terça-feira, 7 de agosto de 2018

txts de 2005 do cd

A respeito da violência atual

Construir fatores possibilitantes de tais possíveis idéias:

Criar um local nas fronteiras amazônicas p/reeducar pessoas desajustadas.
Um local onde haja sustentabilidade, e q as pessoas aprendam a viver em comunidade.
 Invés de serem presos e fazerem a universidade do crime, farão a da vida em sociedade.
E se caso houver uma invasão estrangeira, nada melhor do q pessoas capazes de revolta a uma situação p/defender a paz. Os criminosos de hoje em dia serão a defesa do amanhã

Bem querer

Lá estava eu escrevendo poesia na água, quando um risco de sorriso do meu lábio arisco ensaia uma saída
Eu sei q há dias e noites. Dias frios e quentes noites também
Eu quis do sal meu mel, sabe meu salário eu pago, recebo o q dou. Na vida sou um anel...
Ah1 vou me esquecer só um pouquinho da dor e do amor, não vou transformar em nada tudo o q sinto.
Mas sei isto não saber.
Eu estou a sorver o amor q não  sai entra mais em mim
Esta fria e úmida noite espera do luar um olhar p/valer a pena este penar.
Licença diz a luz da lua q transpassa a nuvem. Vê, olhe bem o bem assim
E olhe p/mim o q tento fazer no mundo
Estou como sou
Esta noite está ficando boa
Esta poesia mesmo na água expressa minha sede de bem querer
As melhores celas do presídio central, são mais organizadas e limpas que muitos dos lares convencionais de cidadões, digamos, normais.

O sorriso, por mais lágrimas que brotem,está sempre florescendo
É porque estou fazendo minha vida assim nem só pra mim
O q os cara estão fazendo
É um da massa q esta os amassando
Por mais q se destruam a vida brota.
Por esse fio passa a vida ela retorna
A voz linda vem do íntimo
 É lógico
Claro q ñ sei o q estou fazendo e vc?
ñ vou lhe perguntar, portanto.
 A primavera vem, verás
o tempo passa p/qm ñ vê q lenta a mente nota q a paciência vem desda gruta
dizendo q tudo q vem vai porq volta mesmo de outra forma a verdade é uma grande mentira e vice versa
verso isto nesta conversaa impressa
o teclado musicá cara esse é massa
agora acho q sou um passaro vôo entre porcos achaco com meu bico
e como mágico uso à mola do rabo de porco p/propulsão e enfim a expulsão da loucura toda q não é boa. Vem musica me tira p/dançar a dança da vitória de todos sobre tudo o q ñ nos convem vem vem vem
Tudo bem então ñ vem, mas eu vou ir aí te colocar no ritmo q possam todos dançar
Entra e vem correndo para mim. Estou com a bola de cristal......
Doudivanas em contos crônicos e atuantes
                                                           

                                                                                                                                                 


Vá crack eu fico

                                                                                                                                               Por Cont...


O sol nasce, iluminando um casebre numa vila de Porto Alegre, apagando os traços sombrios da

noite. Um belo dia, de uma noite nem tanto.

Enquanto isso, um menino chamado Doudivanas descansa seu débil corpo, já em escombros de tanto desatino, tanta fuga. Esta ignorância, multiplicada ao sistema irracional da sociedade atual
resulta na desvida de um semelhante, mas não igual.
No arfar de um sono pesado o cansaço, o reflexo da movimentada madrugada no submundo de drogas e roubos em que o menino Doudivanas se metera.
Doud tornou-se um escravo do crack. O desobjetivo de uma vida criada em um lugar fétido e inseguro. A água, em sua vila, vem de mangueiras sujas, e o ar é ruim de respirar, por causa do cheiro vindo do esgoto a céu aberto. Sua vila, uma ilha esquecida por mandantes, com pessoas que nem lembram ou sabem o que é dignidade. Trabalhadores, sem o menor preparo, se vendendo por trocados. Desempregados a espera da fila para busca de emprego na segunda-feira, enquanto em casa nem pra a primeira feira dinheiro há. Mas a esperança ta lá, até no nome do lugar; Vila Esperança. Pessoas sem passagem na polícia, mas sem o dinheiro da passagem para procurar um meio de sair da miséria.
Isso tudo deixou Doud com poucas opções, mais a falta de amor fraterno, a base de tudo – esse amor que devia ser à base de qualquer sociedade que quer se equilibrar. Para a maioria das pessoas viver em harmonia.
Vindo de uma família desestruturada, Doud poucas vezes soube o que é um carinho, uma palavra de compreensão, um apoio, um conselho, enfim um direcionamento para sua jovem vida.
Uma lista de motivos acha-se para aquela vida torta que Doud seguia. O menino filho de pai sem estudo (portanto sem futuro), de tal modo tornou-se alcoólatra, cocainômano, ladrão e eventual traficante. Assim, Doud conviveu com droga dentro de casa desde o berço.
 O pai hoje está preso, com muitos anos, pela frente, de cadeia nas costas. Coitado dele, e dos que com suas atitudes impensadas faz sofrer.
A mãe de Doud, dependente de álcool e cigarro para suportar a dor de viver. Desempregada doméstica, escrava de emoções e sensações. Conduta esta que logo se transformou em vício, na doença mais comum em locais miseráveis, o alcoolismo. No início dos pileques ou porres, tornava-se sensível e emotiva, assim Doud e seus irmãozinhos recebiam uma mínima mostra de carinho e afeição. (Doud, com 15 anos tem mais dois irmãos; um de sete e outro de nove anos de idade). Nos primeiros minutos daqueles devaneios etílicos, aquelas pessoas pareciam formar uma família. Mas logo veio o primeiro golpe da má vida, seu pai foi preso. Sua mãe tinha que se prostituir para sustentar a família.  Doud tornou-se filho da puta.
Esse rapazinho de estatura mediana, pele parda, cabelo ruim, sem estudo e sem alguém para espelhar-se, com a mãe se virando, deixou sua vida seguir a deriva da roda viva.



Por falta de estrutura familiar e social na adolescência, a fase mais perigosa a desvios de conduta da vida humana, Doud conheceu o submundo da vida urbana.
Ele e seus poucos amigos se perderam juntos em roubo e drogas, não por curiosidade, mas sim por falta de opção. Sem uma visão de futuro não há presente na vida de uma adolescente.
Sua família perdida, com sua mãe na vida fácil e seu pai na cadeia, seus irmãos foram para um orfanato. Doud não foi para nenhuma instituição, sua rebeldia juvenil queria um algo mais para si. Uma vida com dignidade ou no mínimo com a possibilidade de se tornar parecida com  o que vê na tv, na Malhação seu programa predileto.
Desta perspectiva começa a desventura da vida de Doudivanas.
 Sobrou na vida de Doud só estranhos e vizinhos, estes só dão falta de Doud quando alguma coisa deles eles dão falta. Quando Doud os rouba para saciar seu desejo de prazer instantâneo. Ninguém sente falta de Doud, mas Doud sente a falta de alguém. Já que só quando de suas coisas, os vizinhos dão falta, é que lembram de Doud, esta foi à maneira que arranjou para existir para alguma pessoa e amenizar a dor que causa a falta de ser por alguém querido ou no mínimo lembrado.
Uma dor recolhida, mas não esquecida esta falta deixa.
 Todo mundo está doente, não só Doud. Perceba no pensamento normal de hoje em dia – As pessoas ocupam-se com suas salas, se trancam sim é a vida, mas não a nossa vida, nem a de minha família. Alguém na sociedade pode assim pensar. Mas uma criança como Doud merece ser tratada especialmente com compreensão e carinho, não com desdém, nem prisão. Sei que não é profissional chorar enquanto se trabalha, mas vou chorar, sou amador do que faço. Plim! Plim! Caem minhas lágrimas de ex-tudo pelas criancinhas. Entendam, o pieguismo é incidental.

-Um viciado que não o tiver roubado, lhe incomoda? Este e um assunto a ser tratado, junto com o viciado.
Doud quis colo nunca ganhou, resolveu fugir da maloca, há tempos são esses jovens que pedem ajuda. Suas atitudes selvagens são a forma de comunicação que encontraram. São seres não civilizados por não conhecerem o amor e a compreensão. Por que nunca tiveram nada disso,devem ser tratados como crianças especiais.. Ninguém parece perceber, mas exige-se uma reflexão, é preciso agir. Quem nunca sentiu fome, frio, dor, falta de amor, falta de opção, falta de dinheiro, falta de carinho e compreensão. Quem não nasceu no seio de uma família movida a álcool, num casebre fétido. Quem nunca teve uma roupa nova, um lugar limpo e quentinho para dormir. E mais, estas pessoas quando comem, não sabem alimentar-se. Não tem na sua alimentação ingredientes básicos para uma tomada de consciência, isto é, alimentos naturais que libertam a mente da escravidão e abrem o horizonte a frente para sair de uma situação de agrura. E pior, não vêem exemplos das pessoas mais privilegiadas. Que em sua maioria comem fast-foods em locais que mais são uma vitrine de ostentação. Resta somente o olhar indiferente e excludente, dessa gente que poderia estar igual aquela gente miserável.  
Parece utopia, mas é uma necessidade um processo de integração atuante em cada cidadão.
Doud já foi preso tantas vezes que nem se lembra mais. Doud não tem pais, nem paz, que país é este?  Muitos tremores nascem da abstinência, sua fraqueza é tão fácil de constatar. Todos vêem, todos vão embora, e agora aquela criança solitária com sua imensa dor. Seu grito, se força tivesse iria até Brasília, mas há ventos que não trazem, só impedem.
E esses novos inventos, a tecnologia sofisticada, nunca chegam pelos lados das vilas da vida.  O sentimento mais sofisticado do ser humano, o amor fraterno, está desplugado na atualidade.
Quem dará abrigo e educação a este futuro, mas já tão presente, cidadão. Poderá virar mais um ladrão e atacar uma família.
Algum destino parecido apareceu no jornal de ontem, o fim de uma vida que veio nos mostrar como somos esquecidos de nós mesmos. As pessoas não precisam de esmolas, está mínima cota de avareza, precisam sim de compreensão.
Doud perdido num dia bonito, acostumado a matar a fome, amortecendo a mente. Reflete na poça de água suja bem á sua frente. Pensa na sua vida, pelo amor não ter acontecido na vida dele, talvez nem durante a cópula, de seus pais (sexo animal), quando o conceberam. Doud um menino que nem na hora da criação, sentiu o amor aquecer seu coração.




É preciso ajudar essas pessoas para a violência diminuir, e a maioria viver uma vida tranqüila. Ter coragem é ter a visão de ajudar, não importa que eles estão sendo feitos para roubar, nós somos feitos para ajudar.
Estamos como estátuas trancados em nossos cofres e casas.
Ninguém sabe o que apareceu no submundo da noite vazia. Enquanto a gente dorme agora, aquela criança no vento e no frio lá fora.  Aquele menino tem medo do trovão, do vento virar um furacão em sua imaginação cheia de loló.
Doud quer, e quem mais queira, um dia mais bonito aqui em baixo. Sente que é preciso agir sem parar.  Sabemos que a realidade dessas pessoas é passar fome, mas na verdade há comida para todos.
A fome e a miséria explicam a fúria das ruas, que de vez em quando visitam os lares de qualquer cidadão que tenha onde morar e comer, o que se vestir, como se transportar. Esse é o preço a pagar pelo desprezo e desdém a nossos semelhantes que não tiveram a menor possibilidade de ter o destino de suas vidas guiado com compaixão e fraternidade.
Esta no ar a resposta, a solução, é só a gente se entregar, como um grão de areia, como uma gota nesse oceano de indiferença. Cada um que faça sua parte para mudar esse quadro. A cartilha está escrita no nosso mais íntimo e sensato sentimento. Somos todos iguais em nossos desejos e medos, as oportunidades que nos diferenciam e nos tornam indiferentes aos nossos semelhantes. O sol vai bater em nossos corações, lembra e vem, o caminho são vários, os destinos de todos é que é o mesmo.
Eu sei que palavras são capazes de formar novos pensamentos e estes podem ser geradores de uma geração fraterna. Algo que se torne parecido com o mundo que Cristo viu.
Mas como chegar ao objetivo, sem rupturas nos erros que se tornaram padrão.
O algo a mais está no agora. Chegou o porvir. Vai, vem, voltemos. Nós temos, todos, as nossas próprias razões.
A vida tranqüila, alegre e sensata, todos queremos, então proporcionemos isto para a maioria.A maioria vence, assim viramos o jogo.
O vendaval da violência não vai passar, se nós com educação a enfrentar. A paz não é ausência de conflitos, sim a paciência e sabiência de enfrentá-lo. Quando estamos lidando com pessoas sem educação, é que mostramos o quanto temos de educação, e entendam compreendê-los.
Mas mesmo que eu fizesse todos os textos do mundo, não iria entrar em todos os corações, mas de pedra nenhum humano é. Quando chegar o momento todos vão notar a sensatez deste texto.
 E irão de suas boas vidas se adonar, è assim as chaves são de quem as alcança. Na subida da montanha nos encontramos. Não há julgamentos, simples observações atestam o lugar que cada um merece chegar.
Isso tudo vai passar, vamos ver, há muito que fazer.  Chegou à hora, é agora, é aqui, cortemos os laços conservadores que não deixam a primavera chegar. Todas as estações têm que passar. Cortaram a poesia e a querem transformar em ilusão ou utopia. Hipocrisia!
O mundo não é dual, cada um tem um lado, todos tem suas próprias razões.
A luz do conhecimento mostra o caminho. O verbo (poesia) é o início. A imagem é passageira. Para que lado você vai seguir. Na direção da luz do que você intimamente sabe, irá seguir a cegueira da multidão ou irá ofuscar-se com o brilho e poder do ouro. O coração e mente em conjunção lhe mostrarão a direção. A luz clareia o que é preciso ver e seguir. A leitura é a atividade que trará, com o amor, o melhor futuro para cá agora,

Mas na manha da vida daquele pobre menino, o sol também luzia.

Já alta manha, o sol bate, no canto úmido daquele casebre, na peça onde dorme Doud. A luz clareia suas roupas e seu material escolar.
Neste mesmo momento a sirene de uma SAMU passa pela vila e o assusta.
Num pulo Doud salta do chão – sua cama é um colchão no chão -.
Percebe não ser a polícia, se espreguiça e pensa no novo dia nascido faz tempo.
Novo na vida, mas no fim, num vicio. O jovem corpo recupera-se fácil das destruidoras madrugadas.

Madrugadas de frio, tensão, fissura e sexo vazio. Novo na vida, na noite da vida.

O menino dera as costas aos seus brinquedos, tremulo foi encarar seus medos, mas da pior forma,

anestesiando-os.

Pega em suas mãos livros nunca lidos, lembranças do nunca tido. Livros mau olhados, molhados pelo sereno

que cobre todas as descobertas.

Olha o seu material escolar e entre lápis e papel denota outro destino. “Pensa verdadeiramente somente uns








poucos segundos”. Sua vida pode ser outra e bem melhor, se lutar contra seus desejos e falta de boa vontade.

Mas desiste e mais fácil desistir.

Deixar a vida a cargo de emoções e sensações lhe parece seu destino, que ali naquele mínimo momento de

reflexão estava sendo traçado. Ele não, por si decidindo, foi. Lá vai mais um corpo vivo e, triste, sem cabeça.

Um numero na lista de um partido político. Um paciente do S.U.S. da ala do I.M.L. Um cliente da droga.

O menino achava ser felicidade tal sensação, proporcionada pelo vil valor roubado. Viver era aquilo para ele.

Suas pernas finas vivem e o levam onde podem Sua mente fechada, subnutrida de boas informações.

Bombardeada pela realidade que insiste em o cercar.

A madrugada passada não tinha sido boa, mas conseguiu roubar o botijao de gás da Dona Matilda, - aquela

velha chata, que vive a me xingar, ficou sem café hoje de manha.

“Em vez da Dona Matilda, ter uma relativa amizade com o menino, no mínimo para não isolá-lo ainda mais,

somente o reprime. Parece ate que odeia o menino perdido. Sabem o que e odiar uma criança perdida, ou ser

uma criança perdida e odiada”. Isso e caso de todos, se todos sofremos as conseqüências.

O menino ainda com remela e nariz ranhento, corre contra o vento, contra tudo o que não sabe que sente. E

correndo chega ate o local onde escondera o botijao, pega-o, vai ao boteco do Seu Ernesto. Trata, fecha o

negocio, menos da metade do que vale.

Na verdade esse Seu Ernesto e um negociante explorador. -Traficante de pinga para o meu pai, e vendedor

de dor e mentiras para a minha mãe. “O Próximo e tu Seu Ernesto, na madrugada roubo teu boteco”. Pensa o

menino já fissurado pela pedra. Mas esta promessa, não viria a cumprir.

Mas mesmo sendo pouco, o dinheiro tava na mão, a grana para mais uma pedra, para mais uma viagem.

O menino seguiu o seu destino, pedreiro destino. O caminho traiçoeiro do vicio, o inicio do fim da vida do

noviço.

Tem que pegar o troço, vai lá na boca. Becos vila a dentro, acha o antro, um homem que por dinheiro mata o

cliente. Outro como tantos capitalistas.

- Vende uma pedra ai!






Já com a droga na mão, e com pressa lembra-se da lata furada, que fora o cachimbo da madrugada anterior.


Ta lá a lata o aguardando no bico, o terreno baldio onde jovens costumam drogar-se. Lugar de muita fissura,

então local perigoso.

O menino palpitante, nem em palpite imagina do que a fissura e capaz.

Precisa de um cigarro, acha um Plaza amassado, olha para o lado percebe um maluco vindo. O menino

cabrita-se pensa em largar, mas não, o vicio o dominara. Tudo ele arriscou pela pedra, “não era agora, na

hora do pega que ia dar zebra”. O maluco passa, o menino volta a seu caminho sem volta.

Pensa, enquanto fuma o cigarro, para fazer a cinza viagem.

Prazer e revolta misturam-se a uma dorzinha de barriga. Revolta por só ter apanhado da vida desde cedo, pai

bêbado, mãe desestruturada. Mas a chance a pouco estava em suas mãos, nos livros, mas não. 

O prazer pelo objetivo atingido, o tornara livre. A sensação que sabia, iria sentir naquele pega, era o motivo

de tanta agrura. “Ah, sensação boa”. O cérebro do menino que nunca soube como e a sensação de carinho,

conheceu o prazer das drogas, e não teve a oportunidade de conhecer o prazer de se amar, amar e ser amado.  

Oh! Pobre e coitado menino, por nos condenado ao asco e ao esquecimento.

Também pudera o menino já nascera pobre, fraco, mulato, baixo, feio, passou fome e frio. Foi à escola, só

pela merenda, mas quando a escola cancelou a merenda, não foi mais. E sua família desinformada sobre os

valores reais para estruturar uma vida na sociedade. Seus vizinhos daquela vila fedorenta, gente operaria.

Gente normal, pensam ser do bem, só porque não fazem o mal.

E só mais um elemento, mas fundamental, ninguém ensinou ao menino, o valor da leitura na vida da pessoa

que tem a vontade de ter uma vida boa. A leitura esta atividade que alcança o âmago do ser, que tudo de bom

lê. E procura sensatamente entender e formar sua própria opinião sobre o que e bom ou não. Mas não, só o

rodearam de ma noticia, a desgraça alheia tentando o  conformar de sua própria miséria. A falta de

oportunidade como carma.

O menino se rebela a tudo, almeja ter tudo, mas a sensação mais barata e o quinhão que lhe cabe desta vida.

Só resta esta pedra louca.





Enquanto o menino pensa que pensa, um olhar algoz o fita.

Tudo pronto; cachimbo, cinza, a pedra, o fogo. Falta só o pega, a tão desejada tragada.

De repente uma peixeira fria corta-lhe o pescoço. Fria como a pedra que estava em sua mão, agora vazia.

Jazia o menino desde que não lia, sua vida acenou de manha, pedindo socorro, nos livros. Em suas mãos

estava outro destino, mas não.

Gritou! Seu ultimo ai. O menino no seu sangue quente jorrando, viu sua vida passando. Ah, se tivesse por

outro caminho optado.

Antes de seus olhos fecharem, seus fechados ouvidos escutaram uma voz dizendo; Te avisei, veja o que da

sua vida anda fazendo.

Seus olhos fecham.

Sua mãe chora, agora.

Na lagrima se reflete a vida.

Temos chance.

Mas não.

Mas temos chance.

Mas não.Mesmo assim, continuamos, todos, a ter chances.


                      

                                                                                                                                             Cont...






















                                                            A opera R.E.P. de Doudivanas

                                      
                                                                                                              Por Cont...
                  
Eis que surge o sol naquele céu cinza O horizonte se avermelha, abre-se um azul entre outras cores

circulares, que chegam a um violeta calmo.

Linda a linha, que liga deitada a aurora.  Agora doura, o antes distante eldorado.

O Sol surgido, fortalece a força necessária para uma manhã chuvosa de segunda-feira. Nosso amigo

Doudivanas sonhando desperta, espreguiça-se e vê o que a luz ilumina. Uma segunda - uma nova tentativa-

feira. Acorda, vê a luz na janela aberta da esperança. Pensa uma solução, faz  uma poesia, reflete sobre ela.

Interpreta suas ondas.

Surfa dança, surge uma esperança. A boa vontade, agora bate em Doudivanas. O coração, essa entranha que

bate. Também sente no que bate.

Quando nesta carne, a vontade se une a unha, surgem as garras. As garras do ser, é ser o  que quer ser..

A ilusão e seus toc-tocs batem na porta da frente do carnal sentido, sentem a direção da harmônica


comunicação social. Seguem o caminho alado, anelados as melhores vibrações que os pensamentos podem e

devem causar.

“A mente popular atual pode intercompletar-se. Se cada si, num instinto natural de união, procurar-se”.

Doudivanas procura-se. Opta por trabalhar por diversão.

Faz uma ópera para os operários. De sua intima procura, exterioriza e lança o Libreto “Triunfalmente Livre”.

A opera que canta palavras faladas, naturalmente sobre a vida atual, em ritmo e poesia.

Num Ritmo E Poesia nossos isto e, atuais e atuantes.

A Opera R.E.P. uma integração de artistas, de platéias a palcos.

Doud imagina que sabe o que iniciou, na mutua imaginação.

Doudi grita da platéia; luz do sou, sou sol aqui, palco ou platéia.. Quase louco, mas critico Doud. expulsa do










seu eu, o frio, fraco e fedorento do tanto mesmo e sempre que era  o seu modo de ser pros outros pensar.

Nisso se fazia sua vidinha. Muda, urra. Olha! O que vêem pelo cintilar das ações. O pouco o reflexo do

normal assombra-se por tais. Urra mais, como uma fera não procura motivos, só urra! Desaprisiona sua voz..

Sente-se aliviado e senta-se.

Seu solsinho aquecendo-o, parece o trazendo.

Observa a bonança vindo, esquece um pouco da tempestade, mas mantêm-se atento.

Doud decide escrever, cantar e dançar ao ritmo do que contempla.

Passo a passo vai criando o seu espaço.

“Sopra-se longe a ira, quando a gente em si, inspira e entende o que aspira”.

Doud dança no seu canto, agora o meio por onde expressa o seu tão nosso, que se esconde em cada um.

Descobre poeira no oculto segredo, o elo da coragem com o medo. Nada escondido estava, a luz da reflexão

ilumina a mina escura e funda o trem da tua vida. Boa, se sabida. A vida torna-se um espetáculo de canto e

dança.

O paraíso, para isso existimos.

Interpretar as letras magicamente unidas, numa expressão, diríamos... assim; o trivial da complexa

simplicidade que mescla, no entanto conecta a mente e o coração,  aqui e agora com o então.

Fizera uma opera que diverte quem quer que veja. Uma opera que ri da dor, ri do amor. Torna a vida um rio

onde todos estão e vão à mesma direção.

O sucesso foi tanto, o do Libreto, que o sol bateu na janela de muitos quartos. Acordados decidiram começar

agora mesmo, o caminho não e pra um só.  O sol nasce pra todos só não sabe quem não quer

Não viam-se mais  exemplares do “Libreto Triunfalmente Livre” parados, estavam todos em mãos de
pessoas interessadas. Acompanhando a Opera R.E.P. com suas mentes leitoras, atuantes, agindo e sabendo

ser isso, o viver a vida.

Mas também que língua vibrante o ouvido de Doud interpretou em seus textos. Brilhantes que dão vontade









de cantarolar, encantar o lar, o núcleo familiar.

A historia e essa:

Doud. escolhera ser nas ruas a pessoa mais feia, pobre e teimosa, que imaginara. Tornou-se um discriminado

da sociedade, e percebeu que ele próprio exclui-se mentalmente do meio em que vive. Porquê a essência do

ser é comunicar-se com os outros, e fazer por entender-se. Mas no estado psicológico em que vive o ser, que

não se desprende de sua realidade em nome da verdade.

Doud. não iria seguir o comum, acharia uma forma

simples de resolver a raiz quadrada do inconsciente aflorar-se, com a resposta mais intima e afirmativa.

Doud. em laboratório experimentou-se. Recheou-se com amor e alegria de viver, assim se fez.

Representava um belo interior em um monstro horripilante exterior.

Esta simples analise e a historia.

Que bela dramatização do cidadão na sociedade Doud. apresentou em sua Opera R.E.P.

Deixou todos alegres e pensativos a cerca de suas próprias inerência humano-sociais. Colocou-nos que

somos responsáveis pos parte de nossa historia e destino. Mentalmente, sem a selvajaria do capital.

Lembrem união de coração e mente com boa vontade.”A verdade e maior que a realidade, contate”.

A trama sem hipocrisia, nem pieguices, sim com sensatas e palpáveis... digamos constatações.

Doud saiu dos parâmetros normais de seus muitos “ais”.

Tornou-se tão amplamente atual, que parece necessário.

Suas frases longas exprimem tudo e todo o sentimento, que por uma vergonha sem sentido não  torna-se

explicito. Causando noites mal dormidas e dias mal acordados. Doud excluso de sua sociedade atual,

retornou com as básicas ferramentas desde idos da humanidade. Palavras, boas palavras em movimentos.

A sociedade insana, não por crueldade, sim por necessidade negou-se a verdade ultima dos fatos primordiais.

“A palavra, dança caótica em números ordenados”.

Doud canta e dança no palco da vida. A ribalta da vontade torna suas intenções exeqüíveis e suas atitudes

claras e conseqüentes.








De boas intenções o mundo esta cheio, certo de que Doud sabe, que o que nutre também mata, não exacerba.

Magicamente ora coloca doçura, ora coloca loucura, flerta o sano, flutua no insano.

Furta do espectador a dor, a debulha. Denuncia a inerência hominal atualmente, faz agir através da reflexão

não da coação. Não somos animais selvagens em busca do alimento para a prole, apesar de egoístas.

O destrabalho desconstruiu os verdadeiros valores do homem atual. “Dos escombros erguera-se à arte de

viver”.

Doud propositadamente ingênuo cutuca as indissolúveis condições atuais dos humanos, na vida em

sociedade.

Retrata fielmente, as suas próprias frias mentes de corações ardentes. Há razoes em sermos às vezes

irracionais.

Livre Doud proporciona a liberdade aos populares que se encararem.

Doud escreve em seu canto, o destino, o fim de seus desatinos.

Doud percebe na dor sublimidade e se não fosse seus experimentos, nada haveria feito.

Mas o passado não se apaga, porque a experiência o paga.

Doud provou seu gosto em cima dos outros, em si encontrou o todo.

Em cima de suas costas estavam os músculos movedores de uma mente comovedora. Movedora de dores

mutantes, sabidamente selvagens. Agora Doud, não chora ante ao seu drama.

Expôs o gosto amargo do remédio, do destino tecido pela família desestruturada. Desossada de verdadeiros e

úteis valores para a vida social de cada ser. Baseou-se no que os outros pensam que pensam, e também nos

que pensaram verdadeiramente em todos os tempos e atualizou-os. Pensando que sabe também não pensar.


Doudivanas, Doud... d’loucuras me sanas Doudivanas.

Moral da Historia Geral


                                                                                                                            











Contos Crônicos e atuais:



HISTÓRIAS P/JANTAR



“A esperança mora na imaginação, e o cultivo de pensamentos positivos enriquecem a

mente  a portadora da faculdade mais que humana, que é o imaginar. Saiba que a

esperança é a última que morre, assim é,  quando se está sem saída ( dívida, vício, paixão

perdida ou outra situação)  e a gente decide sair do pensamento comum e andar nu pelo

jardim novamente, mas  agora com nova mente. E aí, descobre a verdade despida de

preconceitos, não a verdade absoluta, mas sim uma auto-afirmação, algo em que se basear,

para depois, sim, se conhecer, se perdoar e amar.E para completar o regozijo, se entregar a

uma paixão, moldá-la pacientemente até chegar ao estado puro e cristalino de amar, se

amar e ser amado, sem querer possuir o amor, sim ser o amor em todas as suas formas. Isto

é o que nosso “Doud” está tentando neste conto de”Cont...”.



Jardim sem fim


                                                                                                        Um conto de Cont...


Doudivanas aprendeu algo sobre viver, ao sobreviver as duras lições que a tempestade da

ignorância causou em sua vida, por sua falta de experiência.

Não se ressente. Sabe que o passado é uma semente e a vida um jardim, a se plantar e com amor

se cultivar.

Doud esta ciente que nada do jardim o pertence, ele é que pertence ao jardim.

Em contrapartida Doud sabe que tem a vontade de ser o senhor do seu próprio pensamento e que

é por sua sabiência é que fluirá a vida que almeja. E que foi essa a intenção que o salvou dos

infortúnios.



Assim Doud cultiva um jardim de flores e frutas, e reflete com elas. Com uma alimentação

frugal, alimenta seu pensamento e vive o rico fruto de sua imaginação. E com as cores de um

caminho colorido por flores, aspira uma vida harmônica no olor de sua caminhada.  

Sua esperança de um hoje melhor, já é agora, a todo instante seu pensamento e sua ação.

As flores dão um colorido florido em suas ações, e isso lhe causa belas reações.

“Flores amenizam” diz um ditado atual, e amenizar é uma forma de harmonizar e

correlacionar os sentimentos.

Frutas dão uma qualidade a mais ao pensar, todos devem saber; a gente é o que a gente come. E

como não comer frutas, se alimentar sem nada matar A árvore continua lá no seu lugar. Isto é 

alimentar além de sua fome, alimentar a sua calma.

*Após lidar com suas plantas, Doud sente-se um pouco mais consciente de si. Calado não fica,

o coração bate acalmado, mas não satisfeito. Esse coração que sabe o drama da íntima alma,

e procura a calma pura, precisa de alguém para o seu corpo dividir esse prazer de viver.

Á esta busca é preciso empreender ação e compreender a reação.

Urge a necessidade de causar rupturas no que está errado, mas está como padrão. Os

conservadores que conservem suas dores. Doud é conversador, versa a dor.

Doud não fica sentado na poltrona no dia de domingo.

É preciso agir, sussurra sua vontade em sua mente audinte, algo diz - Aja, atue em seu tempo,

ocupe seu espaço sendo, não sejaum número.

Seu íntimo sopra intimamente: -Aja, atue... ação, já!

Procure um meio essencial de canalizar a energia necessária para seu intento;  sua

intromissão.

-Chove na imaginação de Doud. Inundado, chora lágrimas. E essas lágrimas regam o seu

exterior (ação) que cresce com seu intimo (reação).

A água rega tanto, que se torna música, um regae. Reage... Uma melodia íntima que o instiga

a avançar. É à força da sua vida em harmonia com a natureza, que o convida para dançar.




Olha em si, sente o sal de seu mar rebelde encrespando seu corpo em vagas.

Uma onda aponta, na praia rebentando, sua face salgando. Sua mente faceira torna sua face uma

praia. Vira prancha seu corpo. Na crista do vagalhão surfa seu coração, dropando um destino

sem razão momentânea no oceano eterno.

Doud desfila sua forma de pensar, sem causar medo de mudanças, e nem espanto nos outros.

Doud não aterra ninguém. Com ninguém aterrado, sopra ao ar uma melodia, é meio-dia nesse

lado da vida.

Doud começa a dançar e a em si pensar por nós. Óbvio cai. Mas levanta sorrindo. E diz que

na sua boca veio um gosto doce e foi Ele quem trouxe de dentro dele mesmo.

É que o paladar, e não só o dele, aguça-se na hora em que a dor  se transborda em experiência

vivida de uma vida sofrida. Esse doce desliza sobre o mar salgado de sua face molhada, e essa

água lhe conta alguns segredos da vida. Alguns, porquê Doud imagina que o melhor do segredo

da vida é o misterioso presente passando..

Loucura, mania, dor, tudo Doud sentia antes de sua suposta maestria em sua vida. Tudo passava

como um ferro a vapor, passando o pavor, desamarrotando o seu destino antes delineado, agora

delineando. Enquanto cada momento passa tatua-se n’alma signos. Palavras cheias de amor, e

tudo o mais o que for e vier.

Léxico somos. Com ou sem rima, Doud vive pra cima, o abaixo são suas experiências formando

Sua base forte.

Mas Doud continua só no seu jardim sem fim.

Tanto céu, tanto meio, tanto canto. Tantas pessoas, tanto espanto. Tanto tanto, mas é assim ,

sempre tem o tudo para chegar ao meio, o encanto!  Doud no meio do seu canto dançando.

Lembra-se da época em que tonto, em substâncias externas, buscava sensações internas.

Percebeu que de tanto, chegou ao fundo do nada. Ali sem apoio externo, só sua internidade podia

o salvar. Em meio ao desencanto, surge a poesia da energia infinita. O éter nunca visto da vida

comum de tendências luxuosas. Somente sentido na vida sofisticada que a natureza simples nos





apresenta. A energia que Doud agora sente, é a mesma que providencia o alvorecer, o crepúsculo

e o bater de seu então solitário coração. Bem como o tudo e o nada se tocam pela energia

circular, Doud aprende a não parar. Bloqueia-se quem, além de contemplar a beleza e harmonia

dessas paragens, tenta se aprofundar mais em tais verdades. É simples viver, é só acompanhar

essa energia circular na eterna poesia.  

Doud sabe que a gente precisa de poesia, mesmo que por enquanto Narcisa.

Sua mão trêmula, sustenta de alimento a mente que fomenta tanta ilusão.

Surge uma dúvida; ñ seria falsa! essa ilusão? Nem tudo o que se sente está no dicionário!

Ilusão, desilusão tudo é caminho deixa o bixo.

Doud agora se arqueia para observar uma flor, olha para o papel, o papel que seu viver tem

na vida de quem o cerca. Pensa: Já que uma flor proporcionava pólen para a abelha fazer seu

mel, a quem serviria  seu pólen( seu viver) e  quem iria torná-lo mel (útil).

Qual seria sua contribuição para a beleza harmônica da natureza Se descobrir, procurará da

melhor forma fazer. Mas Doud sente que precisa de um par, uma mulher para amar, compartilhar

a empreitada de bem viver. Turbinas ligadas, requisita com sensatez, sensações e emoções que

lhe tragam boas observações.

Com elegância, nem rico, nem pobre, Doud o retirante do sentimento torturante, ordenou seu

corpo errante; Levante! Não tente ser perfeito, ame, tem alguém especial batendo no seu

peito. E esta batida é esse alguém querendo entrar e sair. É desse vai e vem que viemos.

Para isso que nascemos. Vida aprenda viver.

Sua mente não duvida da vida, da sua dívida, dividida em corpo, mente, alma, e propósito. Após

esta mensagem ouvida, sua razão sinfonicamente entregue ao coração, pede; calma! Paciência é

o nome do jogo da vida. O mínimo é o caminho para o máximo, sendo o meio o destino.

-Simples é a senda, se renda. A irredutibilidade trava.

Assim Doud olha o mundo, suas cores em flores e frutas, ao movimento rico do prismar da luz

do conhecimento.




Pensa se não está sendo arrogante ao pensar. Descobre que não ao procurar com quem

compartilhar.

Decide não lutar mais. Conflito, há que se o enfrentar, mas sem antagonismos.

A paz é a gente que faz”. Não existe luta em prol de paz, existe sim é a luz da compreensão

fraterna chamada amor incondicional.

O universo é a orquestra, a vida é a música, e a vida de cada ser vivo é a melodia.

É a mente que harmoniza o tempo de nossa existência e compreensão. Viver em meio a isto em

equilíbrio é o que podemos fazer.

Doud imagina que sabe que tem que um pouco disto tudo á aprender.

Pensa Doud, na profundidade da raiz de suas flores, como crescer ou tentar ser pétala e olor.  

Sair desta profundidade solitária filosofal, que do precipício o salvou, e encontrar na mulher que

se quer ser no amor carnal.

Reflete e percebe na força da reflexão a energia da ação. Que para ser, não é preciso ter,

então se torna energia a pura procura de uma doçura, o amor que irá adoçar o viver.

Doud percebe que não tem que ter o amor, mas ser o amor e daí amar.

A energia canalizada a um objetivo constante, ensina-lhe  o verbo cantar e o verbo dançar.

Segue a acompanhar com seu tentar..

Doud sabe que tudo o que faz, já foi feito, mas não do seu jeito. E não se importa. A

compreensão abriu suas portas para Doud entrar. Ele sabe que são muitos os que querem

compreender o amor, mas poucos conseguem.

Doud procura ser o escolhido entre tantos tentadores e tentações

Doud sabe que Deus acredita em sua sublime criação.Doud acredita em si, sendo uma criação

divina. Produz si sobre si, se atrela sem emblemas às estrelas.

Segue a regra da fuga,  para dar um tempo para a reação de entender seu ser.

Como todo ser humano curioso, primeiro duvida para depois por si comprovar, e da verdade

se adonar.




A gramática sintática do pensar precisa de rédeas, para o pensar se tornar uma cavalaria

alada.

Doud curva sua coluna, faz um círculo da cabeça aos pés. Entende Joões e Zés.

Contempla seu templo, seu tempo no seu corpo. As palavras, bailarinas doidas, apresentam-se

em pontos luminosos no céu. Desvanea-se, percebe que em todo o caminho há contras, ‘faz

parte’, como diz o outro.

Sem insanidades, Doud admite que está sendo ajudado nestes íntimos pensamentos.

Mas esta intromissão é sua, Doud só admite ajuda como auxílio para sua meta.

Zela pelo elo. Seu íntimo abastecesse de boas ações e pensamentos, isto é quase um segredo,

uma barreira para o que não é seu.

Conheça teus pés e irás onde ques. Doud não está com pressa, está com boa intenção e confia

na sua intuição. Sabe balancear os momentos de poesia e acontecimentos.

-Deduz-se que Doud sorrateiramente encena um papel, sua intromissão.

Seu ouvido ouve uma melodia, dança no seu jardim e cuida muito bem dele, aliás,

moderadamente cuida do seu jardim.

A felicidade de belos versos vem divertir, e a cor dos sorrisos tirar para alvos serem. O dia surge

na noite em forma de uma clara lua cheia, a noite perfuma os sentidos de procriação.

Vê! é o sinal de mais ou menos, a resposta da equação, claro com ação.

Doud meio que se assusta com a lua da meia noite branca. Parece o céu ser o oceano do séc. XV

e a lua de prata uma nau a espera de um pirata, para descobrir novas terras selvagens.

A noite e aquele luar romântico levaram Doud a pensar meditativamente com o coração,

Pensou em apaixonar-se sem ilusão, mas sabe que não tem medo de desiludir-se.

Mergulhou na procura da mulher que se quer.  

Vai, vem, a gente se dá bem.

De passagem na mão, embarcou na canoa a procura do amor entre homem e mulher.







Na busca das coisas mais lindas, ainda não vistas por suas vistas. Se perder e se achar nas curvas

femininas. Doud não quer mais se aprofundar, ele quer deixar-se atrair. Sabe quem agora é, e o

que falta. Falta se apaixonar. E a paixão pacientemente moldar, a tornar amor.

Em sua mente o amor se anunciou, saiu de seu jardim por um momento foi se olhar por fora.

Achou-se merecedor de uma amor sensual. Se no amor fraterno refletiu até encontrá-lo em si.

Este teria que agora iluminar o seu caminho para o encontrar, e de si sair.

Aprendera que amar é deixar alguém o amar e juntos serem um lar de dois templos.  

Doud acredita ter crédito.

Doud descurva-se, olha carinhosamente uma flor.  Vê uma mulher usando

sua boca para beber, ao invés de beijar e emitir sons  refletidos de grunhidos. Smacks lindos!

Queria dar e receber.

Bom como todo humano conquista com carinha de carente, percebeu isto na ébrea fêmea.

Sua voz, num tom de sim saiu em prosa. Sente que diz o que sente com seu semblante.

Num olhar mudo, diz tudo o que quer e sente porque tenta.

A mulher olha para Doud e se afugenta.

Doud tenta fazer ela voltar com um olhar calmo e convidativo ela não entende e vai embora.

Justo agora. Mas Doud sereno entende-a. Há monstros e bestas de diversas cabeças nas mentes e

suas sentenças. Não se aprofunda como o prometido.

Uma raio ilumina sua vida. Resolve sair daquele jardim e numa praia perto morar.

Sem saber onde quer com esta atitude chegar, mesmo assim vai se mudar.

O destino do amor começa a se desenhar, a partir de sua independência.








Não entendemos, não vemos, mas sentimos.

Não há monstros, nem bestas com diversas cabeças, só há nos mesmos, o motivo da vida.


Vem comigo ser um novo navegante nesse espaço flutuante, diz o próprio momento para os

dois. O temp agora não era uma coisa intangível, estava ali com eles tentando entender os por

quês de sai vida.

Um raio ilumina nossa vida, quando optamos por voar no mesmo lugar. Mas é preciso saber

a onde ser quer com isso chegar.

Já no ar ao anotarmos o que notarmos, nos tornamos personagens principais de nossas vidas.

E esse papel de anotações, em dobras torna-se um avião que não se perde nas tempestades da

vida.

Nos olhamos, nos tronamos, somos humanos e curiosos, Adelante! Impera a inerência de

viver no mesmo tempo, e agora ocupando o mesmo espaço sideral.

Cósmico momento, quanto mais nos aprofundamos, o azul celeste torna-se marinho.


O vendedor e Doud vêem do alto o que somos se nos formo. Observam do nada, o que

pensam ser tudo.

O vendedor sem estudo, pensa que não e de graça, adianta a Doud uma grana.

Eles voltam à realidade vindos duma verdade. Os pássaros cantam e as frutas doces os



recebem bem.

Existe superfície em qualquer lugar, um elo, um equilíbrio sem pesar, mas que não existe

sem pensar.

Para existir claro, escuro. Sim e não. Cinzas são. Mesclando imaginação e ação criamos toda

e qualquer invenção. E nossa vida é uma invenção, que mesmo sendo nossa ou não a

devemos nossa contribuição.

A vida não e um jogo de pinbal, e esse sofá. por mais que seja seu, não é suave  o bastante.

Aquela noite exigia uma comemoração, salvos e calmos jantaram os dois a pouco

desconhecidos, agora desbravadores do ser, dos seus viveres.

Ao sol dado agradecem.

A sombra apaga o esquecimento ou esconde tanta coisa, que se acha com a luz da idéia.

Que Doud e o vendedor estão satisfeitos e resolveram dessa louca viagem ao jardim sem fim

se aproveitar.




Cont...



























                                                                      O poeta e a louca



                                                                                                                    U m conto de Cont...


A tarde vazia de Doud se enchia com a simples visão daquela louca e bela moça.

Aquela louca beleza escondida, que só um poeta nota e anota.

O poeta, a pouco se mudara para um quarto em uma pensão, que ficava próximo a prainha doce.

O local era assim chamado; o hotel da prainha doce. Lugar que achou na medida para pensar em como curar-

se  de uma dor de cabeça. Uma corna febre, que nele se instalara.

Em seu quarto alugado, de novo em olho virado, estava o poeta jogado.

O quarto que escolhera, dava de janela para a prainha doce. E foi nesta Prainha, que bicudo o poeta

percebeu uma mulher. Mulher depois descobriu, que por todos era taxada de louca, por ver o nascer e o

por do sol todos dias. Mas por um erro profundamente humano, o medo, transpareceu.

Assim se tornou poesia, aquele ritual de melancolia, observar aquela figura, de semblante distante. Que todo

entardecer, esperava o horizonte jantar o sol.

A distancia encantava a tênue relação, entre ser olhado e estar olhando. O poeta e a louca supostos próximos.

De longe e sem luneta, a miopia alimentava a imaginação do poeta. Imaginava-a  menina, mulher,

inteligente, boa, leitora, e mais o que sua mente devaneante pudesse imaginar.

Tudo muito especial.

Paixão espacial, irrompendo ondas, “no ar de se amar”. 

Louca e provocante, a louca saia sozinha. Sozinha como a lua. Sua saia de havaiana, numa ilha, o seio um

vulcão, a lava vindo leve, o chamando no topo do universo. Eu não sei fazer poesia o poeta pensava, o boi.

Bonitinha ninguém sabia porque aquela menina vivia sozinha, chutava latas pela prainha e olhava para o

infinito. Distraída mirava o distante, via lá adiante no crepúsculo a tez, a cor do amor.






]

Romantizava o bardo.

E todo final de tarde, o sol como uma ficha na maquina do destino, inseria-se no horizonte. Enquanto, poeta
                                                                                                                                                                      
e louca assistiam o funeral de mais um dia de sol. Separados, mas juntos pelo prismar dos raios solares.

Amavam-se os dois, sem saber, nesses finais de dias assim.

A louca recolhia sua sombrinha, que da sua pele escondia aquele imaginar. A luz dourada do amor, a fitava,

ela sabia.

O poeta esticava os olhos, espreguiçava-se em sua ginástica ocular. Outros estilos de amar, também se

tornam amar. Se ambos beneficiar.

A louca sentia que alguém de olhar duro à via, a longa distancia e data.

Era o poeta com “Com dor de guampa”, que observava e imaginava saber o que aquela menina linda

pensava, naquela hora.

Uma intercomunicação a distancia, de idéias agremiadas ao mesmo sentimento.

Mentira. Ela no fundo sabia ter sempre um olho espião na sua imaginação. Verdade. Seus pelos crespos,

eriçados ficavam, em toda sua rosa intimidade. O final de tarde, era um ato a dois, sem pressa. Para depois.

A umidade causada, e o momentâneo prazer.

Os contatos, digamos telepáticos, foram treinados pela rotina.  Ficando de abstrato a um retrato 3 X 4.

Os contatos, refletidos pela luz que emanava do horizonte interligado, clareavam a relação.

E as energias captadas pelas vagas mentais produziam o movimento exato da linha de pensamento, que os

conecta.

“Quando noite e dia se encontram, alguma coisa acontece nos corações”.

Vai-se o sol, vem-se a lua, o medo da mudança, o amor atenua.

O amor e um pensamento físico, o sexo e a química, a vida a matemática milimetrica da poesia.

Pelo embasso do frio vidro passa o prazer, que transborda na onisciência dos dois. Estão tão próximos em

tempo e espaço, a uns poucos passos do paraíso. Uma fina casualidade, os dois ainda não serem







apresentados. Nem eles próprios, talvez se conhecessem... No amor não custa tentar, diz um ditado popular.


Seus mundos por mais que pareçam diferentes, estão prestes a se enfrentar.

Aquela menina (a louca), mulher, inteligente, boa, leitora esta mais próxima agora.

A louca decide abrir o seu imaginário, sai de sua reclusa loucura. Abre-se a doce brisa do leque do destino.

Uma obra, sua ação passada. Um requinte de mulher na busca, na conquista do amor exige-se artefatos, sua

humanidade sopra. O vento aponta a direção da Prainha Doce.

Aquele homem, poeta enclausurado em sua imaginação, mas não louco. Normal tampouco. Ele esta a

procura da cura de sua dor criatoria. Isto e, procriatoria.

A força humana tem um certo poder sobre esta historia, e ao escrever o destino dela, adianta alinhar-se a

natureza. Para o bem mudar a historia na linha conseqüente.

O amor, sempre tentador da uma ligada para sua musa.

-Alo, Lua? Preciso de um favorzinho seu.

-Numa noite de lua cheia. O peito febril do poeta inflou, e do fundo frio, que havia no vazio tudo saiu.

O que o enchia de vergonha, saiu.

Deixou ser um sonhador, naquele quarto. O poeta abre o olhos, cai os cornos olha para a porta aberta, sai

num berro. Num urro se desvencilha das encilhas, que insistiam em tentar domesticar sua feroz vontade de

amar.

Viu-se se avesso vindo, seu ego o motivo de tanto desentendimento, tanta fuga, aparecia agora honesto e

sincero. Causando harmonia e conseqüente equilíbrio. 

Surgiram possibilidades de boa vontade. Controlado, o desejo de ser que todos temos.

Um reflexo irico da matéria no aço refletiu um príncipe. Sua roupa suada transformara-se no traje que mais

lhe caia bem. Seguro sentiu a vontade de controlar, ele, o próprio destino possível.

Desceu correndo, nas suas profundezas apoiou-se, no fundo trampolinou-se.

Medalha de ouro nos 400m  raso, o homem estava um arraso.







A menina mais moça do que nunca, se banha demoradamente na água encanada que lava sua cabeça.

Desencanando um pouco para fora, o que era só por dentro. O perfume de amor que seu desacostumado

olfato estranhava, agora a encranhava.

A intuição juntou-se a seus cinco sentidos. Seus ricos, agora mais redondos olhos brilhavam. O espelho

refletia uma donzela a espera de um beijo.

Antes da hora do sol dizer, que mais um dia se passou. Saiu à louca, com um sorriso em sua boca.

Naquela faixa de areia, a prainha doce, marcou-se pelo destino o encontro. O fim de tanto desatino. Uma

vibração captada de um grau inusitado.

O poeta e a louca se cruzaram e não se notaram.

O poeta não era poeta.

A louca não era louca.

Mas um dia, quem sabe um dia.

“Quando cruzarem nuas, suas naus navegantes”.



                                                  




                                                                                       Cont...




                                                                                                  

















                                                                        PREMIO CCMQ

Gerson Luis da Cunha

Pseudônimo: Cont...

Av. Palmira Gobbi, 885/305B Parque Humaitá. P. Alegre RS    90.250.210

Fone: 9153-7448 - 3342-1253

RG: 8029779553                  CPF:

Titulo da Obra:    Doudivanas em Contos Atuais.


Sou Poeta Fanzineiro.

Tenho 37 anos, conheço os extremos da vida em sociedade, isto e, tenho conhecimento de causa, escrevo a

atualidade.

Assim iniciei escrevendo poesia, a seis anos, já tenho duas mil poesias. As constato como boas e atuais.

Tenho uma imaginação bastante fértil, e se eu não escrevo perdem-se no éter diversas historias, boas

historias.
                                                   Cont... Continua Cont...



Necessário;

Os contos que faltam, não estão digitados por uma falta de informação minha e pobreza, que dificultam e

muito a minha tentativa de bem viver e escrever.

Alem destes verdadeiros motivos, ainda tem os reais motivos. Fui saber do concurso no dia 20/05.

E não tenho computador e nem dinheiro para pagar a digitação, mesmo que eu digite.

Posso somente digitar em um amigo, que tem um computador, mas em pouco horário.

E por admiração e profunda gratidão ao Gran Poeta Mario Quintana, que faço questão de concorrer com a

minha humilde “primeira tentativa de digitar um livro de contos em 10 dias, em computador e casa dos

outros”.

Certo de que não consegui digitar. Senti-me no primeiro momento a fracassar, mas logo refleti, clareei a








situação e continuei. Depois serve de experiência se for dor, e se for sorriso será o amor.

E por amor a minha boa vontade, decidi mesmo assim tentar.

E tentar, descobri, e mais gostoso do que competir. Tentar e em si acreditar.

Tento de leve depositar amor e dedicação em harmonia com as possibilidades de concretização. Sem dizer

sim, nem não, sei que tento, tenho que acreditar. Adoro transmitir meu pensar.

Please!

Eu terei todos estes contos digitados ate o dia 10 de junho, acreditem também.

Só preciso de um aceno da  honrada e justa organização do concurso.

Atenção! Preciso só de mais dez dias para poder digitar minha obra.

Não haverá nenhuma injustiça, nem desigualdade.

Meu fone 9153-7448

Liguem-me, gostaria de participar e ser lido por vocês.

                     














                                                             















Índice: 

Doidivanas em Contos Atuais

1)       JARDIM SEM FIM (historia p/jantar)
2)       A OPERA R.E.P. DE DOIDIVANAS
3)       VA CRACK EU FICO.
4)       O POETA E A LOUCA
5)       O MONSTRO DO LADO
6)       ESTA E AQUELA
7)       EDUARDO E MONICA (não e aquela)
8)       2.104 A GUERRA DOS SEXOS
9)       A PASTA PRETA
10)   11 MINS EM NY
11)   COMETA LOUCURA
12)   O ANIVERSARIO DO SOL



































































  O monstro do lado

Nasce Doudivanas, a data foi bem guardada e o local, bem o local, pode se dizer que antes do nascimento de Doudivanas tinha uma denominação, mas conforme ia crescendo o rebento, o nome do local ia mudando.
Na infância questo menino assombrava o predio onde morava, com brincadeiras, todas, com muita alegria dele vindo, mas de gosto duvidoso aos outros.
Certa vez Doudivanas, que tinha a mania de explodir rojões, fez  bombas- relógio, usando cigarro como timer. Um primitivo mecanismo que propiciava uma explosão posterior. Isto dava o tempo necessario para execuoplano antes das explosao. E o plano era gritar; não atira tio, não atira. Socorro! Correndo e batendo nas portas dos vizinhos.




terça-feira, 24 de julho de 2018

Meu eu sem véu



Deitado no motel depois de ter dado uma
Fumo
Penso sem parar em parar

Preciso resistir
De novo preciso mudar
Tem coisas que ninguém escapa
Da música e dança da vida
Da mudança diária vivida

Sim
Penso em parar de amar o que está a me matar
Mas não vou perder o prazer
Porque pra ser não preciso disso
Desse prazer que já passou do tempo de partir
Em paz
Vá!!!

Quebro todas as regras
Levanto da cama e digo a gata que:
Procure amar primeiro a quem se ama
Não venho me amando
Vá!

Saio correndo 
E meu coração vadio que pela rua ardia
Agora sem covardia fugindo
Da cova que ardia
Está em paz em ritmo com sua própria batida

Sexo livre não é isso
Liberdade não é isso
Explico-me mais
Correndo estou indo de encontro a mim
Sentir esse vento contra meu rosto
É de meu próprio gosto

Indo
Estou voltando sem revolta
De encontro ao meu ombro
Sei que irrito os demais ao querer me achar demais
Vivam suas vidas sem julgamentos

Eu?
Bom...
Não vou me explicar para quem não quer me entender
O certo pra cada um é o argumento de quem tenta ser ao extremo o que sonha
Minha vida é única 
Uma túnica que impera sem espera
Uma fera sendo domada

Em contraste ao que venho fazendo me encontras-te 
Deus
Quantos eus hão em mim?
Quero achar-me ao que sou ao que vim
Indago
O que trago que só eu possa
Será sair desse poço?
Posso em poesia!!!

Minha rebeldia chegou ao dia D
Dessa noite que vivia
Quero subir dessa temperatura abaixo de zero
Quero sair desse inferno 
Não sou mais dessa dança
Não vou mais viver que nem eu vivia
Vou agora agradecer a tudo o que passei e...
Despedir-me elegantemente
Thank you
Tenho que outras vidas viver

Certo ou não?
Vou voar
As asas de cera serão o meu imaginar
No frio que estou sentindo elas não vão derreter
Irão erguer-me
Esgueirar-me
Especial
Espacial

Não sou parcial
Estou inteiro sendo
Mais uma dose de lágrimas não vai me embriagar
Tenho de mim uma foto no topo
No topo de meu corpo
Estou em descoberta direta
Eu existo pra mais que isto
Por isso estou mudando

As luzes da mudança estão anunciando que a escuridão vai passar
E temos que dançar de tempos em tempos outras danças
Claro que de noites em claro
Mal dormidas em busca de soluções
Estou finamente acordando de um momento que está passando


Acordo exausto
Mas contente por ter passado
O medo acordou-me mais cedo
Estou aqui de peito aberto
O sol nascendo lá fora e aqui dentro
E chove aqui dentro

Comove
Move

A cova espera todos deitarem internamente
Antes de enternamente
Esse corpo é nosso
E manter essa posse
É a nossa batalha
Deus a valha
Vale desse que façamos valer nossas vidas
Faço

Escuro escudo que me protege da luz onipotente
Clareie o alvo
Estou no campo de batalha

Eu guerreiro selvagem nessa civilização
Cria dela
Forjado a martelo
Foi-se o passado deixando o amarrotado se passando
Bravo e confiante sigo em medo
Nas crises de pânicos passados
Recoberto de lágrimas que esgrimam espadas
Tipo escadas de minha subida
Sabida dificuldade de viver numa grande cidade ou mesmo pequena vila
Lembrando de uma falsa experiência
Lembra que minto
Tudo isso é uma mentira que você está lendo
Uma fantasia da qual me visto
Para descobrir-me agora de tudo
Dessas resinas
Dessas quilinas
Da minha exposição poética nesse blog
Decidido
Digo que estou confuso
São muitos cavalos alado levando eu carruagem
Pégasos
Abandono as rédeas já que nunca segurei-as para achar caminhos
As pegava só para equilibrar-me
Para não cair
Não sair da viagem
Nessa carruagem sonhei ser presidente dessa gente que sou
Levei-me para as praias e baias mais loucas
Uuuuuu
Se você está lendo até agora?
Vou declarar que a poesia
Ela mesmo
Me trouxe até aqui
Ela abriu todas as portas fechadas
E não sou até aqui fachada
A próxima vez que me encontrar
Olhe em meus olhos o mais profundo que um humano possa chegar
Estou assim
Sou assim
O mar é feito de lágrimas
E as ondas são de tanto me agitar
E o vento são de suspirar
Ah....
Vou publicar este texto agora
Se não o mar vai transbordar
Sobrevoo agora as flores
Sou uma abelha
Não choro mais
Mas quero terminar este texto como um recomeço
De novo a velha história recomeça
Estou no saco do sorteio da vida
Um esperma que tranquilamente espera sua vez chegar
Uma metade da verdade
Uma vida vinda
Que seja bemvnida
Está retornando de novo à um óvulo
Sei que é difícil entender
Mas assim é o prazer da fecundação
É a vitória da vida que vem do fundo a tona
À luz da noite
Visto-me de céu
Não viva de varde a gaste na arte
Mas não esqueça de sua caneta/espada
A escada para a subida e descida ávida por vida
Sem dúvida a dádiva da vida é a poesia





terça-feira, 17 de julho de 2018

Sem conexão humana ou Trem Sub-humano





No trem e chovendo lá fora
E cai um raio na lavoura
Pára tudo
Inclusive o trem maluco da rotina
Eu um Zé Ninguém estou preso nesse trem
Chove la fora e aqui dentro de mim
Alguém me vê?
Preciso de ar de um bar
Me embriagar com meus iguais
Sinto-me assim
Desconectado das pessoas e dos lugares
De onde e com quem ando
Preciso beber 
Para minha vida engolir, descer
Esse trem estava indo pra onde mesmo?
E chove em Porto Alegre e em Canoas também
Enxergo uma pessoa olhando as horas
Pedindo uma esmola ao tempo
Um segundo para ser um vagabundo e observar a cidade molhada
Pra onde ia esse trem adiantar não ia
Nada ia mudar
Agora aqui nesse trem parado sinto mais o quanto estava, estaria e estou parado
Mudanças a vista
Nada a prazo
O prazo acabou
Mais olho pelas janelas humanas
Reclamações
Testas, bocas e olhos indignados
O celular corpo sem sopro
Desmotivado ligado ao aparelho
Todas pessoas bonitas
Mas uma pilha de nervos
Uns querem descer
Outros a sapatear - Vou me atrasar!!!
Quem vai meu dia pagar?
Eu não
Fiquei quieto em mim
Como um turista futurista via o futuro de nós mesmos
Trancado em rotinas egoístas
O futuro atirou-me essas palavras
Ouvi o que a chuva de minha alma dizia
Caia chuva
Esse pouquinho dágua do céu
Venha me conectar
Diga para nenhum de nós desistir de insistir
E que beber dessa água dalma salva
As gotas que do céu caem
Batem palmas nos telhados
São chamados
Gravito
Grávido de poesia insisto
Fecundo o momento
Faz muito tempo que estamos presos nesse trem
Só agora notamos
E devagar o trem começa andar
Ouço um "Graças a Deus"
Perdi de novo a conexão
Abro a janela para divagar
A chuva molha meu gosto
Essa chuva lá fora encontrou-me alagado aqui dentro
E vi por um furo o futuro
Juro
Vou seguir o caminho nesse trem relendo o que estou agora escrevendo
Ao relento tento achar meu talento
O trem começa a andar rápido demais
Escrever não consigo mais
As gotas da chuva molham meu papel de rotinas
E olham os meus olhos
E refletem em minhas retinas
Descortinam-me tudo
Dá tempo..



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Homem tira essa dor daqui




Aquele cara que você amou não existe mais
Pare de insistir
Ele deixou de existir
Não quero mais te ouvir aqui
Nada mais faz sentido só tê-la aqui 
Queria tê-la ouvido
Sabia onde estaria
Nessa baba espumante de loucura
Enfio outra agulha nessa tua bolha que nunca estoura
Sei dos meus erros por meus berros
E de meus acertos por certos devaneios
Estou imerso nesse verso
E ao inverso todo o universo cai nessa chuva
Que cai como uma luva
O vapor de meu pavor no vidro da janela olhando a rua nua
Eu aqui ainda na sua
Minha mente sua
Meu bem sei que pedi para você partir
A partir daí a perdi
E a dor a me repartir
Olho pra rua
SE chove sou eu que a molho
Pego meu molho de minha carne
Que essa dor se desencarne
Estou chovendo
Está doendo
Com raiva dessa dor

Dor de estar como estou
Por instantes de outros prazeres
Pra seres por seres outras
Assim carrego meu ego
Confusa minha voz difusa
Diz algo sobre nós 
Que torna minha mente do tamanho de uma nóz
Minha sombra assombra minha falsa imagem
Eu estou assim sinto tanta dor que o amor confundi
Se fundi
Me fode
Sacode meu passsado
Eu amarrotado sigo em dor
O arrependimento tem um comprimento maior que tudo
Mudo vou mudar num tão curto
Quase surdo espaço de tempo
Eu quero eu te preciso
Quero ser conciso
E tentarei o ser agora
No silêncio dessas palavras digitadas
Tatuadas nos vidros de todos os meus suspiros
O frio
O vento
A chuva úmida
Unida a minha dor
Zunindo palavras que lavram lavouras madrugadas adentro
Bebendo pelas ruas em farrapos
Voluntário de uma causa esquecida 
Minha vida urra um não
Minha atitude burra acorda
E concorda em tirar do pescoço essa corda
Ou não 
Mais uma noite de chuva e frio
Coberto de jornais racionais
Não 
Não vou aguentar
Minha rebeldia se rebelou desta noite
Eu vou fazer um novo dia ao amanhecer
A vida palpita um palpite de seguir meu coração
E pra por cor na ação de acordar de madrugada
E não importa o quanto tenha ou esteja chocendo
Nem o quanto ainda está doendo
Vou segui vivendo
E...
Aquele cara que você amou não existe mais
Parou de insistir
Ele deixou de existir
E a raiva dessa dor passou
Eu preciso estar onde estou
Ter sentido o que senti agora faz sentido
O céu com a terra se encontrou
E a dor foi o elo para conectar o sublime 
O amor me conectou e tirou essa dor daqui
Sou um novo homem
Renascido 
Morreu o Romeu da paixão
E hoje a água fria da chuva
De tanto misturar-se em minha face molhada de minha lágrima quente
Segue a temperar minhas tintas
Da nova vida que estou a pintar



quinta-feira, 5 de julho de 2018

Arrependi-me de descrever, mas agora só posso me ler


Não tenho tempo meu bem

Eu não mais kiss teu kiss
E o flagrante do beque não prende mais meu back
Passou
Assou o que sou
O show não parou
Continuou
Ou
Meu coração está de varde em ação
Covarde não bate nem apanha
Estou de graça pagando isso
E o show tem o dever de continuar-te
Escuridão...
Está inverno
Estou no inferno
Volto eterno
E ter no algo mais alguém é o que quero
E o chão insiste em abrir-se
Não vou cair
Despencar não vou
Vou voar
Sabe minha cara
Estou desiludido contigo
Fudido desde o umbigo me sinto
Pelas ruas vagando
Vagabundeando
Por ae ando
E ando por ae
Dei-me aqui de novo em ti
Sem ti mentir te senti em mim
Sigo seguindo meus extintos quase extintos
Bota mais um pouco desse teu vinho tinto
Prefiro seco mas seco teu suave
Sou ave
Rezo uma ave maria
Mal me sentia
Quando a vi ali
Roguei sem arrogância
Nem ignorância
Ela tão bela
O minha nossa mãe
Eu não sou só isso
Seu filho é bem outro
Vou me alongar pare de me ler
Vou me desnudar
Sou um Neymar a driblar meus dedos em poesia
A bola rima rola
Teime
Não queime
Vem me
O Elo tão belo
Pelo grelo da menina mulher passa a vida na vinda e na ida a vida
É tudo vida
Convida
Tanta to tonta
Confundo o eu com meu
O nosso é vosso
A voz é nós que costura a jura
Pura
Pula
O muro é o murmúrio
Estaciono próximo a tal muro
É tarde da noite e o show ainda não parou

terça-feira, 3 de julho de 2018

Lição de vida lida na contra mão

De tao livre estou preso nela
Nessa tal liberdade
Decididamente estou perdido em mim
E ela está a fim
Estou precisando de ti
Estou assim
Suspirando ao SUS pirando na janela
Pedindo ajuda para encontrar o caminho
Sobrevoando um lugar que não quero estar
Mesmo tendo nascido aqui na city
Quero sempre estar lá no mar
Mas sabendo que tenho que reaprender a aqui amar
Como?
Se surge o passado a cada esquina fantasma
Pessoas vivas
Discuto com as pedras paralelepípedas
Sou um farol de solidão, estou só sem eles aqui
Longe de tudo e muitos que amei e continuo amando desnudo
Um mudo monge
Um conde que se esconde desse passado passando
Nesse horrível modismo de ter que se conectar ao nada
As redes sociais que cada vez me afastam mais de mim e de nós
Solidão
Sofreguidão
Só o sol nota meu não
Meus gritos fingem ser algo mais que essa fuligem
Que essa lua nua na sua
Fogem de minha imagem sorridente os dentes
De sorrisos postados mas inexistentes
Se visto francamente por qualquer pessoa que usa mesmo uma fraca mente
Reflexão ausente pressente...
...Três dias de três anos das últimas três décadas somam-se aos trezentos anos
Que sinto isso
Lembro de minha juventude da perdição que a cada manhã sentia
Não vou derramar um manto escuro de incertezas juvenis
Vou declarar minha liberdade
Quero ter meu estilo
Sem grilo
Rico não seja pobre
Amado não seja odiado
O dia do fico está a chegar
Minhas lágrimas vão criar mares
Marés de amares todos vão ter e estar em suas salas de estares
Estrelas de seus pares
Obras de sobras
Cobras cobradas sem arrastares
Maçãs macias narcóticas
Colares sem coleiras de pérolas caóticas
Ok
Interrogaram-me e não soube declarar-me inocente
Estou preso
Pago esse preço
Essa pena de pássaro que não voa pago
Sigo vago
Cego se solto
Preso sinto o peso da liberdade nela
Complicando tudo ando
Mas você não está me reconhecendo?
Sou eu
Ou
Sou você que estou isto lendo
Esse é o dilema desse poema
Que está por si só se descrevendo
Li beldades
LIBERDADES



terça-feira, 26 de junho de 2018

Momentos Eternos




Sabe, todo fim de tarde
Sento-me na estrada que leva a praia e olho pra trás
Sem querer sinto-te
Fico ali esperando o pôr do sol
Sinto-me o que somos
E o que fomos um pra cada um
Eu não sei explicar
Sabe, sentado aqui
Sinto-me la a nos amar
E o sol se aproxima da linha
No horizonte como uma ficha se insere no jogo do destino
E o sol desce a só no céu
Seu véu devolve-me a ti
Como ainda sou seu
Meu amor ainda é nosso
Eu não sei
Sinto sem explicar sei
Os raios raiam
Brincam com minha sombra
É o jogo
Nada mais assombra
Alguma coisa em ti me atrai
Tipo o sol
O sou
E não é mol
E o que mais de nós posso desamarrar
Sinto ainda nos termos
Momentos internos
Momentos eternos
De sol e mar
Foi não
É sim
Bom te amar
Ti amo
Tamanho
Tipo esse oceano

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Luto pra não ficar puto


Bem vindo a minha imaginação
Ao desenho que digito em letras grito
Não sei o que vai sair
Vou me entregar ao prazer de escrever
O meu destino
Deus tino
Socorram-me não
Estou salvando a vida que havia perdendo
Eu sempre quis ser assim
Um perdido procurando não se achar
Onde estou
É o que sou
Sou da praia
Da loucura a raia
A rua  é a minha escola
E tu  como a noite é o meu castigo por isso
Sou seu bem sabe
Agora quem e o que é teu? Quem sabe?
O ar que respiro e prenso faz-me pensar pura mente
A força de usar o ar para me chapar consegui
De fazer a água virar cerveja ainda não
Sei que não fui nunca/sempre o mesmo
Essa minha falta de rotina tornou-se uma bandeira minha
Uma solução pra mim já foi
Não é mais
O mar é salgado por ser feito de lágrimas
Esgrimas minhas
Quero ser tudo o que sou
Sem ser rebelde ao ponto de duma ponte
Nem me conte
Tudo passa graça
Quero que olhem para mim como a si
E nessa mesa onde comem e bebem vejam-se assim
A escrita tá dita
O mundo gira até sem bebida
A estrada da vida segue ainda que só veja da hospedaria
Ou da padaria
Ria
Maria ou João
Saibam
Que escrever e ler o próprio texto é um alimento puro
Mas tão puro
Que nos fará quebrar o muro
Como que muro?


domingo, 15 de abril de 2018

Dia Amante no seu nosso céu - É terno



Um arco-íris assume completamente o céu
E a paz enfim está na terra
Somem todas as dores
E o céu mantém o azul
Todos os medos e problemas finam-se
Definisse as cores refletindo nos olhos de quem com o coração e mente olhe
E o estudo não se torna tudo
A experiência de todos são contadas e contidas
As pessoas percebem que as crianças não tem razão
Em não saber obedecer um não
E que os adultos entendam que os mais velhos não são um peso
Algo que os deixa preso
E que o arco íris redondo mostra que é bom tentar com a força de conseguir
Para conseguir seguir a missão de ser um não entre tanto sim das coisas como estão assim
Os mais velhos são o elo da noite para o dia
Existem coisas que só o tempo deposita
É que a rapidez do vento não enche o pulmão pra sempre
E nem mesmo bebendo toda a água que possa eu nunca mais vou sentir sede
Traio os tempos se for assim
Não respeitando os mais velhos que são o tempo se mostrando no corpo vivo
E por mais que eles não saibam qual é o maior sucesso dessa semana
E nem mesmo usem o último grito de: Compre! da moda
Aos mais jovens e aos mais velhos urge conexão
Surge no céu todas as cores que já foram modernamente criadas
As cores das bandeiras todas num arco-íris
Tenho que sair do meu canto e encantar
Estou ficando velho e não vou e não quero ser tratado como um capacho
Todos os que sobrevivermos
Vamos envelhecer
Ntaum vamos tmbm
Dançar os dias da velhice
Cantar os dias da velhice
Da nova velhice
Dos novos velhos
Dos belos velhos
Vou andar por ae
Dançar do jeito que posso
Cantar do jeito que posso
Transar do jeito que posso
Pra sempre vou querer viver contigo
O fogo mantém-se aceso sem azulzinho
O vermelho da cabeça da minha piça
O branco de meus olhos
O viço de noviço
Livre do tempo que passa
Do xixi que assa desde criança
Da longevidade deste texto
Vou continuar a contar meu lindo viver
A luz me privilegia as rugas
As rusgas que não mantenho
As ruas que não pisei
Como é bom viver até de velho morrer
Todo meu corpo usar sem egoísmos
Tive muitas oportunidades de mudar
Mas minha vida torta não seguiu a reta imposta
Olhe pelo meu lado
Por que seria diferente
Se todos seguiam caminhos iguais
O que minha alma de artista diria se eu vivesse a normalidade
Enquanto tinha idade de fazer tudo o que tinha vontade
Vou é aproveitar meu poder de comunicar o que sinto
E tornar-me de novo de um ovo à um pinto
E acabar só quando tiver como achar vontade de retornar
Fimifiz

sábado, 14 de abril de 2018

Estilo de amar


Tempo passe rápido
Quero ver minha história contada daqui a muitos anos
Algo sobre minha luta
Sobre minha lida para manter minha vida
E por todas as bordas que andei
E as vitórias e derrotas
Todas contadas epicamente
E que o espírito humano não só
Mas também o mais que humano em nós
Perceba que o que nos enseba
Trai
E eu ainda daqui digo
Nunca traí o que há de melhor em mim
E sem mais
Mas com mais
Brilho nas estrelas
Ou reflito no mar lindo
Ou mesmo numa poça d’água no chão
Sei que talvez quem estiver lendo-me agora poderá achar que estou me despedindo
Mas não é nada disso aqui
Estou mudando de vibe
De city
E vejo algumas pessoas sumindo
Estou assumindo minha vida
E eu quero que você que me lê consiga
Ou ao menos tente sair da manada
E consiga olhar para as estrelas
E perceber que o nosso lar está lá como cá
Estamos indo sempre de encontro ao cosmos que é nos mesmo
E nesse caos vivendo
Estou recomeçando
Meu estilo de amar


Nunca Kiss


Ela anda provocante
Uma comida para quem como eu está com fome
Ela brilha como o sol
É uma brisa quente
A a um eu ausente
Uma onda de retorno a beira que me salva do abraço de um afogado
Ela causa um ar de idolatria que vem de dentro de mim
Sem explicação
Sei que não devo me apegar
Mas pode ser tarde para qualquer não
O desenho que fiz dela em mim tá feito
Saio por ai e por aqui
Sem chão
É que estou afim de ir até lá
E beijar aquela boca macia
Lá vou eu
Um desespero de alma
Calma
Ui
Suma da minha vida
Volte sumida
Crio um bafo no vidro do que duvido
E escrevo
Digito
Meu grito
Te amo
Eu
Ai
Como dói
Eu não mais sou igual
Sou outro animal
Quero-me-te
Ai
To numa selva sem cão
To numa saída fechada
Tipo da boate Kiss
O ar me sufoca
Falta
Alta
Ta
Ah
Que fumaça preta no ar
Vou mudar de canal
Não vou ser carnal
Eu sei a cor do céu muda absurdamente numa tormenta
Eu sei do sol seu calor e luz por tráz
O sou
Nunca mais vou cair desse prédio que quis me atirar
E esse nó em minha garganta vou tirar
Vou levar meu lençol pra lavar e secar ao meu intenso retorno respirar
Eu estiquei este texto até compreender o que eu estou sentindo
Tentando dizer
É que sempre tem mais
O kilo do peso daquilo
Não faz mais parte da gravidade
Está pesando pra cima
Estou voando
Por isso arrisquei
Atirei-me
E assim tirei-me
Não sei
Mas vou continuar
E sei que disso vou lembrar com carinho
Ir até ao fundo de minha depressão e retornar sem remédio algum
E nenhum poderia ter feito melhor
Nem Merlin
Brilha agora no céu a luz que bate em mim e reflete o que há de melhor em mim
E do texto o fim?
Não há
Enfim estou sendo outro animal a animar
Outra incontável onda no mar
Tenho que contar
E Amar

sábado, 31 de março de 2018

Sei que não 6 eis a questão


Choro
Chuva
Shiva
Disse o que ouviste
Ou não visse
Rei
1,2,3
Cadê vocês
Fui só lá mais pra mais uma pegar
Não vem mancar
Jure com as mãos juntas nunca mais me pegar
Já que sou brasileiro
Sou daqueles trouxas que acredita no amor
Pare
Rare
Não pare
Não rare
Sei que dois fomos somos três
E três e três da seis
Six
Sex
Seis direções
Seios
Sei-os
Estive onde vais
Baby
Bebi disso ai
Sei da força do sexo
Nexo
Ex
0


Mif Mif Mi fiz de fim


Quem está aqui em mim?
Quem não quer sair daqui?
Suma
Se vá
Tudo bem continue
Nua na sua
Eu entendo sua vontade de não sumir
Mas suma
Assuma
E tente com vontade de ganhar
Assuma
Andei por ae procurando você em outras vaginas
Imagina que não achei
Franco sou
Fraco fui
De fato aquele fato que abortas-te fui eu
Teu afeto
Fostes dos amores de verões o que mais me esquentou até aqui
Mas foice
Livre estou de novo
Quero te dizer que nada tenho a te dizer
Que vou de velho morrer
E nunca mais
Nunca mais
Tanto faz
Lembro de quando era criança
Brincava de pegar e de esconder
Não tenho saudades disso brincar
Amores se foram
Mixturo tudo
É que faz tempo que não escrevo
Ó como é bom voltar para o que se nunca quis abandonar

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Te amo enquanto

Sem limão na mão nem cachaça
Loco por tu tou
Qual sua graça?
Sou seu sem som de sim sem não
Sem montagem monto me conto
Tu é tipo meu invento no vento
Dizendo to ti querendo
Eu sou sim
Porquê não
Já meu amor aquece meu mundo
Meu coração
Vivo no morro 
Vivo não morro 
Corro ao fel perto do céu de ser seu em busca de nós
Direto a folha que cai da arvore do pecado
Demonstra que a maçã não foi dada por nenhuma cobra
O conhecimento é o que cobra a macia vida cheia de mãnha
Faz tanto tempo que escrevi a bíblia
O tempo que é meu invento
Passa de lado o pecado
Tento não te tirar de minha costela
Quero ser tua dor mulher
Tatuador de folhinhas de menstruações
Em teus braços que de aços são carnes
Suas no ar de amar todos os dias não férteis
Tem gente demais
E não calcula minha loucura
De não querer reproduzir mais pessoas
Saiba que ser um tio não é ser til de não
Sutil sim tem o momento exato de fertilizar
Bato uma na fora na hora H da semente ovular
Batem em mim as horas que queimam em toras
Pelo porque nasci nessas horas
De cor sei lá atrás
Um atlas do ar
Mostrando monstros no ar
Trafico monstros
Tráfegos trôpegos 
Sem saber minhas falas falo
Digo que meu umbigo está comigo desde que o mundo é imundo
Não calo surdo divido mudo
O mundo que raia conforme a fumaça
Do impasse de um rei querendo ser seu princípe
De uma rainha sem a quem recorrer
Vem correr concorrer
Com as horas atuais
Tipo internet de grenais
Anais
Bossais
Penais
Vejo que meu vício é você
E que o edifício é difícil
E que ao estender-me busco entederme
Do porque sou síndico se onde administro não tem você
E eu ao estar assim estou aqui
Vou seguir meu eu atrás da busca de sua frente
E o ausente que a gente sente sempre
Só sei que sou livre para ama-la
Estou louco ainda e ando a amando
Fugi do combo
Da Kombi
Do comboio
Estou confuso em ecos divinos de amar
Amo o oceano que seus olhos mostram
Sei que não vai haver um sim de todos daí
Lembro daquela foto que tirei e retirei
Dizem as pessoas que eu não deveria ser assim
Mas como assim
Se sou assim
...
Ter amor assim como o que eu tenho por mim
Só poderia ter me feito assim pra ti um sim
...
Amar você que é proibida pra mim
Mas vi em teu olhar pra mim
Que uma reprise de sims
Dirão a mim
Que eu preciso ser preciso
Calcular o tempo exato que falta
...
Não lembro mais quem sou
Mas estou aqui
E digo ao fim sou assim
Olho para o lado
A linha de volta
Eu não sei mais
Se digito com minha testa este texto
Já que meus dedos se recusam
Mas sigo
100 desistir
...
E amanhece em meu lugar
E você não está
Não vou
Mesmo achando lindo
Não vou chorar
O que há comigo?
Achar bonito chorar
Louco pra dormir
Vou dormir
Com a certeza de que te amo
Por enquanto

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Ar de Deus ou Um não mata a dor

Ai ai ai au
Ando por ae com você até no WC
Paro para mijar olho meu saco
Olho para minha piroca
Vejo do lado na minha cabeça grudado
Tua saliva 
Olho para o lado
Me salva cara
Abro um saco de pipoca
Estou viajando em mim mesmo
Nem cinema
Nem cerveja
Nem bar
Sou mais um só nessa cidade cheia de pó
Uma estrela solitária no céu marinho
Guardado num ar marinho está meu suspiro
Sigo reto para a praia
As loucuras que ainda raia
Estou confuso sem uso
A festa estou vendo pela fresta
Só tenho mais coisas a declarar se for pra ti
Tenho um dado que sempre dá seis
Passa manteiga nesse lado do chão
Bem onde vai cair meu pão
Certo que o furacão vai passar
Grito aos ventos
Não apaguem minha chama
Estou em brasas
Não
Não assoprem mais
Esse ar de Deus
Leva minha dor
E deixa meu amor



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Tua vara

Tô perdido aqui em mim, meu chapa
Estou sem início e sem fim
O vício é assim
Sinto o que sou
Mas perdido dentro de mim estou
No espelho me dou um tapa
Acorda larga dessa corda
Segura na ponta
Achar-se é um mistério que se acha antes do cemitério
Skol para
Bi-polar tara
Hei né quem você pensa que é
Não se engana cara
Ela  não quer mais