sábado, 16 de abril de 2011

Constar

Os superdonos do mundo
Por Denise Mota

Dos Beatles ao 11 de Setembro, tudo teria sido planejado pelo secreto Clube Bilderberg, diz o jornalista Daniel Estulin

Existiria um clube formado pelas maiores fortunas e as personalidades poderosas do planeta, cujas reuniões anuais, bem longe dos olhos da multidão, determinariam os grandes acontecimentos do planeta. Este clube teria promovido a ascensão dos Beatles, teria feito eclodir o caso Watergate e agido com firmeza para definir o resultado das últimas eleições norte-americanas.

Esta organização de “auto-eleitos”, criada há 52 anos, seria composta por todos os presidentes dos EUA vivos, os dirigentes da Coca-Cola, da Ford, do Banco Mundial, do FMI, da Otan, da OMC, da ONU, diversos primeiros-ministros, representantes de várias casas reais européias e dos mais influentes meios de comunicação, por Henry Kissinger, pelas famílias Rockefeller e Rotschild, entre outros. Seria uma sociedade secreta, aristocrática e global, que controlaria não só os governos mais poderosos do mundo, mas que também decidiria os rumos de todos os setores da vida sobre a Terra.

Parece ficção. Ou um filme de suspense de Hollywood. Ou um daqueles spams paranóicos que circulam na internet. Mas não é nada disso: trata-se do tema do livro “A Verdadeira História do Clube Bilderberg”, escrito pelo jornalista lituano Daniel Estulin, de 40 anos, suficientemente conhecido em seu métier para arriscar passar-se por tolo. Se tudo não passa de mais uma elaborada teoria da conspiração ou se o que Estulin apresenta são “fatos”, como ele define, cabe ao leitor decidir.

Estulin não se esquiva de dar a lista completa dos que freqüentam ou alguma vez estiveram nos encontros da dita organização. Os dados que coletou para compor o material que agora apresenta no livro -que foi lançado há pouco no Brasil pela Planeta (320 págs., R$ 39,90). O trabalho foi realizado parcialmente em equipe e com base em informes e reportagens de outros autores, igualmente indicados copiosamente em seu documento.

Devido ao livro, o jornalista conta que há muito tempo deixou de ter uma vida normal e vive “24 horas por dia sob proteção de diversas equipes formadas por ex-agentes especiais da KGB”. As investigações que leva adiante lhe causaram, ele diz, atentados dignos de James Bond: em um deles, uma mulher estonteante num vestido de seda vermelho teria tentado seduzi-lo, sem sucesso, num quarto de hotel. O objetivo era depois jogar-se pela janela e implicá-lo num caso de homicídio. Em outro, após se encontrar com um informante, o jornalista teria percebido a tempo que, do elevador em que estava prestes a entrar, havia sido retirado o piso.

A seguir, o autor detalha os temas em pauta na reunião dos “bilderbergers” neste ano -entre os quais esteve a política na América Latina- e os planos gerais do clube, que dominaria também todos os aparatos de segurança, defesa e inteligência de alcance internacional. Num novo livro sobre a organização, lançado recentemente na Europa, Estulin narraa como o clube teria sido criado pelo príncipe Bernard da Holanda e estaria envolvido no tráfico de drogas e na eclosão da cultura de massas.

*

Seu livro apresenta considerações graves, mas não ganhou muita repercussão na mídia internacional. O sr. acompanha a trajetória do seu livro nos diferentes países em que está sendo publicado?

Estulin: Se você se refere à mídia mainstream norte-americana, sim, você está certa, eles têm me ignorado bastante. No entanto, em termos mundiais, vendemos os direitos do livro para 34 países, em 21 idiomas, incluindo Japão, França e Alemanha. Também assinamos um contrato com um estúdio independente de Hollywood para fazer um longa-metragem baseado em “A Verdadeira História do Clube Bilderberg”. Sem dúvida, na Europa meu livro vem tendo enorme aceitação nos meios maciços. Somente na Espanha, na semana passada, com o lançamento de meu segundo livro sobre os bilderbergers, tivemos cerca de cem entrevistas em TV, rádio e jornais.

Sei que na Venezuela e na Colômbia, por exemplo, a primeira edição do livro se esgotou em menos de quatro horas. Que no México se tentou banir a publicação, mas que, devido ao apoio popular e à internet, finalmente cederam e agora o livro está vendendo extremamente bem. Não sei como está sendo no Brasil, visto que ele acabou de sair por aí.


Embora o sr. seja um profissional de comunicação conhecido, esperava que um grupo editorial grande, como o Planeta, publicaria seu livro, levando em consideração as informações que traz?

Daniel Estulin: O grupo Planeta é um caso único no mundo editorial. O princípio que os guia é a qualidade do trabalho, nunca considerações políticas. Naturalmente, tive mais de uma reunião com os advogados da Planeta para revisarmos o conteúdo. Chegaram a ter um pesquisador designado exclusivamente para averiguar a veracidade de minhas fontes. Quando todas as mais de 1.000 fontes que incluo no meu primeiro livro se mostraram corretas, a Planeta deu sinal verde para que a obra fosse publicada.


De acordo com suas investigações, o clube tenciona, em resumo, dominar o mundo e todos os seres humanos através da instalação de um único governo e um só exército, sistema jurídico, econômico e educacional, utilizando para isso os mais importantes meios de comunicação e sofisticados métodos psicológicos. A ONU seria uma fachada para todos esses procedimentos. O sr., além de jornalista e escritor, é também especialista em comunicação corporativa, tendo assessorado diversos altos executivos na apresentação de conferências de negócios. As pessoas estão preparadas para entender e acreditar no que está dizendo?

Estulin: Existem apenas duas maneiras de entender meu livro. Ou você o descarta logo de entrada, como um produto de puro nonsense, e continua a viver a sua vidinha feliz como sempre, ou você questiona o que eu digo e desenvolve o seu pensamento crítico.

As pessoas sempre souberam e suspeitaram que os governos não controlam totalmente seus próprios destinos. Que por trás de mortes “inexplicáveis”, assassinatos políticos e outros fatos estranhos se esconde algo muito maior e não tão fácil de ignorar. O que fiz em “A Verdadeira História do Clube Bilderberg” foi dar nomes e rostos a atos malignos. Além disso, ninguém até agora conseguiu refutar a veracidade e a precisão de minhas investigações, que incluem fotos e documentos.


O sr. diz que esse livro tem o objetivo de “desmascarar a Nova Ordem Mundial”. Mas, por vezes, o leitor tem a impressão de estar acompanhando uma história de James Bond. O sr. teve essa preocupação em mente, a de que as pessoas –devido ao fato de as informações serem tão fantásticas- acabariam mais interessadas no lado “aventureiro” de sua vida, e não propriamente no que está tentando mostrar?

Estulin: Claro, os bilderbergers atraem uma mescla muito estranha de teóricos da conspiração e loucos indiscutíveis. O fato de que um grupo de pessoas muito poderosas se reúna secretamente uma vez por ano, sob a proteção de uma multidão de membros da CIA, do Mossad, do MI6 e de empresas de segurança da mais alta estirpe, dá margem para as mais disparatadas hipóteses, como a que chama os bilderbergers de Illuminati ou a que postula que os antecessores dos bilderbergers foram os autores do Priorado de Sião. Ou ainda uma que conheci na conferência do clube neste ano, onde um manifestante me contou, em tom confidencial, que “o rei dos bilderbergers é o superior-geral da Companhia de Jesus”.

Tudo isso é puro nonsense e me mantenho o mais longe possível dessas pessoas. Como jornalista investigativo, não lido com teorias conspiratórias, lido com fatos conspiratórios. Tudo o que conto está baseado em evidências amplamente documentadas. O que é uma das razões pela qual os bilderbergers nunca tentaram contestar a veracidade de nada do que escrevo.


Quais teriam sido os principais temas e decisões da reunião do clube em junho deste ano, no Canadá?

Estulin: Energia, claro, foi o item principal na agenda deste ano. Como informei no meu relatório sobre o Bilderberg no ano passado, a sociedade secreta está extremamente preocupada com um fenômeno chamado “Peak Oil” (petróleo no limite ou pico petrolífero). Foi revelado por minhas fontes, membros “full time” da elite bilderberger, que em um dos fóruns de discussão liderados por Henry Kissinger, os bilderbergers estabeleceram um preço de US$ 150/barril dentro dos próximos dois anos. Isso foi em 2005, quando custava US$ 39. Dobrou desde o ano passado. Se dobrar novamente neste ano, teremos atingido a estimativa dos bilderbergers de US$ 150 o barril.

Eurásia foi outro item importante na lista de discussões. O resultado da reunião matutina do sábado, 10 de junho foi que os integrantes europeus do clube estão convencidos de que os EUA têm sido prejudicados por uma política externa combinada entre a China e a Rússia em sua agora óbvia estratégia de controlar a maioria das fontes de petróleo e energia do Golfo Pérsico e da bacia do Cáspio na Ásia Central. Um bilderberger francês chegou a classificar essa como a pior derrota diplomática dos EUA em meio século.

O Iraque também foi destaque na agenda, com Richard Perle (ex-presidente do conselho de política de defesa do Pentágono) no comando do fórum de debates intitulado “E Agora?”, em clara referência a um Iraque pós-Zarqawi. Perle falou da necessidade de encontrar uma nova estratégia para o Iraque, agora que Zarqawi (suposto representante da Al Qaeda no país) está morto.

Um representante francês disse então que os EUA não tinham uma nova estratégia para o Iraque e que vender idéias usadas e falidas como algo novo era uma farsa e um insulto. O que é mais significativo, no entanto, é que outro bilderberger, quando fez uso de sua vez para falar, disse que “é muito mais fácil começar guerras do que terminá-las” e que o fim dos conflitos no Iraque dependia da resistência, e não do governo norte-americano.

Além disso, o clube está preocupado se o presidente venezuelano Hugo Chávez, vai usar o petróleo como arma para bloquear a expansão do Nafta na América Latina. Um representante americano expressou a “necessidade de levar em conta uma possibilidade real de a Venezuela lançar mão da manipulação de estoques e preços de petróleo para formar uma união econômica que incluiria Brasil, Cuba e México”. Seria um acréscimo à lista de obstáculos dos bilderbergers na América Latina, especificamente a recusa em aderir ao Nafta, o que arruinaria o permanente objetivo dos bilderbergers de expandir o bloco no Ocidente para transformá-lo em uma “União Americana”, a exemplo da União Européia.

Também foram designadas estratégias específicas para lidar com os anúncios de Chávez de que estabeleceria novas taxas às companhias que extraem petróleo de seu país. A rainha Beatrix da Holanda e companhias como Exxon Mobil Corp., Chevron Corp, Conoco-Phillips, Total, BP PLC e Norway’s Statoil ASA formam parte do Clube Bilderberg. Outra questão de real preocupação é a atitude desafiadora de Chávez, ao oferecer petróleo a preços baixos para localidades empobrecidas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. “Isso estabeleceria um precedente negativo”, disse um bilderberger americano.


O sr. fala russo, italiano, espanhol, inglês, tem amigos espiões e informantes de dentro do clube, segundo deixa entrever no livro. É neto de um oficial da KGB e seu pai foi um cientista submetido a torturas da polícia secreta soviética. Em “A Verdadeira História...”, o sr. comenta esses antecedentes e como eles podem estar na raiz de sua “obsessão” pelo Bilderberg. Como vive hoje, levando em conta que estaria desafiando há 13 anos o que seria a organização mais poderosa do mundo?

Estulin: Infelizmente, não tenho uma vida normal. Estou, 24 horas por dia, sob proteção de diversas equipes formadas por ex-agentes especiais da KGB. Como resultado das minhas investigações, perdi alguns amigos queridos, que decidiram ser mais prudentes e preferiram não ter nada a ver comigo do que arriscar serem mortos. Respeito suas atitudes, embora, como é compreensível, isso me entristeça enormemente. De modo geral, entretanto, a maioria das pessoas que amo e respeito mantém uma amizade muito estreita comigo, mesmo sob perspectivas tão assustadoras.

Meu avô foi coronel da KGB e acho que contraí o “vírus do espião” com ele. Sempre fui fascinado por mistérios e pela elucidação de crimes. Creio que o jornalismo investigativo da natureza que pratico seja uma combinação dos dois. A sensação de encontrar um tesouro escondido -seja literal ou metaforicamente- é algo que apenas aqueles que dedicam suas vidas a descobertas pode realmente entender.

Pai nosso que estais no céu

Sou como o sol
Eu não sei se vai haver nuvens
Mas eu vou brilhar
Sim pode chover
Que depois eu vou as poças secar
É lindo o dia que se esvai
Sinto em minha respiração a radiação
Irradio por ae
Sim sou sol
Você já notou como digito a palavra sim
Sim é isso que quero sentir em ti
O sim pra tudo o que pode e vai nos fazer feliz
Eu sou filho do sol não importa nada
Vou brilhar
E secar os prantos
Fazer crescer as plantações
Iluminar seu rosto
E te mostrar o quanto te gosto
Aliás te amo
Veja a luz lilás sobre o oceano (Paz)
Sinta a praia dágua (Mãe)
Um correndo de encontro ao outro (Amor)
E no beijo mais liquidificante
Liquefazer todas as nossas diferenças (Compreensão)
E virarmos nossos iluminados rostos para o sol
Em família Agradece-Lo
Nam...orando

OU

Sejamos como o sol

Se vai chover

Vamos brilhar, sim
Se chover

Vamos às poças d’água secar
É lindo o dia que se esvai
Sinto em minha respiração a radiação
Irradio por ae
Sim sou sol
Você já notou como digito a palavra sim
É isso que quero sentir em ti, Sim
O sim pra tudo o que pode e vai nos fazer feliz
Eu sou filho do sol não importa nada
Vou brilhar
E secar os prantos
Fazer crescer as plantações
Iluminar seu rosto
E te mostrar o quanto te gosto
Te amo

Na praia tanta água, a Mãe

No céu o Sol, Pai
Veja a luz lilás sobre o oceano, a Paz

Um correndo ao teu encontro, do Amor
E no beijo mais liquidificante
Liquefazer todas as nossas diferenças, em Compreensão
E virarmos nossos iluminados rostos

Cada um para dentro de si, refletir

Nam...orando


Ví deus descravizantes

As pessoas pouco lêem
Ver um vídeo é mais fácil
É mais fácil eu mudar
As luzes em minha face
Iluminam minhas lágrimas
Não é nada triste
Eu convido a subir ao monte
Não se faça
Suspenda sua cabeça
Eu preciso dizer uma coisinha
E não sai só de mim
Abras as janelas
A luz e o vento juntos virão e mostrarão
Se eleve
Acirre
E por isso não me diz que não dá pra mudar
Esse som em sua consciência é a nossa voz
Voe
Pouse e repouse na mata ou na praia
As baleias no mar com seus sons somos
Os pássaros em pleno ar os somos
Cromossomos todos os temos
Essa água a deslizar pela pele
Nos faz brilhar
A vida não é um jogo de bilhar
Mas o buraco é a meta
Os monstros (que acabamos de criar) parem de taquear
Eu preciso você mirar
Não me diga não
Eu vou a tela pra tê-la
Veja minha alma pelo meu olhar
O que escrevo para descravizar
Esse meu coração que em vão bate
Nascemos para nos amar
Não dependemos de alguns
Depende de nós
Eu não consigo ficar mudo
E sempre mudo
Mude
Se pra cá

Deustino

Eu ouço a voz do meu coração
Esse TUM TUM é um brinde à vida
É um TIM TIM
Eu faço o que faço
Eu ouço a voz do meu coração
Eu sei quem eu sou e onde estou
E me dou de presente
Eu ando pelas ruas
Eu não vejo nada
O sempre ônibus cheio
Um grupo de jovens ou de velhos
Todos
Tudo tão igual
A porta está aberta à cidade cinzenta
Eu não vou sair daqui
Trabalhar e ir pro bar
Pra engolir a força e a vida sem graça
Eu não nasci pra isso ae
Pra anestesiar
Um homem ou uma mulher pode ser tudo o que quer
Eu quero
Eu estou ouvindo a voz do meu coração
E junto uma oração
Não eu não quero
Todos um dia nos encontraremos no cemitério
Esta vida esse doce mistério
O crime é viver a vida inteira correndo atrás de grana
Olha a grama está tão verde
Sou livre
Mas me dói a liberdade
Óu que dor
Eu sou meu salvador
Estou na cruz do caminho
Carregando tudo o que sinto
Minto quando digo que sei o que estou fazendo de minha vida
Quem sabe?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vida vivida episódio - Olhares se olhando



Sua vida vai mudar
Você vai sim
Você vai me conhecer
O cara que escreve tantas coisas
Se estou assim
Ou estou assado
Eu preciso saber isso mostrar
No mínimo eu
Disso vou saber
Mesmo se só a mim interessar
Opas
Espere eu gravar um vídeo mostrando o que estou querendo
Vai demorar
Por que é comprida a história
Não
Reflexão pra posterior ação
Uma foto então
E pra mostar que cumpro o que digo
Mostro nesta foto o meu imbigo

E ja cu leia ntes (rápido e selvagem)

Como eu como rápido
Eu nem vi seu rosto flácido
Desculpe
Faz bem pra pele
Mas rimos bastante
Quem sabe eu não sou mais um garotinho
Também preciso de um carinho
Algo mais além de buraquinhos
Tanto faz
Não é pra casar
Sou um homem ao contrário
Preciso ser estimulado
Além de contar as camisinhas do lado
Quem é você procuro lembrar
Lembro que falei
Que como dois adultos maduros iríamos nos tocar
E caso rolasse...
Mas rolou só pomba/rôla
Eu preciso de preliminares
Uma delas são o que me diz teus olhares

Vou sair de ti pra esta tela





Nunca pensei realmente em fazer deste blog meu diário
E ainda não penso
Porém hoje
Decidi fazer o que vou descrever abaixo
Adoro escrever o que sinto
Mas por outro lado
Todavia
Porém
Eu também gosto de falar
Expressar o que sinto e penso
Ali no ar do momento
Claro que por vezes nem penso
Sinto e digo
Entretanto ao reflexo do som
De minhas emitidas
Digo emolduradas ideias
Não omitidas
Por mim tidas
São minhas vidas ditas
As palavras são transgressões formuladas
Significam coisas
O que sinto são reformulações
Meta fora
São metáforas
Quais visto meus pensamentos que exprimo
Por falar em primo tenho um primo
Ele morreu primeiro
Mas todos os de antes
De agora
E depois
Depende de nós dois (amor)
Se não somos todos irmãos
Somos primos
Suspiro!...
É difícil
Contudo gostoso viver
O que tenho pra dizer não são artifícios
Estou em plena crise dos “enta”
40
50
60
70
80
90
Nos enta ou tu te apruma vivente
Ou não vai chegar nos cem nem no ento
100
101
102
Isso é assunto pra depois
Não importa a idade
Juventude é ter saúde
Continuando o texto
Eu estou querendo falar

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Paz é Amor, nós elos

Uma pá enorme trabalha
E cheia de sonhos e decepções entulhados
Quer me tapar
O buraco nunca preenchido dos desejos está lotado
Estou aqui em abaixo
Em barro surjo por vontade livre
Em paz
O fim que tanto tinha medo
Está em mim como está em ti
A vida é assim jaz
Feita de nós adubos
O segredo segrega em minha corrente sanguínea
Uma linha
Uma fina linha que sempre havia no horizonte
A ponte sou eu
A fonte liga esse instante em que a pá está a me enterrar
Mas é páscoa
Eu morro e subo no monte da morte
E mostro que o monstro está vivo
E eu meu divo
Estou de novo me amando
Armando os vídeos que verão
Talvez muitos dos leitores não queiram pensar em sua própria morte
Eu não
Eu pego meu corpo do chão
Eu me ergo às estrelas
Só pra equilibrar estou buscando a razão
Quem eu sou não quero saber
Como estou quero estar
Este texto sai como meus vídeos sairão
Preciso de ti meu pai
Preciso de ti minha mãe
Preciso de ti meu irmão
E mais
De você amigão
Nem sei se vale a pena
Mas meu espírito em meus pensamentos diz
Não há gênero
Por isto digo
Minha amigona venha me dar
É que amor ter é amor dar
Mesmo que nem eu me compreenda
Eu toco minha vida
Eu vejo e percebo
E digo oba quando te vejo também percebendo
Mas não devo me alongar muito
Apesar de não gastar mais papel nem luz
Vou terminar
Mas mesmo assim vou solar meus pensamentos aqui da terra
O caixão tem seis lados
Como são seis as direções que tenho pra seguir
Eu ando muito mais pelos pensamentos
Eu não sei quem sou
E nem foi isso que perguntei
Onde vou dar
Também não quero saber
Sei que nada sei
Mas eu estou aqui
É bom então por enquanto eu dizer
Que para sempre estou em paz desde já
Escrevo que a beleza da vida
É que a morte é o intervalo da guerra
Aquela voz que berra

Viva a vida em paz
Siga seus sonhos
Esse é o infinito
Tão infinito que esse verso
Quer ser do universo a medida
Vá vida viaduta
Encontre-se

segunda-feira, 11 de abril de 2011

VIda vivida

Eu meu prometeu
Que me prometi usar o fogo
O fogo da sabedoria
E colocá-lo no céu
Pra espalhar o sabor de saber
É
Queima
Estudei tanto que nada sei
E no tudo que me restou estou
Jogo garrafas em mensagens ao mar
Louco para alguém encontrar
E comigo dialogar
Eu bem sei minhas calças estão arreadas
Estou me mostrando
Eu me liberto assim
Não não é do não
Nem do sim
Sim de mim
Tirem suas crianças das calças
Revirem seus bolsos
Malas sem alças
Sou nonsense
Sem sentido aos que vivem vestidos
Num mundo sem poesia a a imaginação
Resta o resto
À isso não presto
A regra já era
A minha imaginação está a me elevar
O espírito desse tempo eu sou
Mas que besta mesmo eu sou
Uai vai
Vou sair por ae
E viver
Viver a aventura de amanhã saber
Que hoje ainda não sei o que fazer
Pré ocupação

Ocupo-me do agora
E sei o que fazer agora
A vida é pra ser vivida agora

sábado, 9 de abril de 2011

Meu pau de laranja lima (Mário Quitanda)

As luzes da cidade estão acesas
Eu aqui no bar te apagando das minhas lembranças
Mil coisas a apagar
Eu não sei mais o que sei
Quantas são as pessoas que tanto amei
Rei nasci
Reparti meus cabelos entre pretos e brancos
O tempo esse ponteiro me aprontando
Estou sobre mim pensando em você
Olha quantas horas desperdiçadas
Esse papo furado por onde vaza a vida querida
Sim estão todas abertas as feridas
Expostas em cada pergunta não feita
Em cada resposta dita ali
Ou aqui nesse martelinho que bate
Garçon
Amasse a minha vida entre esses limões
Faz em vez de caipirinha
Uma limonada de mim e das lembranças dela
Áh! se ela me amasse

Mais um dia daqueles

As respostas não cansam de se apresentar
E pra mim a vida
Não mata minha coragem
É tão duro de ver os acomodados
E não estou com eles incomodado
É que sobra pra poucos
O tudo que realmente precisa fazer
E não te faz
O que mais te mata mais te satisfaz
O mundo não presta
Vivo o que me resta
Dou-te um pouco
Não importa o que há no ar
O importante é saber respirar
Sinta não minta

Siga o mapa da folha branca
Faça a trilha conforme o quanto bate sua virilha
Seu coração é seu verdadeiro irmão
Sua mente diz de vez em quando o que sente
Confie em mim
Desfie esse novelo pelo caminho
Sua novela acaba quando o que restar
Seja frestear
A vida é como está
Nunca foi esta festa
A vivo assim então
Alguém me diga isso aqui
"Viva a vida
Há tempo ainda"
Seja quem for me acompanhe
As gotas de meu champanhe chapa-me
É virgem cada amanhecer que amanheço
Desconheço
Encaro o dia-dia
Com minha cara sózinha
Ninguém me entende
Entenda
Eu faço força pra desamarrar todos os dias
Esse nó da forca
Pois eu tenho muito o que fazer

Assim que é. Não importa quem não qué

Não pule

Sim sou meu som
Ainda me indago
Depois dum trago
Levo pra casa minha dança
Vê se não rança
Solte sua criança
Ao espetáculo cruel
Créu
Ao xadrez solte-se a pensar
Um a se prensar
Fecho contigo no bico
O balaço é de ceva
Eu quero o beque
Isso ae cigarro no meu carro eu não trago
Se bem que o meu é nosso
O meu imóvel é móvel
Vem comigo morar
O seu assento é aqui
Ao meu lado a zona sua
E se derrama a quem

A que me ama também
A ponte é onde estamos
Saia não caia
Não se atire dae
Pois a ponte é a fonte
O elo só dá sorte
Pros que estão forte
O passado quando repassado
Trampolina o momento
Eu guento tudo
Até o futuro
Assim que é
Então mano não pule
Pro lado de lá
Muitos temos ainda o que fazer
Pro lado de cá

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ao Rio

Páscoa holocausta (recriação não)

Arrã
Sim
Então me diz
O que faço?
O mestre foi e é perdurado
Então me encosto num livro e me livro
Tipo um joguinho que se ganha
Conforme a regra
Minha fome eu mato a pedra
Espera ai meu cerébro gosta de cola
Vendem Coca
E não há o que em mim bote escola
Eu tenho uma coisa pra dar de presença
Esperança
Oh! meu deus uma pá de justos se foram
Dizem que até vosso filho
Mas o que eu quero eu quero
Olhe pra mim meu deus
Seja nosso
Na boa eu acho que vós não existis
Perdes-te-vos pro meu destino
Mas minha certeza me diz
Pra eu retornar a me amar
I!
Errei
Então meu rei
Me diz de novo como é que é
O homem de Nazaré
As pessoas andam por ae
A?
Questão é o que somos
Não o que sou
Onde estou?
Depois tento responder
Quem sou?
Vos pergunto até onde vai vosso amor
Olhais praqui
Sei
Que no holocausto não viestes
Mas o que sentis-tes?
Além de nossos ais que ouvistes
Não me abandonastes!
Aí véin estou falando com vós
A a nossa voz íntima rogo
Ouçais
Afirmo
Quero reafirmar
Quem achais que criastes?
Nós em vida própria
Mesmo que em mortes
Queremos mais
Não nos deixeis repetir os mesmos erros
Permitai-nos outros
Jah
Mais

Creio que seu seio é o meio por onde venho

Contam meus refúgios
Os próprios
Que em minhas insônias platônicas
Os sussurrantes relógios elogiavam minhas eloquências
Tanto que até hoje
Os relógios mesmo sem tic-tacs estão a vapor
Pra meu pavor os rivotris não dão conta
Sou macho e bicha
Conforme minha consciência

Gol
Gol

Insônias há deus
Na varanda minha vara anda
Nas mulheres venho e vou

Volto da comemoração
Um só coração
Uma flor no balcão

Meu bafo roça a tela do notebook
Note o livro em minha boca
O dedo digita o que me frita
Frito

Me livre dessas vidraças
Me leia
Largue outras desgraças

A fumaça do meu um é só pra nós dois

Seu focinho foi achado aqui no meu ninho
Esfrega tuas pregas em minhas entranhas
Tuas
Mas até aqui a ti tão estranhas

Não fuja de minha mão
Pinto em todas as unhas tuas duras rotinas
Que não a roem corroem

Todas as regras ainda existem
Mesmo após tantas loiras
Negras são tuas madeixas
Que pintas de louras

Minha língua ainda resvala na tua vala
Nada que te abala
Outra bala
Outra outra coisa coisa outra
Na retina tina o crepúsculo
Amanhece
E outra cara tua me aparece

Pousei em tua cama
Repousei sacana
Será que seu nome ainda é Ana
E o meu ainda é bacana
O cinzeiro lembra uma chaminé
Me chama né
De seu chimpanzé
Seu rosto me lembra meu Pai Zé
Mas ia um dia ser uma Maria
Caso fosse eu que te amaria
Suba em meu terraço
Que te mostro que a terra é de aço
O meu ta la embaixo
E alça vôos conosco
É sim sonhei ter um helicóptero
E o tenho
Pela rua fluo
Enfrento ventos
Mas seu rosto assim
Pra mim nojento
Eu não guento
Estou prolongando o texto né
Um pretexto pra não te comer
Você acha
Que eu prefiro escrever
A encaixar-me na tua racha?
Minha casa são todas as rachas
Digo
Casas
E casas têm duas asas
Uma eu
A outra está em seu peito batendo
Abana minha cabana
Abrasa minha ferida
Um bar
Um lar
Um Par
Chega de rimar
Dá me teu colostro

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Obrigado gurias (FMF)

A nossa primeira ventoinha de energia se localiza na região do cóccix (aquele ossinho da parte de baixo da coluna vertebral) e relaciona-se com a nossa energia física e vontade de viver. O chakra do cóccix é uma bomba de energia que sobe a nossa espinha. Esse fluxo vigoroso nos faz afirmar “estou aqui e agora”. É uma força real e geradora de energia até para os que nos rodeiam.
Mas quando este centro de energia é obstruído perdemos nossa vitalidade e podemos até aparentarmos estarmos doentes, falta força para a vida. Esta primeira ventoinha faz parte do centro da vontade.
Já a nossa segunda ventoinha de energia, tem a ver com o centro do sentimento e fica na região do púbis (ali onde ficavam os pentelhos, também chamados pelos pubianos, pois estão agora obviamente depilados ou bem aparados) e esse está relacionado com amor e o sexo. Estando aberto facilita o dar e receber prazer. Lembrando que para os orgasmos serem plenos e expandidos é preciso que todos os centros energéticos do corpo estejam abertos.
Atenção! Atenção!
Há tesão neste textículo que embora pareça ridículo acreditar nisto ou naquilo pense nisso.
Vou digitar um pouco mais...
Retornando ao centro da vontade encontramos a ventoinha do Sacro (osso triangular perto da bacia) que tem a ver com a quantidade de energia sexual. Se estiver aberto sentirá força sexual, do contrário não importa seu apetite ou sua potência, seu desempenho será decepcionante para o parceiro(a) e bem na boa, pra ti também.
Well.
Voltando ao orgasmo múltiplo e expandido, ele nos banha de energia vital. Nos nutre física, mental e espiritualmente.
Galera, numa transa os nossos centros energéticos acima relacionados são tocados e friccionados até a combustão. Aquele vai e vem faz dois virar um (isto quando não produz um terceiro nove meses depois). O sexo é uma energia cósmica que nos eleva ao patamar digno de ser respeitado, e buscado com a força e equilíbrio que só as mentes mais espiritualizadas e residentes em corpos puros podem alcançar e devem experimentar.
A união sexual é a continuação de nossa espécie não só pela multiplicação nossa, mas também por uma qualidade de vida equilibrada. Pois dar e receber amor e prazer, é uma missão sublime nos dada. Porém ela está enraizada em nossas entranhas. É quando experimentamos a unidade que só o amor mostra. Claro que o respeito coroa este sagrado ato.
Pronto digitei e não contei.
Obrigado gurias!
logo ligo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cara que a toa? Sou o Krakatoa

Em equilíbrio dou um soco no ar
Pareço o Pelé comemorando um gol
Hipocrisia refinada a minha ter aguentado até aqui
Esta história da carochinha
Descido que em meu peito só se aninha a ventania
A ventania da mudança
Uma renovação saudável
Respiro fundo e o jogo viro
Me digo
Não quero ser mendigo
Eu nessa idade ainda desempregado
Anarquistas graças a deus
A falsa segurança de um emprego de assalariado
Eu não sou desses troços
Viver em destroços
Para os que não se encorajam de sonhar
Eu sonho os meus e os seus
Sou contra qualquer modismo
A miséria trás o comodismo
Se quiser se acomoda e não mais seus patrões incomoda
Não busca nada mais do que dinheiro para pagar carnês
Vive uma rotina automatizante de uma intensidade letárgica
Trabalha no mesmo local
Comenta sobre o futebol
No caminho do lar para no bar para as mesmas merdas falar
Muda de vida ou vai a perder
Em casa TV
Alguma desgraça no jornal
Viu nega véia não somos nós naquela enchente
Outra traição na novela
Não temos nada a ver com ela
Vem cá mulher não me enche
Um sexo para aliviar a mão
É fim de mês o salário tráz a falsa segurança outra vez
Nas férias vamos pra qualquer lugar onde não vamos muito gastar
Beber
Fumar
Nos trair ao menos em pensamentos
Comer rangos gordurentos
Dançar sucessos gosmentos
Mascar refrões chicletes a contra gosto
Pura diversão barata pra depois suportar mais um ano sem barato
Mas o nosso dia vai chegar
Vou me aposentar
Na aposentadoria vivo a minha vida
Aposentado velho e adoentado
Aproveitar a vida com um sorriso desdentado
Pelos filhos destratados
Quando jovem tua força servia para carregar caixas
Agora velho e ignorante não serve mais pra nada
Repousa na cama enquanto lembra dos sonhos desperdiçados
E das oportunidades não aproveitadas
Não
Não
O ser humano só vive em evolução
O desafio e a promessa do que podemos ser é o legítimo viver
É preciso aprender a viver
Pois você pode não ficar maluco
Mas vai morrer antes mesmo de envelhecer
Desperto ao sonho do que quero
Me preparo para o disparo
Não vou viver como um ignorante
Como um ladrão
Que com uma arma na mão acha que vai conseguir sem trabalhar ter o que não tem
Vida de ladrão dá o maior trabalho
É uma merda viver fugindo ou pensando e usando merda
Ninguém gosta de ladrão (eu não quero ser alguém que ninguem gosta)
Renovo-me
Sou meus ovos de ouro
Sou um homem do interior
Do meu interior
Cuja a capital é o meu capital
Sou eu que atuo na minha vida
Por não mais aturar a antiga mesquinha
Tatuo a liberdade de lutar no meu peito cheio de vento
Dos inventos que tenho
Sei que muito já foi feito
Mas ainda tem a minha parte
E que será feito do meu jeito
Sou um humano livre
Não um monte de ossos sem reações alguma
Que somente segue a estrada por outros projetada
E esta estrada só leva ao túmulo dos números do esquecimento
Não
Eu sou a conseqüência de milhões de anos de evoluções
Estou em eterna erupção
Como o Sol
A Terra e a Vida
Sou um vulcão que jorra ouro
Metafísicamente ouro
Sacou?
Os Alquimistas estão chegando

terça-feira, 5 de abril de 2011

Devir




Eu não vou mais me roubar de mim
Chega de me enganar
Na minha consciência quero projetar algo que me esclareça
Não adianta mais fugir do enfrentamento com o meu próprio eu
Coloco-me em frente ao meu espelho
Lúcido reflito ao translúcido
Observo-me observando-me
Observado
Observador
ObCervantes
Paro e separo conflitos e acontecimentos
Reflito
Desalieno-me de exterioridades
O marco petrificado de meu status fica de estátua
Perseu percebeu
Sou mais eu
A competição agora é lúdica
Quero mostrar a mim mesmo que posso
Nem temer a morte
Nem temer a vida
Emancipei-me
A energia que sinto
Me retorna ao ovo áurico
Sou o que pinto
E não sei o que vou pintar amanhã
Desancio-me do amanhã
O hoje me basta
O sol sempre vai clarear o mar
Mergulho sem orgulho
Mas com a honra de como o sol levantar
E os caminhos por onde passo possa
Clarear

sábado, 2 de abril de 2011

Estile

Por ser o meu estilo cair
Eu vou voar
Àquela luz
Àquele luar

terça-feira, 29 de março de 2011

Só só e sem sexo





É sim
Não questiono-me de que vale o saber
Mesmo isso só me fazendo sofrer
E ninguém querendo saber
Assim
Do alto abismo do profundo eu
Sou eu que me atiro e avesso-me
Inútilmente
Aparentemente
Coloco-me em perigo
Claro que não para escrever estas linhas
Assim a vida em mim se definha
A minha
Conhecimento não só rima com sofrimento
Irmãos gêmeos são
Sensível estou a miséria humana
Sou parte da vida que me faço
Estou só falando de mim
Do pouco que imagino que sei
E do tanto que sinto que sofro por isso
Por outro lado é bom
Tipo assim
Parece que só eu percebo a beleza na vida incontida na poesia contada
Tenho contado o que sinto
Pareço um coitado
Por mim mesmo açoitado
Eu sou mesmo um louco
Eu trabalho tanto que sou chamado de vagabundo por todo mundo
Estou sentado na lua observando tudo
Não mudo
Que beleza singular a vida vulgar
Como voltar?
Recolho-me ao lado escuro da lua
Sento lá e vejo o espaço profundo aqui que há entre eu e esse mundo
Sento e sinto como um turista a dor de crescer por dentro - viajo
Estou só no lado escuro da rua
Sem ter como querer a a atravessar
Ofereço este singelo texto como pretexto pra ti amar
E outras coisas boas ou bobas que possam interpretar
Ou mesmo eu possa
Estou solto
Estou perdido
Mas não quero voltar
O que eu faço?
Meu HD está lotado
Ouço mais um gol
Vibro francamente fracamente
Ouço a música boa para a maioria
Nem um pelo meu se ouriça
Vejo o vídeo que bomba
Que bomba
Bom mesmo é sentir-me um Deus
Criando misteriosamente meus dias
O que no fundo serei depois de defunto
Juro que pago tudo
Mas não fico devendo à vida de cima dum muro
Eu tenho que colocar minha capa e voltar
Eu tenho que achar forças
O mundo não precisa
Eu preciso
Me moldo em retalhos
Sobrevoou as cabeças
Incendeio corações
Leitores estou ae
Como uma vela acendendo o mais que humano
O divino em nós
Ouço minhas lágrimas
É... meus amigos a revolução é a evolução íntima
O desafio de se encarar
Ler ou não ler
Decida que sim
Desça de si
Viaje na viagem de ser se
Fantasio-me de nós
E vamos juntos
Abraçarmos a vida
Vamos nos amar
Exercitar nossos corpos com o respeito e dignidade
Promovendo a paz e o amor
Estou aqui sentado no lado escuro de mim
Iluminando-me a reflexões
Vou colocar minha capa
Me capar
Isto é
Sobrepujar o prazer do sexo
E reproduzir-nos por dentro

"A riqueza de uma nação é a consciência de seu povo"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Em tratamento

Dou uma de bom
Apago os incêndios dos infernos de cada dia
Ái
Que vontade de me jogar num canto
E cantar toda a dor que sinto
Procuro olhar nos olhos das pessoas
Mas só as vejo em mim
Minhas roupas caem basta me olharem
Os finos ainda queimam
Os cinzeiros estão cheios
O copo transborda
Eu bem sei
A cama está vazia
É preciso acordar
E o que importa
Não se importar é moda
Seres humanos pouco se importando
Tudo é exportação
O guia que está pra nascer sou eu
É você
Estou escrevendo agora só pra nós
Sou o que sonho
O resto é morte
Seja o que sua imaginação bafeja
Seja um velho ou uma velha bicha
Diga aos outros que à vida não se mixa
Mexa-se
Meus sonhos em redemoinhos
Ao ralo?
Sim, ralo
No universo destes versos que tratam-me
Sou ainda o sonho medonho da gurizada medonha

Quando eu quiser morrer paro de sonhar
Volto ao sonho JÁ!

domingo, 27 de março de 2011

Caí em si por sacos e vaginas

Insisto em interferir no destino
Vejo em prévia o momento
Latas refletem em janelas
Vem ca me comer
Me fale do que falo
Sobre quem come quem
Todos podem e vão errar
Julgar já é errar
Digo isto pra não cometer este erro vulgar
Essa noite choveu em mim
Percebi que não molhou todos tanto assim
É sim
Igualdades são indiferenças
Meu membro está no meio de meus membros
Que pela ótica de minha cabeça estão abaixo
É justo os chamar de membros inferiores?
Sobre isso que me debruço
Se erro nisto ou nisso
Acerto naquilo
Assim não me mirro em rimas
Por mais que o fogo me creme
E o sol se derreta em minha boca
Estou a solta na busca
Do involtável caminho do alívio
Lívio voltar pra que?
Ninguém vai acreditar
Pulsar
Expulsar
A vida se a vive como ela está
Mesmo por não gostar
Em meus olhos o nunca e o sempre talvez se encontrem
Nada mais que tudo isso
Me declaro menos
Que santo
Que sábio
Que seio
"Em sacos voltamos as vaginas"
Sou uma surpresa suspensa em minha cabeça
Essa presa ao universo

sexta-feira, 25 de março de 2011

Rede Fina o Mar

Chupo o drop’s
Arregala os olhos
Vai arregar?
Corro
Corro em direção a soma
Gentes em rochas fazem a estrada
Deixo o que quero rolar
Não me robotiza o sentir nem o pensar
Espero sol
O sou também
Em casa de ferreiro sou o braseiro
Brasil
Brasileiro
Ao útero da placenta do planeta
O mar diz em seu seio
Diz não sei o que
O importante naquele momento é saber que o mar diz algo
Me salgo
Salvo minha sereia desde a saída
Da primeira gota ao mar que estou a ver
Solto as alavancas
Fraquejo
Chupo um drop’s
O drop’s que se fez
Dou um 360 em tudo
Solitário 365
Disque da ilha e da estrela que és
180 e tanto do quanto podemos somos
A outra metade cabe a rede
Redefino network

Um pum se sente, não se escuta. Da série "Não sei quem foi"

Meus tímpanos vibram
Dumbo me sinto te ouvindo
O delay é o filtro do sal
Ontem me comovi ao vê-la da janela com um pão
É
Eu moro perto da padaria
Dirijo meu olhar todos os dias as cinco
Sim eu te observo buscando pão
Eu sei a marca da sua margarina
Amarga vida divina
Meu quarto donde te avisto é uma pista
E só aviões pousam aqui
Meu radar estava a rodar
Acabei ao te achar
E jorrando ao prospectar gozo
Cansei
Quem sou?
Cada vez que me ouço remoço
O filtro é o sal
Esse mesmo mar
Toco em meu toco
O entoco em tua toca
Abro a janela a violência
A praga dos dias faz sumir as pessoas
Ando devagar em olhar
Polegar estou
De fato não é tão grande
O a mais satisfaz
Vou aterrisar
Está nublado
Cheiro de gente do lado
O eldorado estraga a realidade
Vivo o fato no fato
Não solto flato ao teu lado
Minha intimidade preservo pelo tesão manter
E a rotina não nos matar

Caçadores de vomitos em busca do Ser que Somos

A luz que carrego está mais aparente em meus olhos Desde criança sinto que sou eu que sou O ar puro abastece minha mente pura A luz estuda o que sou Eu sou o defensor O herói Eu vou Eu sou Vejo em mim a verdadeira relação que há entre criador e criação Olha eu só quero tudo o que posso Mudo tanto que tenho que falar Sou um homem livre Sou meu herói Errei e errarei Mas sou eu meu rei Sou o único que posso colher o que planto Calma karma Riram e riem de mim por eu ser assim Mas eu não vou desistir não Sei que esses pensamentos aqui anotados são o que sou Escrevo o que em minha boca está se descrevendo A vida que você quer eu quero também Cada momento vivo eternamente Vomito tudo o que sinto que sinto Careta eu? Rá Penso ser sim eu o tudo o que posso Descubro um novo eu em mim sim Bato em minha cara com minha vara Sara Cura Saudo minha saúde Senta que a história vai continuar Vomito tudo Quero ver o que me forma ou me deforma Eu sou o que sinto Olha as horas vá embora a grana te chama Eu sou livre Eu sou a liberdade em plena forma A idade bate em minha face e diz Vá ser feliz como sempre fez Não se prenda a nada Vá d'uma vez Dói uma dor que corrói Corro sem carro Curto tiro sarro só no som de carro Pego a luz de meus faróis e aponto para a ponte Aquela que liga o que sou ao que não sou E assim sou a velocidade do pensamento Cara mais louco é o que pensa ser certo neste mundo torto Eu sou Eu não sou Urro Burro carrego minha carcaça Meu corpo lindo sem trapaça nem carapaça Sei que ser humano só tem uma raça A vida me dou de graça Sigo sendo taxado de... passa Sou E quem não É Vai descobrir que É nem que seja no último suspiro Por isso vomito tudo o que sinto A busca

Lobo e lebre de si (Sou)

Minha roupa roça minha pele
Toco-me
Peço-me
Neste instante estou aqui
Guardado entre letras juntas
E o frio lá fora
O tempo não tem nada haver
O lobo uiva e me anima
Eu o sou de mim
Eu não consigo parar de te amar uivo
E por mais que você pense ser você
Eu sinto
Forço o sentido da vida
Fuço a ferida
Urro a rua
Eu não consigo parar de amar
Por mais piegas ou auto-comiserante
Eu estou aqui dentre tantas palavras
Pra falar
Que eu não consigo não contar contigo
Lobo e lebre
Que mais que eu sou?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tri triste

Hoje não tenho mais como esconder minhas lágrimas
Olhe em meus olhos o brilho
Não
Não há mais
Nada mais me diz
Mas
Cerro o punho e bato em meu peito
De frente para o espelho
Pra trás olho
Tanta gente e situações que só existem em mim
Estou me dizendo
Por mais que eu aja e nada mais haja estou aqui
O espelho está partindo a cada momento que estou refletindo
E outro tanto viajando
Me dou a mão
Alcanço minha face triste
Minha voz insiste
Abro a janela
Sou cada momento que passou
Nada mais
O quintal
O varal
Eu depois de tudo o mal
Meus amigos estão bem
Bem aqui
Meus heróis morreram
Sobrou eu sobre os escombros
Estou triste
Em mim enfim

quarta-feira, 23 de março de 2011

País do Sol Renascente

Por mais que eu seja homem
A natureza vem
Os japoneses vestem todas as suas japonas
E eu estou certo haja pão ou não
Aí vem uma vontade de fumar um ou não
De tomar todas sim
Quero ser vejam ou não
E por mais que brilhe o sol
Eu sou mais eu
Tente ser mais como eu
Eu amo estar assim como estou
É tudo tão lindo
Eu amo vocês iguais sim a mim

terça-feira, 22 de março de 2011

I love world and word

De tanto acreditar em minhas raízes semente sou
O tempo volta a cada momento que digo
Que sigo meu sorriso
Estou forte
Sorte!?...
É meu níver
Devoro meus ovos com arroz
Me digiro
Me dirijo
Estou contra as regras do word
E do mundo todo
Tenho que ter a força a força
Me roça a corda no pescoço
O sonho se desfaz em realidades pesadelas
Nada mais sou do que a intenção natural
Sou uma semente que tem em mente os frutos a dar
Evoluo
Minha mente diz sinceramente não aguento mais
Mas eu a questiono a me responder
?Se caso meus excessos não satisfizeram
É claro que eu fiz tudo o que quis
Mas ainda há mais
Que esse meu sapato 44 caiba em cada passada
Eu amo equilibradamente a vida e a morte
Bambo por ae
Faça o que quiser
Porque estou a isso fazer
Não importa a vida é curta de qualquer forma
Curta

domingo, 20 de março de 2011

Sem título




Eu tenho que ser bom
A noite
A multidão
O amor
Sinto você bem aqui
Batendo em mim
É que...
Eu aceito você
Minha companhia é você
Escute esse som do meu peito
É nesse batuque
É nessas ondas
Quero que você resista
Pois não há nada nem ninguém como você
Eu aprendi a chorar contigo
Lindo
Minhas emoções em monções
Por mais que eu não sabia
Hoje está bem claro
É verdade
Não há maior companhia que você
Não há como esconder
Na multidão eu lhe achei
Você tem que ser bom a cidade me diz

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como o Japão humanizo-me e ergo-me refeito (METAMORFÓSI)

Ok
Mandei mal
Mas nada que eu não possa recuperar
Caem umas moedas do meu bolso
Mina sou
Andei errado
Até estúpido fui
Mas o certo a frente de meu nariz diz
Que por mais errado que tenho andado
Eu tenho todas as chances de as vezes me sentir feliz
A força de modificar o rumo e mostra o prumo
Decido tomar um banho de sol no parque
Massageio meu corpo todo
Acho nódulos
Os desfaço
Refaço-me
No parque quase sem roupas não estou nu
Estou me amando
Sinto o que pensam os que por mim passam
Machos passam me olham atravessados
As mulheres gostariam de ter o meu peito
Reflito sem julgamentos
Muitas pessoas cuidam mais de seus carros que de seus corpos
Mas eu sou assim
Só mais um humano tentando
E não é só por mim
Tenho uma multidão
Torcendo por mim em meu coração
Esse músculo com M maiúsculo
Que me torna algo tanto
Pois não sou um molusco me arrastando
Estou em ti me nos amando

terça-feira, 8 de março de 2011

Silênciou

Nosso amor é tão profundo que um dia emergirá
Por mais confusa que a vida pareça
Estou aqui
Escravo e livre
Ando até a proa do nosso Titanic
A última vez que te vi me disse
Estou aqui
Meu segredo conto sempre
O sorriso a sete chaves guardei
Esta noite te senti aqui
Eu tenho que te encontrar
Por mais perdido que eu esteja
Eu acredito no que está escrito
Por mais longe que do amor tenho acertado
Venho me tocando
Ouvindo meu silêncio
No fim eu sou seu
Me faço de herói
Pois cada dia eu me salvo
Eu me salgo
As pessoas me olham
Mas não veem
Eu ando tão só
Esse silêncio
Meu sentimento sentindo tudo
Especialmente o eco de tua falta
Eu me engano
Me esgano
Passa uma pessoa
E ela?...
Mas e o silêncio

segunda-feira, 7 de março de 2011

Amor Antes - O Canto Encantado

Esse vício de sentar nesse canto encantado Sou
Sou mais um
Eu tenho que voar
A minha voz está na brisa
A minha alegria ofende as pessoas e a mim mesmo
Eu sou assim
Mas não há o que não tem em mim
Meu bem aceite o sol
É você em mim
Nós em nós
As estrelas companheiras me falam
Eu tenho uma voz que não cala
Esse frio que vem do sul não sou
O fim que vem do não
Não sou
O ar entra em minhas ventas e decora minha mente cor-de-rosa
Na saída torna minha garganta flauta doce
Somem outros sons
Escute esse sibilar ouvido humano
É o encanto das sereias em canto
Em cada sílaba, sons e luzes
Imagino
Junto a melodia minha na sua
Olha o som vindo do sol
Uma sinfonia de sons e luzes
O que encontro em mim no sol
Transpuni-me da luz sua viagem
Me desmaneia as moléculas
-Meus livres, organizados e amados sentimentos e pensamentos
A tua maneira me leia
Para que possamos fugir desse meio nesse instante
Aonde nos encontramos na energia criadora
Pra lá nesse canto do início nos explorarmos
E eu não vim até aqui pra bater em sua porta
Temos as chaves pra nos soltar
E nos soldar amando
Sentir daqui a eternidade é...
Diz
Se decida ou não
Bem amo tudo isso

Destino íntimo

As vezes penso em desistir
Todas as minhas vozes uníssonas dizem:
Ainda da
Passo rente a ti
Desistir do que?
De viver
Brindo a alvorada
Desenho em mim tu
Brinco com meus brinquedos pensando em ti
Me pego soltando um
Faço um brinde a vida
Eu sou bom
E bem moderno
Perdão te perdi
Grito às noites até amanhecer
Por esse lado da rua ainda ando
Por mim ainda da pra viver a vida juntos
É pra valer
Estou me dirigindo pra ti mesma
Na janela do quarto estou inteiro
Como um milagre espie em si
Estou ainda ae
O céu se fechou pra provar o que sou
E não sou nada do que pensamos
Imagine um príncipe
Que acontecerei

terça-feira, 1 de março de 2011

H2Ósi

Água
Eu quero beber
Ái
Eu não vivo sem ti
Água rara
Minha desculpa não é o lúpulo
Água é por ti que não pulo
Mãe terra tua água me sacia
Tipo águia me guia
Sou um sedento caminhoneiro
Me guia
Sou uma criança
Não sou mais
Porque nada mais me convence
Tomo a liberdade como um copo d’água
Diluem-se meus humores
Líquidos secretos excretos
Água lave
Me torne leve em seu empuxo
Doutora de doenças sãs
Minha psiquê sente em H2O
Me puxo Óh!
Eu sou uma multidão
Fabrico em mim meu um milhão de amigos que quero ter
Miro de dez a cem com ou sem
Acerto a nota certa que toca toda a música da vida
O norte
A morte
O sul
Os sulcos de minha face
O monstro que é a velhice
A sorte dos fortes
O solo do profundo Eu Sou sou
Chuva na curva
A nau na onda
Onde me escondo tem mais eu do que eu possa ser
Abro a porteira
E repito todos os meus erros até acertar
Prismo sob minhas lágrimas
Bebo-as
Sacio meu cio eu mesmo
Renasço
Laço cada alazão
Pegasos
Eu sou assim e assado
Brilho no meu molhado
E sempre tem mais
Mas
Mais um gole para encher meu fole
É a água pura que me cura de uma futura loucura
Ao chão de braços abertos estou pedindo chuva
Como me conter e não contar
Eu sou essa peça
Nessa engrenagem

Pra eu

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Acredito que não há nada mais do que a eternidade ou Tudo por aqui vira porcaria

Minhas visões estico
E o mundo tinge-me
E a manhã hoje aconteceu
E... sou um sopro na flauta
Um flato do alimento
Um eructo erecto
Um pum ou um arroto nos vermes
Um excremento de quem de mim se alimenta
Moscas orbitam invés de planetas e estrelas
Revelo o futuro que vi
Vivo o agora sempre passando
O escuro túmulo em que reza
Não há nada ali
Vá noite
Vá dia
Filho
Sofria enquanto te paria
Porcaria
Tudo por aqui vira porcaria
Olhe pra cima
Acima da chuva

Rio

Meus pés em dedos a palmilhar
E assim sigo em glória
Feliz de novo estou
Lato aos cães
Canto aos céus
Minha casa...
Tanto faz
Sigo
Danço e
Canto
Estou feliz de novo
A chuva que caia
Mentira
Tristeza sara
Claro que estou vivo na terra
Estou ainda na linha
O cartão não acabou
É que é tarde só aqui
Sorrio e sigo o que acredito
E


"acredito no que vou escrever no próximo post
se bem que fica ao contrário
este vem depois"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A MTV está inassistível

rerre Rei

Eu estava numa neura só
Olhei para as estrelas
Ela estava lá
Eu estava num tédio só
Sim eu me puxei
Meus neurônios vestidos na mais pura seda
Eu bem sei
Estava numa que só eu podia estar
Nas estrelas escrevi daqui
Eu sou muito louco
O mundo é muito louco
Todo mundo é muito eu sou pouco
É só um cisco esse vermelho nesses meus olhos
Eu quero clarear minhas ideias
Eu faço uma volta no papel
Passo a língua em ti
Vem pra cá
Pra que pecar
Nunca nem jamais diga algo que vá
Não vá
Nem venha
Eu estou nessa neura

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vai toma banho




O dia está cinza
Parece triste
Mas sei que o sol sempre está
Abro as janelas de minha alma
Grito um “Good morning day universal”
Perplexos voam os pássaros
O dia está triste para os que se recusam a abrir os olhos
Abro-os
O sol canta com sua luz em meu plexo
E tira de toda a ferida o pus
A noite foi longa
Estou viajando ainda
Vou tomar um banho
Preparar-me para o “Good day”
A tristeza sai com água
A tristeza inexiste ao coração que insiste em ter razão
Sustento meu peito batendo
Sou livre me sinto como quiser
E dae qual é?
Pensem que este blog é um diário
Pensem o que quiserem
Sejam livres o que de fato duvido
Anoto um pouquinho do meu estranho comportamento
Ofereço resistência ao meu destino
Está na cara
Na minha cara
A minha vida é a minha cara
To lavando ela agora
E logo a levando pra passear
Lá lá lá
Olá!

Participei desse clipe



Como mulher

Tava na tiriça



Eu sou um cara que nunca sabe as horas, por isso às vezes chego na hora. Foi pensando nisso que olhei para o termômetro na rua. Aquele vai e vem. Temperatura. Hora. Temperatura. Hora. E os meus cabelos ficando branco. A hora vinha e ia. A temperatura aparecia e desaparecia. A rua estava cheia de sons e cores infantis. Como sou uma criança por dentro via tudo assim. Nunca fui uma criança. Eu sempre sou várias crianças. Não sou criança por opção não. Sou criança porque não consigo ser outra coisa. É sério! Mas é bom.
Na minha inocência infantil às vezes penso que sou um super-herói. Um super tipo... – lá vem eu – Um super que me salva sempre que estou em perigo. Um dos meus muitos poderes especiais é passar a mão em minhas partes imaginando outras.

Meu placebo se cura

Sem sono me atiro
Atiro-me sobre mim
Tudo me soca
Meu rosto
Minhas mãos
Meu corpo doído
Será a vida
O que faço?
Esse revival
Estão todos aqui dentro
E mesmo o medo
Será a insônia a somatização que sinto
Há um anônimo em mim
O sinônimo de mim
Vasculho em desespero meu rosto seco
O vale da ilusão
Tomo mais um gole do chá
Essa sensação de perigo constante
Sinto que sou uma cobaia
Está tudo escrito
Descrevo isto
Por isso em meus textos levanto
Com a alma bipolarizada levanto
Civilizado ouço meus instintos
Pajé curando
O rito digito
Grito pra dentro
Acordo do lamento
Estou gastando minha crise
Fazem 5 minutos que estou aqui
Está passando
A sensação abrupta da morte que busco some
Inclino-me na poltrona em frente ao PC
Esse meu texto como um comprimido me salvou
O vale da ilusão está em monção
Amigos
Amigas
Procurem em si
Acho que me perdi por ae
Banhado em suor
Vou achar um fim para esse
Só para esse placebo
Mas quem me dera ouvir da bo"ca dela"
Sou sua
Preciso aqui dentro do teu hálito de rua

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A dor ensina a vencer

Olho para mim, por todos que sou, e percebo que precisamos aceitar que erramos tentando acertar, pois não existe alguém que faça algo com a intenção de errar, ou alguém que decida só sofrer na vida. É amoroso e inteligente rir de si mesmo e aceitar-se com respeito e compaixão. Ter ternura a si. Dar-se apoio. Perdoar-se. Ser gentil consigo. Estamos todos aprendendo, isto é, tentando ser feliz. Nesta busca da felicidade é muito importante fazer nossas atividades com alegria. Costumo dizer que sou adepto do C. A. (Comportamento Adotado), que é a adoção de um comportamento, por vezes exageradamente bem humorado, que aniquile toda e qualquer decepção destruidora.
Erro e erro feio. Atiro-me no chão de minha solidão. Exagero até achar o fundo, a razão, e de lá volto com toda a minha força emotiva, psicológica, física e espiritual.
Apoio e ternura para com nós mesmos e a a experiência que estamos vivendo. Volto a lembrar que ninguém erra de propósito. Não existe uma pessoa consciente, que vise viver a sua vida em sofrimento. Ninguém se levanta e diz:. "Hoje eu vou fazer tudo errado". O que acontece é que estamos imersos em um processo de aprendizagem.Neste processo é normal cometermos erros, pois só assim podemos aprender, crescer e evoluir.
O amor é fundamental, pois a primeira pessoa que amo sou eu mesmo. Não. Não pensem que sou egoísta. O egoísta quer tudo ou quase tudo para si e não faz nada pelos outros, ou o que faz é para sentir-se vangloriado.
Eu me amo e me compreendo. Tenho um compromisso comigo mesmo: tirar o meu melhor sem me maltratar. Caso eu não consiga o meu melhor, devo anotar cada experiência e a aperfeiçoar na próxima tentativa.
Estou me sentindo melhor.
Se errei e se chorei, o importante é que lições aprendi.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O vale da ilusão ou Face time





Quero depositar em mim confiança o bastante
Eu vou me perdoar
É certo que vou errar
Quem sabe de tudo não sabe perdoar
Nem disso sei
Não tenho sempre a mesma opinião
Por que não sou um
Sou todo e tudo o que posso no momento em que preciso
Cada situação exige uma interpretação e atuação
E a tua ação para com o amigo que sou?
Preciso de mim e de ti
Precisamos de nós
Uma lágrima está se formando
A represo
Energizo
Usino
Suavizo
Um sino anunciando a hora que é agora
Um segundo longo como o primeiro
O nosso primeiro e eterno beijo
Pensamentos e sentimentos se misturando
A vida passando
A paixão incendeia
Acende
Reacende a fornalha
Me domino
Me calo ou falo
Digo digito
Não me surpreendo
Encaro a hora que passa e me leva ao agora
O agora que ainda sinto
Cupida hora essa
O ponteiro como um morteiro
O dígito inteiro
Tudo me dizendo que estou me mentindo
Deixo escorregar por mim o silêncio
Transpuno o pano da memória
Conto-me todos os dias a mesma história
A falta que você me faz
Me aproprio dela
Da falta
Essa dor sei decór
Redecoro feito arquiteto do universo
Desfaço as horas
Retrocedo a linha
Destricoto o momento
Poesia?
Essa palavra que me lavra em questões
Planto em mente
Firme
Filme
Estamos juntos em mim
Que seja eternamente
Se desrepresa
Desce a água pelo vale da ilusão
Minha face

Big question

Agradeço a Deus pela luz
Agradeço a Virgem Maria e a Eva pelo companheirismo e compreensão
Agradeço a Jesus, Sidarta, Gandhi e Malcom pelo exemplo
Agradeço ao Espírito Santo e a alma pelo entendimento proporcionado
Agradeço aos santos pela religação que são
Agradeço aos sábios pela tentativa de explicação
Agradeço aos livros por livrar
Agradeço a arte por atar ou desatar
Agradeço aos alimentos por curar
Agradeço ao fogo por purificar
Agradeço a água por dessedentar
Agradeço ao ar por me fazer imaginar
Agradeço a terra que me teve, tem e terá
Agradeço a tudo por todos
Agradeço a todos por tudo
Agradeço ao amor pelo que sou
Agradeço a ti por mim e a mim por ti
Não agradeço por nós sem ti
The big question
Que tal agradecermos juntos?
Agradecemo-nos

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Megera

Megera
Libera
Escrava da racha
Encaixa
Na esquina balança bolsinha
É rara
Barata
Tua cara já era
Tudo o que sente passa pra teus OB’s GG’s
Estou livre da prisão de seus lábios grandes e pequenos
O que me diz já não acredito mais
Não precisa se despedir
Vá arraia
Fecho a bragueta
As cortinas de mim se abrem
Uivo como um lobo

Sinta n'outra carne a sua
Larga
A vida nos espera e separa
O sexo que o amor quer é mais
Mesmo com a mão estou em paz
Com seus dedos descubra seus segredos
Traduza a si
O que quis de mi

Chalé do amor

Os anos passaram tanto que me amarrotaram
As marcas ardidas e urdidas no fundo abriram o caminho
Esqueço o passado
À Deus amigo
Entrego-me ao amor
Esses textos são os meus crimes
Anotados numa bela e pura intenção de inocentar-me
A minha vida me torturou
Pra eu aprender o pouco que eu sei
Piso fundo
Fico leve
Sou franco a essa tela branca
Como já disse outro
Branca de medo
Sigo aos trancos em busca da perfeição
Estou preso em ambos os lados das grades
Prisioneiro do destino traçado se traçando
Centurião de mim mesmo
O enigma decifrando
Sem a máscara do conformismo
Sigo omisso ao momento por agora
Implodo qualquer certeza que eu possa ter
Duvido do vidro
Vivo em mim o mundo novo
Acordo as madrugadas
Digito tudo o que sinto
Seria um crime tudo passar sem meu notar anotar
Sim dói
Mas não
Nada me corrói mais
Calejado sigo com meu cajado
O ermita
O eremita
O ermitão do coração
O núcleo de minha mais intensa questão
É o que me gera essa profusão
Leve noção de sentir amor por essa multidão
Eu sou...
Apaixonado
Eternamente apaixonado por todos
?Piegas?
Que seja

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Somos diferentes ou indiferentes?

O mundo seria diferente se você não existisse?
Cada lugar onde você esteve e cada pessoa com
quem você já falou seriam diferentes sem você?
Alguma situação mudou ou poderia mudar com sua intevenção?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Que?

Sei que pouco sei
Quanto a ti, sei que nada sei

Saideira

Contrario ao contrário
Mas de tanto procurar perdi
O certo tempo é um
Sou muito mais
Gosto de estar assim

Aquela vitrine que quebrei sou

Sem mistério é o meu lema
Não tema que temo
Isso eu vou procurar
Mais uma
Mais duas pra completar

Confia em mim, pois sou ao Ser-me assim

Por mim passam o giz
Nas ruas grito o que ninguém diz
Eu sofro só pelo que fiz
Grito sem rito
Pela luz enxergo que não sou feliz
Por que ser?
As nuvens seco
Sou louco por um local certo
Eu sou um traste
Ou coisa outra que não amas-te
Vou me declarar
Foi pensando em ser que sou o que sou
Sim eu sou um exército
Um alívio
Algo tipo que me livre do compromisso de ser livre
Se é livre o ?arbítrio
Não me incomodo
Sigo o que persigo
Leio na papelada tudo
Mesmo as letras miúdas
Me muda o canal
Ve se tem Kung-Fu ae ou
Troca esse meu sorriso suspeito por outro
Ve nesse meu peito pela TV você
Sou como me ve
Vós mecê
Mesmo tendo aumentado tanto
Não sou mais nada do que tento
Pois sei já que nunca consigo ser mais que isso
Mistura mais cores
Embadéro que amo

Ao ver as cores de suas intenções
Gasto tudo o que gosto
Degluto
Bruto
Declaro que sim que Sou ao Ser-me

leia outra

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Elo-cubra-ações em canções (viyoga*)

Pra descobrir quem sou
Descarto o que não sou
Assim primeiro descubro que meu ego eu não sou
Eu não sou a razão disso tudo
Eu não sou nem minha intuição
Criança eu não sou mais
Nem minhas lembranças sou
Não sou o que sei
Nem o que ouço ou vejo
Muito menos sou tudo o que sinto
Nem galinho nem ovo nem pinto
Meu corpo no meu templo estou
Mas ele não sou
Fogo
Ar
Água
Nem a Terra sou (desculpe Mãe)
Tenho consciência disso tudo
O que eu sou?
Essa questão passa leve como uma brisa
Aspiro
Sou o que aspiro
Busco é minha consciência
Aqui vim
Aqui estou
A que vim?
Quem sou?
O que sou?
Não é para mim uma questão a saber
A solução é me Ser
Viver
Vim ver
O Sol está a iluminar
Seu som me toca
Vamos dançar
Estou a cantar

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

I'me love-te

Uma igreja é uma nave
Eu um chão
Ponho-me a navegar
Vejo a luz que vem de trás das portas
Bato enquanto calmamente espero
A porta abro
Com licença
Por favor não se vá
Deixe seus guardiões me conhecer
Quero te conhecer
Estou te amando
De alma desarmada
Não quero interromper nada
Minhas palavras estão travestidas de sentimentos
Tudo o que sinto está a me inflar
O batuque de meu coração
Faz-me pegar em tua mão
Flutuo no verbo
Sinto em mim a paz
É verdade
Veja em meu olhar o dedo anelar
Esperando a aliança
Estou pronto a AMAR

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Me dei. Me dei. Câmbio te amo tanto

Calma o mundo não vai acabar
Nada nosso amor vai apagar
Desde criança te procuro
Desde toda minha geração ao futuro
Eu ando mudando tanto
Quero ir o mais longe
Só para ter que voltar
Ser meu herói
O que de fato de nós todos somos
Estou andando pela selva atrás dela
Via olhar pelo coração entrar
O GPS do grelo dela tenho
Cont....

Parti meu amor e me reparti pra ti

Esta minha vida me surpreende
Inda onte estava sem saída
Já hoje
Rio com minha voz
A minha vida é mesmo um rio
Eu sou livre
Mas acompanho o traçado já feito
Eu digito que
A minha vida quase se foi ontem
Aquela deprê quer
Mas não vai me derrubar
A minha vida é livre
Desprendo-me do que dependo
Mesmo ficando louco
Eu
Não aceito tudo como está
Caia chuva
Lave essa minha cara dura
Eu mesmo é
Eu mesmo sou
Todo
Tudo
Pra todos reparto o que tenho
Especialmente esse momento dedico a ti
Que está ae
Olhe bem pra tela
Quero eu preciso tê-la
Brota em minha pele o suór
O medinho que todos temos do amor
Mas não dá nada
Minha cabeleira verde
Uma árvore sou
Balançando ao vento
Seguindo as melodias dos tempos
Nesse teclado meu piano teclando
Longe vá palavra
Em verbo plante a melodia
A música que nos une
Está ae
Está aqui
Livre somos
Mas mesmo assim
Estamos ao lado um dos outros
À vida minha diva
Diga
Façamos as cores prismarem nessa água
Íris
Olha só o que eu achei
Arco-íris
"Sempre chove
Mas sempre para"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu sou uma selvagem e misteriosa estrela

Ela uma lady
Eu gritava os mistérios da vida
Ela me olhou e disse chiquemente
Só você me faz ser e sentir mais
Um sonho de uma virgem me tornei
Dedilhava a viola na floresta encantada
Uns passos na mata
Era você linda
Passei para o presente o sonho de ser presidente
Eu senti que ela era você
Uma coisa na minha espinha
Uma coisa de adolescente
Eca esse vulcão
Vou explodir
Foi refletindo no brilho de uma espinha que fui bem
Tipo um cabrito subo o monte
Apesar de tanta dificuldade
Eu quero como você chegar em algum legar lugal
Onde eu possa te ligar
Te sentir
Curar a canseira da loucura
Da procura
Subir num vulcão
Lá gritar
Cantar sons que transpunam
A água
O ar
O chão
Até a luz dobrar
Pra emitir que:

"Eu sou uma selvagem e misteriosa estrela"

"Vago pelos céus dos apaixonados que sou"

Coloco no colo minha pena
"Escrevo espada da mente que não mente"
Desço ao coração em convite íntimo
Aqueço-me correndo em lombas
Eu não quero
Mas vou soltar as atrelas
Plêiade
Contenho a euforia
Mesmo em alforria estou em mim
Represo lágrimas
Nunca nem sempre não existem
Não desisto
Eu digo como ja disse
Sou meu bem e estou aqui pra você nosso bem
E tem mais
Mas o mistério tem que continuar
Pra infinitamente entre estrelas amar

Crosta a crosta ou O espaço que cabe para as coisas serem eternas é pouco

Eu me olho do universo
O único verso que sei escrever
Eu olho
E reolho inverso
Ontem eu sei me esqueci
A poeira da estrada encobre
E torna um monumento cada momento
Aquele findissa
Falo bem do tempo que éramos só amigos
Eu dizia que estava sozinho
Me atirando da ponte que somos
Feito peixe
Rio
Pausa para o que é injusto
Eu não explico mais
Mas não vá negar que não sabe
Ou que imagina
Que pode ser o que cada agora exige
A sabedoria é do saber o que se pode fazer
O espaço que cabe para as coisas serem eternas é pouco
Constatar e contar em poucas lágrimas que o sal do mar
É feito nós
Fossa abismal
Abissal magma
Jorra o sol
Sou assim

Quem tem, ceda

Até a exaustão
Mais um
Alo
Por favor
Mais uma vez
Não para
Mais um
Pra quem disse que não me tolerava
Sua face está faceira
A luz mostra tua parte certa
Digo ao sol só mais um take
Não esse dia não vai passar
Vou laçar o sol
Mais um seu seu
Pra mim mim

Atenção! Atenção! Todos os carros...(1)

As ruas estão vazias
O bares
As pessoas
Todos
Fecharam
Sigo pela rua
Acompanho pela sargeta
Naquela água nojenta
Um barquinho de papel
EU soldadinho de chumbo
Voando feito um jumbo
Na boca ainda o resto dos teus beijinhos
Desisto dos barcos de papel
Passeio pela rua deserta
A pouca luz ilumina o pouco que vejo
Sento na boléia
Não dirijo
Digiro

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Por enquanto só o agora ofereço



Cheio como a lua cheia
Falsamente digo ao meu olhar
Que não sinto muito te amar
E que aquela esquina não lembra nada
O rosa das quebradas
O céu mesmo ainda azul não sabe
Por que eu e você
Nascemos pra viver sem chorar
Eu só vim aqui pra te dizer
Que por mais parível que em mim cresça estou aqui
E você ae
E dae pra que lado que eu vou?
Onde está você?
Eu sei que vou saber
Não estou chorando
É só uma poeira no meu ver
Que com a água embarra e dispara a lágrima
Lubrificando o momento
Iniciando o reiniciar
Pois a busca do paraíso continua
Congela-se o agora na intensidade do sentimento
Se tornar puro melhora o olhar
Tanto que aprende fabricar o ver que quer ver
Na tarde cinza o amor vai chegar
Sim meu samba soube sambar
Desclassificou-me para que aprendesse
Continuo nu
Mas com pelos raspados
Como se disse
Civilizados
Esse vagido trago desde o primeiro olhar de minha mãe para meu pai
Então mesmo assim
Se você me perguntar
Por que esse texto tem que continuar
Por que será?
Me associo ao indagar
O chão a céu aberto está
O aterro sou eu decerto
É?
Meu lindo e puro coração esperto pensa
Não sou santo nem sábio sei-o
Mas sou eu quem vai me salvar
Me atiro no mar de lágrimas
No more tears
Mergulho meu orgulho
Reflito de sal o sol
Meto minha liberdade na encruzilhada
Eu tenho que ser
Eu sou
Eu sou
Eu sou
A culpa de tudo isto
Sei que não sou bobo nem cristo
A sala minha sela
A cavalo mundo redondo
As pazes fazendo o buraco
Que no fundo dá do outro lado
Encurta em linha reta
Sobe de cima pra baixo trepa
That's all folks now

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nu de olhar

Espere um pouco estou recebendo uma mensagem

-O que você faz só você faz
Eu estou aqui
Não em sua mente
Tomando champanhe
Acompanhe-me
Capte
Olhe as horas passando em seu pulso
Pulse
Expulse a vida a a vida
Existe o mal e o bem
Existe tudo o que tem
Sua roupa está suja
Suas mãos suam
?Qual lado da grama está mais verde
Passe a bola
Não prense tanto
Escapa pelos dedos a digital
Digite sua marca
Seja eu quem eu for
Seja você inteiro a seu dispor
Tudo o que há está ae dentro de ti
Então a aventura começa
A partir do vagido
Da vagina
Mas não somos só isso
Bote sua roupa e vá
Com sua personalidade o mundo enfeitar
Nu de olhar

Sol Peito




Eu sou tudo o que posso querer
Da planta a raiz e a folha
Essa semente que sou me leva a buscar o eterno regar
Eu gosto disso
E de ti
Assobio alegremente pelos dias
Eu não quero saber de bronca
Sou uma criança brincando no céu azul
Entre nuvens brancas me imaginando
Falo suave para chuva
Me regue
Deslizo pelas ruas
Meu luxo são meus pés
É que tanto é muito todos sabem
Sou livre
A força desamarra a forca
Eu não quero mais ser tratado como criança
Acredite eu sou responsável pela força de minhas passadas
Estou na estrada para não ter que parar
Sem chegada
Um balão no céu
Sem carimbos de idas e vindas
Vidas na busca do sol nascente
Leve
Boas vibrações me levem
Suba
Mas saiba que aonde vamos ninguém vai
Vamos ao mundo novo que é cada amanhecer
Se tudo já parece feito
Não foi do seu jeito
Passe a esponja no passado
Base limpa
Nasce o sol no peito
Que desnudo desnuda tudo

Curioso ein

http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:Vc0LT8I755oJ:www.eps-arangues.rcts.pt/centro_recursos/activ_05_06/cor/proverbios.pdf+dicion%C3%A1rio+brasileiro+de+prov%C3%A9rbios,+locu%C3%A7%C3%B5es+e+ditos+curiosos+Magalh%C3%A3es+j%C3%BAnior&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESifRnO16Bi6SgSlEeFQGQIvtKEqzQuve4LBKQfpDhM1xxYx5yXHq-TRRWJnvnvKSoZaYrtCcAHDmjuT5Keo2D6xhZVIU5A-gX-XuK7LxTBeLuw5FE9XU5hGlOYxp0W5ktWtfCZf&sig=AHIEtbTT8Z3OQT6woDlyIe5W_3Nu0RPnEA

Balança bunda gorda

O platonismo é virtual
A energia de amar é igual

Olhem para a suas mãos claras
Pedindo a luz mais luz, até cegar

Samba pé preto
Balança bunda gorda
Umbigo rei
Rei da cocada preta da uma acocada numa rola preta

Quero ver a cor do teu corpo nu
Despido do medo e do conformismo
É! Quero ver seu rei destronado ao povo do lado
Tipo dedilhando um pila pra almoçar e jantar com a família

Estou exausto
Quem me dera se a dor fosse embora
E eu pudesse dormir agora em paz
Não tipo alguém que ali sem esperança jaz

Que país é esse? É o que fazemos nele

Enquanto escovo os dentes
Penso no destino nosso
E do que tenho no intestino

As mulheres pobres aos milhares parindo mestiços
Porque não quero
Nem quis
Nem posso
Nem poderei ser da cor dos reis?

-Que reis? Africanos se vendendo? Brancos se comprando?

Não estou aqui para ser formatado em mais um tijolo no muro da vergonha
Então me digam
Se os mendigos se importam comigo ou com o mundo
Se faz alguma diferença tudo o que estudo
Se não aplicar na indiferença

Do que importa?
Agora que estudei
Se na hora de utilizar o conhecimento adquirido
Fecho a porta ou levanto o vidro

Não vou me juntar aos mercenários
Que cobraram os olhos da cara dos meus pais
Pra me ensinar a ser mais um dos normais

Aos jovens de todos os tempos






Quando os jovens forem jovens há bastante tempo
É que descobrirão o que é ser jovem
Ser jovem não é só ser novo e inexperiente
Talvez seja resistir ao mundo adulterado dos adultos

Quando o amor bater com força em mentes e corações
Quando tiverem a vontade de mudar tudo como está
Sem revolução
Com evolução íntima é que nos tronamos a direita

Estou mais jovem do que quando era novo
Agora vejo de onde jorra a vida
Na fonte das questões estão as soluções
Estou em mi

E estou aí pra ti sim
Acuse-me de culpado
Mas não de mesquinho e indiferente
Viver é minha arte
E minha necessidade

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

HD partições

http://www.baixaki.com.br/download/easeus-partition-master-home-edition.htm

O EASEUS Partition Master Home Edition é uma ferramenta gratuita para criar, remover e modificar partições de discos. É caracterizado pela facilidade de uso, possui interface intuitiva e é um dos aplicativos mais seguros da categoria.

domingo, 30 de janeiro de 2011

The history we

http://artistasprodiretas.blogspot.com/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rei nasço em si




Rei nasci no norte africano
Andei pelas 1001 noites
Acordo no Ocidente
Quebrando pedras
Rolo feito elas
Ando por ae
No barro que me imagino
Eu não sei é verdade
Lágrimas em pó
Fazem a noite me mostrar que sempre amanhece
E está amanhecendo em mim
Minha coluna aponta pra cima e pra baixo
O que eu quero?
-Não pare não
Só você carrega tanto peso
O está assim invertendo
A vida circula pela morte  e a envolve
A conquista depende da coragem de encarar o mundo redondo
-A suspiros nós naus vamos
Os luzeiros de todos se apontam em si
Em cada si que está aí como aqui
Sim
Somos deuses formando um Universo
Não pare
Não adianta
Depois do almoço vem a janta
Humana vontade adormecida
Amanhecida em mi
Eu não quero parecer
Mas para ser é preciso que apareça em cada um o vir a ser
Que há em nós
Não
Não vou parar este texto vai continuar
Vida fornalha

Faraó do que faço




Chego a idos em sonhos doidos
O sal lavou
Levou todo mal
O sol me levou e me trouxe meu bem
Eu estou aqui evoluindo no mesmo lugar
Espalhando em mim o que sou
Aqui nasci por um destino escrito
Descrevo que sou ainda escravo do amor
Uma rosa e um cravo
Isolados pelos vasos
Vastos jardins
A chuva molha minha face
O vento solar abranda o pranto
Como da refeição feita e refeita
Desço aos porões de meu corpo
Emociono-me
Sento na minha mente e contemplo
O tempo passa e me conta
Que lá atrás vem ELA
Nublam-se minhas vistas
O tempo preserva o templo
Me proponho
Ímpeto humano mano
Minha piração medi
Pra nascer não pedi
Portanto não nasci para pedir
Se me perdi
Tenho que nos achar
Marco
Polo de si
Uma pirâmide Atlante no Saara
No brilho da estrela
Na nossa cara a mudança anotada
A inversão polar de toda uma raça
Está de graça na simplicidade de uma ação
"FRATERNIDADE NA IMAGINAÇÃO"

Petróleo humano (in prospect)

As nuvens se formam com o vento
Eu me formo com o ar em movimento
Traga mais uma asa
A minha vida está vaga
Quero volta pra casa
Eu vou para onde quero
Eu sou um show me gavo
Cara me esqueci
A noite é longa me crava
A luz varrerá a escuridão
Olhe bem aqui
Eu não sou bem assim
Olhe bem pra mim eu não sou assim
Na queda adâmica
O meu estilo de cair é voar
Acho até que não é pecado
Mas o meu sonho é
Estar ao seu lado
E te cravar minha estaca até a tua profundeza mais íntima
E de lá fazer jorrar o petróleo humano
Esse combustível que torna amar reproduzível
É incrível ser estando amando

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Harmony large way

Caminho
Acho que acho a montanha mais alta
Contemplo
A razão de ir adiante com tudo tão lá atrás
Meus pés uso apontando o caminho
Solo sigo
Escolho não me encolho
Signo
Mais fácil ficar se fosse fácil
Minha face fóssil busca a luz o calor
O amor
Sigo nu
Persigo a surpresa de cada horizonte
Alegria Amigo
Um monte!
Subo daí praquí
Aquilo que retém essa represa para a admirar tá aí
A mente conjunta - retém sem refén - corpo e alma
No brilho de minha retina vejo refletir
A luz do filho da luz
A venda cai
O silêncio em som se faz
Um ritmo íntimo
Contemplo com meu templo o momento
Esse que sempre se desfaz
Assim nos refaz
Em melodias que vem e vão sem fim
E que se encontram Bem aqui em mim
Na beleza simples e serena do sentimento
Que me faz contemplar
Eu e você
Nós talvez
Não há rês
Somos todos importantes amantes da boa vida

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Manhã cinematográfica no youtube da vida

Pipoca em minha mente a fome cinematográfica

Certa vez eu era criança
De longe via
Já passei por aqui e fiz um filme
Com uma santa lição
Por causa disso
Preparo-me a vida toda até acertar aqui
Sim justamente acampei em meu sentimento guia
Velejando em minhas inspirações experimentei a solidão
Só lá que vi meu barco partir
Bem assim sem acusar alguém
Talvez nem eu mesmo
Construí de meus escombros o elo entre o que sou e o que fui
Sem julgar não preciso perdoar
Precioso auto observar universal
As minhas expressões voláteis orbitam o que serei
Sem chão
Sem céu
Sou o que sou
E de sobra esquematizo a satisfação de minha consciência livre
A audiência não me exalta
Eu sou assim
Soltinho da moral penetro na fina linha que separa
Divide cada um do todo
Ah... manhã cinematográfica trás um céu pronto para eu viver o filme
O que parecia esquisitisse
Fez com que eu resistisse
E me reconquistasse
Como aquela planta que nasce no lodo e experimenta a luz solar
A Lótus lotada de corpo, mente e alma
Não tem como voltar
Meus textos como pétalas a despetalar
Rastro estrelar que adubam o youtube da vida
Aleluia vamos dançar e cantar esse dia
1,2,3 ação

Robert Bresson VIVE!

Plano há se bem seres




Eu plantei hoje em meu coração o que fiz a pouco
Eu não sei
Pela rua a procura de uma agulha
Feito um lobo uivando a lua
Um louco de virar olhos atrás do bagulho
Pelo que eu me lembro eu não sei
Nem quero lembrar
O que faz a gente se entregar
Pra que complicar
Se estragar
Onde você está?
Um guia pra esses meus olhos
Pra ver você me mostrar como não quero estar
A sujeira que estou
Preciso me limpar pra te esperar
A voz sua me diz diminua
A vida é essa curva
Não se mate na sua
À água se alague
Eu estou no canto
E canto
Cruzo para o meio
Claro que não estou indo ao seu encontro
Veja devo estar ao seu lado
Sinta está amanhecendo
E o ar

Eu não sei
Pelos céus
Os por quês
De não me quererem vocês
Me acentuam
A história atenua
Eu nunca vi o céu de lá da lua
Daqui onde estou a luz aponta seu nariz
Meio que me sinto o centro de ser feliz
O cento dos milhões de DNA's que dá em nós
Seja você quem for
Me mostre

Hiatos entre amores (momentos cresceres)


Grito sózinho pelo mundo vazio
Meu Brasil é onde estou
Fecho-me
Não há nada a negar
Sou eu mesmo
Umas pessoas que me viram hoje me disseram
Que esse franzido em minha testa é a causa
Do amor que me detesta
O oeste desse lugar é este
Que meu pé aponta
Deixe escorregar os toques

O perfume preso em cada inspiração o infla
Faça isso para não estar louco como essas estrelas
Víboras que vibram
Por pensar em respirar outros
Que não esses ares de amares
Estão em falsos brilhares

Acho que vou pirar
Acho que vou desligar
Não eu não vou mais
Não eu não sou estúpido em pensar demais
Tenho certeza
Em tesão
Meu corpo reaje
O copo interaje
Ajo
Estou
Eu não sou
Não atendam entendam
Tá ligado
Minha vida é pra mim
Como a sua é pra ti
O que é pra nós virá
Está amarrado em nosso cós
Sinta no caos
A m a rr e

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Experience

Só não me esconde seus cabelos brancos
Olha o piolho
Cata esse piolho
Olha outra coisa fiz
Arregala teus olhos
Em cada cabeça o que pensa
Deste lado eu como
Do outro
Te pergunto
Como assim?
Olha eu não sei de nada
Mais além de que pouco sei
Meu coco cheira a coco
Por favor preciso tanto me fazer feliz

Pé na estada

Um dois três
Arrumar as malas outra vez
A viagem recomeça
Pelas ruas ando atrás de novas praias
Garotos e garotas
Finais de tarde
Entre todas
Pra mim essa daqui
Olhe bem para aquelas ondas
O mar me dropa
Grita
Um filme
Um frame
Um close em mim
Deus me olhe no espelho
Até que eu sinta
Que toda essa maravilha
É minha
...Que viagem...
Agradeço

Ponho o sol em seu lugar, em mim


Rias
Não estou nessa de sem tempo
De sem tempo para as coisas simples da vida
Aquele ventinho
U!
Que fim de tarde
A vida miserável que levamos não é nada disso
O ar se movimenta sem pressa
Preenche meus pulmões
A brisa diz
Mande brasa
More nessa vida sua
U!
A vida é bela como essa sua canção preferida
Por causa disso
Eu sou de férias
Não tenho nada que reclamar
O que mais minha liberdade exige?
Além de a amar

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Procuro algum lugar pra ser seu amor

É muito chata a vida vulgar
Assim sinto que esse não é o meu lugar
Somem os trens em passagens vãs
Estou gastando meu gostar em ser
Em estar em filosofias sãs
Acho que o tempo pergunta se há ?tempo adiante de meu lamento
Essa maravilha que minha mente cria é passado
Se eu não estou bom some o sol
E eu não me irrito com os mosquitos
Nem rimo isto com isso
Só digo que aquilo na grama é meu peso de ser sem estar
Eu determino que o fim apesar de haver não há
Está noutro lugar
Aquele onde alguém me quer
Onde meu endereço seja seu apreço
E a venda que tapa minhas vistas some
Persigo harmonias
Decifro minhas notas
Vejo a graça que há em ser homem
E não caçar
Em ser planta presa a terra que vaga espaço a fora
E mostra que em cada gota que escorrega na face
Forma uma forma aerodinâmicamente perfeita
Essas minhas lágrimas percorrem meu rosto infinito
O espaço eu faço
O cosmos é o cosmético mais caótico que existe
O infinito que posso alcançar
Por enquanto
É ainda te amar

Vamor fazer um filme sobre tempestades

Eu sou craque em sofrer
Pequeno eu sou
Tanto faz
Estou louco meu bem
E na minha oca está solta minha cabeça
Vou me salvar
Coruja cinzenta
Aliás
Do arco íris o lilás fiz
Teu pote importa o quanto quiz
A seta que via em tua reta
Ainda me arreta
Por ciúme
Isso ainda vira filme
Pois sou José
Tu Maria
Nosso fruto
O amor sublime
Sobre nós a chuva rala
Do amor que ninguém fala

sábado, 1 de janeiro de 2011

Assista cora(ção)josamente




...Um grupo de cineastas aproxima pessoas...

Vê Nus (Je Suis)

Nas ruas um deserto
Decerto esqueço o exército
Exercito o tácito
Pedalo pelado pelo lado da rua também nua
A lembrança de eu quando criança tipo ET voa
Dia a dia
Madruga a madruga
Amanhecendo meu eu
O campo
A cidade
Tudo vai dar na minha praia
A gurizada correndo
Tanto faz
Dei que me dei
Estou aqui
Chega de choro
Eu Sou meu ouro
Brilho aonde trilho
Ilumino a mina
E fundo
Lá do fundo um novo eu a cada alvorecer
E sempre me reconheço
A cada recomeço
Estou ligado a ti pelos espinhos da coroa de cristo
Um mistério isto que sinto
Senta que a história vai continuar
Peça um copo d’água
Se sirva
O verdadeiro conhecimento é aquele que conhece a si mesmo
Prazer e dor encontrei nesse andor
Compreenda que ando livre e nu
Livre de ilusões
Nu de preconceitos
O universo manifesto
Em potência e ato
Eu Sou
É fato

1/1/11 um convite

Pressente o momento presente
Vai sai
Conte ao mundo que você está aí
É a primeira de muitas chances
Vá lá cante
Vem cá ouça
Seja rico se encante
Toque-se
Toque-nos
Lubrifique os olhos
A mágica irá continuar
Olhe sua áurea
Sua área ensolarada
Essas paredes não vão lhe segurar
A janela
Ela
A porta torta
Siga aquela reta
Faça a volta
Dê-se de encontro nesse meu ombro
Vamos para fora
Puramente por dentro
O agora é um convite
Pra viver plenamente