domingo, 27 de março de 2016

Só a poesia faz isto

-Mulher me dê uma chance
De mostrar que não sou o que antes mostrei
Minha roupa não tiro mais assim

A adolescência é uma  crise

-Compreendo que você errou
Errei também
Mas não sei como voltar a ti amar

-Ministre seus sentimentos
Estou melhor
Veja meus investimentos em minha mente

-Eu noto no seu carro

-O tempo não apaga você de mim
Dê uma chance para o amor do mundo
Nossa cor

-Sei estou quase ficando louca
Quero te dar uma chance
Mas não sei 

Sofri mãe
Sofri pai

-Sou free nasci mulher
Qualquer um me quer

-Eu sei que ser mulher é difícil nesse mundo
As roupas caem sem poder

É o mundo

-E o mundo implora amor

-Tenho andado pela noite
Em açoite
Carne no açougue

-Administre suas fraquezas
O fiz

É tentar ser feliz num mundo que nunca assim me quis

-Estou também quase ficando louco
Quase no fim
Sem você do lado de mim

O tempo nunca irá chegar a ter tempo de nos dizer tudo que precisamos saber

-Sofrendo

-Estou vendo

-Estamos conversando com o tempo

- Só a poesia faz isto

"Estamos juntos e bem velhinhos"




Verdade invada-me

Hoje quando sorrio mostro minhas linhas do tempo
Tudo bem
Ok é
Meio século de histórias
Decido continuar indo
Toco em meu rosto nu e no espelho reflito
Não evito
Tudo bem estou aqui, assim 
Quantos sumiram da minha vista
Mas continuam aqui
Eu desci de mim
E da verdade vi o que o tempo faz
Meu sonho era nunca envelhecer
Mas quero viver
Eu me olho mais profundamente
Profusa a mente
Descido decido
Tranquilo navego no meu eu espelho
Que luxo
Estou me vendo
Não me vendendo
De fato desde feto sabia
Que a verdade vinha
Não importa a porta
Ela entraria
Venha Verdade
Invada-me
Sempre quis saber
Estou só

Pode contar
Ahhhh
Não sabia
Mas pressentia

quinta-feira, 17 de março de 2016

Xangri-Lá ou Orgasmos múltiplos multiplicados

Foi só pra voar que me joguei em você
Acertei em cheio 
Foi-se o vazio
Só você me faz não pensar demais
E não amar demais
E não a querer demais
Que equilíbrio estou tendo
Estou sendo mais maduro
E no fundo estou melhor vivendo
Você repôs-me nos trilhos de meu destino

A amo e não vou gritar ao mundo
Quieto e sem silêncio
Em paz estou ao seu lado
E por causa desse amor sem salto alto
Descalço
Sem vício
Equilibrado
Esse amor com porque que a amo
Aliviado
Sem pressa
Sem essa
Para isso
Paraíso
Criamos 
Amamos
Amamo-nos
E não vai acabar
E se caso um dia isso que sinto mudar
Vai ser bom lembrar
Pois juntos estamos vivendo o sonho de em paz amar 
As lágrimas
Os sorrisos
Os orgasmos múltiplos multiplicados
Cada momento é um souvenir de nós mesmos
Feliz agora e aqui
E lá e depois

terça-feira, 15 de março de 2016

Fiz uma self
Sei que estava lá
E me sentia feliz
mas vi que ninguém curtiu
Não nessa selva ninguém iria curtir eu ali
Feliz
Mas onde é o meu lugar nesse mundo?
Livre vi que estou preso a essa mania de parecer feliz
Resolvi largar esse peso

De sorrir em fotos em que não estou

sábado, 5 de março de 2016

Destino de cada um

Vinte anos se passaram
Nada mudou em você
A não ser...
De fato isso não faz a diferença
Tanto faz
Eu não gosto mais
Que se estrepe se isso merecer
Eu sei que eu
Eu sei que não a quero mais
Um amigo me disse
Em outras palavras
Que...
Um mais um não dão dois pra ela
Ela trai
Ou meu Deis ela ainda trai
Que ela ilusão a minha
Não houve evolução alguma
Na realidade ela ainda está lá
Talvez perdida
Mas o que eu posso fazer
Eu não sei
Aliás sei
Eu...
Continuarei um rei sem rainha
E seguir minha sina
Ela que me ensina
Meu amigo disse
O destino de cada um

É o destino de cada um

Globo O cu lar

Quero amassar meu voto
Não tenho em quem votar
A não ser em mim mesmo
E não vou me candidatar
Em Movimentos Democráticos Trabalhistas de novo não
Socialistas, Comunistas óu não?
Qual é a tua?
Pessoas jogadas nas ruas
Hospitais de doutores doentes
Dentistas tratando bocas nuas
Que loucura
Eu estou ficando certo demais
E meus amigos fazendo tudo normalmente como se nada estivesse acontecendo
Entupo minha pia de tudo o que vejo pelo espelho indo pelo ralo 
Olhe bem como sou
E grito gol
Ou não
Meus olhos reviram no Globo ocular
Cadê?
Onde está o eu que sou?
Bebo álcool gel
Aliás, estou louco assim mesmo
Amanhã  vou no cinema ver um filme que não arrasa quarteirão algum
Depois no teatro
E depois vou na orquestra sinfônica
Nunca vejo ninguém que possa mudar algo por lá
Estão o cu pados de mais
Obrigado! Por eu estar acordando e discordando
Louco eu estou
E sempre fui
Meu amigos não são tão louco quanto eu
Minhas palavras os ferem
Eles não entendem
Estou descendo a Ramiro de carrinho de lomba
Me expliquem
Como podem constituir algo nessa loucura
Pensem bem
Estou sentindo tão bem
Eu não quis ser assim
Foram vocês que...
Bom, deixo pra lá
Pra que pecar
Vou é pegar minha parte
Que se dissolvam o resto
Estou na minha
Não vou explicar que é uma oportunidade desperdiçada
Nascer ser humano e não aproveitar
Para evoluir ainda mais
E o sol Pai nosso que está só no céu
Que é o dia de nossa vidinha
Sei pode esperar
Nós não





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Bem louco eu... Sou o que sou

Eu quero dar um toque para mim no espelho
Sei que não sou tão lindo e talentoso
Mas eu tenho algo em mim
Que sinto-me assim
Maravilhoso
Porém como tudo tem um preço
Pago
Com um sorriso de bobo
Uma deprê quer me pegar por aqui
Mas eu não vou deixar
Pulo fora
Com uma força descomunal fujo do lugar comum
As lágrimas abrandam essa fornalha
Não sei se vou resistir
Mas vou ir

Um berro interno adentra
Locomove minha razão até a emoção
Desenterra-me do que me espreme, deprime

E causa essa trans...inspiração
E eu vou deixar fluir
Essa minha máquina "Eu em Mim"
Estou aqui
Ok
Lá está o fim
Mas eu não vou me entregar
Estou onde estou
Sou o que sou
E estou sendo o que posso
Claro que sei que não posso ser tudo o que quero
Mas vou tentar
Ultrapassar o limite de mim
E escrever é a melhor forma de extrapolar
De poder dar asas a a essa minha vida voar
Alçar voo
Voar 
Eu não só quero
Preciso descrever o que sinto que penso
Assim danço e canto em mim
Evito sei lá
Mas eu não sou só isso ae que vocês veem
Só eu não...
Todos somos muito mais
E é aqui dentro que está o infinito
Bonito
Esquisito 
Desidratando o desiderato
O seguinte é o fato
Estou extraindo de mim o máximo
O que me paralisaria se isso não fizesse

Dói
Mas sai
Não posso
Não consigo parar
Perdão

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ao oeste de mim



Olhando para o horizonte
Mandei um beijo para o infinito
Se bem que eu finito
Acho que não fiz de fato isso
Assim
Some ao longe a menina que tanto amei
Preso em um sim que não há mais
Sigo
Sem mais nada demais
Sigo
Olho para o céu
Mando um beijo
As nuvens fogem
Nem o sol
Nem a lua
Nem as estrelas querem saber de mim
Na terra do nunca vivo
Desconectado de tudo e de todos
Sigo
Ninguém gosta de mim
Por eu ser assim
Mando um beijo pro fim
Sou assim

Sei que não é bom saber que tudo tem um fim
Mas preciso saber a que vim
E perder você me fez lembrar disso ae

Fugi até aqui
Estou colado num ser descolado 
Sem ninguém que eu queira que esteja ao meu lado
Jogo a vida pra dentro de meus sentimentos
E não vejo nisso sentido
Impressentindo
Vou indo
Mando um beijo para mim
Para o eu
Que está contigo assim
Como imagino

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Never go

To tão
To tâo
Tontão
Ilusão
Kibon
Ou não
Juntos agora
Para não
Para sempre então
Eu...
Tu...
Por favor
Não esqueça meu coração
Por causa dessa minha calça que tirei pra você
E te mostrei o que é proibido mostrar a quem não tem a si mesmo
E o ar
O estou a respirar
E é água que já estou a livre tomar
Não me diga não
Não me deixa na mão
Ah...
Quer saber tanto faz
Estou com a manga cheia de Ás
Do ABC entre eu e você que vou um dia a prender
Com minha língua falada
Estuprando a palavra
Ria

Já que rio também
Sabes que sou um homem que não existirá mais para ti


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quis-me

Quis-me
Agora não me quer mais
E eu como o ar livre a ventar vou voar
Livre vi que quero você aqui
Só que não tem mais
Acho lindo sentir isso
Essa falta que bate bem
Bem aqui meu bem
Não é saudade
É coisa da idade
Mas eu danço e canto, não ranço
E nem me canso
Livre, nasci assim
E na selva da cidade isso também vale
Mas lá no fundo vale de mim

Não queria estar assim

domingo, 31 de janeiro de 2016

Letras juntem-se e façam com que nos entendamos



Mergulho no espaço vago
Busco ser-me

Sou-me

Suando digo que não estou chorando
Estou correndo ao encontro do que vejo

Um beijo

Por uma fina fatia de queijo suíço caniveto-me
Corto a estrada em duas fatias
Uma vai e a outra fica

E pra onde vou?
Não sei
Estou a ti olhar

E vejo muitas cores numa só nuance
Eu em mi e tu em ti estamos aqui
E agora um sim falta de ti a mim
Um romance

Meu corpo pede respeito em teu peito
Assim estou, me deito

Olhe em meus olhos o perigo que há em teu umbigo
Cordão umbilical
Alimenta a mim assim

Lá está uma outra pessoa ao longe
Ela não queria estar aqui
Mas queria estar assim

Não meta seu martelo
Não me julgue por eu ser assim
Por falar tanto assim

Estou livre assim
Deitado aqui em ti
Estou em paz

Mas você não é mais
Nem menos
Somos iguais

Vago perto da tua vagina
Ela não imagina
Que é uma esquina
A qual todos dobramos
Quando e depois que amamos

Nascemos dae
E voltamos praqui
Para nos entendermos

Você e eu somos cada um uma pá
A cavar nossas covas
E é juntos que formamos
Paz

E vivermos
Esqueçamos o mundo
Estamos juntos
Amando

sábado, 23 de janeiro de 2016

Estarei nas estrelas

Quanto mais o tempo passa
Mais desgrudo do chão
Em direção ao céu estou
Ando pelas ruas perdidas
Perdido
Um pedido
Meu espírito
Em vozes diz
Mais devagar
Tudo tem o seu tempo
O leste, o sul, a direção neste mundo
Como eu ando
Onde a onda quebra
No mar alto
Quero subir essa lomba
A bateria de meu coração faz esse som
Que danço e não ranço
|Sou uma criança descendo a lomba de carrinho de lomba
E para refrescar uma limonada
Que nada
Sou um adulto ficando velho
Escaravelho
E o buraco na terra se abrindo cada vez mais
E não tem mimimi
Todo mundo vira nisso ai
Eu vou andar pela terra que vai seguir essa lei
Eu sei Mas o show ainda não terminou
Aqui
Aqui estou amor
Onde você vai querer me encontrar estou

Ainda estou aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Um outro eu...sou possível




Um pensamento vem e a imaginação me leva
Nesse vai e vem vou ver o que é que tem? ser eu também

Por isso me atrevo a tentar ser o que meu íntimo projeta
Sinto ou minto
Não omito-me de minha meta
Uma espada, a minha
E o que sou me espeta, desperta

Minha vida grita 
Não sou vítima
Sou uma tela sendo pintada ou inventada por um atleta

O vento de minhas narinas de alazão
Enchem o vazio
Preenchem a luz de razão
Ou emoção

Sou a locomotiva da minha vida
Uma sensação deixo cair pelos trilhos
Luz...? Treva...?

Pensar
Agir
Amar
Enfim tudo o que sinto
Invento...

Por exemplo agora sou um pinto recém do ovo saído
Venho vindo
Desgrudo-me do físico físico
(Como arde chorar de protetor solar)
Não, nada vai impedir
Sou eu, meu próprio herói

Siga pinto
Nem sei por onde ando
Sei onde andei
Distraio
Como se diz, me traio
Paro e olho pra trás
Tropeço em almas
Desobediente Soul
Passei...

Pinto não sou
E não ando pra trás
Zás... sou eu de novo
Com a manga cheia de ás
E há algo em mim que não sei

Nesse quarto com meu trevo de quatro folhas
Preenchendo essa tela, essa folha
Trevas... me atrevo a transpuni-las
Mergulho em busca do sol de meu eu
Sol não rima com água
Mas forma a vida

Mergulho no eu piscina, profunda até a china
Procuro uma penicilina
Que cure essa minha alma tão pensada

Volto
Experimentei
Se senti ou menti
O importante é que emoções vivi

Nesse pensamento que veio e me levou
Em imaginação
Para onde fisicamente não estou
Mostrou que somos heróis ou monstros de nossas próprias criações
Somos crianças como nossos pais


Por querer ou sem querer
Vamos ter que nos entender
Esse dia vai chegar
Pra sempre imagino...evoluir

Estamos juntos do início ao fim
E o fim está ali
E aqui começo

...



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

E no fim dou eu




Manda mais uma
Vou me detonar esta noite
Pois é hoje que eu não trabalho amanhã
É que minhas lágrimas de acordar para fazer o que não quero me afogam
A lei que o sol tem
A de sempre amanhecer
E fazer com que eu tenha que acordar
Ainda mais
Trabalhar no que não quero
Me phode
Faz com que eu não queira durar sem anos
Assim, pra que?
Pra contar o que viveram e eu não vivi
Quero é contar o que vivo

Insensível a mim estou
Não escuto minha voz íntima
É que a pressão das contas
Faz-me amassar-me
E não amar-me
Tranqueiras
Tenho que livrar-me dessa vida imposta de impostos
Não quero mais acordar sem vontade de viver
Eu tenho que procurar uma vida
A minha
A a que vim
Tenho que livrar-me das preocupações
Dessas que não me trazem nada mais
Do que mais preocupações
Tenho que amar-me 
Acordar-me
Querer dormir para acordar
Amar minha vida
Querer que ela seja longa e bem vivida
Tenho que querer amar ainda mais do que eu possa
Tenho que querer viver
Tenho que me dar todas as chances
A vida presta
Quero devolver-me
Quero viver afim de viver


Tenho uma coisa a dizer para mim enquanto vivo
Estou vivo e envolvido pela vida
Eu tenho que dizer
Indeciso estou
Entre estar vivo numa vida que não quero viver
E entre por esta porta e minha boca aberta
Entra a vida ávida
Preciso ser guiado
Estou cego
Enviada seja a sua vontade em minha vontade
Solitário não sei o que fazer
Como pode
Como pôde
Como pude
Ter nascido e vagido um pedido
Estou solíto
E solicito além de pão e sermão
Que seja um pai e irmão
Que ama esse eu que sou sua cria então
Sou eu
A mim
Enfim
Assim
Sem fim...






domingo, 3 de janeiro de 2016

Doc Winter on Fire Ucrânia

https://www.youtube.com/watch?v=RibAQHeDia8

Cães berram

Olhe bem para o meu rosto
Molhe bem ao seu gosto
Sou aquele que a ti tanto faz
Descolo-me de ti
Olhe agora
No meu rosto existe uma chance
Mesmo que seja uma ilusão
É melhor que essa desilusão que a mim és
Inspirei-me na estrada
Que leva e trás
É que assim
Viajando espero que no fim haja flores
Caso

Como sempre se fores
Pois sei que será sempre assim
Mas não importa
Bato a porta
E ouço sua voz dizendo vai
Mas tanto faz
Fecho meus olhos
E de novo
Você me satisfaz
E mesmo que outras línguas deliciem seus beijos
É a mim que teu latim diz 
Que nunca haverá 
Por mais que homens hajam e ajam
Sou eu que sou
E que te faço e farei
FELIZ

sábado, 2 de janeiro de 2016

Viver é a pena

My eyes tão longe estão
Estão numa floresta
E o que me resta é estar lá onde eles estão
Diz que diz
Sim indico quem é feliz
Quem pensa assim são as pessoas que não gostam de mim
Fogo no olhar
Fico na sala de estar
Sorrio um sorriso que minha coluna vertebral não gostaria
São uns bossais
Ouço umas vozes de quem não está
Olha o trem
Sei que não ando na linha
Óh! Querida vida
A quero bem
Mas devagar
Divagar
Não vou chorar na hora hagá
Mas desde já
Digo que não garanto nada
Pois a vida é essa incógnita a me indagar
E a nos tragar
Eu sei que eu não sei
Mas esta noite quer responder
Entro em mim mesmo
Eu não sei o que vai sair
Estou na beira da vida
A me olhar
A me jogar

Nem sei se vale a pena
A minha
A minha vida a mim
É pequena

Lume

Seus olhos despertaram meu grito
E vou gritar
Sou um
Um que te ama mais que todo o mundo
Escute
Quero te dizer que não sou só mais um
Sou um que te ama
Nem sei se o que melhor ou o que mais
Mas sei que muito vou te beijar
Miau sou eu nessa rua a gritar
Procurando você em mim
E ando gritando
Acordando os tris que gostam de mim
Eles me amam coisa que você não quer fazer
Eu ando gritando por você
E meu volume é um lume
Nesse costume seu sem eu
Olhe meus olhos gritando
Eles são minhas mãos
Eles são meus vírus
Veja que não quero só cerveja
Quero ser veja
Um Chopp me não me chape
Mas beijar você
Estou pronto
E nem to tonto
Seu fora me deixou dentro de mim
E assim achei você dentro de mim

E onde estou...

Alma certa diga no que erro
Some
Some o que sou
E tudo está num chão onde não pisa minha mão
Olhei bem pra mim
E pra ti disse
Meu espirito é uma luz que não vê
É que o amor está escondido
Em ti
Em mim
Mas no fim
Os anjos são macacos
Nos quais acalco meu decalque
Onde meus olhos esbulham
Livres são meus olhos
Ao longe olham
E dizem aos meus ouvidos em silêncio

Que o céu está
Está em meus pés desnudos
Olhando feito terra
Que vai comer com seus excrementos
Todos os meus sentimentos
Centímetro a centímetro
Fecho meus olhos num caixão que não estou mais
E num flash seis direções surgem
O alfaiate errou a medida
Alargou minha visão
Devagar com esse andor
Não quero acordar

Marionetes do destino



A cor dos meus olhos desbotados insistem
Sei
Mesmo a vida sendo só uma e tá
Não sou só isso
Uma vida minúscula aqui no Humaitá
Eu olho para os lados
Eu saio dessa fila dessa sopa maldita
Da banalização da música de ostentação
Crio ativo
Minha mente investigo
Tipo trigo do joio separo-me
Ponho no varal minhas pálpebras
E o meu olhar marrom vê bem o que é bom
Mergulho na piscina de minhas lágrimas
Tomo o ar de meus pulmões
E bebo de minha alma o néctar
Bom estar sem aquele mal estar
Passo o roldo no ralo
E pelo talo engulo meu orgulho
Brilha minha trilha
A vida certa na errada achada
Volto nova mente
Nave gente
O sacrifício está feito
Emirjo e mijo
Calma e pacientemente balanço minha vara
Agora sei pescar
E pensar que sou, não me torna o que sou
Ajo
Viajo
Voltei
Ei
Sou eu meu rei minha rainha
Compreenda que cada fato é um ato nesse teatro
Te ato em nós
Aceite o meu eu que agora compreendo seu
Se somos nossos
Mesmo marionetes do destino 
Beije-me ternamente
Internamente
Lá dentro da vontade da língua
De onde surge o verbo primeiro

o show de 2015

Não somos impotentes 
Cujo o tempo de vida trata-se um piscar de olhos 
Somos a evolução dos macacos
Vivemos num canto minúsculo da galáxia 
E o nosso sol não é somente uma estrela de porte médio. Esse pessimismo é essa doença social em que vivemos, políticos incompetentes e muitos corruptos, mídia sensacionalista, a banalização da vida e a espetaculização da violência difundida dolorosamente
 Mas esperem o show de 2015 terminou, mas as cortinas não baixaram. Ficaram muitas coisas por fazer. Foi só um mal estar. Vai passar. Está passando. Não eu não vou ficar aqui nessa fila com uma tigela na mão vendo a vida passal. Saio da fila desse sopão. Chega de circo e pão. Que sensação. Foi-se a foice fatal. A criatividade da humana atividade. Busca e busca. Se o mundo la fora me explora. Explora minha própria fora. O destino do que tenho no intestino está em minhas mãos. Deixo fluir meus fluídos. Sinto o sol maioral em minha alma imortal. Eu tenho que... Eu tenho que ser quem sou... a que vim! Mergulho em meu próprio desespero e ressurjo sujo de mim mesmo. Mas com um brilho nos olhos. Sem orgulho largo o bagulho. Que beleza minha filosofia pura. Mergulho nova mente. E quem eu encontro? Eu mesmo. A vida certa na errada achada. Investigo a lua, não da rua. A luz da lua reflete o meu sol interno. E me diz com todo o amor que há no ar, na água, na luz...que eu, eu, eu...sou, sou, sou...o cento do universo, e por favor com amor não confunda-se és também pra si o que sou pra mim. Enfim, somente a inquietação provoca a busca e o resultado é um silêncio que diz tudo sem dizer nada. Sinto. O palco de nossas vidas ae está dentro de cada um. 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Ex-tudo

Um velho, gordo, baixo, careca, preto, pobre e com pouco conhecimento, resolve estudar um pouco. Descobre seu talento natural e o aprimora com muito estudo. A partir dae, sua idade torna-se sabedoria. Sua estatura física lhe confere uma avantajada visão. Sua cor e cabeça são brilhantes. Enfim, tornou-se um grande homem.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mister Eu

As luzes da rua batem em minha janela
A noite negra caminha pelas sombras da branca
Breu aqui estou eu
Não tenho cor nem dor
Seja o que for
Fecho os meus olhos e começo a inundar
A luz que me ofusca vem de mim
O contato fechado
Não entendo as vozes
Golfinhos falando
Não eu não entendo
Volto do profundo mar
Quero ar
Respirar pra poder pirar
Ir e virar o ser que se dissolve na água do úmido ar
E os monstros da noite terão
Os farei entender que eu
Eu nunca quis nada mais do que ser feliz
E isso não pode interferir
Nem alguém ferir

Mas meus globos oculares só veem bostas
Sorte que minha mente não mente
E no fundo sinto a mágica que sou
Ama...nhece

O que sobrou de mim, amou o fim

Livre amo
Há quem não compreenda o amor
E também há quem não entenda o tempo passando
Abro a porta solitária do entendimento
Pego um sim, tempero com um não
E pigmento o que sei com o que sei que não sei
Beijo com todo o meu amor você, que está na minha frente
Imagino que você não entenda e nem tente
Mas essa noite foi feita para dançarmos
Com quem estiver na nossa frente 
Eu vou dançar e cantar com toda essa gente
É assim que me sou
De verdade
Nem sei ser de outro jeito
Mas o que sei é que a hora é sempre agora
Que o som alto silencia a rua
E tudo que não há de verdade em mim
E sim o fim está escrito assim
Mi fiz do que quis

sábado, 21 de novembro de 2015

Pra amar é preciso admirar

Não pisquei pra vc
Porque não uso mais piscar para quem não quero comer
Olhe bem meu bem
Quero te admirar pelo que faz
Não pelo que tem
Pois sou normal
Anormal é tua gula por salto alto
E por carro importado
O que me importa é sentir-me bem meu bem
Sou zen com ou sem
E o luxo ou o lixo tanto faz
Não to enchendo o bucho que nem bicho

Envelhecer sem morrer



Sei que o tempo passa
Vejo na minha pele e cabelos
Hei, Sargento tempo
Você também tem seus sonhos
Conte...
Pois eu vou contar os meus 
O fim sempre esteve ali
Mas tanto faz
Sou às do abecededário do otário
Vivo ainda no tempo western
E o terno que guardei para usar no caixão
O vendi para vestir no paraíso que é aqui
E é aqui nesse mundo
Não sei o que faria se não tivesse feito tudo o que fiz
Mas fui e continuo sendo feliz
Rimo com rio
Em cima do céu estou
Sou a poesia que dá brilho em minha vida
E que no dia certo do fim
Eu certamente direi
Ou uma única vez me obrigarei
A dizer algo
Não há nada do que eu possa me arrepender
Se vivi tudo o que pude
Até o limite
Comandei uma revolução em mim
Vivi sem ti
Sem teu não
Sem teu sim
Vivi por mim
Muitos
Quase todos
Me considerando um louco
Mas saibam nesse louco mundo
Até que sou pouco
Me considerem novo seus velhos
Como sempre foram
Pois ser jovem é uma questão de opção
De idade não
Eu tenho que ir a mais uma de minhas

Inventadas empreitadas

Sol Sou

Gosto de me embebedar de poesia
Num mundo cheio de gente que só pensa em comer, defecar
Beber, mijar
Phoder, comprar
Consumir
Onde amar é trepar
Que estrumes de costumes
Essa vida dessa maioria faz a poesia quase sumir
Mas olho bem
E vejo algumas pessoas poéticas e poetizantes
Eu sou umas dessas pessoas
Sim, eu sou
Não sou generalizado
A massa não me pega
Ela se amontoa em filas
Eu não vou com a maioria
E nem usurpo de sua falta de consciência própria
Voo na minha
Sempre estou onde quero
São minhas as 24 horas
O meu tempo é meu
As lojas estão fechadas
Como a maioria das caras
E eu vivo minha poesia todo dia
Tenho em mim o brilho do sol
E como tens também
Só que eu...
Sou um rebelde desde sempre
Esta é a minha luta
E round a round vou vencendo
Não vendendo relógio
Naturalmente lógico nesse zoo
Elogio o tempo a todo momento
Minhas caretas são o espelho em que navego
Com meu corpo nudo desnudo
Não há saída
A poesia é mais forte do que possa ir contra meu tentar
Sei são seis as direções
Também sei ou imagino
Uns humanos que me circundam
Me julgam sem serem juízes
Bem sabem
Ou mal
Eu sou
Ou não
Disso eles não sabem
E isso os faz os normais
Eu?
Eu sou só mais um cidadão desse mundão
E só quero brilhar sem ofuscar ninguém

sábado, 14 de novembro de 2015

Fire Man and Hot Girl - O início

Alisa minha pele vai
Uma brisa vem me beijar languida
Encosto meu suspiro em ti
Filmo tua vida é meu filme
Não olhe para a câmera
Verás-me
Sou seu caçador e a quero livre
Brincar como um gato e um novelo
Nossa novela
Um elo
O amor que destrói no fim
É o início dessa guerra de fogo em pele
Tu and mim
E acelera a batida e me mistura essa língua
E é sentida a vida aqui debaixo dessa pele minha que a tua tatua
Nunca mais direi um sim a outra tanto assim
Sou livre caçando livres
Prendendo olhares
A quero aqui solta
Não venha agora

Tudo tem sua hora
E não demora

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Essas janelas que são meus olhos



Grito pela janela
Cadê ela
Aquela cadela
Meu grito implora que volte
Sei que ela acha que sou louco
Mas é pura ilusão dela
Eu grito pela janela
Cadê ela?
Perco agora também minha voz
Estou a procura da cura dessa loucura
De estar entre nós
Mas não sentir-se
Sei que o meu estilo é quebrado
Mas não gosto do impopular gosto
Volto a minha janela
Não vejo mais ela
Estou sem voz e suando
Vou tirar a camisa
Vou rasgar minha camisa
Nunca mais vesti-la
E nem saber dela
Minha voz está voltando
Agora em sussurro
Gota a gota vou amando uma a uma
Vou sorvendo a vida
Ávida da minha
O ontem já se foi
E vem um outro dia dar oi
Meus amigos se foram
Junto com meus amores
E minhas dores que marcaram
As estou escrevendo
Vivo um trauma de guerra
Já que nasci estou aqui e aqui eu vou ser-me
Nem olhe para mim
O que estou fazendo?
Lutando contra meu destino
Volto para a janela
Sem camisa
Viso
Avisto ela de volta
Estou outro ela vê
Ela participou ativamente do desenvolvimento de minha mente
E o meu coração está aqui
Intacto
E o fim do texto se anuncia
É outro dia
Amanhece e em nada me agarrei
Escorrega-se por entre meus dedos
Meus medos
E minha vida passa por essa janela

Essas janelas que são meus olhos

sábado, 7 de novembro de 2015

Do Face pra cá. Aqui é o seu lugar

Eu europeu latindo em sul americano, penso sem refletir e digo: sem me mentir, que sou um metido a humano exemplar, tipo um avatar. E sei que sou só mais um entre bilhões de humanos. Porém sou um esperma (entre milhões tmbm) que nasci-me. E foi essa a diferença que fez com que encontrasse o óvulo da vida. Uma semente fertilizada sou. E toda a semente fertilizada é uma promessa de crescer e frutificar. Vou frutificar. Sou-me ou sumo-me, aliás consumo-me. Consumir e só. Isso é enxerto. Estou incerto se estou certo. É complicado mesmo ser-se, mas sou-me. Super sou. Superficial não. Sou profundamente sublime. Recuso-me a mesmice. E paro por aqui para continuar por ae...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Das dos tudo já foi quase dito

Sou completo e imperfeito
Sei que tudo já foi dito
Mas não do meu jeito
Preste atenção no que você diz
Não fique enrolando cacho nem fazendo fita
Seguindo regras do que já foi visto
Invista em si
Em mi
Nos nós que nos atam
E desatam nossa voz
Tipo poesia
Mesmo a que seja a que não vá tudo dizer
É para se ser
Todo vivo
Artista
Tem que ter um amor perdido
Por se em perigo
Desafiar seu amigo a ser seu próprio amigo
Antes de tentar amar outro
Amar a si mesmo
E por que os casais deitem e tentem
Somente os que são-se serão os que fazerão
Desse nosso sertão
Omar

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ventos de altura

Por mais que haja um tempo que não estejamos e estamos aqui
Dirija seu raio laser para mim

Sei que uma história escrita pelo amor não tem fim
E o espírito chora
Chove livre em vozes
Que destinos cozem 
E eu digo ao destino se cosendo indeciso
Estou aqui
Com essa minha cara velha
Escaravelho
E por mais que eu em tempo em destino passem
E me amarrotem
É você quem vejo no parabrisa e no retrovisor
Ando ainda mesmo assim
E eu quero te dizer que você é...
...o motivo de sobreviver
O meu crivo que não fumo
Isso para vir aqui e te dizer
Eu não sei o que possa ou vá acontecer
Mas...
O meu eu é todo seu
E por mais tempo que eu vá
Mais vem
Um contigo 

Acolá

E o tempo parece que chove aqui dentro
E na brisa de cada suspiro quase piro
Não há como comparar essa chuva com o que sinto
Esse tempo com o quanto te amo
Se sou quem não tem alguém
Mas também não sou ninguém
Te amo meu bem
O álcool
O gol
O carnaval
Nada disso me traz nem me leva a lugar algum
Só queria que a vida me desse a oportunidade de tê-la
Como naquele filme
Naquela música romântica
E essa chuva me provoca a imaginar um paraíso
E ele está aqui dentro

Não importa o tempo

O poeta que liga

Por Gerson Cunha o Reporter Elo*
Onde a boa vida é, em grande parte, uma questão de utilização do conhecimento. Adaptar-se as necessidades da sociedade, que está em constante transformação, exige versatilidade e estudos intensos. Isto tudo num estado de harmonia e equilíbrio.Para isto é preciso ler e experienciar o conhecimento. Englobando as necessidades, habilidades e vontades, conjuntamente com a meta de vida que se tem. E a meta comum a todo o cidadão é vencer financeiramente, mas a isto devemos, também, acrescentar a felicidade de ser útil ao crescimento de nossa sociedade. Este ensejo quer nos transferir a idéia de que devemos achar nossa missão de vida e assim, termos um confortável modo de viver. E para isto necessitamos criar um plano e o seguir. Mas para criarmos um plano de sucesso executável, é preciso muita leitura, observação e pesquisa. Juntando ao aprendizado os erros e acertos dos outros.Somos vítimas do sistema, se não percebermos nossas fraquezas e as corrigirAs pessoas de sucesso corrigiram seus pontos fracos, e os mais freqüentes, hoje em dia, são; os vícios, a preguiça, a falta de conhecimento, a inveja, o acomodamento e o hábito de gastar mais do que se ganha. Isto para citar só alguns.Olhe-se no espelho e descubra seus errosUma personalidade agradável obtém sucesso mais facilmente. A propósito, eu me olho no espelho e me pergunto; O que que é? Percebo minha face invocada e me respondo – Quero o melhor de mim. O leitor deve desafiar-se ao espelho. Vencer os próprios limites, é vencer de verdade. Trocar erros por acertos é a maior vitória.Ensinar é a melhor maneira de aprender o que se está estudandoOrganizo os conhecimento que adquiro e o espalho. Talvez, para muitos, eu seja um paspalho, mas para mim não sou. O vocábulo educar vem do Latim "educo", que significa desenvolver-se de dentro para fora. Então educar significa ser autodidata, isto é, se ensinar, aprender sozinho por meio de leitura e experimentação. É claro que para ser um cirurgião, um engenheiro ou outra profissão que possa colocar em risco a vida de outras pessoas, é preciso um mestre, mas a maioria das coisas aprende-se autodaticamente. Mas é preciso esforço e muita boa-vontade, além de um mínimo de afinidade com a atividade proposta. Este texto dá uma pausa para uma históriaEra uma vez um político (marrom) que se casou com uma mídia (marrom), e os dois foram morar numa fazenda. Lá constituíram suas vidas. Certo dia, passeando pela floresta, encontraram um filhote de águia. Colocaram-no no galinheiro e o chamaram de "povo". Ali, no galinheiro, a águia chamada povo comia na mão do casal mídia e político. O povo foi crescendo, embora fosse uma águia se comportava como uma galinha. Depois de algum tempo, a fazenda recebeu a visita de um poeta, que enquanto passeava pela fazenda encontrou o povo. Chamou o casal, e disse - Este pássaro aí não é uma galinha, é uma águia. De fato – disseram o casal. Mas nós o criamos como se fosse uma galinha e ele transformou-se em galinha. E colocamos nele o singelo nome de povo.-Não - retrucou o poeta.- O povo é, e sempre será uma águia. Pois tem coração e mente de águia. Um dia entrará em conjunção com a sua missão, e estes dois órgãos irão lhe mostrar a grandiosidade da vida.-Não, não deixaremos – insistiram – O povo virou galinha, e jamais voltará a ser águia.Então decidiram fazer uma prova – O poeta tomou o povo, ergueu-o bem alto e com palavras animadoras num tom desafiante disse; - Já que você é de fato uma águia e não uma galinha, já que você pertence às coisas grandiosas da vida, não fique ciscando e comendo migalhas. Abra sua mente e seu coração, suas asas, e voe!O povo pousado no braço do poeta, olhou distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.Político e mídia comentaram:-Não dissemos, o povo virou uma simples galinha!-Não – Tornou a insistir o poeta – Ele é uma águia. E uma águia é sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhâ.No dia seguinte, o poeta subiu com o povo no teto de uma biblioteca. Sussurrou-lhe:-Águia, já que és uma águia, abra sua mente e coração, suas asas, e voe!O povo em cima daquele prédio da biblioteca, recheado de livros, sentiu a vibração que emana da palavra e ensaiou um vôo. – O casal se entreolhou e se movimentaram, jogaram ao chão uma quantidade maior de ração.- Quando o povo viu a maioria das galinhas ciscando no chão, desceu e foi para junto delas.– O casal ensaiou um desejo de desistir da prova. O poeta sorriu e voltou ao seu intento.- O casal despistando disse; não adianta, o povo virou galinha. E além do mais seria muito perigoso para ele voar alto, cair e se machucar. Ou até mesmo, se rebelar, fugir e se perder.- Não respondeu firmemente o poeta. Ele é águia, e quando chegar a recuperar o seu poder, ele vai saber o que fazer. Amanhã tentarei de novo.No dia seguinte, o poeta e o casal levantaram bem cedo. E foram para fora da fazenda, no alto de uma montanha. O sol nascia na vida de todos.O poeta ergueu o povo para o alto e disse:-Povo, já que és águia, abra sua mente e coração, suas asas, e voe!O povo olhou ao redor. Viu a imensidão do mundo. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o poeta segurou o povo firmemente, apontou o rosto do povo aonde o sol iluminava e lá estavam os livros que livram. O vasto horizonte abriu-se na mente e coração do povo. Nesse momento, ele encheu o peito e abriu suas potentes asas e com um grito de liberdade ergueu-se, soberano, dono de si mesmo. E começou a voar, a sentir o gosto e a responsabilidade que traz a liberdade. O vento e o invento de sua imaginação criaram um mundo novo O povo voou e voltou. Perdoou os erros seus e do casal. Assim criaram um mundo equilibradamente harmônico. Moral da história: não nos contentemos com os grãos que nos jogam, busquemos nossos ideais e vivamos plenamente. Quem não quer isto, que vivamos plenamente, na verdade, são os corporativistas. Os donos de grandes marcas. Faça da sua vida uma grande e fraterna aventura.Viu. É básico ser-se para viver plenamente.Transforme a informação em conhecimento utilizável, e com o tempo será a experiência necessária para saber guiar a sua vida para um destino de sucesso e realização pessoal em prol de tudo e todos. A benevolência e altruísmo ainda vão ser moda, antecipe-se.A liberdade de poder fazer tudo, nós leva a fazer nada. Não seja uma marionete do sistema, seja o que você sabe e aprende com sua curiosidade. O mais que humano em nós só sai por meio de uma lapidação de nosso cartáter.
____________________
*Escritor e acadêmico do curso de jornalismo da PUCRS.
Texto publicado em site Extemporâneo em outubro de 2005.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Hoje é dia dos finados. Uma homenagem a todos que já passaram por essa vida. A morte é uma ponte...



 ...que nos levará para onde eu não sei e estou sem pressa de saber. Eu vivo, só isso.

Olho fixo para meu olhar no espelho de mim mesmo
Todas as pessoas são meus parentes
Rei sou seu irmão
Olho mais profundo e vejo meu ouvido ouvindo tudo
Mas não tenho como contar
Mas vou tentar
A luz
O fusca lá fora
1, 2, 3
Volte aqui
A espiral do DNA
O helicóptero sobrevoa
Poda essa folha
Branca de medo pelo que eu possa digitar nesse papel
Nessa torre de babel
Ouço línguas
Arrisco-me arisco
Estou de cara para tal aventura
O ponteiro me aponta
Apronta-te
Olha os séculos passando
Milênios
Ingênuos acreditam que não exista nada disso
Mas sai daqui tudo isso ae
Delírio
Tremedeira
Mais um passo
O espaço infinito
Controlo o rolo
Minha rola cria uma pomba e rola
Livre sigo
Vive tua vida
Olhe para o longe
O mundo é redondo
Já estou aqui de novo
Minha criança brinca na varanda
O tempo anda peralta pela parte mais alta
A montanha está acesa
Acessa os mestres
Os avatares
Relate que um cão late
Enquanto um gato mia
A vida é amor
A vida e a morte o são
A conexão é sem explicação
Não dá pra entender então

Voooolte

E eu e nem cansei

domingo, 1 de novembro de 2015

Esse som eu

...
Verbalizo meu som
Musico meu corpo
Bate em meu peito a bateria viva
Minhas cordas vocais
Gritam feito guitarras
E o céu acústico recebe meu som eu
E o sol a ao seu estilo vibra
Que musical!
Calmo e forte
A chuva tamborila meu olhar
E o vento causa uma flauta doce
Brisa minha música
E o meu pensar sola em consoante vogal
E meus pés em sola caminham para um horizonte musical
Que está lá como cá
Vertical
E o tom é bom sem ou com
Radical
Vamos escutar o suspiro inspirado e pirado
Vindo dessa angústia de cada artista
E rufa
E bufa ávida a vida
E tudo
E nada
E eu...
Quero que meus olhos vejam o que sinto que sinto
Que eu quebre q barreira do tempo
Console em meu colo as crianças
Os sonhos de todas as pessoas
Existe algo em mim que resiste
Essa realidade não tem nada a ver com a verdade
E arte
E a minha música
E esse som de lágrimas escorrendo
Sou eu correndo
E me dividindo
Em passado, presente e futuro
Um furo no muro
Veja por onde estou vendo
Fica bom o texto quando o tempo pára
Para que nós nos encontremos dentro de ti
Sim
Estou ae
Dentro de ti
Leia
Homem seja sereia
Mulher mije em pé
Tire da ampulheta a areia
Venha
Para ao infinito
Bonito nós juntos
Fazendo o som da natureza
Sinta os sinos do fim anunciando o início
Tine na retina
Somos ilimitados
O verde mais profundo do céu azul
Da terra marrom do sangue vermelho
O amor em toda a cor e dor de ser
E ver descer de si um gosto alto
Um salto para um futuro imediato
Mediado pelo seu eu que se fez nosso
E assim continua
Nua a vontade humana de liberdade
...


Não enganou



Enganou sua família
Enganou seus amigos
Enganou seus sonhos
Enganou seus pés
Seguiu um caminho que não quis
Enganou sua boca
Falou o que não acreditava
Enganou sua vida
Viveu outra coisa
Enganou as horas
Trocou sua vida por momentos
Enganou o amor
Enganou seu Deus
Não!
Pare de se  enganar
Volte para o seu lugar
Suas mãos
Seus olhos imploram
Volte do mundo dos enganados
Desenganados
O que você está fazendo?
Era uma criança no colo de sua mãe
E agora está sendo um boneco nas mãos do destino
Volte
Por favor

Precisamos de você
Se não for por você mesmo
Por nós que amamos você mesmo

sábado, 24 de outubro de 2015

Filme 5343

Eu sou assim

Eu te menti sobre mim
Eu sou assim enfim
Ái, ái, ái
Eu te senti sobre mim
Eu só enfio assim
É que eu, eu Eu não sei
Eu sou assim
Só digo que te amo quando estou quase lá
Chame-me de canalha Sob meu caralho
Cara olha pelo meu lado duro
Explodindo de prazer eu digo tudo
Bem vinda ao mundo do prazer sem pecados
A solução para mim é essa
Com respeito beijo teu sexo e teus peitos
Sinto viva a carne dura
De pura a puta
Depura astuta
Estátua que minha vara colocará em sua sala
E sob tua vala minha boca cala
Valha cada noite
 Cada dia Segura de si
De só saber que só vou aparecer para te comer
E rir
E beber Eu sou assim
Afinal de contas não devemos nada a ninguém

Um sinal

Cuide bem meu amor Cuide bem do amor A ti A si A nós A subida a montanha depende dessa mânha -Sim, meu amor eu cuido bem sim Mas é você que não vem Parece que tem medo -Bem sei que somos nossos Mas eu é que estou te esperando

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Têmporas

Se tudo passa Tudo passará E nada ficará como está Olho pela janela a chuva e o vento aqui dentro Novos ares Mesmos olhares E sobre esse meu mal estar Nem vou falar O cheiro do rio cheio invade-me E toda a verdade desse dia vai descer do céu E lavar E levar esse véu de ignorância a cerca de si mesmo Que todos temos

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Parque Mascarenhas

https://www.facebook.com/groups/187642244671912/611680282268104/?comment_id=612346215534844¬if_t=group_comment

sábado, 5 de setembro de 2015

Todos querem me atropelar

Eu olho para todos os lados Mas sempre surge um carro para me atropelar Pode ser minha mãe Pode ser meu pai Todos querem me atropelar Mesmo que eu seja tu Todos querem me atropelar A única chance é não ser atropelado Tornando-me um ator pelado

Galo, lavo meu homem

As crianças perdidas em mim se acham Experiençio-me assim Os dias passam assim Vivo ou morro tanto faz... se continuar assim Ao me desnudar livro-me da bagagem da vida Amo os homens Que em suas mãos levam Seu Eu ao mim que sou E assim lavam suas almas leves Chove... Faz sol... Tanto faz... Nem sei mais o que dizer Tudo isso vai passar Mas a minha criança vai persistir Ator da dor Da dor do amor

Minha mamãe e meu papai querem me dar (in construction)

Não suporto portas abertas invadindo meu mundo Estou sempre alerta a quem me invade Olho pra meu eu e digo Que por mais que que meu querer exija caminhe Saio e paro E vejo que de mim sai o impossível

Leia até o fim de si

As vezes eu amo alguém que não me tem em si
Olho para os óleos fritos e quebro meu pensar
Marco em mim uma juventude eterna
Marco em ti um ainda vamos nos encontrar

Olho meu olhos no espelhos e vejo óleos lubrificantes
Olho para o meu rosto jovem
Deus vem
Dio Vem
Deus diz em mim
Que haja o que houver
Vou estar sempre em mim
E muito mais no fim
Sim
Um
Não
Vai mesclar os diferentes
Deferentes
Separo o meu eu palhaço
Que da noite
Que da sua palha de aço
Lustra meu olhar
Que ao meu ver
Ao que de mim tem de haver
Digo
pOSso
dIgITAr o que quiser
mAS VECÊ vai entender o que quiser
Então vamos lá
Nos entender
O que eu quero é me enroscar contigo
E ir de Nova York até aqui
Onde possamos nos amar
E dizer assim sem voz
Eu te amo
Por que
Por 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sexo na sala de aula.



O conhecimento é transmitido por um professor que fica falando, falando, por 40, 50 minutos, parece que os alunos nada sabem, só ele detêm conhecimento. Os alunos são seres sem luz, não aprendem a pensar, só aprendem a repetir o que o professor diz. Tornam-se robôs repetidores. Ótimos para trabalharem com eficiência e rapidez. Não sabem pensar por si só, decidir, planejar, apenas executam o que lhes é mandado. O decidir, pensar, criar... é deixado para os privilegiados que receberam  formação em escolas da elite.
Na real os professores de qualquer escola têm que compreender que é preciso ter um processo de diálogo para repassar informações (conhecimento). E diálogo é feito lado a lado, não de uma posição superior (a de o professor é o que sabe e o aluno é o que não sabe). Ao estar dialogando com o aluno ele está compreendendo o processo de lógica desse aluno. Por exemplo: um aluno escreve seu nome “João” com dois “os” no fim (Joãoo). O professor que não tenta compreender o processo lógico que faz esse aluno escrever seu nome com dois “os” no final. Simplesmente diz que está errado, criando uma relação de superioridade a do “eu sei e tu não”. O professor que está errado, pois todo erro tem um processo lógico que precisa ser encontrado pelo professor e a partir dai professor e aluno acharem o caminho da compreensão, que é o caminho do aprendizado. O lance é aprender junto. O professor ideal é aquele que propositalmente põem-se diante do aluno como se estivesse buscando o porquê que João só tem um “o” no final. Aí sim. Os dois questionando e buscando respostas juntos criarão o saber.

A palavra “saber” vem da mesma origem de sabor que significa perceber o gosto de uma coisa, sentir. Então saber é uma experiência única. O gosto de algo é pessoal. Não existe uma pessoa que sabe mais que as outras, existem saberes diferente. Um filósofo sabe sobre filosofia e um pescador sobre pescaria. Professores não sabem mais que alunos, assim sendo eles têm que buscar no diálogo uma forma de se comunicar de igual para igual. Criando pessoas que tenham ideias próprias para resolver seus problemas, que saibam planejar suas vidas, que saibam questionar e opinar. Agora vocês já sabem porque o título desse texto. É para iniciar a comunicação por meio de cu... ri...osi...dade

Filme Brasileiro A crônica de um industrial

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Frases soltas



Lá venho eu de novo, achando que sou só eu aqui. Estou rodeado de gotas de chuva, de orvalho, de lágrimas. Puá. A triste certeza de um dedo em riste apontado para o espelho no qual reflito.
Abro a porta, corro. Minha mente torta faz-me voltar. E do ponto de partida de minha vida dou um oi. Foi a partir desse momento que decidi ir ao fundo do meu eu. A porta. A porta de novo. Toca a campainha. Mas ninguém em mim atende. Entende. Estou sem sim nem não. O passado pressente uma volta em revolta no presente que é agora. Mas arrisco com meu braço arisco comandar minha mão, que na contramão de meu destino discute consigo mesmo. Nenhum de nós está certo. O destino, este sim, é sempre certo. Lá vou de novo achar que sou um ovo. Chocado! Chorando. Dói sair da casca de mim. Minha casca, minha casa, minha casaca. Que coisa eu ser esse ser que não suporta o peso dos próprios sonhos.É!... Ninguém me tem. Um vintém que na real é somente uma moeda de centavos. Mas sentai-vos e escutais-me. Meus ais tocam notas musicais. Libertam-se da dor minha. Minha vida ali na esquina ainda. Gente jovem reunida. Almas. Há umas vezes que sinto meu corpo dizendo algo que se eu escutasse não suportaria. Por isso anoto tudo o que noto. Aqui estou eu. No terror de estar só. Representando no teatro da vida uma peça do destino pregado. A amizade flui feito água adentra, penetra por onde escorre melhor. O tempo todo se esvai, escava, e mesmo assim sublime eu gotejo do teto do mundo. Eu não estou tão só. Mas do que adianta jantar. Ao moço negar a juventude de se devorar. A dança da chuva cai feito uma luva nesse momento. E danço. Não ranço, nem canso. Mas do que me adianta essa tecnologia toda, se ela não volta. Ela quem retunde. Uma tunda. Uma duna. Minha dona sempre foi a poesia. Minha casa, minha asa. Minha caneta, minha pena, esse dedo que voa em pensamento e sentimento por toda a parte onde haja um viajante que logo ali adiante vai se acalmar. Onde a dor vá se aplacar. Apalpar vem o sal meu paladar. Rios em rugas recém formando. Minha face fácil, doce, reflete corajosamente na poça de minha fossa. A maior dor que sinto é minha amiga, minha musa. Está tão cansada quanto eu. E viaja, enquanto viajo. Quem poderá me defender se se não eu mesmo. Minha capa me capa. Não se reproduz a mesma velocidade que minha idade. É...chega uma hora que o resto é agora. Mas faz sol la fora. É...outra história vem se escrever, se apresentar para eu descrever. Um menino brinca na calçada. Grito. O chamo de bonito. Olho.  De longe parece eu mesmo. Não há ninguém lá, só aqui nessa casca que me descasca. Sinto um perfume que me fantasia. Aspiro ainda ser aquele menino. Em dúvida volto a janela, o menino não está mais lá. Passou. Tudo passa, como esse exato momento passará. Fecho a janela. Acendo a vela e saio caminhando pela escuridão. A verdade de que tudo passa me assusta. A vida em se debruça. Agora é a vida que me cuida. Paro. Penso estar ficando louco, mas não. Só mais um pouco deixo fluir. Dores. Cores. Flores. Amores. Fosse eu um espaço seria o sideral. Fosse eu uma música seria uma sinfonia de Bethoven. Vem som dizer que sou um com. Paro de escrever tudo numa tacada. Numa estocada. Sinto minha vontade de escrever esvaziada; Por enquanto como que por encanto fico de canto. Agora que vou ler tudo o que descrevi. E nada vou apagar. Tenho minhas contas a pagar. Se é que isso importa.