conhecerem o amor e a compreensão, porque nunca tiveram nada disso.

 

Esses jovens devem ser tratados como crianças especiais, já que eles possuem deficiências: alimentares, familiares e elementares meu caro Watson. Assumam os pecados.

 

O que resta são só gemidos

 

Ninguém parece perceber, mas exige-se uma reflexão. É preciso agir. E entender que a vida é muito mais difícil para estes desfavorecidos. Doud sentiu fome, frio, dor, falta de amor, falta de opção, falta de dinheiro, falta de carinho e compreensão. Enquanto isso o sangue escorre pelas ruas e os cães latindo.

 

Um grito. Um desabafo

 

   É difícil entender. Quem não nasceu no seio de uma família movida a álcool, num

casebre fétido. Quem nunca teve uma roupa nova, um lugar limpo e quentinho para dormir.

Sem passar por isso não se sabe realmente os motivos que levam a uma criança, como Doud, a se perder na vida marginal. Todos têm suas próprias razões.

 

Rotas alteradas

 

  Miséria não é coisa para intelectual entender em livros, nem em exemplos. Há coisas que só se aprende vivendo e isto não é aconselhável.

 

   O sentimento mais sofisticado do ser humano, o amor fraterno, está desplugado na

 

atualidade.

 

Escolas são as molas propulsoras da mudança

 

 

   Quem dará abrigo e educação a Doud, este futuro, mas já tão presente cidadão. As pessoas não precisam de esmolas, está mínima cota de avareza, precisam sim de compreensão. Alguns falam que os menores delinquentes são violentos e sem possibilidades de retorno a sociedade. Quando estamos lidando com pessoas sem educação, é que mostramos o quanto temos de educação. E entendam por educação a compreensão e paciência de perdoar e ensinar.

 

   A vida continua sem perfume, mas pela fumaça aspirada da pedra maldita, que condena quem quer vida além da bruta realidade. Aqui não é meu lugar. Qualquer um sonha em outro lugar estar, se ali se encontrar.

 

   Doud já foi preso tantas vezes que nem se lembra mais. Doud não tem pais, nem paz, que país é este?  Muitos temores nascem da ignorância. Sua fraqueza é tão fácil de constatar e de um bandido controlar. A família, a sociedade e as autoridades todos o perdem.. Assim ganham mais um número no cemitério das almas perdidas, que este não leve a paz de sua calma e indiferença.

 

Quem deixou esta porta aberta? Não quero ver, melhor não saber

 

   Mesmo fazendo questão de esquecer, a dor continua na fria esperança daquela criança nua. Uma luta armada acontece na falta de consciência e de oportunidade de uma solitária e inocente alma. Calma, com alma demos um direcionamento, que faça as asas desses anjos crescerem.

 

Me disseram que aquela criança está na rua agonizando

 

 

E agora aquela criança solitária com sua imensa dor. Irá se tornar uma nota na página policial de um jornal? Ninguém quer isso para os seus, mas e os outros, e Doud? Seu grito, se soubesse, iria até Brasília, mas há ventos que não trazem, só impedem.

 

   Ninguém sabe o que acontece, fora das manchetes, no submundo da noite vazia.

 

   Enquanto a gente dorme agora, aquela criança está no vento e no frio lá fora.  Aquele menino tem medo do trovão, do vento, do seu tormento virar um furacão em sua imaginação drogada.  Isso tudo deixou Doud com poucas opções. Doud criança sozinha perdida na vida. Nesta perspectiva começou a desventura de sua progressiva destruição, mas ao mesmo tempo de uma viagem profunda na reflexão.

 

  

Ainda é cedo e quase na hora da partida

 

   Doud mal conhece a vida e acostumou-se a matar a fome com drogas, amortecendo a dor que a fome dá. Para esquecer a ausência no prazer de viver. Na sensação rápida e fissurante do crack aportou sua nau sem vela, sem vento. Sua alma; um navio negreiro. Ouço seus lamentos, aqui dentro. –Não vou segurar.

 

Plim! Caiu o que há de mais humano em nós. Plim! Outra. Mar de compaixão, ao vento de

suspiros guiando esta pequena embarcação no meu coração-

 

 

Quando notou estava na beira do abismo

 

   Sentado numa dessas madrugadas da vida, Doud chapado, nota numa poça de água suja, bem á sua frente, um pedaço de papel refletindo (uma luz). Pensa na sua vida dolorida, tinha que haver uma saída. Doud sentiu o amor aquecer seu coração.

 

   Quem ou o que o salvaria? Aquele brilho daquele papel insistia em ofuscar sua visão, tanto que chamou-lhe a atenção. Esticou o braço e pegou o tal pedaço de papel. Nele havia uma poesia.

 

“Surgiu em sua frente à reflexão na salvadora forma da poesia”.

 

   A poesia falava de um jardim cheio de flores e frutas, e que a gente é o que pensa  e o que a gente pensa depende do que se alimenta e aprende. Que trituram aqueles seu pesadelo tão dolorido. Também estava escrito no texto, em negrito que o destino da gente, a gente que escreve.

 

 

Ele ao nascer já foi escolhido

 

 

   O verbo se fez vontade. A gritar, de varde a verde vida correu, pediu a si perdão pelos erros, se perdoou . Correu. Urrou. Parou. Caminhou. Pensou. Seus pensamentos doidos e miolos doídos. Ele preciava andar mais. Lá longe onde o sol nasceu. Ele olhou numa poça d’água o reflexo de seu magro rosto. Botou a mão no bolso, o caderno se desamassou e um pdaço de carão escreveu

 

É pra amar sim. Pelo amor ele voltou

 

   Em algum lugar Doud achou lápis e papel. Mesmo com pouco estudo aprendera a escrever. Lápis e papel na mão anotou o que se passava em sua imaginação. O início de sua salvação. O hábito de escrever lhe trouxe a vontade de ler. Sua fome mental lhe trouxe horizontes, logo voltou a estudar.

 

 

 

 

 

Aquela criança perdida começava a se achar.

 

 

Doud quer, e quem não quer uma vida melhor. Mas Doud, diferentemente do comum, imaginou uma vida melhor para a maioria. Decidiu que sua vida tornaria poesia e a divulgaria.  Sente que é preciso agir sem parar.  

 

 

Ele além do desejo tem vontade de viver

 

   A fome e a miséria explicam a fúria das ruas. A violência é o preço a pagar pelo desprezo e desdém aos que caem. A indiferença não tem a menor possibilidade de mudar o destino de vidas guiadas pelas drogas compaixão e fraternidade da mais alta e humana boa vontade.

 

   Está no ar a resposta, a solução desse oceano de indiferença. Cada um que faça sua parte para mudar esse quadro. A cartilha está escrita no nosso mais íntimo e sensato sentimento. Somos todos iguais em nossos desejos e medos, as oportunidades é que nos diferenciam e nos tornam indiferentes aos nossos semelhantes.

 

   O sol bateu na mente de Doud. Os caminhos da vida são vários, o destino de todos é que é o mesmo.

 

   Doud descobre que palavras são capazes de formar novos e bons pensamentos e estes podem ser geradores de uma geração fraterna. Algo que se torne parecido com o mundo que Cristo viu.

 

Quer cor da coragem no rosto selvagem

 

Paz sem voz é medo. A paz a gente com coragem faz. Um lápis, uma caeta, um giz ou carvão. A mente em braza desmente que o Brasil é assim. Um páís do futuro. Se a gente vê um presente que a gente pressente ser uma pressão, uma pressa pra ter tanta coisa que não interessa. Só nos estressa.

 

O muro é você quem faz

 

 

  Vou lhes contar um seguedo: Mas como chegar ao objetivo, sem rupturas nos erros que se tornaram padrão. O algo a mais está no agora. Chegou o porvir. O vendaval da violência, abastecido a ignorância, vai passar, se nós com educação paciência o enfrentar. A paz não é ausência de conflitos, sim a paciência e sapiência de enfrentá-los.

 

Poesia o que seria dá nossa vida sem você

 

 

   Doud está com amor desperto. Pensa em fazer poesia para salvar a si mesmo. Doud sabe que mesmo que fizesse todos os textos do mundo, não iria entrar em todos os corações, mas de pedra nenhum humano é. Pedras Doud conhece bem! Você abre um caderno e escreve o futuro felizxxxx

 

 

Chegará o momento de cada um acordar. A grande poesia é o despertar.

                                                                                                                  

   Vamos lá família!!! Valeu

 

 

Mas que escrita boa. Vou gastar a tinta, a ponta, o dedo dessa ferramenta linda. A palavra anotada fez toda a nossa vida como ela está. Vamos nooos escrever Nooos Ler. O Tellard de Chardan veio conosco compartilhar desde lá até aqui.  Não há julgamentos, nem tempo, nem templos. Tão natural quanto o que você dizia. Anotadas simples observações atestam o lugar que cada um merece chegar.

 

Baixa quilometragem o fez perder...

Dizem que escrever é bom e quando o maluco leu seu sonho estava descrito nas noites de insônia de boa parte de todo mundo. Não apaga o que escreveu. Se não gostou guarda. Tudo um dia vai ser lido e por isso ter valido.

 

Tudo passa, mesmo que amarrote um pouco

 

   Isso tudo vai passar, vamos ver, há muito a fazer.  Chegou à hora, é agora, é aqui, cortemos os laços conservadores que não deixam a primavera chegar. Todas as estações têm que passar, a vida é circular. Cortaram a poesia e a querem transformar em ilusão ou utopia. Hipocrisia!

 

O mundo não é dual, cada um tem um lado. É multiversal, mas tudo vai em caos à uma

direção...ao nosso centro, o coração!

 

Escreva. Posta. Passa

 

 

   A mente nem sempre tão lúcida, fértil guia nos. Por amor a vida que nunca é causa perdida, Doud renasceu. A luz do reconhecimento que o conhecimento (verdade) mostrou o caminho. O verbo (poesia) é o início. A imagem é passageira. A vida imita o eterno amor. Dus entra em si. Se descreve. Se lê. Se desmaneia.Para que lado você vai seguir. Na direção da luz do que você intimamente sabe, ou irá seguir a cegueira da multidão,  ofuscando-se com o brilho e poder do ouro.

 

Um lembrete é um brete

 

   Coração e mente em conjunção lhe mostrarão a direção. A luz clareia o que é preciso ver e seguir. A leitura é a atividade que trará, com o amor, o melhor futuro de presente agora. Aqui que está a mágica que alegra o que é certo. Encanta a vida que brilha anoite mais escura com os raios de sol da lua. O reflexo é uma flecha apontada pro peito do bicho feroz. Que vem veloz atrás de nós. É o destino atróz da maquina de moer carne.

 

Mortos vivos encarnem seus espíritos nos nós dos sapatos

 

   Calmamente todos, como Doud, notarão em si a salvação de tudo. Doud resolve retirar-se, resguarda-se num jardim. Ouve sons de tiros ecoando é pra lá que eu voo. Onde mais precisamo de gente é na linha de frente. Que fica bem na testa, na mente.

Por mais que apaguem a luz. As ruas clareiam-se solzinhas. As cores clareiam as dores. Vá ou venha. Se não fores com flores e espelhos nas mãos. Traga um bom chá pra espantar esses fantasmas que assombram as sombras.

 

O que sobrou dos seus nos de infância?

 

 

   O período da abstinência é um perigo, uma proteção é se cultivar. Não deixar-se cair em

tentação, é sua parte atual da oração.E Doud vai ao seu mais íntimo se plantar. E sabe que no seu templo, tem espaço para semear o destino que o fará não ser regra nesse mundo. Afinal de contas, na poesia não há regra só beleza e toda beleza é inegavelmente verdadeira. E por mais que não queira nem saber.

 

Antes dos tiros existem explosões de criatividade

 

   A vida de Doud começa a ganhar alegria mesmo que medida a sofrimento. Doud, antes um perigo para a sociedade, agora um perigo para o sistema desigual e avassalador atual. Ele se retira conscientemente ao seu inconsciente, o jardim que de si havia expulsado.

 

É, contemporâneos, a poesia esta a salvar a bela vida, a intromissão, de Doud.

 

E a nossa?

 

 

mostram como uma pessoa pode se transformar

graças à ação de outra a mudança ocorre quando um homem injustiçado recebe

de alguém compreensão e generosidade. História de fugas, trapaças e armadilhas, esta

também é uma história de amor entre jovens.

aspectos da vida cotidiana

das pessoas que viveram em épocas passadas: moda, costumes, dificuldades, valores,

comportamentos, fatos históricos História de fugas, trapaças e armadilhas, esta também é uma história de amor

entre jovens.

Aqui são relatados interesses e atitudes muito mesquinhos, mas também grandes

gestos de desprendimento e bondade.

 

                                                                                                            Cont...

 

Os textos anotados se esfarelam, nos cadernos molhados em seus bolsos. Toda a madrugada no baixio deixa uma bruma q, nas noites de fissura que a cara fura. Furo tudo. Fura o muro do futuro. O sol rompendo a escuridão, clareando a visão. O mistério se desfazendo.

 

O dia desde a meia-noite era uma vibe, ao alvorecer  outra

 

Ele espia e uma luz esguia subindo. Uma fumaça se misturando ao ar de sua imaginação. Olha pra cima, as estrelas começam a dançar até sumir. Ele entre elas ele começa a brilhar. Suas meninas/pupilas dilatam o olhar para todos os lados e para cima e para baixo. Até olhar para dentro, ao centro de sua mente. Flutua sua vida deslizando pelo seu céu.

 

Ocorrem mudanças a luz vistas

 

Aquela cova que estava aberta para seu corpo doído, doido para acabar com a sua vida. Nada disso é mais. Ele não quer mais lembrar. Só que não esquece, esse marco é o que o posiciona. Ele precisa se proteger a todo e cada anoitecer e cada vez mais e mais. Uma luta horária.

Sua história precisa ser contada e recontada por si e para si. Os motivos de seus desatinos estão vivos nele.

 

Deus tinos

 

A sua arma não é de se vingar em quem não o via na via. Sabe que em sua vida não havia chance se fosse por ali. Procurando sair da prisão miserável que vivia pelo prazeroso caminho da escravidão das drogas. O caminho que ele conscientemente procura, enquanto pessoa é que possa vingar com essa experiência de quase morte, sem pensar em se vingar de ninguém.

 

 

O sol naquela manhã nebulosa, espalha sua luz. Sua presença iluminada é poderosa e transformadora, capaz de dissipar o mal e trazer alegria para algumas pessoas. Mas, não todas.

 

 

A sombra do descaminho de seu pai o assombra

 

Na manhã da vida daquele pobre menino, o sol luzia. Já alta manha, o sol bate, no canto úmido daquele casebre, na peça onde dorme Doud. A luz clareia suas roupas e seu material escolar. Neste mesmo momento a sirene de uma SAMU passa pela vila, ou será de polícia. Ele se assusta. Sua mãe embriagada vai visitar no Presídio Central o guri; Seu pai tem o apelido de guri. Doud quer fugir dessa vida de bebida, tráfico, prostituição e cadeia.

                           

Esta não é mais a sua vida

 

 

Acorda num pulo. Doud salta do chão – sua cama é um colchão no chão. Percebe não ser a polícia, se espreguiça e pensa no novo dia nascido faz tempo. Novo na vida, mas no fim, num vicio. O jovem corpo recupera-se fácil das destruidoras madrugadas.

 

Novo cada dia, na noite da vida

 

Madrugadas de frio, tensão, fissura e sexo vazio. Trêmulo foi encarar seus medos, mas da pior forma, anestesiando-os. Pega em suas mãos livros nunca lidos, lembranças do nunca tido. Livros mau olhados, molhados pelo sereno que cobre todas as descobertas.

Não quer escrever, começa a desenhar figuras (flow). Acha seus desenho feios, os guarda. Deixar a vida a cargo de emoções  e sensações lhe parece seu destino, que ali naquele mínimo momento de reflexão estava sendo traçado.

O menino dá as costas aos seus cadernos mais uma vez. Olha o seu material escolar e entre lápis e papel denota outro destino. “Pensa verdadeiramente somente uns poucos segundos”. Sua vida pode ser outra e bem melhor, se lutar contra seus desejos e falta de boa vontade. Mas desiste e mais fácil desistir, são coisas dessa vida munda

 

 

Tremem seus ossos. 1,2,3...mais uma noite louca

 

 

Não dá mais pra segurar, ele vai pra rua nua. Chega a tremer. O corpo sente medo, se treme todo. O sol não mais clareia. Só vê a chama que o chama. O isqueiro. O cachimbo. Deu um pega na fissura achou uma bosta de cavalo fumou. Um resto de cimento. Sentiu-se um jumento. Soltaram-se as rédeas. Livre de tudo, é ta da liberdade da escolha. Um cavalo misério nome. E ele não para nunca todas as poções vai experimentar. Não sentem mais ais. Se entrega a anestesia a razão sua emoção está na direção. Nuvens se dissipam.

 

 

Mistérios rondam sua mente sondam

 

 

Corrompendo seu corpo. A dor rasgando. Chorando. Sofrendo. Gritando feito um louco. Estava de novo louco. Agora aguenta uma semana acordada. Vida desolada. Melhor ne contar. O que mais vou descrever não posso escrever.

 

A dor ao amor não assassinou

 

Seu cigarro pra fazer a brasa. A fumaça ganhando asas pra voar como fosse uma cigarra. Sem grilo voavam os problemas. Criança na infância da infâmia. Seu olhar de criança no solo da mãe terra. Lembrou-se do colo de sua mãe. Sentou na sua lembrança e chorou. Lavou seus olhos. Olhou por entre os vidros dos óculos das lentes da imprensa que prensam os viciados. Presas de hienas mordicando os loucos, que não aceitam.

 

A freeway da loucura está aberta aos pegas

 

 

Um pega. Uma tragada pra dar mais um estragada na sua mente amarga. Todos rindo dele morrendo. Horrendo, momento. As luzes começaram a se apagar. A criança brincando com a vida. Crianças somos sempre. E criança é assim. Não pensem que todos sabemos o que estamos fazendo de nossas vidas. Ele sente arrepios só de pensar em viver como os adultos adulterados vivem.

 

 

 

 

 

É preciso prosseguir e pra conseguir tem que ter paz e ciência

 

Mais que nunca que nada. Ele não, por si decidindo, foi. Um cliente da droga.do vício. Lá vai mais um corpo vivo e, triste, sem cabeça. Um numero na lista dos desaparecendo da sociedade. Um paciente do S.U.S. Um corpo na vala pro I.M.L. recolher.

 

Não era nenhuma manhã de setembro, se bem lembro marcou

 

Ele corria em desespero da fissura que sua cara quase fura; Em lágrimas corre e grita. Precisa de algo. Ele está cheio de álcool. Mas falta mais muito mais. O dêem mais um pega. Mais uma dose. Alguma ilusão, para quem agoniza em praça pública. Um estalo do crack em sua mente a fumaça passando por uma garganta em que passa a fumaça. Tanta atitude tonta nada que garanta a volta. Passagem só de ida. Não existe não, para quem não está livre.

 

O tempo se escota num corpo já esgotado

 

Assim pinta mais uma night nada light . Somem todas as chances. Dimunem as possibilidades multiplicadas pelas complicadas situações que ele se mete. Perdido em mais uma noite que se ele não anotar em sua agenda ele nunca mais vai lembrar.

 

Podem todos rir

Mas, o menino achava ser felicidade tal sensação, proporcionada pelo vil valor roubado. Viver era aquilo para ele era seu troco para a sociedade. Sua mente fechada, subnutrida de boas informações, junto com suas pernas finas vivem e o levam onde podem

 

Tem coisas que ele não gostaria de fazer, mas but

 

                       Bombardeado pela realidade que insiste em o cercar Ele não se acorda nunca. Já que não dorme nunca. É um dedo colado na tomada. Tudo parece o mesmo dia, a mesma noite. Mas só amanhecer de cada dia ensaiva uma saída. Mas ele nunca saia.

 

 

 

 

 

 

Na beira do abismo se equilibrando

 

 

O paraíso se destruindo com a paisagem da cidade. Outro dia estava anoitecendo e tudo de novo acontecendo. De novo num looping de desespero com loucura de devaneios.  Era o seu estilo de viver se matar. Jogar fora todas as chances em fuga. Era livre a cada noite experimentar. Se dinheiro arranjar começava outra vibe louca.

 

Quer desvendar todos os mistérios que possa 10 confiar

 

É virada do dia ou virada da noite. Ele adorava a mudança das cores. Tanto fazia do dia pra noite ou da noite pro dia. Sempre ele sentia uma mudança quando o sol e lua trocavam o turno.

 

Sempre mirava um horizonte pra esperar a troca da guarda

 

Ele sentia a felicidade e a tristeza juntos. Um equilibro ambar, tenue degradee de emoções e sensações. Compartilhando mais um dia indo ou outro dia nascendo, mas ele continua o mesmo. Numa eterna mudança. Mas ele sentia que aquilo fazia parte de uma história que ainda não era bem sua.

 

Seus pais sempre retornavam nessas horas de troca da guarda; Eleolhava para o céu e a terra unidos pelo rio, pelo mar pu mesmo pela água de seus olhos marejados. Ele via os ter juntos abraçados. Abertos a todo os momentos que possam acontecer.

 

Os criadores tecem um tecido e embala o acontecido

 

Eles vem pelas estrelas caminhando. Deixando pegadas nas nebulosas. O ar vai entrar em seu peito e o milagre está feito. Se ele estiver em sintonia com o universo de seus versos em verbos. Seu grito, digito. Sou o narrador dessa transmutação de dor em amor. Um vento. Um sopro. Anucia e termina a vida. Um suspiro. Uma pira que ascende e acende, clareia o céu mesmo da boca.

 

Viaja pelo universo de todos os verbos

 

Onde está a sanidade de gente que em alta idade mão percebe que os de baixa idade não percebem o que nção foi dito com toda a força que haja no ar. Que adentra o pulmão

 

 

 

 

 

A madrugada passada não tinha sido boa, Muita nóia. Porém conseguiu garantir a próxima dideira ao acoradar. Conseguiu

 

 roubar o botijao de gás da Dona Matilda, - aquela velha chata, que vive a me xingar, ficou sem café hoje de manha.

 

 

“Em vez da Dona Matilda, ter uma relativa amizade com o menino, no mínimo para não isolá-lo ainda mais,  somente o reprime. Parece ate que odeia o menino perdido. Sabem o que e odiar uma criança perdida, ou ser uma criança perdida e odiada”. Isso e caso de todos, se todos sofremos as conseqüências.

 

 

 

 

Os normais nada honestos

 

O menino ainda com remela e nariz ranhento, corre contra o vento, contra tudo o que não sabe que sente. E correndo chega ate o local onde escondera o botijao, pega-o, vai ao boteco do Seu Ernesto. Trata, fecha o negocio, menos da metade do que vale.

 

Na verdade esse Seu Ernesto e um negociante explorador. -Traficante de pinga para o meu pai, e vendedor de dor e mentiras para a minha mãe. “O Próximo e tu Seu Ernesto, na madrugada roubo teu boteco”. Pensa o menino já fissurado pela pedra. Mas esta promessa, não viria a cumprir.

 

Mas mesmo sendo pouco, o dinheiro tava na mão, a grana para mais uma pedra, para mais uma viagem.

 

O menino seguiu o seu destino, pedreiro destino. O caminho traiçoeiro do vicio, o inicio do fim da vida do noviço.

 

Tem que pegar o troço, vai lá na boca. Becos vila a dentro, acha o antro, um homem que por dinheiro mata o cliente. Outro como tantos capitalistas.

 

- Vende uma pedra ai!

 

Já com a droga na mão, e com pressa lembra-se da lata furada, que fora o cachimbo da madrugada anterior.

 

 

Ta lá a lata o aguardando no bico, o terreno baldio onde jovens costumam drogar-se. Lugar de muita fissura, então local perigoso.

 

O menino palpitante, nem em palpite imagina do que a fissura e capaz. Precisa de um cigarro, acha um Plaza amassado, olha para o lado percebe um maluco vindo. O menino

cabrita-se pensa em largar, mas não, o vicio o dominara. Tudo ele arriscou pela pedra, “não era agora, na hora do pega que ia dar zebra”. O maluco passa, o menino volta a seu caminho sem volta.

 

Pensa, enquanto fuma o cigarro, para fazer a cinza viagem.

 

Prazer e revolta misturam-se a uma dorzinha de barriga. Revolta por só ter apanhado da vida desde cedo, pai bêbado, mãe desestruturada. Mas a chance a pouco estava em suas mãos, nos livros, mas não. 

 

O prazer pelo objetivo atingido, o tornara livre. A sensação que sabia, iria sentir naquele pega, era o motivo de tanta agrura. “Ah, sensação boa”. O cérebro do menino que nunca soube como e a sensação de carinho, conheceu o prazer das drogas, e não teve a oportunidade de conhecer o prazer de se amar, amar e ser amado.  

Não há mais ossos

 

Oh! Pobre e coitado menino, por nos condenado ao asco e ao esquecimento.

 

Também pudera o menino já nascera pobre, fraco, mulato, baixo, feio, passou fome e frio. Foi à escola, só pela merenda, mas quando a escola cancelou a merenda, não foi mais. E sua família desinformada sobre os valores reais para estruturar uma vida na sociedade. Seus vizinhos daquela vila fedorenta, gente operaria.

 

Gente normal, pensam ser do bem, só porque não fazem o mal.

 

E só mais um elemento, mas fundamental, ninguém ensinou ao menino, o valor da leitura na vida da pessoa que tem a vontade de ter uma vida boa. A leitura esta atividade que alcança o âmago do ser, que tudo de bom lê. E procura sensatamente entender e formar sua própria opinião sobre o que e bom ou não. Mas não, só o rodearam de ma noticia, a desgraça alheia tentando o  conformar de sua própria miséria. A falta de

oportunidade como carma.

 

O menino se rebela a tudo, almeja ter tudo, mas a sensação mais barata e o quinhão que lhe cabe desta vida.

 

Só resta esta pedra louca.

 

Enquanto o menino pensa que pensa, um olhar algoz o fita.Tudo pronto; cachimbo, cinza, a pedra, o fogo. Falta só o pega, a tão desejada tragada.

De repente uma peixeira fria corta-lhe o pescoço. Fria como a pedra que estava em sua mão, agora vazia.Jazia o menino desde que não lia, sua vida acenou de manha, pedindo socorro, nos livros. Em suas mãos estava outro destino, mas não.

 

Gritou! Seu ultimo ai. O menino no seu sangue quente jorrando, viu sua vida passando. Ah, se tivesse por outro caminho optado.

 

Antes de seus olhos fecharem, seus fechados ouvidos escutaram uma voz dizendo; Te avisei, veja o que da sua vida anda fazendo.

 

Seus olhos fecham.Sua mãe chora, agora. Na lagrima se reflete a vida.Temos chance.

 

Mas não.Mas temos chance.Mas não.Mesmo assim, continuamos, todos, a ter chances.

                                                                                                                                             Cont...

 

 

                                                            A opera R.E.P. de Doudivanas

 

                                     

                                                                                                              Por Cont...

                  

Eis que surge o sol naquele céu cinza O horizonte se avermelha, abre-se um azul entre outras cores circulares, que chegam a um violeta calmo.

 

Linda a linha, que liga deitada a aurora.  Agora doura, o antes distante eldorado.

 

O Sol surgido, fortalece a força necessária para uma manhã chuvosa de segunda-feira. Nosso amigo

 

Doudivanas sonhando desperta, espreguiça-se e vê o que a luz ilumina. Uma segunda - uma nova tentativa-

 

feira. Acorda, vê a luz na janela aberta da esperança. Pensa uma solução, faz  uma poesia, reflete sobre ela.

 

Interpreta suas ondas.

 

Surfa dança, surge uma esperança. A boa vontade, agora bate em Doudivanas. O coração, essa entranha que

 

bate. Também sente no que bate.

 

Quando nesta carne, a vontade se une a unha, surgem as garras. As garras do ser, é ser o  que quer ser..

 

A ilusão e seus toc-tocs batem na porta da frente do carnal sentido, sentem a direção da harmônica

 

 

comunicação social. Seguem o caminho alado, anelados as melhores vibrações que os pensamentos podem e

 

devem causar.

 

“A mente popular atual pode intercompletar-se. Se cada si, num instinto natural de união, procurar-se”.

 

Doudivanas procura-se. Opta por trabalhar por diversão.

 

Faz uma ópera para os operários. De sua intima procura, exterioriza e lança o Libreto “Triunfalmente Livre”.

 

A opera que canta palavras faladas, naturalmente sobre a vida atual, em ritmo e poesia.

 

Num Ritmo E Poesia nossos isto e, atuais e atuantes.

 

A Opera R.E.P. uma integração de artistas, de platéias a palcos.

 

Doud imagina que sabe o que iniciou, na mutua imaginação.

 

Doudi grita da platéia; luz do sou, sou sol aqui, palco ou platéia.. Quase louco, mas critico Doud. expulsa do

 

seu eu, o frio, fraco e fedorento do tanto mesmo e sempre que era  o seu modo de ser pros outros pensar.

 

Nisso se fazia sua vidinha. Muda, urra. Olha! O que vêem pelo cintilar das ações. O pouco o reflexo do

 

normal assombra-se por tais. Urra mais, como uma fera não procura motivos, só urra! Desaprisiona sua voz..

 

Sente-se aliviado e senta-se.

 

Seu solsinho aquecendo-o, parece o trazendo.

 

Observa a bonança vindo, esquece um pouco da tempestade, mas mantêm-se atento.

Doud decide escrever, cantar e dançar ao ritmo do que contempla.

 

Passo a passo vai criando o seu espaço.

 

“Sopra-se longe a ira, quando a gente em si, inspira e entende o que aspira”.

 

Doud dança no seu canto, agora o meio por onde expressa o seu tão nosso, que se esconde em cada um.

 

Descobre poeira no oculto segredo, o elo da coragem com o medo. Nada escondido estava, a luz da reflexão

 

ilumina a mina escura e funda o trem da tua vida. Boa, se sabida. A vida torna-se um espetáculo de canto e

 

dança.

 

O paraíso, para isso existimos.

 

Interpretar as letras magicamente unidas, numa expressão, diríamos... assim; o trivial da complexa

 

simplicidade que mescla, no entanto conecta a mente e o coração,  aqui e agora com o então.

 

Fizera uma opera que diverte quem quer que veja. Uma opera que ri da dor, ri do amor. Torna a vida um rio

 

onde todos estão e vão à mesma direção.

 

O sucesso foi tanto, o do Libreto, que o sol bateu na janela de muitos quartos. Acordados decidiram começar

 

agora mesmo, o caminho não e pra um só.  O sol nasce pra todos só não sabe quem não quer

 

Não viam-se mais  exemplares do “Libreto Triunfalmente Livre” parados, estavam todos em mãos de

pessoas interessadas. Acompanhando a Opera R.E.P. com suas mentes leitoras, atuantes, agindo e sabendo

 

ser isso, o viver a vida.

 

Mas também que língua vibrante o ouvido de Doud interpretou em seus textos. Brilhantes que dão vontade

 

 

de cantarolar, encantar o lar, o núcleo familiar.

 

A historia e essa:

 

Doud. escolhera ser nas ruas a pessoa mais feia, pobre e teimosa, que imaginara. Tornou-se um discriminado

 

da sociedade, e percebeu que ele próprio exclui-se mentalmente do meio em que vive. Porquê a essência do

 

ser é comunicar-se com os outros, e fazer por entender-se. Mas no estado psicológico em que vive o ser, que

 

não se desprende de sua realidade em nome da verdade.

 

Doud. não iria seguir o comum, acharia uma forma

 

simples de resolver a raiz quadrada do inconsciente aflorar-se, com a resposta mais intima e afirmativa.

 

Doud. em laboratório experimentou-se. Recheou-se com amor e alegria de viver, assim se fez.

 

Representava um belo interior em um monstro horripilante exterior.

 

Esta simples analise e a historia.

 

Que bela dramatização do cidadão na sociedade Doud. apresentou em sua Opera R.E.P.

 

Deixou todos alegres e pensativos a cerca de suas próprias inerência humano-sociais. Colocou-nos que

 

somos responsáveis pos parte de nossa historia e destino. Mentalmente, sem a selvajaria do capital.

 

Lembrem união de coração e mente com boa vontade.”A verdade e maior que a realidade, contate”.

 

A trama sem hipocrisia, nem pieguices, sim com sensatas e palpáveis... digamos constatações.

 

Doud saiu dos parâmetros normais de seus muitos “ais”.

 

Tornou-se tão amplamente atual, que parece necessário.

 

Suas frases longas exprimem tudo e todo o sentimento, que por uma vergonha sem sentido não  torna-se

 

explicito. Causando noites mal dormidas e dias mal acordados. Doud excluso de sua sociedade atual,

 

retornou com as básicas ferramentas desde idos da humanidade. Palavras, boas palavras em movimentos.

 

A sociedade insana, não por crueldade, sim por necessidade negou-se a verdade ultima dos fatos primordiais.

 

“A palavra, dança caótica em números ordenados”.

 

Doud canta e dança no palco da vida. A ribalta da vontade torna suas intenções exeqüíveis e suas atitudes

 

claras e conseqüentes.

 

 

De boas intenções o mundo esta cheio, certo de que Doud sabe, que o que nutre também mata, não exacerba.

 

Magicamente ora coloca doçura, ora coloca loucura, flerta o sano, flutua no insano.

 

Furta do espectador a dor, a debulha. Denuncia a inerência hominal atualmente, faz agir através da reflexão

 

não da coação. Não somos animais selvagens em busca do alimento para a prole, apesar de egoístas.

 

O destrabalho desconstruiu os verdadeiros valores do homem atual. “Dos escombros erguera-se à arte de

 

viver”.

 

Doud propositadamente ingênuo cutuca as indissolúveis condições atuais dos humanos, na vida em

 

sociedade.

 

Retrata fielmente, as suas próprias frias mentes de corações ardentes. Há razoes em sermos às vezes

 

irracionais.

 

Livre Doud proporciona a liberdade aos populares que se encararem.

 

Doud escreve em seu canto, o destino, o fim de seus desatinos.

 

Doud percebe na dor sublimidade e se não fosse seus experimentos, nada haveria feito.

 

Mas o passado não se apaga, porque a experiência o paga.

 

Doud provou seu gosto em cima dos outros, em si encontrou o todo.

 

Em cima de suas costas estavam os músculos movedores de uma mente comovedora. Movedora de dores

 

mutantes, sabidamente selvagens. Agora Doud, não chora ante ao seu drama.

 

Expôs o gosto amargo do remédio, do destino tecido pela família desestruturada. Desossada de verdadeiros e

 

úteis valores para a vida social de cada ser. Baseou-se no que os outros pensam que pensam, e também nos

 

que pensaram verdadeiramente em todos os tempos e atualizou-os. Pensando que sabe também não pensar.

 

 

Doudivanas, Doud... d’loucuras me sanas Doudivanas.

 

Moral da Historia Geral

 

 

Contos Crônicos e atuais:

 

 

 

HISTÓRIAS P/JANTAR

 

 

“A esperança mora na imaginação, e o cultivo de pensamentos positivos enriquecem a

 

mente  a portadora da faculdade mais que humana, que é o imaginar. Saiba que a

 

esperança é a última que morre, assim é,  quando se está sem saída ( dívida, vício, paixão

 

perdida ou outra situação)  e a gente decide sair do pensamento comum e andar nu pelo

 

jardim novamente, mas  agora com nova mente. E aí, descobre a verdade despida de

 

preconceitos, não a verdade absoluta, mas sim uma auto-afirmação, algo em que se basear,

 

para depois, sim, se conhecer, se perdoar e amar.E para completar o regozijo, se entregar a

 

uma paixão, moldá-la pacientemente até chegar ao estado puro e cristalino de amar, se

 

amar e ser amado, sem querer possuir o amor, sim ser o amor em todas as suas formas. Isto

 

é o que nosso “Doud” está tentando neste conto de”Cont...”.

 

 

Jardim sem fim

 

 

                                                                                                        Um conto de Cont...

 

 

Doudivanas aprendeu algo sobre viver, ao sobreviver as duras lições que a tempestade da

 

ignorância causou em sua vida, por sua falta de experiência.

 

Não se ressente. Sabe que o passado é uma semente e a vida um jardim, a se plantar e com amor

 

se cultivar.

 

Doud esta ciente que nada do jardim o pertence, ele é que pertence ao jardim.

 

Em contrapartida Doud sabe que tem a vontade de ser o senhor do seu próprio pensamento e que

 

é por sua sabiência é que fluirá a vida que almeja. E que foi essa a intenção que o salvou dos

 

infortúnios.

 

 

 

Assim Doud cultiva um jardim de flores e frutas, e reflete com elas. Com uma alimentação

 

frugal, alimenta seu pensamento e vive o rico fruto de sua imaginação. E com as cores de um

 

caminho colorido por flores, aspira uma vida harmônica no olor de sua caminhada.  

 

Sua esperança de um hoje melhor, já é agora, a todo instante seu pensamento e sua ação.

 

As flores dão um colorido florido em suas ações, e isso lhe causa belas reações.

 

“Flores amenizam” diz um ditado atual, e amenizar é uma forma de harmonizar e

 

correlacionar os sentimentos.

 

Frutas dão uma qualidade a mais ao pensar, todos devem saber; a gente é o que a gente come. E

 

como não comer frutas, se alimentar sem nada matar A árvore continua lá no seu lugar. Isto é 

 

alimentar além de sua fome, alimentar a sua calma.

 

*Após lidar com suas plantas, Doud sente-se um pouco mais consciente de si. Calado não fica,

 

o coração bate acalmado, mas não satisfeito. Esse coração que sabe o drama da íntima alma,

 

e procura a calma pura, precisa de alguém para o seu corpo dividir esse prazer de viver.

 

Á esta busca é preciso empreender ação e compreender a reação.

 

Urge a necessidade de causar rupturas no que está errado, mas está como padrão. Os

 

conservadores que conservem suas dores. Doud é conversador, versa a dor.

 

Doud não fica sentado na poltrona no dia de domingo.

 

É preciso agir, sussurra sua vontade em sua mente audinte, algo diz - Aja, atue em seu tempo,

 

ocupe seu espaço sendo, não seja só um número.

 

Seu íntimo sopra intimamente: -Aja, atue... ação, já!

 

Procure um meio essencial de canalizar a energia necessária para seu intento;  sua

 

intromissão.

 

-Chove na imaginação de Doud. Inundado, chora lágrimas. E essas lágrimas regam o seu

 

exterior (ação) que cresce com seu intimo (reação).

 

A água rega tanto, que se torna música, um regae. Reage... Uma melodia íntima que o instiga

 

a avançar. É à força da sua vida em harmonia com a natureza, que o convida para dançar.

Olha em si, sente o sal de seu mar rebelde encrespando seu corpo em vagas.

 

Uma onda aponta, na praia rebentando, sua face salgando. Sua mente faceira torna sua face uma

 

praia. Vira prancha seu corpo. Na crista do vagalhão surfa seu coração, dropando um destino

 

sem razão momentânea no oceano eterno.

 

Doud desfila sua forma de pensar, sem causar medo de mudanças, e nem espanto nos outros.

 

Doud não aterra ninguém. Com ninguém aterrado, sopra ao ar uma melodia, é meio-dia nesse

 

lado da vida.

 

Doud começa a dançar e a em si pensar por nós. Óbvio cai. Mas levanta sorrindo. E diz que

 

na sua boca veio um gosto doce e foi Ele quem trouxe de dentro dele mesmo.

 

É que o paladar, e não só o dele, aguça-se na hora em que a dor  se transborda em experiência

 

vivida de uma vida sofrida. Esse doce desliza sobre o mar salgado de sua face molhada, e essa

 

água lhe conta alguns segredos da vida. Alguns, porquê Doud imagina que o melhor do segredo

 

da vida é o misterioso presente passando..

 

Loucura, mania, dor, tudo Doud sentia antes de sua suposta maestria em sua vida. Tudo passava

 

como um ferro a vapor, passando o pavor, desamarrotando o seu destino antes delineado, agora

 

delineando. Enquanto cada momento passa tatua-se n’alma signos. Palavras cheias de amor, e

 

tudo o mais o que for e vier.

 

Léxico somos. Com ou sem rima, Doud vive pra cima, o abaixo são suas experiências formando

 

Sua base forte.

 

Mas Doud continua só no seu jardim sem fim.

 

Tanto céu, tanto meio, tanto canto. Tantas pessoas, tanto espanto. Tanto tanto, mas é assim ,

 

sempre tem o tudo para chegar ao meio, o encanto!  Doud no meio do seu canto dançando.

 

Lembra-se da época em que tonto, em substâncias externas, buscava sensações internas.

 

Percebeu que de tanto, chegou ao fundo do nada. Ali sem apoio externo, só sua internidade podia

 

o salvar. Em meio ao desencanto, surge a poesia da energia infinita. O éter nunca visto da vida

 

comum de tendências luxuosas. Somente sentido na vida sofisticada que a natureza simples nos

 

 

apresenta. A energia que Doud agora sente, é a mesma que providencia o alvorecer, o crepúsculo

 

e o bater de seu então solitário coração. Bem como o tudo e o nada se tocam pela energia

 

circular, Doud aprende a não parar. Bloqueia-se quem, além de contemplar a beleza e harmonia

 

dessas paragens, tenta se aprofundar mais em tais verdades. É simples viver, é só acompanhar

 

essa energia circular na eterna poesia.  

 

Doud sabe que a gente precisa de poesia, mesmo que por enquanto Narcisa.

 

Sua mão trêmula, sustenta de alimento a mente que fomenta tanta ilusão.

 

Surge uma dúvida; ñ seria falsa! essa ilusão? Nem tudo o que se sente está no dicionário!

 

Ilusão, desilusão tudo é caminho deixa o bixo.

 

Doud agora se arqueia para observar uma flor, olha para o papel, o papel que seu viver tem

 

na vida de quem o cerca. Pensa: Já que uma flor proporcionava pólen para a abelha fazer seu

 

mel, a quem serviria  seu pólen( seu viver) e  quem iria torná-lo mel (útil).

 

Qual seria sua contribuição para a beleza harmônica da natureza Se descobrir, procurará da

 

melhor forma fazer. Mas Doud sente que precisa de um par, uma mulher para amar, compartilhar

 

a empreitada de bem viver. Turbinas ligadas, requisita com sensatez, sensações e emoções que

 

lhe tragam boas observações.

 

Com elegância, nem rico, nem pobre, Doud o retirante do sentimento torturante, ordenou seu

 

corpo errante; Levante! Não tente ser perfeito, ame, tem alguém especial batendo no seu

 

peito. E esta batida é esse alguém querendo entrar e sair. É desse vai e vem que viemos.

 

Para isso que nascemos. Vida aprenda viver.

 

Sua mente não duvida da vida, da sua dívida, dividida em corpo, mente, alma, e propósito. Após

 

esta mensagem ouvida, sua razão sinfonicamente entregue ao coração, pede; calma! Paciência é

 

o nome do jogo da vida. O mínimo é o caminho para o máximo, sendo o meio o destino.

 

-Simples é a senda, se renda. A irredutibilidade trava.

 

Assim Doud olha o mundo, suas cores em flores e frutas, ao movimento rico do prismar da luz

 

do conhecimento.

Pensa se não está sendo arrogante ao pensar. Descobre que não ao procurar com quem

 

compartilhar.

 

Decide não lutar mais. Conflito, há que se o enfrentar, mas sem antagonismos.

 

“A paz é a gente que faz”. Não existe luta em prol de paz, existe sim é a luz da compreensão

 

fraterna chamada amor incondicional.

 

O universo é a orquestra, a vida é a música, e a vida de cada ser vivo é a melodia.

 

É a mente que harmoniza o tempo de nossa existência e compreensão. Viver em meio a isto em

 

equilíbrio é o que podemos fazer.

 

Doud imagina que sabe que tem que um pouco disto tudo á aprender.

 

Pensa Doud, na profundidade da raiz de suas flores, como crescer ou tentar ser pétala e olor.  

 

Sair desta profundidade solitária filosofal, que do precipício o salvou, e encontrar na mulher que

 

se quer ser no amor carnal.

 

Reflete e percebe na força da reflexão a energia da ação. Que para ser, não é preciso ter,

 

então se torna energia a pura procura de uma doçura, o amor que irá adoçar o viver.

 

Doud percebe que não tem que ter o amor, mas ser o amor e daí amar.

 

A energia canalizada a um objetivo constante, ensina-lhe  o verbo cantar e o verbo dançar.

 

Segue a acompanhar com seu tentar..

 

Doud sabe que tudo o que faz, já foi feito, mas não do seu jeito. E não se importa. A

 

compreensão abriu suas portas para Doud entrar. Ele sabe que são muitos os que querem

 

compreender o amor, mas poucos conseguem.

 

Doud procura ser o escolhido entre tantos tentadores e tentações

 

Doud sabe que Deus acredita em sua sublime criação.Doud acredita em si, sendo uma criação

 

divina. Produz si sobre si, se atrela sem emblemas às estrelas.

 

Segue a regra da fuga,  para dar um tempo para a reação de entender seu ser.

 

Como todo ser humano curioso, primeiro duvida para depois por si comprovar, e da verdade

 

se adonar.

 

 

A gramática sintática do pensar precisa de rédeas, para o pensar se tornar uma cavalaria

 

alada.

 

Doud curva sua coluna, faz um círculo da cabeça aos pés. Entende Joões e Zés.

 

Contempla seu templo, seu tempo no seu corpo. As palavras, bailarinas doidas, apresentam-se

 

em pontos luminosos no céu. Desvanea-se, percebe que em todo o caminho há contras, ‘faz

 

parte’, como diz o outro.

 

Sem insanidades, Doud admite que está sendo ajudado nestes íntimos pensamentos.

 

Mas esta intromissão é sua, Doud só admite ajuda como auxílio para sua meta.

 

Zela pelo elo. Seu íntimo abastecesse de boas ações e pensamentos, isto é quase um segredo,

 

uma barreira para o que não é seu.

 

Conheça teus pés e irás onde ques. Doud não está com pressa, está com boa intenção e confia

 

na sua intuição. Sabe balancear os momentos de poesia e acontecimentos.

 

-Deduz-se que Doud sorrateiramente encena um papel, sua intromissão.

 

Seu ouvido ouve uma melodia, dança no seu jardim e cuida muito bem dele, aliás,

 

moderadamente cuida do seu jardim.

 

A felicidade de belos versos vem divertir, e a cor dos sorrisos tirar para alvos serem. O dia surge

 

na noite em forma de uma clara lua cheia, a noite perfuma os sentidos de procriação.

 

Vê! é o sinal de mais ou menos, a resposta da equação, claro com ação.

 

Doud meio que se assusta com a lua da meia noite branca. Parece o céu ser o oceano do séc. XV

 

e a lua de prata uma nau a espera de um pirata, para descobrir novas terras selvagens.

 

A noite e aquele luar romântico levaram Doud a pensar meditativamente com o coração,

 

Pensou em apaixonar-se sem ilusão, mas sabe que não tem medo de desiludir-se.

 

Mergulhou na procura da mulher que se quer.  

 

Vai, vem, a gente se dá bem.

 

De passagem na mão, embarcou na canoa a procura do amor entre homem e mulher.

 

 

Na busca das coisas mais lindas, ainda não vistas por suas vistas. Se perder e se achar nas curvas

 

femininas. Doud não quer mais se aprofundar, ele quer deixar-se atrair. Sabe quem agora é, e o

 

que falta. Falta se apaixonar. E a paixão pacientemente moldar, a tornar amor.

 

Em sua mente o amor se anunciou, saiu de seu jardim por um momento foi se olhar por fora.

 

Achou-se merecedor de uma amor sensual. Se no amor fraterno refletiu até encontrá-lo em si.

 

Este teria que agora iluminar o seu caminho para o encontrar, e de si sair.

 

Aprendera que amar é deixar alguém o amar e juntos serem um lar de dois templos.  

 

Doud acredita ter crédito.

 

Doud descurva-se, olha carinhosamente uma flor.  Vê uma mulher usando

 

sua boca para beber, ao invés de beijar e emitir sons  refletidos de grunhidos. Smacks lindos!

 

Queria dar e receber.

 

Bom como todo humano conquista com carinha de carente, percebeu isto na ébrea fêmea.

 

Sua voz, num tom de sim saiu em prosa. Sente que diz o que sente com seu semblante.

 

Num olhar mudo, diz tudo o que quer e sente porque tenta.

 

A mulher olha para Doud e se afugenta.

 

Doud tenta fazer ela voltar com um olhar calmo e convidativo ela não entende e vai embora.

 

Justo agora. Mas Doud sereno entende-a. Há monstros e bestas de diversas cabeças nas mentes e

 

suas sentenças. Não se aprofunda como o prometido.

 

Uma raio ilumina sua vida. Resolve sair daquele jardim e numa praia perto morar.

 

Sem saber onde quer com esta atitude chegar, mesmo assim vai se mudar.

 

O destino do amor começa a se desenhar, a partir de sua independência.

 

 

Não entendemos, não vemos, mas sentimos.

 

Não há monstros, nem bestas com diversas cabeças, só há nos mesmos, o motivo da vida.

 

 

Vem comigo ser um novo navegante nesse espaço flutuante, diz o próprio momento para os

 

dois. O temp agora não era uma coisa intangível, estava ali com eles tentando entender os por

 

quês de sai vida.

 

Um raio ilumina nossa vida, quando optamos por voar no mesmo lugar. Mas é preciso saber

 

a onde ser quer com isso chegar.

 

Já no ar ao anotarmos o que notarmos, nos tornamos personagens principais de nossas vidas.

 

E esse papel de anotações, em dobras torna-se um avião que não se perde nas tempestades da

 

vida.

 

Nos olhamos, nos tronamos, somos humanos e curiosos, Adelante! Impera a inerência de

 

viver no mesmo tempo, e agora ocupando o mesmo espaço sideral.

 

Cósmico momento, quanto mais nos aprofundamos, o azul celeste torna-se marinho.

 

 

O vendedor e Doud vêem do alto o que somos se nos formo. Observam do nada, o que

 

pensam ser tudo.

 

O vendedor sem estudo, pensa que não e de graça, adianta a Doud uma grana.

 

Eles voltam à realidade vindos duma verdade. Os pássaros cantam e as frutas doces os

 

 

 

recebem bem.

 

Existe superfície em qualquer lugar, um elo, um equilíbrio sem pesar, mas que não existe

 

sem pensar.

 

Para existir claro, escuro. Sim e não. Cinzas são. Mesclando imaginação e ação criamos toda

 

e qualquer invenção. E nossa vida é uma invenção, que mesmo sendo nossa ou não a

 

devemos nossa contribuição.

 

A vida não e um jogo de pinbal, e esse sofá. por mais que seja seu, não é suave  o bastante.

 

Aquela noite exigia uma comemoração, salvos e calmos jantaram os dois a pouco

 

desconhecidos, agora desbravadores do ser, dos seus viveres.

 

Ao sol dado agradecem.

 

A sombra apaga o esquecimento ou esconde tanta coisa, que se acha com a luz da idéia.

 

Que Doud e o vendedor estão satisfeitos e resolveram dessa louca viagem ao jardim sem fim

 

se aproveitar.

 

Cont..

 

 

                                                                      O poeta e a louca

 

 

 

                                                                                                                    U m conto de Cont...

 

 

A tarde vazia do poeta se enchia, com a simples visão daquela louca e bela moça.

Aquela louca beleza escondida, que só um poeta nota e anota.

O poeta, a pouco se mudara para um quarto em uma pensão, que ficava próximo a prainha doce.

O local era assim chamado; o hotel da prainha doce. Lugar que achou na medida para pensar em como curar-

se  de uma dor de cabeça. Uma corna febre, que nele se instalara.

Em seu quarto alugado, de novo em olho virado, estava o poeta jogado.

O quarto que escolhera, dava de janela para a prainha doce. E foi nesta Prainha, que bicudo o poeta

percebeu uma mulher. Mulher depois descobriu, que por todos era taxada de louca, por ver o nascer e o

por do sol todos dias. Mas por um erro profundamente humano, o medo, transpareceu.

Assim se tornou poesia, aquele ritual de melancolia, observar aquela figura, de semblante distante. Que todo

entardecer, esperava o horizonte jantar o sol.

A distancia encantava a tênue relação, entre ser olhado e estar olhando. O poeta e a louca supostos próximo

 

De longe e sem luneta, a miopia alimentava a imaginação do poeta. Imaginava-a  menina, mulher,

 

inteligente, boa, leitora, e mais o que sua mente devaneante pudesse imaginar.

 

Tudo muito especial.

 

Paixão espacial, irrompendo ondas, “no ar de se amar”. 

 

Louca e provocante, a louca saia sozinha. Sozinha como a lua. Sua saia de havaiana, numa ilha, o seio um

 

vulcão, a lava vindo leve, o chamando no topo do universo. Eu não sei fazer poesia o poeta pensava, o boi.

 

Bonitinha ninguém sabia porque aquela menina vivia sozinha, chutava latas pela prainha e olhava para o

 

infinito. Distraída mirava o distante, via lá adiante no crepúsculo a tez, a cor do amor.

 

 

Romantizava o bardo.

 

E todo final de tarde, o sol como uma ficha na maquina do destino, inseria-se no horizonte. Enquanto, poeta

                                                                                                                                                                      

e louca assistiam o funeral de mais um dia de sol. Separados, mas juntos pelo prismar dos raios solares.

 

Amavam-se os dois, sem saber, nesses finais de dias assim.

 

A louca recolhia sua sombrinha, que da sua pele escondia aquele imaginar. A luz dourada do amor, a fitava,

 

ela sabia.

 

O poeta esticava os olhos, espreguiçava-se em sua ginástica ocular. Outros estilos de amar, também se

 

tornam amar. Se ambos beneficiar.

 

A louca sentia que alguém de olhar duro à via, a longa distancia e data.

 

Era o poeta com “Com dor de guampa”, que observava e imaginava saber o que aquela menina linda

 

pensava, naquela hora.

 

Uma intercomunicação a distancia, de idéias agremiadas ao mesmo sentimento.

 

Mentira. Ela no fundo sabia ter sempre um olho espião na sua imaginação. Verdade. Seus pelos crespos,

 

eriçados ficavam, em toda sua rosa intimidade. O final de tarde, era um ato a dois, sem pressa. Para depois.

 

A umidade causada, e o momentâneo prazer.

 

Os contatos, digamos telepáticos, foram treinados pela rotina.  Ficando de abstrato a um retrato 3 X 4.

 

Os contatos, refletidos pela luz que emanava do horizonte interligado, clareavam a relação.

 

E as energias captadas pelas vagas mentais produziam o movimento exato da linha de pensamento, que os

 

conecta.

 

“Quando noite e dia se encontram, alguma coisa acontece nos corações”.

 

Vai-se o sol, vem-se a lua, o medo da mudança, o amor atenua.

 

O amor e um pensamento físico, o sexo e a química, a vida a matemática milimetrica da poesia.

 

Pelo embasso do frio vidro passa o prazer, que transborda na onisciência dos dois. Estão tão próximos em

 

tempo e espaço, a uns poucos passos do paraíso. Uma fina casualidade, os dois ainda não serem

 

 

apresentados. Nem eles próprios, talvez se conhecessem... No amor não custa tentar, diz um ditado popular.

 

Seus mundos por mais que pareçam diferentes, estão prestes a se enfrentar.

 

Aquela menina (a louca), mulher, inteligente, boa, leitora esta mais próxima agora.

 

A louca decide abrir o seu imaginário, sai de sua reclusa loucura. Abre-se a doce brisa do leque do destino.

 

Uma obra, sua ação passada. Um requinte de mulher na busca, na conquista do amor exige-se artefatos, sua

 

humanidade sopra. O vento aponta a direção da Prainha Doce.

 

Aquele homem, poeta enclausurado em sua imaginação, mas não louco. Normal tampouco. Ele esta a

 

procura da cura de sua dor criatoria. Isto e, procriatoria.

 

A força humana tem um certo poder sobre esta historia, e ao escrever o destino dela, adianta alinhar-se a

 

natureza. Para o bem mudar a historia na linha conseqüente.

 

O amor, sempre tentador da uma ligada para sua musa.

 

-Alo, Lua? Preciso de um favorzinho seu.

 

-Numa noite de lua cheia. O peito febril do poeta inflou, e do fundo frio, que havia no vazio tudo saiu.

 

O que o enchia de vergonha, saiu.

 

Deixou ser um sonhador, naquele quarto. O poeta abre o olhos, cai os cornos olha para a porta aberta, sai

 

num berro. Num urro se desvencilha das encilhas, que insistiam em tentar domesticar sua feroz vontade de

 

amar.

 

Viu-se se avesso vindo, seu ego o motivo de tanto desentendimento, tanta fuga, aparecia agora honesto e

 

sincero. Causando harmonia e conseqüente equilíbrio. 

 

Surgiram possibilidades de boa vontade. Controlado, o desejo de ser que todos temos.

 

Um reflexo irico da matéria no aço refletiu um príncipe. Sua roupa suada transformara-se no traje que mais

 

lhe caia bem. Seguro sentiu a vontade de controlar, ele, o próprio destino possível.

 

Desceu correndo, nas suas profundezas apoiou-se, no fundo trampolinou-se.

 

Medalha de ouro nos 400m  raso, o homem estava um arraso.

 

 

A menina mais moça do que nunca, se banha demoradamente na água encanada que lava sua cabeça.

 

Desencanando um pouco para fora, o que era só por dentro. O perfume de amor que seu desacostumado

 

olfato estranhava, agora a encranhava.

 

A intuição juntou-se a seus cinco sentidos. Seus ricos, agora mais redondos olhos brilhavam. O espelho

 

refletia uma donzela a espera de um beijo.

 

Antes da hora do sol dizer, que mais um dia se passou. Saiu à louca, com um sorriso em sua boca.

 

Naquela faixa de areia, a prainha doce, marcou-se pelo destino o encontro. O fim de tanto desatino. Uma

 

vibração captada de um grau inusitado.

 

O poeta e a louca se cruzaram e não se notaram.

 

O poeta não era poeta.

 

A louca não era louca.

 

Mas um dia, quem sabe um dia.

 

“Quando cruzarem nuas, suas naus navegantes”.

 

 

 

                                                                                       Cont...

 

 

 

 

 

 

                                                                        PREMIO CCMQ

 

Gerson Luis da Cunha

 

Pseudônimo: Cont...

 

Av. Palmira Gobbi, 885/305B Parque Humaitá. P. Alegre RS    90.250.210

 

Fone: 9153-7448 - 3342-1253

 

RG: 8029779553                  CPF:

 

Titulo da Obra:    Doudivanas em Contos Atuais.

 

 

Sou Poeta Fanzineiro.

 

Tenho 37 anos, conheço os extremos da vida em sociedade, isto e, tenho conhecimento de causa, escrevo a

 

atualidade.

 

Assim iniciei escrevendo poesia, a seis anos, já tenho duas mil poesias. As constato como boas e atuais.

 

Tenho uma imaginação bastante fértil, e se eu não escrevo perdem-se no éter diversas historias, boas

 

historias.

                                                   Cont... Continua Cont...

 

 

 

Necessário;

 

Os contos que faltam, não estão digitados por uma falta de informação minha e pobreza, que dificultam e

 

muito a minha tentativa de bem viver e escrever.

 

Alem destes verdadeiros motivos, ainda tem os reais motivos. Fui saber do concurso no dia 20/05.

 

E não tenho computador e nem dinheiro para pagar a digitação, mesmo que eu digite.

 

Posso somente digitar em um amigo, que tem um computador, mas em pouco horário.

 

E por admiração e profunda gratidão ao Gran Poeta Mario Quintana, que faço questão de concorrer com a

 

minha humilde “primeira tentativa de digitar um livro de contos em 10 dias, em computador e casa dos

 

outros”.

 

Certo de que não consegui digitar. Senti-me no primeiro momento a fracassar, mas logo refleti, clareei a

 

situação e continuei. Depois serve de experiência se for dor, e se for sorriso será o amor.

 

E por amor a minha boa vontade, decidi mesmo assim tentar.

 

E tentar, descobri, e mais gostoso do que competir. Tentar e em si acreditar.

 

Tento de leve depositar amor e dedicação em harmonia com as possibilidades de concretização. Sem dizer

 

sim, nem não, sei que tento, tenho que acreditar. Adoro transmitir meu pensar.

 

Please!

 

Eu terei todos estes contos digitados ate o dia 10 de junho, acreditem também.

 

Só preciso de um aceno da  honrada e justa organização do concurso.

 

Atenção! Preciso só de mais dez dias para poder digitar minha obra.

 

Não haverá nenhuma injustiça, nem desigualdade.

 

Meu fone 9153-7448

 

Liguem-me, gostaria de participar e ser lido por vocês.

 

                    

 

 

 

Índice: 

 

Doidivanas em Contos Atuais

 

JARDIM SEM FIM (historia p/jantar)

A OPERA R.E.P. DE DOIDIVANAS

VA CRACK EU FICO.

O POETA E A LOUCA

O MONSTRO DO LADO

ESTA E AQUELA

EDUARDO E MONICA (não e aquela)

2.104 A GUERRA DOS SEXOS

A PASTA PRETA

11 MINS EM NY

COMETA LOUCURA

O ANIVERSARIO DO SOL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O monstro do lado

 

Nasce Doudivanas, a data foi bem guardada e o local, bem o local, pode se dizer que antes do nascimento de Doudivanas tinha uma denominação, mas conforme ia crescendo o rebento, o nome do local ia mudando.

Na infância questo menino assombrava o predio onde morava, com brincadeiras, todas, com muita alegria dele vindo, mas de gosto duvidoso aos outros.

Certa vez Doudivanas, que tinha a mania de explodir rojões, fez  bombas- relógio, usando cigarro como timer. Um primitivo mecanismo que propiciava uma explosão posterior. Isto dava o tempo necessario para execuoplano antes das explosao. E o plano era gritar; não atira tio, não atira. Socorro! Correndo e batendo nas portas dos vizinhos.