História
de hoje:
Vá crack, eu fico
“O
reflexo do sol aparece na noite da vida, de uma criança perdida. Apagando os
traços sombrios do desencanto da escravidão das drogas.”
Boatos
que circulavam pela vila, é que aquela criança tão inteligente, estava na escravidão
das drogas. E como sabemos essas conversas voam longe. A verdade arrebentou na cara
da própria criatura ali, sem e sem mãe. O nervosismos estressante o corpo de
uma criança pressionando. O respeito e a honradez dos justos, desajustado.
E quem ganha com mais uma vida perdida pelas drogas?
respeito dos homens, ocupa muitas
vezes na sua vida e, muito mais, no seu desƟno, um lugar tão
importante como o mesmo que eles têm. Muitas vezes os urros de dores de uma
sociedade brotam em gargantas inocentes. Sinto a dor daquela criança. Quem sem
música sem dancinha da moda, não incomoda a mídia.
Seus rosto murcho mostra com assombro
qoe pode se transformar uma pessoas que vive nas sombras. Insatisfeito faz o
que faz. Pede ajuda em seus Deus nos acuda.
Ainda somem os seu pai na cadeia e sua
mãe tomando droga na veia.
O frio úmido da madrugada mantêm
unidos os estados de morbidez. Acho que vou me deitar junto a essa criança...me
olhando no espelho me atiro em reflexos do que sinto. Urram os ventos do norte,
da sorte dos fortes que vencem a morte todas as noites.
Olhe bem meu rosto rosado de vergonha.
A minha tão querida vida louca para ser vivida. Por entre o aço do espelho e do
vidro, duvido que alguém ainda não tenha visto ou sentido isto. Como podemos
deixar nossos primos morrendo nas ruas, longes de um lar de um pai ou de uma mãe.
Rodo
minha mente e não encontro um ombro. Moramos em tantos lugares, mas não existe
nada tão longe que não possamos ver o quento erramos ao não amarmos. Nos
encarnarmos e não quebrarmos o ciclo disto.
Me
sim. Me não. Sim, não consigo seguir assim. O cinza invade. O brim desbota e
bota a bota e sai por aí na estrada longa da vida. Só aviso todos vcês todas as
vezes que pego meus dedos e começo a digitar minhas digitais que descrevem o
que sinto bem aqui dentro. Sinto cada vez mais que aqui dentro não cabe mais
ais. Vou descrever tudoi o que todos sentimos. E por mais que não entendam o
que escrevo, é que n~çao tem mesmo como entender, que depois de tudo ainda
vivemos assim esse mundo.
Não
era nada diiso que eu queria escrever. Quero contar uma história que bem poderia
ser de qualquer um de nós. Uma criança perdida na vida. Andei por aí. Amei por
aí. E andei tanto que estou quase candado. Tmb com a minha idade. AS cores vão ficando
naturalmente desbotadas. Só que não vou acredita no que sempre me contaram
essas pessoas que ajudaram a esse mundo a continuar assim.
Estou
esquálido vivendo bem aqui ao seu lado e ninguém nota minha verdade que faço
nossa, que a faca corta a garganta de tantos sonhos, por onde passariam tanta
poesia de uma vida.
As luzes
mostram a vida assim conforme meus olhso com fome vêem
A serena idade
não me deixa no canto. Tento de novo mudar o mundo de fora o aqui de dentro da
minha mente já ajeitei, mas externamente não pensam assim. Fazer oq eu? Não há
mais ar que possam se inspirar, a não ser o desse pequeno frasco freco d eluxo.
O ar espalha-se e espelhate bem como somos. E como perguntar diferente a mesma
pergunta que tanta gente tenta. Mesmoq eu seja com seus cérebros robotizados
por vícios sem virtudes terems visto até aqui
Justas sim são
essas lágrimas que esgrimam as espadas de meus olhares
Doces sonhos enfeitarão
essa poesias incidentes, lembro de já ter escrito isto
E agora mesmo
estou tendo um dejavu eu estava na luz de um poste, numa noite fria e vazia. O
vento levava tudo pra lond de mim, mas um papel se aproximou do meu local. Eu
locão senti vontade de juntar tal papel. E no papel de minha vida estava
escrita a frase escreva a sua vida. Independete dos outros. Eu não sei se foi
verdade o que senti. Mas mesmo assim estava só eu e Deus naquele local.
Olheim bem pra
luz e cismei de acreditar depois de tudo ter tentado o mundo maravilhos se
apresentou em meus dedos e corri por cima do muro e me equilibrei bem. E lá no
fundo da sala na parede tinha um furo qie via meu futuro sendo escrito. Pais e Mães
amo-Os meus Deuses
O menino
Doudivanas (apelido Doud), descansa seu débil corpo, já em escombros, de tanto
desatino, tanta fuga. O seu aspecto miserável é uma denúncia de uma sociedade
falida. Após ter virado a noite em loucura, ele está atirado ao chão embaixo de
uma marquise, de uma esquina movimentada da comunidade em que mora. Sua respiração
ofegante, pesada demonstra o cansaço. O reflexo da destrutiva vida do submundo
de drogas e furtos. No que esse menino se metera?
A
poesia vai uma vida salvar. Acompanhe:
Doud se tornou um escravo do crack. A
desesperança de uma vida sofrida em um lugar fétido e inseguro aflora no vício.
A vida (doida) de Doud o deixou sem saída. Sua vila, uma ilha esquecida pela
sociedade. Lá, os cães famintos latem. As crianças sem culpa sofrem. Lá tem
pessoas que nem lembram ou sabem o que é dignidade. Pessoas sem passagem na
polícia, mas sem o dinheiro da passagem para procurar um meio de sair da
miséria. Um emprego, uma vaga na escravidão paga.
Mas a esperança
tá lá, até no nome do lugar; Vila Esperança.
Vindo de uma
família desestruturada, Doud poucas vezes soube o que é um carinho, uma palavra
de compreensão, um apoio, um conselho, enfim um direcionamento para sua jovem
vida. Uma lista de motivos acha-se para aquela vida torta que Doud seguiu.
As pessoas
morriam de pena da criança. Morriam
O menino filho
de pai, também vindo de uma família desestruturada, sem estudo (sem futuro). Assim,
seu pai tornou-se alcoólatra, cocainômano, ladrão e eventual traficante. De tal
modo, Doud conviveu com a droga dentro de casa desde o berço. Seu pai está
preso, com muitos anos, pela frente, de cadeia nas costas. Coitado dele, e dos
que com suas atitudes impensadas faz sofrer.
A mãe de Doud,
dependente de álcool e cigarro para suportar a dor de viver. Desempregada
doméstica, escrava de emoções e sensações. Bebia para anestesiar a dura
realidade. Hábito que logo se transformou em vício, na doença comum comum em
nossa sociedade, o alcoolismo.
No início dos
porres, seus pais tornavam-se sensíveis e emotivos. Nos primeiros minutos
daqueles devaneios etílicos, aquelas pessoas pareciam formar uma família. Assim,
Doud e seus irmãozinhos recebiam uma mínima mostra de carinho e afeição. -Doud,
com 15 anos, tem mais dois irmãos; um de sete e outro de nove anos de idade-.
O primeiro
golpe da vida desregrada
O café da
manhã era pão e cerveja barata ou cachaça. Mas logo vinha a ira incontrolável
dos excessos etílicos. Numa briga! Uma discussão por motivos banais, seu pai sem querer torceu o braço da sua mãe. Ao
menos foi isso que sua mamãe disse pra polícia, que seguidamente era chamada. Só que não. De nada adiantou. Era
flagrante. Os constantes excessos e violências verbais e físicas, na geral: os
olhos de todos denunciavam. Seu Pai foi preso.
Seu pai foi revistado,
para colocar ele na viatura policia. Encontraram dentro da sua cueca, no saco
dele muitas parangas (maconha), crack e pinos (pó). Sorte que a polícia não
achou o mocó das drogas. A polícia
deu uma revista geral na casa, e nada achou. Doud sabia onde estavam, se
antecipou, foi no mocó das drogas e
as pegou e escondeu longe da maloca deles.
Doud tornou-se
filho da puta
Seu pai foi tirar férias na colônia penal, sua
mãe teve que se prostituir para sustentar a família. Mesmo sem ser muito, seu pai abastecia de
comida a casa, com muita coragem. Então, ficou mais difícil a vida daquela
falida família.
Amanhã, será
um novo dia
Doud sse
rapazinho de estatura mediana, pele parda, cabelo ruim, sem estudo e sem alguém
para espelhar-se, seguiu a deriva na roda viva da vida. Tinha que arranjar
grana, para que sua mamãezinha não precisasse emprestar suas partes para
satisfazer os desejos e gozos dos outros, por alguns trocados.
Um menino
assim delicado, mas homem da casa
Pequeno de estatura, mas de agradável presença,
elegante e muito espirituoso. Pequena criatura que virou fera. Queria por amor
a família que nunca teve, provar que era por ali, pela desnatureza contra tudo
ele queria ser o chefe da casa. Mas, uma criança ainda. Brincou com o feitiço
dos vícios.
Jovem pensa
que pode tudo. Se ferrou
Decidiu vender as drogas que escondeu, para a
policia achar. E, assim ajudar seu pai. Só que a pacoteira era d’uma galera -Uma
empresa que tem impressa em sangue um pacto de morte. Um mundo que por dívida
se perde a vida.
Ao criar sua
biqueira. Vender umas petecas, uns pinos. E fazer virar grana a muamba. Se #udeu,
tomou um flagrante dos home, e perdeu
tudo. Bah, daí se desesperou. Ficou só com umas pedras de crack no bolso. Fumou
numa forma de fuga. Perdeu-se!
Drogas uma
roleta russa
Tem uns que
conseguem se dominar nos vícios, outros são dominados pelos vícios. Doud veio
na estrada da vida parar bem no fim. Lamento ter que contar. Mas, ele si viciou na merda. E, não tinha
noção de culpa nem uma. Arrancou desde criança sem futuro algum.
Doud é uma
criança rara
Apenas uma
criança e sem a menor intenção, criou uma tensão na vida de sua família. Seu
pai ao ser preso disse pra galera dele, que a maior parte das drogas estavam
mocozadas, então seguras. Logo ia pedir para sua mulher buscar e as entregar.
dera, ao que
constava, bastante que falar de si, por connuar dedicando a sua existência
aos prazeres mundanos. Seu olhar xxx após a noite louca e a fissura que não é
pouca deixavam sua aparência ainda pior.
Doud quis colo, não ganhou, resolveu fugir da maloca. Que dor recolhida, mas não esquecida, a
falta que a família deixa.
Será
que esse sangue é jovem demais?
Há
tempos são esses jovens, que pedem ajuda com suas atitudes selvagens. A forma de
comunicação que encontram é a violência e a drogadição. São seres não
civilizados, por não conhecerem o amor e a compreensão, porque nunca tiveram
nada disso.
Esses
jovens devem ser tratados como crianças especiais, já que eles possuem
deficiências: alimentares, familiares e elementares meu caro Watson. Assumam os
pecados.
O
que resta são só gemidos
Ninguém parece perceber, mas exige-se uma
reflexão. É preciso agir. E entender que a vida é muito mais difícil para estes
desfavorecidos. Doud
sentiu fome, frio, dor, falta de amor, falta de opção, falta de dinheiro, falta
de carinho e compreensão. Enquanto isso o sangue escorre pelas ruas e os cães
latindo.
Um grito. Um
desabafo
É difícil
entender. Quem não nasceu no seio de uma família movida a álcool, num
casebre
fétido. Quem nunca teve uma roupa nova, um lugar limpo e quentinho para dormir.
Sem
passar por isso não se sabe realmente os motivos que levam a uma criança, como
Doud, a se perder na vida marginal. Todos têm suas próprias razões.
Rotas
alteradas
Miséria
não é coisa para intelectual entender em livros, nem em exemplos. Há coisas que
só se aprende vivendo e isto não é aconselhável.
O sentimento mais sofisticado do ser humano, o amor fraterno, está
desplugado na
atualidade.
Escolas são as molas propulsoras da
mudança
Quem dará abrigo e educação a Doud, este futuro, mas já tão presente
cidadão. As pessoas não precisam de
esmolas, está mínima cota de avareza, precisam sim de compreensão. Alguns falam
que os menores delinquentes são violentos e sem possibilidades de retorno a
sociedade. Quando estamos lidando com pessoas sem educação, é que mostramos o
quanto temos de educação. E entendam por educação a compreensão e paciência de
perdoar e ensinar.
A vida continua sem perfume, mas pela fumaça aspirada da pedra maldita,
que condena quem quer vida além da bruta realidade. Aqui não é meu lugar.
Qualquer um sonha em outro lugar estar, se ali se encontrar.
Doud já foi preso tantas vezes que nem se lembra mais. Doud não tem pais,
nem paz, que país é este? Muitos temores
nascem da ignorância. Sua fraqueza é tão fácil de constatar e de um bandido
controlar. A família, a sociedade e as autoridades todos o perdem.. Assim
ganham mais um número no cemitério das almas perdidas, que este não leve a paz
de sua calma e indiferença.
Quem deixou
esta porta aberta? Não quero ver, melhor não saber
Mesmo fazendo questão de esquecer, a dor
continua na fria esperança daquela criança nua. Uma luta armada acontece na
falta de consciência e de oportunidade de uma solitária e inocente alma. Calma,
com alma demos um direcionamento, que faça as asas desses anjos crescerem.
Me disseram
que aquela criança está na rua agonizando
E agora aquela
criança solitária com sua imensa dor. Irá se tornar uma nota na página policial
de um jornal? Ninguém quer isso para os seus, mas e os outros, e Doud? Seu
grito, se soubesse, iria até Brasília, mas há ventos que não trazem, só
impedem.
Ninguém sabe o que acontece, fora das
manchetes, no submundo da noite vazia.
Enquanto a gente dorme agora, aquela criança
está no vento e no frio lá fora. Aquele
menino tem medo do trovão, do vento, do seu tormento virar um furacão em sua
imaginação drogada. Isso tudo deixou Doud com poucas opções. Doud criança sozinha
perdida na vida. Nesta perspectiva começou a desventura de sua progressiva
destruição, mas ao mesmo tempo de uma viagem profunda na reflexão.
Ainda é cedo e
quase na hora da partida
Doud mal conhece a vida e acostumou-se a matar a fome com drogas, amortecendo
a dor que a fome dá. Para esquecer a ausência no prazer de viver. Na sensação
rápida e fissurante do crack aportou sua nau sem vela, sem vento. Sua alma; um
navio negreiro. Ouço seus lamentos, aqui
dentro. –Não vou segurar.
Plim!
Caiu o que há de mais humano em nós. Plim! Outra. Mar de compaixão, ao vento de
suspiros
guiando esta pequena embarcação no meu coração-
Quando notou
estava na beira do abismo
Sentado numa dessas madrugadas da vida, Doud chapado, nota numa poça de
água suja, bem á sua frente, um pedaço de papel refletindo (uma luz). Pensa na sua vida dolorida,
tinha que haver uma saída. Doud sentiu o amor aquecer seu coração.
Quem ou o que o salvaria? Aquele brilho daquele papel insistia em
ofuscar sua visão, tanto que chamou-lhe a atenção. Esticou o braço e pegou o
tal pedaço de papel. Nele havia uma poesia.
“Surgiu em sua frente à reflexão na
salvadora forma da poesia”.
A poesia falava de um jardim cheio de flores e frutas, e que a gente é o
que pensa e o que a gente pensa depende
do que se alimenta e aprende. Que trituram aqueles seu pesadelo tão dolorido.
Também estava escrito no texto, em negrito que o destino da gente, a gente que escreve.
Ele ao nascer
já foi escolhido
O verbo se fez vontade. A gritar, de varde a verde vida correu, pediu a
si perdão pelos erros, se perdoou . Correu. Urrou. Parou. Caminhou. Pensou.
Seus pensamentos doidos e miolos doídos. Ele preciava andar mais. Lá longe onde
o sol nasceu. Ele olhou numa poça d’água o reflexo de seu magro rosto. Botou a
mão no bolso, o caderno se desamassou e um pdaço de carão escreveu
É pra amar
sim. Pelo amor ele voltou
Em algum lugar Doud achou lápis e papel. Mesmo com pouco estudo
aprendera a escrever. Lápis e papel na mão anotou o que se passava em sua
imaginação. O início de sua salvação. O hábito de escrever lhe trouxe a vontade
de ler. Sua fome mental lhe trouxe horizontes, logo voltou a estudar.
Aquela
criança perdida começava a se achar.
Doud quer, e
quem não quer uma vida melhor. Mas Doud, diferentemente do comum, imaginou uma
vida melhor para a maioria. Decidiu que sua vida tornaria poesia e a divulgaria.
Sente que é preciso agir sem parar.
Ele além do
desejo tem vontade de viver
A fome e a miséria explicam a fúria das
ruas. A violência é o preço a pagar pelo desprezo e desdém aos que caem. A
indiferença não tem a menor possibilidade de mudar o destino de vidas guiadas pelas
drogas compaixão e fraternidade da mais alta e humana boa vontade.
Está no ar a resposta, a solução desse oceano de indiferença. Cada um que faça sua parte para mudar esse
quadro. A cartilha está escrita no nosso mais íntimo e sensato sentimento. Somos
todos iguais em nossos desejos e medos, as oportunidades é que nos diferenciam
e nos tornam indiferentes aos nossos semelhantes.
O sol bateu na mente de Doud. Os caminhos da vida são vários, o destino
de todos é que é o mesmo.
Doud descobre que palavras são capazes de formar novos e bons
pensamentos e estes podem ser geradores de uma geração fraterna. Algo que se torne
parecido com o mundo que Cristo viu.
Quer cor da
coragem no rosto selvagem
Paz sem voz é
medo. A paz a gente com coragem faz. Um lápis, uma caeta, um giz ou carvão. A
mente em braza desmente que o Brasil é assim. Um páís do futuro. Se a gente vê
um presente que a gente pressente ser uma pressão, uma pressa pra ter tanta
coisa que não interessa. Só nos estressa.
O muro é você
quem faz
Vou lhes contar um seguedo: Mas como chegar ao objetivo, sem rupturas
nos erros que se tornaram padrão. O algo a mais está no agora. Chegou o porvir.
O vendaval da violência, abastecido a ignorância, vai passar, se nós com
educação paciência o enfrentar. A paz não é ausência de conflitos, sim a
paciência e sapiência de enfrentá-los.
Poesia o que
seria dá nossa vida sem você
Doud está com amor desperto. Pensa em fazer poesia para salvar a si mesmo.
Doud sabe que mesmo que fizesse todos os textos do mundo, não iria entrar em
todos os corações, mas de pedra nenhum humano é. Pedras Doud conhece bem! Você
abre um caderno e escreve o futuro felizxxxx
Chegará
o momento de cada um acordar. A grande poesia é o despertar.
Vamos lá família!!! Valeu
Mas que
escrita boa. Vou gastar a tinta, a ponta, o dedo dessa ferramenta linda. A
palavra anotada fez toda a nossa vida como ela está. Vamos nooos escrever Nooos
Ler. O Tellard de Chardan veio conosco compartilhar desde lá até aqui. Não há julgamentos, nem tempo, nem templos.
Tão natural quanto o que você dizia. Anotadas simples observações atestam o
lugar que cada um merece chegar.
Baixa
quilometragem o fez perder...
Dizem que
escrever é bom e quando o maluco leu seu sonho estava descrito nas noites de
insônia de boa parte de todo mundo. Não apaga o que escreveu. Se não gostou
guarda. Tudo um dia vai ser lido e por isso ter valido.
Tudo passa,
mesmo que amarrote um pouco
Isso tudo vai passar, vamos ver, há muito a
fazer. Chegou à hora, é agora, é aqui,
cortemos os laços conservadores que não deixam a primavera chegar. Todas as
estações têm que passar, a vida é circular. Cortaram a poesia e a querem
transformar em ilusão ou utopia. Hipocrisia!
O
mundo não é dual, cada um tem um lado. É multiversal, mas tudo vai em caos à
uma
direção...ao nosso centro, o coração!
Escreva. Posta. Passa
A mente
nem sempre tão lúcida, fértil guia nos. Por amor a vida que nunca é causa
perdida, Doud renasceu. A luz do reconhecimento que o conhecimento (verdade)
mostrou o caminho. O verbo (poesia) é o início. A imagem é passageira. A vida
imita o eterno amor. Dus entra em si. Se descreve. Se lê. Se desmaneia.Para que
lado você vai seguir. Na direção da luz do que você intimamente sabe, ou irá
seguir a cegueira da multidão, ofuscando-se
com o brilho e poder do ouro.
Um
lembrete é um brete
Coração e mente em conjunção lhe mostrarão a
direção. A luz clareia o que é preciso ver e seguir. A leitura é a atividade
que trará, com o amor, o melhor futuro de presente agora. Aqui que está a
mágica que alegra o que é certo. Encanta a vida que brilha anoite mais escura
com os raios de sol da lua. O reflexo é uma flecha apontada pro peito do bicho
feroz. Que vem veloz atrás de nós. É o destino atróz da maquina de moer carne.
Mortos
vivos encarnem seus espíritos nos nós dos sapatos
Calmamente todos, como Doud, notarão em si a
salvação de tudo. Doud
resolve retirar-se, resguarda-se num jardim. Ouve sons de tiros ecoando é pra
lá que eu voo. Onde mais precisamo de gente é na linha de frente. Que fica bem
na testa, na mente.
Por mais que
apaguem a luz. As ruas clareiam-se solzinhas. As cores clareiam as dores. Vá ou
venha. Se não fores com flores e espelhos nas mãos. Traga um bom chá pra
espantar esses fantasmas que assombram as sombras.
O que sobrou
dos seus nos de infância?
O período da abstinência é um perigo, uma proteção é se cultivar. Não
deixar-se cair em
tentação, é sua parte atual da oração.E
Doud vai ao seu mais íntimo se plantar. E sabe que no seu templo, tem espaço
para semear o destino que o fará não ser regra nesse mundo. Afinal de contas, na poesia não há regra só
beleza e toda beleza é inegavelmente verdadeira. E por mais que não queira nem
saber.
Antes
dos tiros existem explosões de criatividade
A vida de Doud começa a ganhar alegria mesmo que medida a sofrimento. Doud,
antes um perigo para a sociedade, agora um perigo para o sistema desigual e
avassalador atual. Ele se retira conscientemente ao seu inconsciente, o jardim
que de si havia expulsado.
É,
contemporâneos, a poesia esta a salvar a bela vida, a intromissão, de Doud.
E
a nossa?
mostram como uma pessoa pode se transformar
graças à ação de outra a mudança ocorre quando um homem
injustiçado recebe
de alguém compreensão e generosidade. História de fugas,
trapaças e armadilhas, esta
também é uma história de amor entre jovens.
aspectos da vida cotidiana
das pessoas que viveram em épocas passadas: moda,
costumes, dificuldades, valores,
comportamentos, fatos históricos História de
fugas, trapaças e armadilhas, esta também é uma história de amor
entre jovens.
Aqui são
relatados interesses e atitudes muito mesquinhos, mas também grandes
gestos de desprendimento e bondade.
Cont...
Os textos
anotados se esfarelam, nos cadernos molhados em seus bolsos. Toda a madrugada
no baixio deixa uma bruma q, nas noites de fissura que a cara fura. Furo tudo.
Fura o muro do futuro. O sol rompendo a escuridão, clareando a visão. O
mistério se desfazendo.
O dia desde a
meia-noite era uma vibe, ao alvorecer outra
Ele espia e
uma luz esguia subindo. Uma fumaça se misturando ao ar de sua imaginação. Olha
pra cima, as estrelas começam a dançar até sumir. Ele entre elas ele começa a
brilhar. Suas meninas/pupilas dilatam o olhar para todos os lados e para cima e
para baixo. Até olhar para dentro, ao centro de sua mente. Flutua sua vida
deslizando pelo seu céu.
Ocorrem
mudanças a luz vistas
Aquela cova
que estava aberta para seu corpo doído, doido para acabar com a sua vida. Nada
disso é mais. Ele não quer mais lembrar. Só que não esquece, esse marco é o que
o posiciona. Ele precisa se proteger a todo e cada anoitecer e cada vez mais e
mais. Uma luta horária.
Sua história
precisa ser contada e recontada por si e para si. Os motivos de seus desatinos
estão vivos nele.
Deus tinos
A sua arma não
é de se vingar em quem não o via na via. Sabe que em sua vida não havia chance
se fosse por ali. Procurando sair da prisão miserável que vivia pelo prazeroso
caminho da escravidão das drogas. O caminho que ele conscientemente procura, enquanto
pessoa é que possa vingar com essa experiência de quase morte, sem pensar em se
vingar de ninguém.
O sol naquela manhã nebulosa, espalha
sua luz. Sua presença iluminada é poderosa e transformadora, capaz de dissipar
o mal e trazer alegria para algumas pessoas. Mas, não todas.
A sombra do
descaminho de seu pai o assombra
Na manhã da
vida daquele pobre menino, o sol luzia. Já alta manha, o sol bate, no canto
úmido daquele casebre, na peça onde dorme Doud. A luz clareia suas roupas e seu
material escolar. Neste mesmo momento a sirene de uma SAMU passa pela vila, ou
será de polícia. Ele se assusta. Sua mãe embriagada vai visitar no Presídio
Central o guri; Seu pai tem o apelido de guri. Doud quer fugir dessa vida de
bebida, tráfico, prostituição e cadeia.
Esta não é
mais a sua vida
Acorda num
pulo. Doud salta do chão – sua cama é um colchão no chão. Percebe não ser a
polícia, se espreguiça e pensa no novo dia nascido faz tempo. Novo na vida, mas
no fim, num vicio. O jovem corpo recupera-se fácil das destruidoras madrugadas.
Novo cada dia,
na noite da vida
Madrugadas de
frio, tensão, fissura e sexo vazio. Trêmulo foi encarar seus medos, mas da pior
forma, anestesiando-os. Pega em suas mãos livros nunca lidos, lembranças do
nunca tido. Livros mau olhados, molhados pelo sereno que cobre todas as
descobertas.
Não quer
escrever, começa a desenhar figuras (flow). Acha seus desenho feios, os guarda.
Deixar a vida a cargo de emoções e
sensações lhe parece seu destino, que ali naquele mínimo momento de reflexão
estava sendo traçado.
O
menino dá as costas aos seus cadernos mais uma vez. Olha o seu material escolar
e entre lápis e papel denota outro destino. “Pensa verdadeiramente somente uns
poucos segundos”. Sua vida pode ser outra e bem melhor, se lutar contra seus
desejos e falta de boa vontade. Mas desiste e mais fácil desistir, são coisas
dessa vida munda
Tremem seus
ossos. 1,2,3...mais uma noite louca
Não dá mais
pra segurar, ele vai pra rua nua. Chega a tremer. O corpo sente medo, se treme
todo. O sol não mais clareia. Só vê a chama que o chama. O isqueiro. O cachimbo.
Deu um pega na fissura achou uma bosta de cavalo fumou. Um resto de cimento.
Sentiu-se um jumento. Soltaram-se as rédeas. Livre de tudo, é ta da liberdade
da escolha. Um cavalo misério nome. E ele não para nunca todas as poções vai
experimentar. Não sentem mais ais. Se entrega a anestesia a razão sua emoção
está na direção. Nuvens se dissipam.
Mistérios
rondam sua mente sondam
Corrompendo
seu corpo. A dor rasgando. Chorando. Sofrendo. Gritando feito um louco. Estava
de novo louco. Agora aguenta uma semana acordada. Vida desolada. Melhor ne
contar. O que mais vou descrever não posso escrever.
A dor ao amor
não assassinou
Seu cigarro
pra fazer a brasa. A fumaça ganhando asas pra voar como fosse uma cigarra. Sem
grilo voavam os problemas. Criança na infância da infâmia. Seu olhar de criança
no solo da mãe terra. Lembrou-se do colo de sua mãe. Sentou na sua lembrança e
chorou. Lavou seus olhos. Olhou por entre os vidros dos óculos das lentes da
imprensa que prensam os viciados. Presas de hienas mordicando os loucos, que
não aceitam.
A freeway da
loucura está aberta aos pegas
Um pega. Uma
tragada pra dar mais um estragada na sua mente amarga. Todos rindo dele morrendo.
Horrendo, momento. As luzes começaram a se apagar. A criança brincando com a
vida. Crianças somos sempre. E criança é assim. Não pensem que todos sabemos o
que estamos fazendo de nossas vidas. Ele sente arrepios só de pensar em viver
como os adultos adulterados vivem.
É preciso
prosseguir e pra conseguir tem que ter paz e ciência
Mais que nunca
que nada. Ele não, por si decidindo, foi. Um cliente da droga.do vício. Lá vai
mais um corpo vivo e, triste, sem cabeça. Um numero na lista dos desaparecendo
da sociedade. Um paciente do S.U.S. Um corpo na vala pro I.M.L. recolher.
Não era
nenhuma manhã de setembro, se bem lembro marcou
Ele corria em
desespero da fissura que sua cara quase fura; Em lágrimas corre e grita. Precisa
de algo. Ele está cheio de álcool. Mas falta mais muito mais. O dêem mais um
pega. Mais uma dose. Alguma ilusão, para quem agoniza em praça pública. Um estalo
do crack em sua mente a fumaça passando por uma garganta em que passa a fumaça.
Tanta atitude tonta nada que garanta a volta. Passagem só de ida. Não existe
não, para quem não está livre.
O tempo se
escota num corpo já esgotado
Assim pinta
mais uma night nada light . Somem todas as chances. Dimunem as possibilidades
multiplicadas pelas complicadas situações que ele se mete. Perdido em mais uma
noite que se ele não anotar em sua agenda ele nunca mais vai lembrar.
Podem todos
rir
Mas, o menino achava ser felicidade
tal sensação, proporcionada pelo vil valor roubado. Viver era aquilo para ele
era seu troco para a sociedade. Sua mente fechada, subnutrida de boas
informações, junto com suas pernas finas vivem e o levam onde podem
Tem coisas que
ele não gostaria de fazer, mas but
Bombardeado pela
realidade que insiste em o cercar Ele não se acorda nunca. Já que não dorme
nunca. É um dedo colado na tomada. Tudo parece o mesmo dia, a mesma noite. Mas
só amanhecer de cada dia ensaiva uma saída. Mas ele nunca saia.
Na beira do
abismo se equilibrando
O paraíso se
destruindo com a paisagem da cidade. Outro dia estava anoitecendo e tudo de
novo acontecendo. De novo num looping de desespero com loucura de devaneios. Era o seu estilo de viver se matar. Jogar fora
todas as chances em fuga. Era livre a cada noite experimentar. Se dinheiro
arranjar começava outra vibe louca.
Quer desvendar
todos os mistérios que possa 10 confiar
É virada do dia ou virada da noite.
Ele adorava a mudança das cores. Tanto fazia do dia pra noite ou da noite pro
dia. Sempre ele sentia uma mudança quando o sol e lua trocavam o turno.
Sempre mirava um horizonte pra esperar
a troca da guarda
Ele sentia a felicidade e a tristeza
juntos. Um equilibro ambar, tenue degradee de emoções e sensações. Compartilhando
mais um dia indo ou outro dia nascendo, mas ele continua o mesmo. Numa eterna
mudança. Mas ele sentia que aquilo fazia parte de uma história que ainda não
era bem sua.
Seus pais sempre retornavam nessas
horas de troca da guarda; Eleolhava para o céu e a terra unidos pelo rio, pelo
mar pu mesmo pela água de seus olhos marejados. Ele via os ter juntos
abraçados. Abertos a todo os momentos que possam acontecer.
Os criadores
tecem um tecido e embala o acontecido
Eles vem pelas estrelas caminhando.
Deixando pegadas nas nebulosas. O ar vai entrar em seu peito e o milagre está
feito. Se ele estiver em sintonia com o universo de seus versos em verbos. Seu
grito, digito. Sou o narrador dessa transmutação de dor em amor. Um vento. Um
sopro. Anucia e termina a vida. Um suspiro. Uma pira que ascende e acende,
clareia o céu mesmo da boca.
Viaja pelo
universo de todos os verbos
Onde está a sanidade de gente que em
alta idade mão percebe que os de baixa idade não percebem o que nção foi dito
com toda a força que haja no ar. Que adentra o pulmão
A madrugada passada não tinha sido
boa, Muita nóia. Porém conseguiu garantir a próxima dideira ao acoradar.
Conseguiu
roubar o botijao de gás da Dona Matilda, -
aquela velha chata, que vive a me xingar, ficou sem café hoje de manha.
“Em
vez da Dona Matilda, ter uma relativa amizade com o menino, no mínimo para não isolá-lo
ainda mais, somente o reprime. Parece
ate que odeia o menino perdido. Sabem o que e odiar uma criança perdida, ou ser
uma criança perdida e odiada”. Isso e caso de todos, se todos sofremos as
conseqüências.
Os normais
nada honestos
O
menino ainda com remela e nariz ranhento, corre contra o vento, contra tudo o
que não sabe que sente. E correndo chega ate o local onde escondera o botijao,
pega-o, vai ao boteco do Seu Ernesto. Trata, fecha o negocio, menos da metade
do que vale.
Na
verdade esse Seu Ernesto e um negociante explorador. -Traficante de pinga para
o meu pai, e vendedor de dor e mentiras para a minha mãe. “O Próximo e tu Seu
Ernesto, na madrugada roubo teu boteco”. Pensa o menino já fissurado pela
pedra. Mas esta promessa, não viria a cumprir.
Mas
mesmo sendo pouco, o dinheiro tava na mão, a grana para mais uma pedra, para
mais uma viagem.
O
menino seguiu o seu destino, pedreiro destino. O caminho traiçoeiro do vicio, o
inicio do fim da vida do noviço.
Tem
que pegar o troço, vai lá na boca. Becos vila a dentro, acha o antro, um homem
que por dinheiro mata o cliente. Outro como tantos capitalistas.
-
Vende uma pedra ai!
Já
com a droga na mão, e com pressa lembra-se da lata furada, que fora o cachimbo
da madrugada anterior.
Ta
lá a lata o aguardando no bico, o terreno baldio onde jovens costumam
drogar-se. Lugar de muita fissura, então local perigoso.
O
menino palpitante, nem em palpite imagina do que a fissura e capaz. Precisa de
um cigarro, acha um Plaza amassado, olha para o lado percebe um maluco vindo. O
menino
cabrita-se
pensa em largar, mas não, o vicio o dominara. Tudo ele arriscou pela pedra, “não
era agora, na hora do pega que ia dar zebra”. O maluco passa, o menino volta a
seu caminho sem volta.
Pensa,
enquanto fuma o cigarro, para fazer a cinza viagem.
Prazer
e revolta misturam-se a uma dorzinha de barriga. Revolta por só ter apanhado da
vida desde cedo, pai bêbado, mãe desestruturada. Mas a chance a pouco estava em
suas mãos, nos livros, mas não.
O
prazer pelo objetivo atingido, o tornara livre. A sensação que sabia, iria
sentir naquele pega, era o motivo de tanta agrura. “Ah, sensação boa”. O
cérebro do menino que nunca soube como e a sensação de carinho, conheceu o
prazer das drogas, e não teve a oportunidade de conhecer o prazer de se amar,
amar e ser amado.
Não
há mais ossos
Oh!
Pobre e coitado menino, por nos condenado ao asco e ao esquecimento.
Também
pudera o menino já nascera pobre, fraco, mulato, baixo, feio, passou fome e
frio. Foi à escola, só pela merenda, mas quando a escola cancelou a merenda,
não foi mais. E sua família desinformada sobre os valores reais para estruturar
uma vida na sociedade. Seus vizinhos daquela vila fedorenta, gente operaria.
Gente
normal, pensam ser do bem, só porque não fazem o mal.
E
só mais um elemento, mas fundamental, ninguém ensinou ao menino, o valor da
leitura na vida da pessoa que tem a vontade de ter uma vida boa. A leitura esta
atividade que alcança o âmago do ser, que tudo de bom lê. E procura
sensatamente entender e formar sua própria opinião sobre o que e bom ou não. Mas
não, só o rodearam de ma noticia, a desgraça alheia tentando o conformar de sua própria miséria. A falta de
oportunidade
como carma.
O
menino se rebela a tudo, almeja ter tudo, mas a sensação mais barata e o
quinhão que lhe cabe desta vida.
Só
resta esta pedra louca.
Enquanto
o menino pensa que pensa, um olhar algoz o fita.Tudo pronto; cachimbo, cinza, a
pedra, o fogo. Falta só o pega, a tão desejada tragada.
De
repente uma peixeira fria corta-lhe o pescoço. Fria como a pedra que estava em
sua mão, agora vazia.Jazia o menino desde que não lia, sua vida acenou de
manha, pedindo socorro, nos livros. Em suas mãos estava outro destino, mas não.
Gritou!
Seu ultimo ai. O menino no seu sangue quente jorrando, viu sua vida passando.
Ah, se tivesse por outro caminho optado.
Antes
de seus olhos fecharem, seus fechados ouvidos escutaram uma voz dizendo; Te
avisei, veja o que da sua vida anda fazendo.
Seus
olhos fecham.Sua mãe chora, agora. Na lagrima se reflete a vida.Temos chance.
Mas
não.Mas temos chance.Mas não.Mesmo assim, continuamos, todos, a ter chances.
Cont...
A opera R.E.P. de Doudivanas
Por
Cont...
Eis
que surge o sol naquele céu cinza O horizonte se avermelha, abre-se um azul
entre outras cores circulares, que chegam a um violeta calmo.
Linda
a linha, que liga deitada a aurora.
Agora doura, o antes distante eldorado.
O
Sol surgido, fortalece a força necessária para uma manhã chuvosa de
segunda-feira. Nosso amigo
Doudivanas
sonhando desperta, espreguiça-se e vê o que a luz ilumina. Uma segunda - uma
nova tentativa-
feira.
Acorda, vê a luz na janela aberta da esperança. Pensa uma solução, faz uma poesia, reflete sobre ela.
Interpreta
suas ondas.
Surfa
dança, surge uma esperança. A boa vontade, agora bate em Doudivanas. O coração,
essa entranha que
bate.
Também sente no que bate.
Quando
nesta carne, a vontade se une a unha, surgem as garras. As garras do ser, é ser
o que quer ser..
A
ilusão e seus toc-tocs batem na porta da frente do carnal sentido, sentem a
direção da harmônica
comunicação
social. Seguem o caminho alado, anelados as melhores vibrações que os
pensamentos podem e
devem
causar.
“A
mente popular atual pode intercompletar-se. Se cada si, num instinto natural de
união, procurar-se”.
Doudivanas
procura-se. Opta por trabalhar por diversão.
Faz
uma ópera para os operários. De sua intima procura, exterioriza e lança o
Libreto “Triunfalmente Livre”.
A
opera que canta palavras faladas, naturalmente sobre a vida atual, em ritmo e
poesia.
Num
Ritmo E Poesia nossos isto e, atuais e atuantes.
A
Opera R.E.P. uma integração de artistas, de platéias a palcos.
Doud
imagina que sabe o que iniciou, na mutua imaginação.
Doudi
grita da platéia; luz do sou, sou sol aqui, palco ou platéia.. Quase louco, mas
critico Doud. expulsa do
seu
eu, o frio, fraco e fedorento do tanto mesmo e sempre que era o seu modo de ser pros outros pensar.
Nisso
se fazia sua vidinha. Muda, urra. Olha! O que vêem pelo cintilar das ações. O
pouco o reflexo do
normal
assombra-se por tais. Urra mais, como uma fera não procura motivos, só urra! Desaprisiona
sua voz..
Sente-se
aliviado e senta-se.
Seu
solsinho aquecendo-o, parece o trazendo.
Observa
a bonança vindo, esquece um pouco da tempestade, mas mantêm-se atento.
Doud
decide escrever, cantar e dançar ao ritmo do que contempla.
Passo
a passo vai criando o seu espaço.
“Sopra-se
longe a ira, quando a gente em si, inspira e entende o que aspira”.
Doud
dança no seu canto, agora o meio por onde expressa o seu tão nosso, que se
esconde em cada um.
Descobre
poeira no oculto segredo, o elo da coragem com o medo. Nada escondido estava, a
luz da reflexão
ilumina
a mina escura e funda o trem da tua vida. Boa, se sabida. A vida torna-se um
espetáculo de canto e
dança.
O
paraíso, para isso existimos.
Interpretar
as letras magicamente unidas, numa expressão, diríamos... assim; o trivial da
complexa
simplicidade
que mescla, no entanto conecta a mente e o coração, aqui e agora com o então.
Fizera
uma opera que diverte quem quer que veja. Uma opera que ri da dor, ri do amor.
Torna a vida um rio
onde
todos estão e vão à mesma direção.
O
sucesso foi tanto, o do Libreto, que o sol bateu na janela de muitos quartos.
Acordados decidiram começar
agora
mesmo, o caminho não e pra um só. O sol
nasce pra todos só não sabe quem não quer
Não
viam-se mais exemplares do “Libreto
Triunfalmente Livre” parados, estavam todos em mãos de
pessoas
interessadas. Acompanhando a Opera R.E.P. com suas mentes leitoras, atuantes,
agindo e sabendo
ser
isso, o viver a vida.
Mas
também que língua vibrante o ouvido de Doud interpretou em seus textos.
Brilhantes que dão vontade
de
cantarolar, encantar o lar, o núcleo familiar.
A
historia e essa:
Doud.
escolhera ser nas ruas a pessoa mais feia, pobre e teimosa, que imaginara. Tornou-se
um discriminado
da
sociedade, e percebeu que ele próprio exclui-se mentalmente do meio em que
vive. Porquê a essência do
ser
é comunicar-se com os outros, e fazer por entender-se. Mas no estado
psicológico em que vive o ser, que
não
se desprende de sua realidade em nome da verdade.
Doud.
não iria seguir o comum, acharia uma forma
simples
de resolver a raiz quadrada do inconsciente aflorar-se, com a resposta mais
intima e afirmativa.
Doud.
em laboratório experimentou-se. Recheou-se com amor e alegria de viver, assim
se fez.
Representava
um belo interior em um monstro horripilante exterior.
Esta
simples analise e a historia.
Que
bela dramatização do cidadão na sociedade Doud. apresentou em sua Opera R.E.P.
Deixou
todos alegres e pensativos a cerca de suas próprias inerência humano-sociais.
Colocou-nos que
somos
responsáveis pos parte de nossa historia e destino. Mentalmente, sem a
selvajaria do capital.
Lembrem
união de coração e mente com boa vontade.”A verdade e maior que a realidade,
contate”.
A
trama sem hipocrisia, nem pieguices, sim com sensatas e palpáveis... digamos
constatações.
Doud
saiu dos parâmetros normais de seus muitos “ais”.
Tornou-se
tão amplamente atual, que parece necessário.
Suas
frases longas exprimem tudo e todo o sentimento, que por uma vergonha sem
sentido não torna-se
explicito.
Causando noites mal dormidas e dias mal acordados. Doud excluso de sua
sociedade atual,
retornou
com as básicas ferramentas desde idos da humanidade. Palavras, boas palavras em
movimentos.
A
sociedade insana, não por crueldade, sim por necessidade negou-se a verdade
ultima dos fatos primordiais.
“A
palavra, dança caótica em números ordenados”.
Doud
canta e dança no palco da vida. A ribalta da vontade torna suas intenções
exeqüíveis e suas atitudes
claras
e conseqüentes.
De
boas intenções o mundo esta cheio, certo de que Doud sabe, que o que nutre
também mata, não exacerba.
Magicamente
ora coloca doçura, ora coloca loucura, flerta o sano, flutua no insano.
Furta
do espectador a dor, a debulha. Denuncia a inerência hominal atualmente, faz
agir através da reflexão
não
da coação. Não somos animais selvagens em busca do alimento para a prole,
apesar de egoístas.
O
destrabalho desconstruiu os verdadeiros valores do homem atual. “Dos escombros
erguera-se à arte de
viver”.
Doud
propositadamente ingênuo cutuca as indissolúveis condições atuais dos humanos,
na vida em
sociedade.
Retrata
fielmente, as suas próprias frias mentes de corações ardentes. Há razoes em
sermos às vezes
irracionais.
Livre
Doud proporciona a liberdade aos populares que se encararem.
Doud
escreve em seu canto, o destino, o fim de seus desatinos.
Doud
percebe na dor sublimidade e se não fosse seus experimentos, nada haveria
feito.
Mas
o passado não se apaga, porque a experiência o paga.
Doud
provou seu gosto em cima dos outros, em si encontrou o todo.
Em
cima de suas costas estavam os músculos movedores de uma mente comovedora.
Movedora de dores
mutantes,
sabidamente selvagens. Agora Doud, não chora ante ao seu drama.
Expôs
o gosto amargo do remédio, do destino tecido pela família desestruturada.
Desossada de verdadeiros e
úteis
valores para a vida social de cada ser. Baseou-se no que os outros pensam que
pensam, e também nos
que
pensaram verdadeiramente em todos os tempos e atualizou-os. Pensando que sabe
também não pensar.
Doudivanas,
Doud... d’loucuras me sanas Doudivanas.
Moral
da Historia Geral
Contos
Crônicos e atuais:
HISTÓRIAS
P/JANTAR
“A
esperança mora na imaginação, e o cultivo de pensamentos positivos enriquecem a
mente
a portadora da faculdade mais que humana,
que é o imaginar. Saiba que a
esperança
é a última que morre, assim é, quando se
está sem saída ( dívida, vício, paixão
perdida
ou outra situação) e a gente decide sair
do pensamento comum e andar nu pelo
jardim
novamente, mas agora com nova mente. E
aí, descobre a verdade despida de
preconceitos,
não a verdade absoluta, mas sim uma auto-afirmação, algo em que se basear,
para
depois, sim, se conhecer, se perdoar e amar.E para completar o regozijo, se
entregar a
uma
paixão, moldá-la pacientemente até chegar ao estado puro e cristalino de amar,
se
amar
e ser amado, sem querer possuir o amor, sim ser o amor em todas as suas formas.
Isto
é
o que nosso “Doud” está tentando neste conto de”Cont...”.
Jardim
sem fim
Um conto de Cont...
Doudivanas
aprendeu algo sobre viver, ao sobreviver as duras lições que a tempestade da
ignorância
causou em sua vida, por sua falta de experiência.
Não
se ressente. Sabe que o passado é uma semente e a vida um jardim, a se plantar
e com amor
se
cultivar.
Doud
esta ciente que nada do jardim o pertence, ele é que pertence ao jardim.
Em
contrapartida Doud sabe que tem a vontade de ser o senhor do seu próprio
pensamento e que
é
por sua sabiência é que fluirá a vida que almeja. E que foi essa a intenção que
o salvou dos
infortúnios.
Assim
Doud cultiva um jardim de flores e frutas, e reflete com elas. Com uma
alimentação
frugal,
alimenta seu pensamento e vive o rico fruto de sua imaginação. E com as cores
de um
caminho
colorido por flores, aspira uma vida harmônica no olor de sua caminhada.
Sua
esperança de um hoje melhor, já é agora, a todo instante seu pensamento e sua
ação.
As
flores dão um colorido florido em suas ações, e isso lhe causa belas reações.
“Flores
amenizam” diz um ditado atual, e amenizar é uma forma de harmonizar e
correlacionar
os sentimentos.
Frutas
dão uma qualidade a mais ao pensar, todos devem saber; a gente é o que a gente
come. E
como
não comer frutas, se alimentar sem nada matar A árvore continua lá no seu
lugar. Isto é
alimentar
além de sua fome, alimentar a sua calma.
*Após
lidar com suas plantas, Doud sente-se um pouco mais consciente de si. Calado
não fica,
o
coração bate acalmado, mas não satisfeito. Esse coração que sabe o drama da íntima
alma,
e
procura a calma pura, precisa de alguém para o seu corpo dividir esse prazer de
viver.
Á
esta busca é preciso empreender ação e compreender a reação.
Urge
a necessidade de causar rupturas no que está errado, mas está como padrão. Os
conservadores
que conservem suas dores. Doud é conversador, versa a dor.
Doud
não fica sentado na poltrona no dia de domingo.
É
preciso agir, sussurra sua vontade em sua mente audinte, algo diz - Aja, atue
em seu tempo,
ocupe
seu espaço sendo, não seja só um número.
Seu
íntimo sopra intimamente: -Aja, atue... ação, já!
Procure
um meio essencial de canalizar a energia necessária para seu intento; sua
intromissão.
-Chove
na imaginação de Doud. Inundado, chora lágrimas. E essas lágrimas regam o seu
exterior
(ação) que cresce com seu intimo (reação).
A
água rega tanto, que se torna música, um regae. Reage... Uma melodia íntima que
o instiga
a
avançar. É à força da sua vida em harmonia com a natureza, que o convida para
dançar.
Olha
em si, sente o sal de seu mar rebelde encrespando seu corpo em vagas.
Uma
onda aponta, na praia rebentando, sua face salgando. Sua mente faceira torna
sua face uma
praia.
Vira prancha seu corpo. Na crista do vagalhão surfa seu coração, dropando um
destino
sem
razão momentânea no oceano eterno.
Doud
desfila sua forma de pensar, sem causar medo de mudanças, e nem espanto nos outros.
Doud
não aterra ninguém. Com ninguém aterrado, sopra ao ar uma melodia, é meio-dia
nesse
lado
da vida.
Doud
começa a dançar e a em si pensar por nós. Óbvio cai. Mas levanta sorrindo. E
diz que
na
sua boca veio um gosto doce e foi Ele quem trouxe de dentro dele mesmo.
É
que o paladar, e não só o dele, aguça-se na hora em que a dor se transborda em experiência
vivida
de uma vida sofrida. Esse doce desliza sobre o mar salgado de sua face molhada,
e essa
água
lhe conta alguns segredos da vida. Alguns, porquê Doud imagina que o melhor do
segredo
da
vida é o misterioso presente passando..
Loucura,
mania, dor, tudo Doud sentia antes de sua suposta maestria em sua vida. Tudo
passava
como
um ferro a vapor, passando o pavor, desamarrotando o seu destino antes delineado,
agora
delineando.
Enquanto cada momento passa tatua-se n’alma signos. Palavras cheias de amor, e
tudo
o mais o que for e vier.
Léxico
somos. Com ou sem rima, Doud vive pra cima, o abaixo são suas experiências
formando
Sua
base forte.
Mas
Doud continua só no seu jardim sem fim.
Tanto
céu, tanto meio, tanto canto. Tantas pessoas, tanto espanto. Tanto tanto, mas é
assim ,
sempre
tem o tudo para chegar ao meio, o encanto! Doud no meio do seu canto dançando.
Lembra-se
da época em que tonto, em substâncias externas, buscava sensações internas.
Percebeu
que de tanto, chegou ao fundo do nada. Ali sem apoio externo, só sua
internidade podia
o
salvar. Em meio ao desencanto, surge a poesia da energia infinita. O éter nunca
visto da vida
comum
de tendências luxuosas. Somente sentido na vida sofisticada que a natureza
simples nos
apresenta.
A energia que Doud agora sente, é a mesma que providencia o alvorecer, o crepúsculo
e
o bater de seu então solitário coração. Bem como o tudo e o nada se tocam pela
energia
circular,
Doud aprende a não parar. Bloqueia-se quem, além de contemplar a beleza e
harmonia
dessas
paragens, tenta se aprofundar mais em tais verdades. É simples viver, é só
acompanhar
essa
energia circular na eterna poesia.
Doud
sabe que a gente precisa de poesia, mesmo que por enquanto Narcisa.
Sua
mão trêmula, sustenta de alimento a mente que fomenta tanta ilusão.
Surge
uma dúvida; ñ seria falsa! essa ilusão? Nem tudo o que se sente está no
dicionário!
Ilusão,
desilusão tudo é caminho deixa o bixo.
Doud
agora se arqueia para observar uma flor, olha para o papel, o papel que seu
viver tem
na
vida de quem o cerca. Pensa: Já que uma flor proporcionava pólen para a abelha
fazer seu
mel,
a quem serviria seu pólen( seu viver)
e quem iria torná-lo mel (útil).
Qual
seria sua contribuição para a beleza harmônica da natureza Se descobrir,
procurará da
melhor
forma fazer. Mas Doud sente que precisa de um par, uma mulher para amar,
compartilhar
a
empreitada de bem viver. Turbinas ligadas, requisita com sensatez, sensações e
emoções que
lhe
tragam boas observações.
Com
elegância, nem rico, nem pobre, Doud o retirante do sentimento torturante, ordenou
seu
corpo
errante; Levante! Não tente ser perfeito, ame, tem alguém especial batendo no
seu
peito.
E esta batida é esse alguém querendo entrar e sair. É desse vai e vem que
viemos.
Para
isso que nascemos. Vida aprenda viver.
Sua
mente não duvida da vida, da sua dívida, dividida em corpo, mente, alma, e
propósito. Após
esta
mensagem ouvida, sua razão sinfonicamente entregue ao coração, pede; calma!
Paciência é
o
nome do jogo da vida. O mínimo é o caminho para o máximo, sendo o meio o
destino.
-Simples
é a senda, se renda. A irredutibilidade trava.
Assim
Doud olha o mundo, suas cores em flores e frutas, ao movimento rico do prismar
da luz
do
conhecimento.
Pensa
se não está sendo arrogante ao pensar. Descobre que não ao procurar com quem
compartilhar.
Decide
não lutar mais. Conflito, há que se o enfrentar, mas sem antagonismos.
“A
paz é a gente que faz”. Não existe luta em prol de paz, existe sim é a luz da
compreensão
fraterna
chamada amor incondicional.
O
universo é a orquestra, a vida é a música, e a vida de cada ser vivo é a
melodia.
É
a mente que harmoniza o tempo de nossa existência e compreensão. Viver em meio
a isto em
equilíbrio
é o que podemos fazer.
Doud
imagina que sabe que tem que um pouco disto tudo á aprender.
Pensa
Doud, na profundidade da raiz de suas flores, como crescer ou tentar ser pétala
e olor.
Sair
desta profundidade solitária filosofal, que do precipício o salvou, e encontrar
na mulher que
se
quer ser no amor carnal.
Reflete
e percebe na força da reflexão a energia da ação. Que para ser, não é preciso
ter,
então
se torna energia a pura procura de uma doçura, o amor que irá adoçar o viver.
Doud
percebe que não tem que ter o amor, mas ser o amor e daí amar.
A
energia canalizada a um objetivo constante, ensina-lhe o verbo cantar e o verbo dançar.
Segue
a acompanhar com seu tentar..
Doud
sabe que tudo o que faz, já foi feito, mas não do seu jeito. E não se importa.
A
compreensão
abriu suas portas para Doud entrar. Ele sabe que são muitos os que querem
compreender
o amor, mas poucos conseguem.
Doud
procura ser o escolhido entre tantos tentadores e tentações
Doud
sabe que Deus acredita em sua sublime criação.Doud acredita em si, sendo uma
criação
divina.
Produz si sobre si, se atrela sem emblemas às estrelas.
Segue
a regra da fuga, para dar um tempo para
a reação de entender seu ser.
Como
todo ser humano curioso, primeiro duvida para depois por si comprovar, e da
verdade
se
adonar.
A
gramática sintática do pensar precisa de rédeas, para o pensar se tornar uma
cavalaria
alada.
Doud
curva sua coluna, faz um círculo da cabeça aos pés. Entende Joões e Zés.
Contempla
seu templo, seu tempo no seu corpo. As palavras, bailarinas doidas,
apresentam-se
em
pontos luminosos no céu. Desvanea-se, percebe que em todo o caminho há contras,
‘faz
parte’,
como diz o outro.
Sem
insanidades, Doud admite que está sendo ajudado nestes íntimos pensamentos.
Mas
esta intromissão é sua, Doud só admite ajuda como auxílio para sua meta.
Zela
pelo elo. Seu íntimo abastecesse de boas ações e pensamentos, isto é quase um
segredo,
uma
barreira para o que não é seu.
Conheça
teus pés e irás onde ques. Doud não está com pressa, está com boa intenção e
confia
na
sua intuição. Sabe balancear os momentos de poesia e acontecimentos.
-Deduz-se
que Doud sorrateiramente encena um papel, sua intromissão.
Seu
ouvido ouve uma melodia, dança no seu jardim e cuida muito bem dele, aliás,
moderadamente
cuida do seu jardim.
A
felicidade de belos versos vem divertir, e a cor dos sorrisos tirar para alvos
serem. O dia surge
na
noite em forma de uma clara lua cheia, a noite perfuma os sentidos de
procriação.
Vê!
é o sinal de mais ou menos, a resposta da equação, claro com ação.
Doud
meio que se assusta com a lua da meia noite branca. Parece o céu ser o oceano
do séc. XV
e
a lua de prata uma nau a espera de um pirata, para descobrir novas terras
selvagens.
A
noite e aquele luar romântico levaram Doud a pensar meditativamente com o
coração,
Pensou
em apaixonar-se sem ilusão, mas sabe que não tem medo de desiludir-se.
Mergulhou
na procura da mulher que se quer.
Vai,
vem, a gente se dá bem.
De
passagem na mão, embarcou na canoa a procura do amor entre homem e mulher.
Na
busca das coisas mais lindas, ainda não vistas por suas vistas. Se perder e se
achar nas curvas
femininas.
Doud não quer mais se aprofundar, ele quer deixar-se atrair. Sabe quem agora é,
e o
que
falta. Falta se apaixonar. E a paixão pacientemente moldar, a tornar amor.
Em
sua mente o amor se anunciou, saiu de seu jardim por um momento foi se olhar
por fora.
Achou-se
merecedor de uma amor sensual. Se no amor fraterno refletiu até encontrá-lo em
si.
Este
teria que agora iluminar o seu caminho para o encontrar, e de si sair.
Aprendera
que amar é deixar alguém o amar e juntos serem um lar de dois templos.
Doud
acredita ter crédito.
Doud
descurva-se, olha carinhosamente uma flor. Vê uma mulher usando
sua
boca para beber, ao invés de beijar e emitir sons refletidos de grunhidos. Smacks lindos!
Queria
dar e receber.
Bom
como todo humano conquista com carinha de carente, percebeu isto na ébrea
fêmea.
Sua
voz, num tom de sim saiu em prosa. Sente que diz o que sente com seu semblante.
Num
olhar mudo, diz tudo o que quer e sente porque tenta.
A
mulher olha para Doud e se afugenta.
Doud
tenta fazer ela voltar com um olhar calmo e convidativo ela não entende e vai
embora.
Justo
agora. Mas Doud sereno entende-a. Há monstros e bestas de diversas cabeças nas
mentes e
suas
sentenças. Não se aprofunda como o prometido.
Uma
raio ilumina sua vida. Resolve sair daquele jardim e numa praia perto morar.
Sem
saber onde quer com esta atitude chegar, mesmo assim vai se mudar.
O
destino do amor começa a se desenhar, a partir de sua independência.
Não
entendemos, não vemos, mas sentimos.
Não
há monstros, nem bestas com diversas cabeças, só há nos mesmos, o motivo da
vida.
Vem
comigo ser um novo navegante nesse espaço flutuante, diz o próprio momento para
os
dois.
O temp agora não era uma coisa intangível, estava ali com eles tentando
entender os por
quês
de sai vida.
Um
raio ilumina nossa vida, quando optamos por voar no mesmo lugar. Mas é preciso
saber
a
onde ser quer com isso chegar.
Já
no ar ao anotarmos o que notarmos, nos tornamos personagens principais de
nossas vidas.
E
esse papel de anotações, em dobras torna-se um avião que não se perde nas
tempestades da
vida.
Nos
olhamos, nos tronamos, somos humanos e curiosos, Adelante! Impera a inerência
de
viver
no mesmo tempo, e agora ocupando o mesmo espaço sideral.
Cósmico
momento, quanto mais nos aprofundamos, o azul celeste torna-se marinho.
O
vendedor e Doud vêem do alto o que somos se nos formo. Observam do nada, o que
pensam
ser tudo.
O
vendedor sem estudo, pensa que não e de graça, adianta a Doud uma grana.
Eles
voltam à realidade vindos duma verdade. Os pássaros cantam e as frutas doces os
recebem
bem.
Existe
superfície em qualquer lugar, um elo, um equilíbrio sem pesar, mas que não
existe
sem
pensar.
Para
existir claro, escuro. Sim e não. Cinzas são. Mesclando imaginação e ação
criamos toda
e
qualquer invenção. E nossa vida é uma invenção, que mesmo sendo nossa ou não a
devemos
nossa contribuição.
A
vida não e um jogo de pinbal, e esse sofá. por mais que seja seu, não é suave o bastante.
Aquela
noite exigia uma comemoração, salvos e calmos jantaram os dois a pouco
desconhecidos,
agora desbravadores do ser, dos seus viveres.
Ao
sol dado agradecem.
A
sombra apaga o esquecimento ou esconde tanta coisa, que se acha com a luz da
idéia.
Que
Doud e o vendedor estão satisfeitos e resolveram dessa louca viagem ao jardim
sem fim
se
aproveitar.
Cont..
O poeta e a louca
U
m conto de Cont...
A
tarde vazia do poeta se enchia, com a simples visão daquela louca e bela moça.
Aquela
louca beleza escondida, que só um poeta nota e anota.
O
poeta, a pouco se mudara para um quarto em uma pensão, que ficava próximo a
prainha doce.
O
local era assim chamado; o hotel da prainha doce. Lugar que achou na medida
para pensar em como curar-
se
de uma dor de cabeça. Uma corna febre, que
nele se instalara.
Em
seu quarto alugado, de novo em olho virado, estava o poeta jogado.
O
quarto que escolhera, dava de janela para a prainha doce. E foi nesta Prainha,
que bicudo o poeta
percebeu
uma mulher. Mulher depois descobriu, que por todos era taxada de louca, por ver
o nascer e o
por
do sol todos dias. Mas por um erro profundamente humano, o medo, transpareceu.
Assim
se tornou poesia, aquele ritual de melancolia, observar aquela figura, de
semblante distante. Que todo
entardecer,
esperava o horizonte jantar o sol.
A
distancia encantava a tênue relação, entre ser olhado e estar olhando. O poeta
e a louca supostos próximo
De
longe e sem luneta, a miopia alimentava a imaginação do poeta. Imaginava-a menina, mulher,
inteligente,
boa, leitora, e mais o que sua mente devaneante pudesse imaginar.
Tudo
muito especial.
Paixão
espacial, irrompendo ondas, “no ar de se amar”.
Louca
e provocante, a louca saia sozinha. Sozinha como a lua. Sua saia de havaiana,
numa ilha, o seio um
vulcão,
a lava vindo leve, o chamando no topo do universo. Eu não sei fazer poesia o
poeta pensava, o boi.
Bonitinha
ninguém sabia porque aquela menina vivia sozinha, chutava latas pela prainha e
olhava para o
infinito.
Distraída mirava o distante, via lá adiante no crepúsculo a tez, a cor do amor.
Romantizava
o bardo.
E
todo final de tarde, o sol como uma ficha na maquina do destino, inseria-se no
horizonte. Enquanto, poeta
e
louca assistiam o funeral de mais um dia de sol. Separados, mas juntos pelo
prismar dos raios solares.
Amavam-se
os dois, sem saber, nesses finais de dias assim.
A
louca recolhia sua sombrinha, que da sua pele escondia aquele imaginar. A luz
dourada do amor, a fitava,
ela
sabia.
O
poeta esticava os olhos, espreguiçava-se em sua ginástica ocular. Outros
estilos de amar, também se
tornam
amar. Se ambos beneficiar.
A
louca sentia que alguém de olhar duro à via, a longa distancia e data.
Era
o poeta com “Com dor de guampa”, que observava e imaginava saber o que aquela
menina linda
pensava,
naquela hora.
Uma
intercomunicação a distancia, de idéias agremiadas ao mesmo sentimento.
Mentira.
Ela no fundo sabia ter sempre um olho espião na sua imaginação. Verdade. Seus
pelos crespos,
eriçados
ficavam, em toda sua rosa intimidade. O final de tarde, era um ato a dois, sem
pressa. Para depois.
A
umidade causada, e o momentâneo prazer.
Os
contatos, digamos telepáticos, foram treinados pela rotina. Ficando de abstrato a um retrato 3 X 4.
Os
contatos, refletidos pela luz que emanava do horizonte interligado, clareavam a
relação.
E
as energias captadas pelas vagas mentais produziam o movimento exato da linha
de pensamento, que os
conecta.
“Quando
noite e dia se encontram, alguma coisa acontece nos corações”.
Vai-se
o sol, vem-se a lua, o medo da mudança, o amor atenua.
O
amor e um pensamento físico, o sexo e a química, a vida a matemática
milimetrica da poesia.
Pelo
embasso do frio vidro passa o prazer, que transborda na onisciência dos dois.
Estão tão próximos em
tempo
e espaço, a uns poucos passos do paraíso. Uma fina casualidade, os dois ainda
não serem
apresentados.
Nem eles próprios, talvez se conhecessem... No amor não custa tentar, diz um
ditado popular.
Seus
mundos por mais que pareçam diferentes, estão prestes a se enfrentar.
Aquela
menina (a louca), mulher, inteligente, boa, leitora esta mais próxima agora.
A
louca decide abrir o seu imaginário, sai de sua reclusa loucura. Abre-se a doce
brisa do leque do destino.
Uma
obra, sua ação passada. Um requinte de mulher na busca, na conquista do amor
exige-se artefatos, sua
humanidade
sopra. O vento aponta a direção da Prainha Doce.
Aquele
homem, poeta enclausurado em sua imaginação, mas não louco. Normal tampouco.
Ele esta a
procura
da cura de sua dor criatoria. Isto e, procriatoria.
A
força humana tem um certo poder sobre esta historia, e ao escrever o destino
dela, adianta alinhar-se a
natureza.
Para o bem mudar a historia na linha conseqüente.
O
amor, sempre tentador da uma ligada para sua musa.
-Alo,
Lua? Preciso de um favorzinho seu.
-Numa
noite de lua cheia. O peito febril do poeta inflou, e do fundo frio, que havia
no vazio tudo saiu.
O
que o enchia de vergonha, saiu.
Deixou
ser um sonhador, naquele quarto. O poeta abre o olhos, cai os cornos olha para
a porta aberta, sai
num
berro. Num urro se desvencilha das encilhas, que insistiam em tentar domesticar
sua feroz vontade de
amar.
Viu-se
se avesso vindo, seu ego o motivo de tanto desentendimento, tanta fuga, aparecia
agora honesto e
sincero.
Causando harmonia e conseqüente equilíbrio.
Surgiram
possibilidades de boa vontade. Controlado, o desejo de ser que todos temos.
Um
reflexo irico da matéria no aço refletiu um príncipe. Sua roupa suada
transformara-se no traje que mais
lhe
caia bem. Seguro sentiu a vontade de controlar, ele, o próprio destino
possível.
Desceu
correndo, nas suas profundezas apoiou-se, no fundo trampolinou-se.
Medalha
de ouro nos 400m raso, o homem estava um
arraso.
A
menina mais moça do que nunca, se banha demoradamente na água encanada que lava
sua cabeça.
Desencanando
um pouco para fora, o que era só por dentro. O perfume de amor que seu
desacostumado
olfato
estranhava, agora a encranhava.
A
intuição juntou-se a seus cinco sentidos. Seus ricos, agora mais redondos olhos
brilhavam. O espelho
refletia
uma donzela a espera de um beijo.
Antes
da hora do sol dizer, que mais um dia se passou. Saiu à louca, com um sorriso
em sua boca.
Naquela
faixa de areia, a prainha doce, marcou-se pelo destino o encontro. O fim de
tanto desatino. Uma
vibração
captada de um grau inusitado.
O
poeta e a louca se cruzaram e não se notaram.
O
poeta não era poeta.
A
louca não era louca.
Mas
um dia, quem sabe um dia.
“Quando
cruzarem nuas, suas naus navegantes”.
Cont...
PREMIO CCMQ
Gerson
Luis da Cunha
Pseudônimo:
Cont...
Av.
Palmira Gobbi, 885/305B Parque Humaitá. P. Alegre RS 90.250.210
Fone:
9153-7448 - 3342-1253
RG:
8029779553 CPF:
Titulo
da Obra: Doudivanas em Contos Atuais.
Sou
Poeta Fanzineiro.
Tenho
37 anos, conheço os extremos da vida em sociedade, isto e, tenho conhecimento
de causa, escrevo a
atualidade.
Assim
iniciei escrevendo poesia, a seis anos, já tenho duas mil poesias. As constato
como boas e atuais.
Tenho
uma imaginação bastante fértil, e se eu não escrevo perdem-se no éter diversas
historias, boas
historias.
Cont... Continua Cont...
Necessário;
Os
contos que faltam, não estão digitados por uma falta de informação minha e
pobreza, que dificultam e
muito
a minha tentativa de bem viver e escrever.
Alem
destes verdadeiros motivos, ainda tem os reais motivos. Fui saber do concurso
no dia 20/05.
E
não tenho computador e nem dinheiro para pagar a digitação, mesmo que eu
digite.
Posso
somente digitar em um amigo, que tem um computador, mas em pouco horário.
E
por admiração e profunda gratidão ao Gran Poeta Mario Quintana, que faço
questão de concorrer com a
minha
humilde “primeira tentativa de digitar um livro de contos em 10 dias, em
computador e casa dos
outros”.
Certo
de que não consegui digitar. Senti-me no primeiro momento a fracassar, mas logo
refleti, clareei a
situação
e continuei. Depois serve de experiência se for dor, e se for sorriso será o
amor.
E
por amor a minha boa vontade, decidi mesmo assim tentar.
E
tentar, descobri, e mais gostoso do que competir. Tentar e em si acreditar.
Tento
de leve depositar amor e dedicação em harmonia com as possibilidades de
concretização. Sem dizer
sim,
nem não, sei que tento, tenho que acreditar. Adoro transmitir meu pensar.
Please!
Eu
terei todos estes contos digitados ate o dia 10 de junho, acreditem também.
Só
preciso de um aceno da honrada e justa
organização do concurso.
Atenção!
Preciso só de mais dez dias para poder digitar minha obra.
Não
haverá nenhuma injustiça, nem desigualdade.
Meu
fone 9153-7448
Liguem-me,
gostaria de participar e ser lido por vocês.
Índice:
Doidivanas
em Contos Atuais
JARDIM
SEM FIM (historia p/jantar)
A
OPERA R.E.P. DE DOIDIVANAS
VA
CRACK EU FICO.
O
POETA E A LOUCA
O
MONSTRO DO LADO
ESTA
E AQUELA
EDUARDO
E MONICA (não e aquela)
2.104
A GUERRA DOS SEXOS
A
PASTA PRETA
11
MINS EM NY
COMETA
LOUCURA
O
ANIVERSARIO DO SOL
O monstro do lado
Nasce
Doudivanas, a data foi bem guardada e o local, bem o local, pode se dizer que
antes do nascimento de Doudivanas tinha uma denominação, mas conforme ia
crescendo o rebento, o nome do local ia mudando.
Na
infância questo menino assombrava o predio onde morava, com brincadeiras,
todas, com muita alegria dele vindo, mas de gosto duvidoso aos outros.
Certa
vez Doudivanas, que tinha a mania de explodir rojões, fez bombas- relógio, usando cigarro como timer.
Um primitivo mecanismo que propiciava uma explosão posterior. Isto dava o tempo
necessario para execuoplano antes das explosao. E o plano era gritar; não atira
tio, não atira. Socorro! Correndo e batendo nas portas dos vizinhos.


