Meu amor de Deus, o que estou descrevendo...? Faz tempo que
vinha aguardando o momento de sentar e descrever meus sentimentos e
pensamentos, essa condição me tinha guardado uma força escondida... que levei
tempo para perceber e, ela aflorar em meu consciente. Experiências que passei e não
consegui expressar com a melhor forma de reagir em tais momentos, hoje os projetos
intencionalmente de onde ressurgem com novas roupagens, recriando um espaço
verso temporal, onde giro ao redor de acontecimentos passados
E correm os pensamentos insuportáveis loucos pra saírem...
Não querem ficar se acumulando
Causando marcas em meu corpo
Não, não vou ficar juntando sentimentos e pensamentos em meu
corpo, passe
Mesmo que amarrote, passe? Mesmo que não seja por aqui, passe...
Virando em copos os goles, que agora eu sei fazerem virar em
versos
Que mostram outros lados desses momentos
E que isso que eu digo é mais que o menos que meu diminuto íntimo
Que minha baixa autoestima diz:
Não faz mal, eu não quero e nem posso pensar igual a você
O dia vem e me acorda para tirar a corda de meu pescoço e me fazer
acordar
Discordar ou concordar. Me acorda...
Pra perceber que a vida por mais que menos pareça é uma boa
E lá venho eu a lá Marcelo causar um elo leão
Prostro-me a saúde de nem saber português, mas ler mão de irmão.
Eu ali feito um navio ancorado, no desencontro das águas
Sob a tempestade, em um mar bravio
Barco ancorado a corrente na corrente solta do mar bravio
Não, não adiantou nada me preservar, nem me preparar
Quando tudo violentamente passa a acontecer, em meio a tempestade de viver
Agitando tudo o que era constância
Por baixo
Por cima
Por dentro
Por fora
Eu ali naquele agora
Naquela dança
Meus pensamentos, nada pensando
Meus sentimentos, nada sentindo
Foi devagar, devagarinho fui deixando me levar à Deus
De leve me elevar
Nada era
Tudo podia
Nadava, deslizava a onda macio feito folha caída no rio
Primaveril vivi e vi eu em mim ali assim
Faz tempo que sabia que o tempo faria seu clássico conhecimento
aparecer
E me vestir de sua roupagem, que minhas dores virando rugas
fariam acender as luzes
Que iluminam esse meu momento semente. Que se minha mente não
tivesse me botado nessa situação, não seria o chão no qual fosse me plantar
para ser semente e brotar no Eu Sou
Eu em um Jardim Sem Fim despertando e botando o salto de meu
elevar
E leva minha noite ao amanhecer
Uma legião de luz mostra o caminho, eu caminho e com carinho
Bato um papo com a minha gente que sofre
Eu um cavalheiro
Minha memória deslancha, minha vida avança
Abraço o mundo sem tocar em nada
Estou em outro lugar, mesmo ao aqui estar
Meu mar se torna amar
Eu barco, embarco na luta de não naufragar
O agitar se torna meu ponto fixo
Crucifixo doloroso
Movo
Comovo as profundezas a sublimar
Durante meses esperei pra nascer e passar de um corpo a
outro
Mãe você provocou o Pai e deu n’Eu
Olha aqui Eu Nasci/Pai e Mãe
Posso me entregar a vida, mas saibam
Que amo, da gota ao oceano.
E esse amo mais, é o único verso univérsico que só se escreve desse lado do verso.
Escorrem mais lágrimas para esse oceano que tanto amo...
Não tem EndEntEnd? Entenda-se/Atenda-se!

