terça-feira, 26 de agosto de 2014

Xis naquilo



Estou sentindo em mim algo que quer sair
É o inferno quente de meu céu de ser homem frio em fuga do cio
Algo que move minha mente até o meu coração quente
E é esquisito o show do que sou
Lá o meu chão de sol pisa pela primeira vez na lua humana de 69
Sou uma mentira dita a fim de se tornar uma verdade livre
Livre de ser uma única verdade
Quero marcar em mim o fim do sim a tudo o que não quero pra um brinde que valha um tim-tim
Mas sim eu sei sou assim
Falta me oxi no meu gênio de ósi, de iso
De liso 
De tentar ser o tal
Quero algo que torne-me rápido como um pensamento livre
Livre do sonho de ser livre
Preso aqui
Estou e estamos
Quero-me livre do love que dissolve
Disse 
Do love amor que rima com minha dor
Algo que me locomova desse chão de saber que o fim está em cada sim
Mesmo que não de cada não tiro minha vida aqui assim
Vou fazer tudo o que puder pelo amor à todos e em todas as línguas que digam o que pensam sentir
Mesmo que mínguas de espiritualidades
É que meus melhores amigos estão agora me lendo
Se estás
Então...
Vou buscar mais uma poesia em minha geleira solar
É só olhar
E ler daqui pra depois que seus ois encararam-se em decisões
Erradas ou exatas
Mas suas n
Que agora natas sobressaem
Assim cada página aos homens serão vaginas
E às mulheres serão duros pênis
Pois sex é six
Seis direções 
Marque a sua passagem algo além mais
Que da perna nua sua
É que s vida está nua de pernas abertas
Em horas incertas
Travestida de coração  mente que não se entende

sábado, 9 de agosto de 2014

Livre Love



Sinceramente me embriaguei com tua visão
E indeciso decidi não te procurar
Flutuei  até ti encharcado de lágrimas
Nua no flat a voar estava você em minha imaginação
Fui até o chão de minha paixão
Mas não deu pra evitar
Raiva amor senti por ti
Desculpa minha ligação
Eu nessa noite louca atrás de alguém que não me açoite
Me aceite e diga sim para essa minha loucura de tanto querer
Essa é a minha lei nessa selva sou um rei
Leio poemas loucos no ar 
Nas nuvens que anunciam que emoção vai transbordar
A música que toca no céu de minha boca é tocada com tua língua 
Hálito ventando
Inventando um novo veículo que nos leva a uma nau de lençóis
A cama de quem se ama inflama e chama
E sem roupa inauguramos um novo paraíso para isso existimos e insistimos
E a quero nua abaixo de zero e eu quente em tua frente
E querida esse olhar perdido de tristeza que nota em mim
É simplesmente a compreensão de que apesar de tudo que faço
Não tenho verdadeiramente alguém que me quer bem
E isso não é uma confissão ou confusão
É uma observação
E como disse lá no inicio 
Decidi não te procurar
E nem mesmo me embriagar
Fico aqui mesmo olhando os ponteiros do relógio
Que apontam pra alguma direção diferente da gente
E aceito o destino
De continuar sendo somente um menino para as mulheres
É
Mas nem tudo está perdido
Sinto o sentido de minha vida
O amor da minha vida ta vindo
E vai me encontrar de portas abertas
Livre

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Minha voz ecoa como loa nessa universo feito canoa em correnteza a toa

Sexo quero amor
À uma mulher que eu queira colher flores todas as manhãs
Que eu faça um show
Que me faça sentir feliz sem porquês
Que me dê um pouco de chão
Que depois de tudo eu continue nu a amando
Ui mesmo que doa ou não
Que seja só uma onda que passe
Que tenha um fim como tudo tem
Que me amasse e depois passe
Tudo mais ou menos assim
É meu espírito livre quer sim dizer sim
A essa voz que eu queira escutar eternamente aqui dentro de meu coração
E que a liberdade que eu tanto almejo encontre sossego
E que o voo do morcego pare entre meus dentes
Reajo e ajo
Gajo
Tenho engajado em mim o amor maior do mundo 
Que está tão la no fundo
Estou só
Chega de solo
Quero o chão da emoção
Da paixão desenfreada
Da mente cheia de pensamentos ardentes
Há nesse mundo alguém que caiba
Alguém que entre essas estrelas
Nas entrelinhas dessa minha vidinha caiba
Minha voz ecoa como loa nessa universo feito canoa em correnteza a toa


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Não vem com essa de não tem mais

Pare de ser criança
Pare de paranoia
Claro que toda merda boia
Por isso não se afogue e nem se afobe
Some o fantasma da falta de fome que o consome

Entenda que a vida toda a sua é culpa sua
Se seu bolso está vazio
Perceba em si a riqueza no cio
Olhe para cima desse vazio
Cresça e apareça para si mesmo
E saiba seu lugar e valor
Nesse gigante mundo
Deixa de ser vagabundo

domingo, 6 de julho de 2014

Tu tmq provar q tu é tu
u p mim  q sou eu

domingo, 29 de junho de 2014

Alguém quer o que sobrou de mim?


...E as pessoas querem mais provas...



Minha cara meu corpo muda
Eu não fico mudo
Falo da minha
Da tua
Não sou mais o mesmo
Só um close lá dentro
E percebo que não sou o centro
Espere ae
Está tudo mudando agora mesmo
A praga dos dias corrompeu os sonhos de nossas noites
E eu satisfaço meus desejos
Cansei de ser o que não sou
Representar no altar de um bar a triste falta de boca
De ceva e de coca
Que vontade de mijar
E as velas das naus ascendem a outros litorais
Enquanto isso há um mosquito horrendo me mordendo
Alço-o a um monstro me sugando
Tem que ser épico cada instante
Dessa minha vida épica
Grandes momentos pegam fogo e iluminam o movimento
Alcanço meu corpo a alma
De fato sou um estúpido
Ou não a tristeza de olhar pra trás de novo não
Tá sim ok eu amo vocês
Mas cada um no seu quadrado desse mundo redondo
Acendo velas
Tá bom
As luzes de cada impulso levado a contento
Eleva minha compreensão
Por isso estou nesse canto cantando
Ou não lá vem o passado querendo me deixar amarrotado
Mas anoto tudo em um papel que passado a limpo
Mostra um eu lindo
Mas o passado baseado me impulsiona em blocos
Que de tão pesados parecem ser de uma pirâmide
E eu que nunca me pensei assim
Eu centro de tudo no mundo
De escanteio vejo que a cruz é o mapa
É a certa mira de minha Vó Mira
Minha voz tira isso de mim
Fecho meus olhos e vejo o que por dentro estava se escondendo
Só um close no que há por dentro mantém a par
Eu a mim mesmo amar para poder querer ter o poder de mudar
A mim e ao ar de amar
E que pra mim que sou eu
Sei que doeu perder
É que ganhar não é parar de perder
É só aproveitar o que sobra de si
E o que sobrou de mim?
A verdade
O amor

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Vida Judia



Vou descrever o silêncio que há em mim
Alguém me escuta do outro lado desse vidro?
Há quem se escute
E quero dizer a a esses e a mim que a vida vale a pena
Enquanto voarmos por lugares inimagináveis
Sem asa de pena
O tempo em mais um clock diz dê-me um look
Mas siga a si e seus instintos
Que de tão distintos
Há os que os querem extintos
Mas o que os outros querem se metendo em sua vida
Essa vida que mesmo vivendo toda parece curta
Vá diz o dia
Vadio ao vazio
Eu em cio
Em cima do muro que segura e separa essa água
E pendura esse relógio que um dia irá se quebrar
Mas o tempo é esse ponteiro que aponta o dedo na tua cara
Lá dentro
E que no fundo é o destino
E é só seu
To tão tontão
Apertando o botão de help
SOS the time
Não sou um
Universo show sou
Nesse time é só nós a desatar
Ae que o não diz a si: Não
E o sim também faz assim, como não?
Afinal o sonho é o conjunto que se poe em oposição a sua atual posição
Que há entre o sim e o não
E só você e digo isso a mim mesmo
Só você que somos nós mesmos
Vamos até lá na hora do suspiro
Na prova final
Colar na prova uma trova
E não há nada mais que esse gelo em cima da mesa
Na mesma
Só você que somos
Irá voltar
Na chuva rala que nada apaga
Ascendo
Amuleto de Hamlet
Um cricket no chão clareia a pista toda
E o escuro conversa com o silêncio
Por que é assim
Não tem não
Quando é é




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Contagia o contagiro
de onde energia  tiro

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Soca 3

Nosso destino
Nossa coragem
Nossa verdade
Estão todos dentro de nós mesmos
Aventure-se a adentrar-se
Conhecer-se
Por isso conheça-se a si mesmo

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um fino me traz você


Olhe como estou e diga aos meus olhos o que sua franqueza não alcança
Molhe essa relva de seiva invés de ceva
Depois de perder o controle você disse ao padre que não há em suas partes
Algo tão podre para compartilhar 
Professor, invento cada palavra para exprimir o que está a me espremer
É tanta confusão que estou em fusão
Por favor pare de dizer não com tanta perfeição
Sou uma criança perdida e com fome
Sou franco
Sou espacial
Um frango dominical
E está tão longe onde possa estar
Sim é nessa que minha espessa pessoa divaga e de vaga em vaga estaciona no que é proibido
Ontem mesmo levei um sim tanto a sério que quase cometi o crime de trocar de lugar

Mas o martelo de meu juízo disse não

domingo, 8 de junho de 2014

Fé não dão



Achei no meu coração uma canção
Ela conta uma história do mundo
Ui de meu uivo sai um não enorme 
Um não que causa um fim pra tudo isso ae
De minhas tripas uma trupe vai
E que das estrelas finas que passam pelas fibras de todas as janelas
Finos finais façam
Mas minhas professoras professavam o sim, aceitação
Eu olhava por meu espírito livre e não
E continuo tanto
Que de minhas narinas saem até hoje o ar branco que satisfaz o meu eu negro
Rode sangue vermelho ao sol amarelo
E de minhas cinzas ministre-me sem "Minister" ou outro vício
Já dei-me demais a endoidar-me
E vocês todos lembram bem
E claro que suas interpretações sobre mi que sou-nos sempre darão em sis que são
E desses milhões de sóis que são
O dobro de sombras assombrarão
É só isso que me sobra e que cobra
E se bem que não vejo mais nada não
Nem tudo sim
Eu tenho que sobrevoar minha própria alma
E há uma outra por ae? que queira sobrevar-se?
E do helicóptero helicoidal de meu DNA capto-me
E das aspas dessas asas que me assam ao sol de saber o sabor de se ser
Em meio a tanta dor que me deixa tonto todo o ser
Mas sai um eu de mim em mil
Latindo um latim antigo
Miando a milhas e milhas acima dessa montanha
Do alto dessa dor gólgota que sempre volta
A revolta do ser é de si descer
De ser seu próprio ator que atua na vida sua
E faz nossa 
E o solo cada vez mais perto
E o salvador ali
E a dor que não quer ser salva
Cresce como a relva dessa selva
Concreta a mente em sentimento
Sentido a cada centímetro desse caminho que caminho
E os dedos das mãos que tanto apontam agora se aprontam
Para para si apontar
Está chegando a hora
Que seja feita a nossa vontade
E o sacrifício feito então
E já do chão dessa canção vinda do coração
Eu não quero desse ar nada que não me faça levitar
E se no ar minha vida derrapou
Aqui estou a suar o suor pelos olhos
O mistério eu não posso saber
O corpo exposto aos poros que puseram em esforços
Evaporando
Apavorando eu Adão em frente a Eva
Serpentiar foi-se pela foice
Voar é pra poucos
Mas ser o ar é pra todos
Suspirem profundamente e vamos nos encontrar
Fim não há


quinta-feira, 5 de junho de 2014

O vento me forma como as nuvens



As nuvens se formam com o vento
Eu me formo em movimento
Traga mais uma
A minha vida está livre
Eu vou para onde quero
Eu sou um show
Cara me esqueci
A noite é longa
A luz varrerá a escuridão
Olhe bem aqui
Eu não sou bem assim
Olhe bem pra mim eu não sou assim
Na queda adâmica
O meu estilo de cair é voar
Acho até que não é pecado
Mas o meu sonho é
É

Chego a idos em sonhos doidos
O sal lavou
Levou todo mal
O sol me levou e me trouxe meu bem
Eu estou aqui evoluindo no mesmo lugar
Espalhando em mim o que sou
Aqui nasci por um destino escrito
Descrevo que sou ainda escravo
Uma rosa e um cravo
Isolados pelos vasos
Vastos jardins
A chuva molha minha face
O vento solar abranda o pranto
Como da refeição feita e refeita
Desço aos porões de meus corpo
Emociono-me
Sento na minha mente contemplo
O tempo passa e me conta
Que lá atrás vem ela
Nublam-se minhas vistas
O tempo passou e me preservou


Andei pelas 1001 noites
Eu me defendo da fome
Quebrando pedras
Rolo por ae feito elas
Ando por ae
No barro que me imagino
Eu não sei é verdade
Mas também sei que a noite me mostrou que sempre amanhece
Eu estou aqui amanhecendo em mim
Minha coluna aponta pra cima e pra baixo
O que eu quero?
Não pare não
Só você carrega tanto peso
O está assim revertendo
A vida circula pela morte a envolve
A conquista depende da coragem de encarar o mundo redondo
A suspiros as naus vão
Os luzeiros de todos se acalcam em si
Em cada si que está aí como aqui
Sim somos deuses formando um Universo
Não pare
Não adianta
Depois do almoço vem a janta
Humana vontade adormecida
Amanhecida em mi
Eu não quero parecer
Mas para ser é preciso que apareça em cada um
O que há de melhor em nós
Não

Não vou parar este texto vai continuar

Auditoria minha



Sofisticado
Vou me organizar melhor
Me organizar visivelmente melhor
tornar- me o "melhor do melhor de mim mesmo", com base num processo de alto aprimoramento que consiste em procurar, encontrar e superar tanto os pontos fortes quanto os fracos de mim mesmo. Definir estratégias executar transformando em realidade palpável fazendo-me assim ter valor.
comparações para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva. um processo contínuo uma investigação que fornece informações valiosas um processo de aprendizado com outros um trabalho intensivo, consumidor de tempo, que requer disciplina
uma ferramenta viável a qualquer organização e aplicável a qualquer processo
necessidade de informações e desejo de aprender depressa, como corrigir um problema.
à um contínuo aprimoramento solto do próprios paradigmas.
é preciso respeitar e seguir algumas regras e procedimentos para que os objetivos sejam alcançados e exista uma constante melhoria do mesmo. Neste processo existe um controle constante desde sua implantação e implementação (ação do processo).
analisar os seguintes fatores: ramo, objetivo, amplitude, diferenças organizacionais e custos, antes da definição ou aplicação do melhor método, pois cada um tem as suas necessidades que devem ser avaliadas antecipadamente à aplicação do processo.
é a mudança da maneira de pensar sobre a necessidade para melhoria. para melhoria, indicando níveis de desempenho atingidos previamente num processo de parceiro do estudo. Um senso de encarnação que reconhece oportunidades de melhorias além de suas observações diretas, e torna-se motivado a se empenhar por excelência, inovação e aplicação de pensamento inovador a fim de conseguir sua própria melhoria de processo.
É uma ferramenta de melhoria, assuma uma postura de que deseja aprender com os outros para que possa justificar o esforço investido no processo, pois essa busca das melhores práticas é um trabalho intensivo, consumidor de tempo e que requer disciplina. Portanto é uma escola onde se aprende à aprender.
Saber fazer e adaptar no processo da organização pode nos permitir vislumbrar oportunidades e também ameaças competitivas, constituindo um atalho seguro para a excelência, com a utilização de todo um trabalho intelectual acumulado por outras organizações evitando os erros é armadilhas do caminho.
A busca do autoconhecimento é o próprio processo de autoaprimoramento nas tarefas cotidianas, é uma evolução constante, mas despreocupada por ser composta focando no que exige melhorias.
Um pacote de melhorias empregadas dia-dia de que, é um conceito que está alterando consideravelmente o enfoque da administração, onde o mesmo é composto de atributos que determinarão o sucesso ou ainda a sobrevivência das empresas.


domingo, 25 de maio de 2014

Chip de mim



Sim, eu sou um louco
O que fará eu dormir sem seus carinhos?
Livre vivi até aqui
Em seu mesmo tempo
Mas eu tenho que deflagrar essa bala
Que cai de sky
Lavo minha sina
Que nada me ensina
Eu não tenho
Como todos
O domínio de si
Afinal eu
Estou perdido entre o céu e o inferno de mim mesmo
E dói muito
Mas eu sou isso aqui
Urrui
Dói
Mas essa ilusão certamente falsa de liberdade
Faz-me ir longe demais
Urros macios
Fêmeas em seus cios
Machos-me
Ou u ó
Eu...
Para dormir
E esse todo dia morrer
Eu preciso de mais de mim
De um algo que me faça renascer 
Afinal sou eu mesmo que tenho que acordar
Para sofrer agora mesmo
Por que tem que ser assim?
Sou uma criança perdida num mundo fudido
Deus por favor apareça
E plug esse chip em mim

Que estou ae
A arriscar toda a porra que sou
Nesse seu óvulo por vida
E renasço todo dia
Lambendo esse ferida
Tanto faz
A vida continua
Sou e estou com minha pele nua a espera sua
Sei que poucos lerão-me e entenderão
Ou estou assim
Em cada falso
Uma verdade escondida apresenta-se
Mas aproveitando que poucos lerão
Estou aqui a desnudar-me
E eu sei que poucos irão julgar-me
E que cada gole pode ser o último
E que amanhã tem mais

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Espelho

Espelho, espelho meu
Quem sou eu?
A que vim?
O som dessa pergunta ecoa pelo ar
Pela reflexão de minha imagem nesse espelho
Espere
Espero
Onde estou?
Quem está ae? nesse reflexo desse aço
Minhas mão fazem acusações 
Por esses meus dedos escorre sangue
Eu?
Será que sou eu mesmo?
O que há? O que está se passando?
Algum
Alguém de meus eus 
Digam algo
Não quero ser mais
Mas nem menos
Eu vou ao fundo de mim mesmo
E de lá volto com a certeza de que há mais
Amai vos uns aos outros diz uma voz
Aproveito minha gangorra de sentimentos e pensamentos
Minha masmorra
Sodoma
Só não tomo mais um gole dessa cicuta
Que torna minha vida cada vez mais curta
Fantasio essa minha mania
De me tratar
De ser meu próprio analista
Listo meu passado
Caminho por essa floresta densa de mim
Cercado por luzes e sombras
Minha imagem refletida
Refletindo em cada ruga minha vida
Será que eu sou assim?
Uma canção azul vermelha meu sangue
Ou não
Estou novamente renovando minha mente
Passos preenchendo cada lacuna
Ui
Um passo ao lado e o mesmo lugar reflete outra luz
Em cada ferida um pus me conduz
Defesa
Ai, lágrimas salgadas
Esse mar do qual minha nau
Um dia sei
Aliás não sei
Sou meu quintal
Flagro o meu ser querendo mais
E sai de mim um horrendo medo do que possa ser
E o fim ali tri afim de mim
O pai luz soletrando uma imagem pictórica
Justapondo em uma escura e fria mesa
Uma refeição
Meu corpo
Canibalmente assombro me
Mas como
Não compreendo
Essa página branca de medo
Agora cheia de letras representando um sentimento
É que as vezes sinto cada centímetro cúbico dessa terra sobre mim
Eu
Será que eu sou assim?
Retorno ao aço
Espelho
Espélho
No fim somos todos iguais
Luz e sombra refletidas enquanto nossas retinas
Vivem essa rotina de estar sempre vivo
E é noite
E é dia
E há eu
E há você
Há nós
Nos atamos
Quando em nós mesmo entramos




domingo, 18 de maio de 2014

Conte até dez ou até Deus

Conte até dez ou até Deus
E  saiba que sua estupidez quase acabou com meu amor
Mas ainda não disse não
E por mais que todos sonâmbulos acordem-se
Eles nas sabem nem em sua incompreensão imaginarão
Que eu te amo mais do que todos os que amam
E vendam


Tão longe estão os dias de que em minha vida vivi com você
Por mais longa que seja minha vida
É lá que eu vou querer voltar
As montanhas se constroem onde estou
Nelas minha vida vai
E nelas ela sobe
Eu estou falando de minha vida em sua morte
Não eu sim
Só que longe eu estava lá em outras garotas tonto querendo você
Eu disse olá ou alô tanto faz ninguém escutou
É que eu no fim não sabia o que falar a quem não sabia escutar
E até hoje relaxadamente não sei o que dizer a quem não quer saber
O que de fato vou fazer
Eu me jogo numa partida de xadrez
E livre leio num livro que a vida livre
Está num leque a me abanar
É que eu não sabia e não sei como explicar o inexplicável
Não vou envelhecer por isso
O ar borbulha nessa água
Ok
Eu não sabia
Olhe no chão as pessoas todas plantadas
Elas estão indo para o céu ou hell
As cores de minhas dores indagam
Eu disse que indeciso decido pelas trevas
Que eu quero a luz
E mais
O que você está lendo
É o fim de um canto
Que por outro lado
Você ainda vai catar
Mesmo que ainda não
Ainda lembro que meu membro estava em você


Sei que algumas garotas fazem-me anotar
Graças a Deus elas ainda existem
Perfeitas vaginas
Fazem-me imaginar
Que num papel esparramado de porra está

A vida livre

terça-feira, 13 de maio de 2014

Espelho azul

Eu sei a chuva vem
Também sei o sol já vai voltar
Tudo no mundo vai e volta
Inclusive o que aqui se vive
Eu sei pode ser só um sonho
Que passa tão rápido
Mas como evitar essa beleza ultrapassando a tristeza dessa certeza
De que tudo passa
Noto nessa hora que é o agora
Na minha cara de uva passa
Eu que nunca imaginei eu assim
E agora?
Onde estou?
Pra onde vou?
Pra onde fui star
Mas não é hora de chorar
Tudo tem sua hora e seu lugar
Não tenho pressa
O que interessa
É...
Seguir cantando e dançando mesmo nessa chuva
Esperando o sol no céu brilhar
Veja não são lágrimas
É o suor
Eu de mim professor
Fiz e faço o que farei
E sei que não sou perfeito
Faço tudo do meu jeito
Copiar igual
Não isso eu não sei  fazer
Quero sorrir ao lembrar que eu quis
Tentei com todas as minhas forças ser feliz
E fazer as pessoas que por mim passam felizes
Muitos narizes torcem-se ao meu ser
Mas eu não caio nessa 
O show sempre vai continuar
Cada vez que você sonhar
E  como sempre...
Eu e minha pretensão
Em cada sonho bom
Estamos juntos
Tenho cada vez mais a certeza
De que a redenção não fica na osvaldo
Escute da chuva o chiado
Tamborilando a música desse nosso olhar de quero mais
E tem


sábado, 10 de maio de 2014

Deslizou isso de mim

Mas o que quero é dizer isso
Mas não dá
Acho que não vão entender
Quero mais
Eu quero dizer
Hoje pensei em morrer
Mas só de pensar em não mais os ver fisicamente
Quase pirei
Os amo
Escravizadamente
Que desregro qualquer regra
Eu sou uma salada de vegetais
Eu sou uns ovos proteicos
Eu sou u  tipo de amor que não permite matar nem um pé de alface
Mas que saco ser-me
Mas o 

Chá de Crica

Ouça o que eu digo
Ela me largou numa janela
Ela é uma louca indecisa
Ela cheira a noite
Ela é uma mulher que não mais me quer
O que eu vou fazer
Desprendeu-se de meu umbigo
...É amigo
O amor me pegou e soltou
O meu amor é todo azul
Ela vermelha
Aquela velha história
Tomei um chá de crica
E agora como é que fica
Assim eu nunca mais vou amar alguém
Volta meu bem
Me de mais um pouco desse seu chá
Vem cá
Os lençóis estão alvos esperando
O motel ta lá
Aquele canto na escada
O escuro do jardim
Sim todos os locais loquearam sem nós lá
Traçando
Transando
Me diga que sim
Estou no ponto de táxi
De bus
De ebulição

Sem essa de não
Ou Yes

domingo, 4 de maio de 2014

Cada segundo guarda em si o eterno



Cada segundo guarda em si o eterno
Entendido isso
Não tenho mais pressa
A missão está aceita
Pouca coisa me leva onde preciso estar
E só faço o que tenho que fazer
Lágrimas não podem escorrer
Tiro essa água no suor
É bem melhor
Nasce a força brotada por deus botada
Lembro de minha juventude
Nasci meio de lado de tão errado
Não que seja filho do pecado
É que o mundo bruto à eu desde lá a lapidar
Não nasci para pedir
Nasci para dar
Me dar
E cada segredo que descobrir vou espalhar pelo mundo
O caminho é pra lá, sinto
O solo está cada vez mais quente
A vida é uma escola
E do calçado a sola gasta é o boletim
Sempre direto ao fim
Que fundo não há
É longa a hora meditada
Me dizendo que o nada
Está tanto lá como cá
É o tudo pulsando
Mesclando o eu em mim que sou assim
Estou me dando como solo pra pisar
A semente é você leitor
A promessa do ser só o tempo mostra se vai valer
No final das contas ninguém vai contar se perder
Por isso não custa nada tentar
E a luta da vida nada, é você sendo tudo ...
Mas o que estou escrevendo
Desejando sofrimento
Existe outra forma de crescimento?
Crescendo em direção às estrelas estou
Sei
Um milagre está no ar
É que entre eu e você só há uma eternidade
Alguns segundos atrás estava escrevendo
Agora não estou mais
Mas meus olhos estão vendo ainda
Olha lá
As crianças brincam na chuva
Sinta no molhado ar o suor
É só o que há entre nós
Sue


sábado, 3 de maio de 2014

O caminho do Bem

Quem?
Quem?
Vai tentar ser o máximo de si
Sofrer por outrem
Quem a não ser eu mesmo?
Minha história acaba de começar
Amo
Escuto uma voz solitária
Vou pra rua com uma vontade nua
Vou falar o que eu ouvir
Vou mostrar o que eu sentir
Eu sei vou ser ridicularizado
Mas a a a a a vida é minha total responsabilidade
Que com liberdade exerço
Sou um exército no exercício do bem
Não me venha pensar que eu estou me achando
Venho a anos me preparando
Todo o meu eu quer nos juntos e bem
Tudo bem estou sem ninguém
Mas ainda sou uma semente germinando
Sou assim mesmo (amando) 
Pense o que quiser (amando)
Mas você vai sentir que...
Estou sendo simplesmente toda a promessa do amor
De fato amando
E a música que estou cantando e dançando
A sou
Tente você também

Vem

terça-feira, 29 de abril de 2014

Cu-e-Linho da Paz, Coa

Sou uma máquina feita gente
Que toca pro lados pra trás e pra frente
E vive tantos dias quantas as longas noites
Mesmo à procura
Essa loucura
Filtro
Sou como uma montanha ou mar
Sei da manha
A luz do sol ilumina o vale da manhã
Eu no precipício desde o início
As perspectivas do amanhã
O futuro ali
Eu no muro
Entre o claro e o escuro
Juro por esse solo que piso
Vou me jogar
Lá dentro o sol em magma brilha
Imagina 
Eu só no solo com o sol batendo em meu colo
Gestando um novo eu

domingo, 27 de abril de 2014

Ó! eu aqui


Quando nos autoconhemos, agimos melhor. E o autoconhecimento, também, nos dá liberdade de saber escolher o que fazer. Por sua vez essa liberdade nos torna responsável. Somos o melhor fiscal de nossas ações, tanto que não precisarão leis nos proibindo de jogar lixo no chão e outras contravenções penalizadas com multas e cadeia. É esse autocontrole que promove a ordem social. Mas não estamos acostumados a refletir sobre o que, por que e como pensamos e agimos. Simplesmente pensamos, ou nem pensamos, somente agimos. Fazemos tal coisa por costume, facilidade... Preferimos não tomar conhecimento de reflexões dos por quês da vida. Isso poderia exigir uma mudança, sairíamos de nossa rotina. No entanto, tais mudanças são altamente necessárias. Principalmente as pessoas mais buscadoras. Você, por exemplo, que está lendo e entendendo esse texto. Você não chegou até aqui para desistir agora. Somos mais que minerais, vegetais e animais. Seja o que for que pensemos ser mais. Fazemos parte desse algo mais. Somos esse algo mais. Mas juntos é que nos encontramos. E quanto mais refletimos, clareamos os caminhos para dentro de nós mesmos. E la que está a chave que abre todas as portas que nos separam.  Escrevi e você leu. Não desistamos. Não quero aqui parecer nem ser um louco ou pouco. Nem normal, nem muito. Estou tentando chegar ao que sou. E é sem ego que embarco nessa. Sei que posso saber, se me propuser. Dedicar-me. Surgiu-me a palavra “carma” em reflexo a calma. Isso mesmo: paciência harmoniza.

A realização plena pode estar em se autoconhecer e autocontrolar
Resumindo estamos juntos nessa. Sem imposições. Livres para responsável e caridosamente transcender essa nossa situação. A sociedade. A comunidade. O condomínio. Os amigos. A casa. A família. No indivíduo está a doença e a cura. Não é por revolução a mudança. É por evolução individual a solução.
Surpresos com a minha pretensão? Saibam não é minha essa pretensão. Essa vontade de evoluir está no mais que humano em nós. Por tal que até aqui chegamos. Desde o descobrimento do fogo até a vida que tornamos esse jogo.

ESTAMOS DE MUDANÇA

Somos bons sim. Pelo menos a maioria. Somos úteis, cada um em sua função. Um dedo não é melhor que a mão. Não somos nada, a não ser de mãos dadas.

SOMOS OS MESMOS, E VIVEMOS COMO NOSSOS ANCESTRAIS

 Na realidade, o que mudou foi a tecnologia. Nós ainda temos o mesmo corpo que nossos antepassados. Conservamos em nosso íntimo as mesmas diretrizes de valores éticos e sociais de todos os tempos. A sociedade que vivemos vai melhorar, pois somos intrinsecamente, ainda, humanos.





sábado, 26 de abril de 2014

Vida pensada


Algo dominava meu subconsciente. Eu queria fugir do sofrer. Eu queria estar sempre feliz e seguro de que estou fazendo a coisa certa. De que estava sempre bem e por cima. Mas a vida não é assim com ninguém. De sofrer ninguém está livre. Ricos sofrem. Bonitos sofrem. Talentosos sofrem. Saudáveis sofrem. Uma pessoa quando está bebendo, fumando ou usando qualquer outra substância parece não estar sofrendo, mas amanhã quando acordar depois de tudo certamente estará num poço mais profundo. E terá que buscar mais, e cada vez mais saída na fuga.
O tempo me ensinou que a melhor forma de me satisfazer é por meio de uma vida equilibrada e correta. Não digo que hoje sou careta, mas não também muito louco, o caminho que vivo é outro e bem melhor. Achei-me. Superei-me. Saí da maioria que vê na fuga a maior onda. Que nada. Nenhuma substância me levou tão longe quanto minha própria imaginação, que enriquecida por leituras e reflexões me levou a surfar superondas. Verdadeiras aventuras.

Aliviar o sofrimento atrás de sensações nunca satisfez-me. Pode ser que você não acredite, mas bebendo, fumando, cheirando nos tornam incapazes de uma aproximação ao entendimento do que estamos fazendo aqui nessa vida. 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Eu sou seu em Papel e céu

Busco em mim o nós
Algo que desate essa distância
E a faça ouvir nossa voz
Sei que brinco com as palavras
Brigo com as larvas
Lavro a terra fértil de minha mente que as vezes mente
Parece do tamanho de uma noz
Mas é uma semente que leva a promessa de vida
A emoção que sinto ao soltar minha imaginação como pipa no ar
É mesclada com a razão que escabela a beleza até a compreendermos
Ae vem o silêncio de meu espírito
De minha alma calma
Fruto já sou
Mordi da fruta do autoconhecimento
Coloquei cimento nessa minha construção de ser
Desci de mim ao infinitesimal e diminuto animal
Aquilo que anima minha vida pequenina
Ah...eu em meus eus
Será que alguém um dia vai ler e pensar que valeu
Não sei
Mas dialogo com você que ainda não sei se existe ou existirá
Alguém que acompanhe esse texto
É um jogo ao futuro
Que aqui desse passado estou jogando
Não é um dado
Mas aqui tenho me dado aos seis lados
Meus medos
Que desde cedo acusaram-me à dedos apontam
E aprontam
E o vento lá fora, meu próprio invento
O adentro aqui dentro do meu peito
Em suspiro
Não piro
Vivo numa tempestade
Eu nau
Remada por milhões de possibilidades
Ritmadas por esse meu atabaque
Estou na proa
Desse eu fragata
Uma possibilidade se houver, vou tentar
Há de haver terra onde eu possa plantar esse meu desejo de escrever
De desescravizar-me do tempo
E contigo nobre leitor eleito por um trato feito pelo próprio tempo
Ae talvez esteja a eternidade
A eterna idade
Onde nos encontramos quando imaginamos quem amamos
Calmaria
Maria
A luz de meus olhos faróis de sóis
Estrelas entre elas desatrelas
É...
Sou...

Somos...
Vem você

terça-feira, 22 de abril de 2014

Choque rosa ou WATTS VOLTA

Livre
Livre como o ar que adentra-me
Vejo
Olho para fora
Expiro
Um flash em luz clareia-me
Clareira
Quero deitar na relva selvagem
Um tigre a espreita está
Seu olhar rajado me metralha
A luz se divide em claros e escuros
O bom e o mal afinal
Uma crosta
Um fino mágico
A soma psicosoma-me
Não há fuga minha fofa
A pé ou de fuca
O destino me cutuca
Mesmo aqui na bituca
Ando sendo o mesmo
Decifrando-me em cifras que chifram
Traem
Não sei se a verdade está aqui ou em volta
Essa minha revolta
Que vai e entra e sai
De fato jogo fora cada segundo de meu mundo
Nesse momento imundo
Que não é nada mais do uma fração entre o passado e o futuro
É pelo furo no muro que tudo percebo

Mesmo o mais selvagem tem o medo que o preserva


Simple Human

Eu ando com algo engasgado
Mas passa reto
É que não há
Não tenho
Não quero nem saber de você
Saiba que o engasgado era eu
Mas o que engasgava era você
O que não mata fortalece
Ou vira câncer
Cansei de você em mim
E você não é alguém especificamente
Você que aqui digo
É você que não faz parte de mim
Inespecífico
Complicado é...
Mas no mundo que vejo e sinto
Existem pessoas tão vaidosas e incompetentes
Que são bem capazes de tornarem-se simples pedras em caminhos
Que dão trabalho para transpor
Mas são transpostas
A vida que é curta
Curto transpostar vocês seus bostas

Sei que no fundo de suas superficialidades sabem que jogam suas vidas insanas fora
A minha está aqui e para sempre serei assim
Se mil vidas tivesse
As mil já tenho e só eu sei

SOIS
SÓIS
A SÓS


domingo, 20 de abril de 2014

Rifle som o show




Sim eu também fui assim
Mas minha mente coloriu
E...de outras formas
Hoje colore essas nosssas dores
Naturalmente de mais cores
E em cada ai ou oi
O som de minha voz sai mais suave
Sae voando feito ave
Amaria
Ser assim como sou
Ou tento
Assim mesmo tento
Vou direto ao ouvido de quem quero
Por mais que um bek ou um kit modifique-me
Eu sou assim
Sim
A mim
Me reinventei
Ou ia morrer
TNT somos dinamites amantes
Olha minha cara careta dizendo pô
Por que não vem
A vida é um show não
São shows diários de perda e falta de controle
Nessa vida o equilíbrio está em ser o que pode-se
Rimado ao que quer-se
Olha o som de minha respiração já ta mudando
Cada teclado não mantém-me caladado
Fazido
Jazida
Jorro como porra pueril
Nasci nessa M de Brasil
Estou falando com meu domínio
Com domínio
E lágrimas são o que brotam brothers
Quero rifar meu rifle som
Blackout em mim a tanto sim
Por que o não se apresentou
E media a poucos alguns centímetros uns anos
Agora quer liquidar com meu ar de inspirar
Não vou pirar ao que posso controlar
Patrolar
Patrulhar
Meu lar com meu star
Não dá pra parar
Eu não
Eu não
Eu não sei
O que estou escrevendo
Me lato
Um cão estúpido atrás de um pneu de carro
Rodando
Rodo
Mas passo
Feito um cúpido acertando em mim mesmo
A questão é ficar em coroa o cara
O cara que diz sim ou não ao que quer
Eu não sei
Pareço uma piada de um pinto
Que nessa parada parece mais um mosquito
E dos do Humaítá
Só mais um vou ver se dá
É para ser franco que não estou mentindo
O que está acontecendo
Eu não sei
Minha mão quase pega essa lata
Mas minha cara não deixa o braço ir
Nem meus dedos
Meus deus do...
Meus dedos apontam em minha cara
A ida
O que talvez seja
Vida

Quem sabe?

Sobre morrer...
































O tempo passa pelo meu quarto
Aquele que não tenho
Estou tão longe
De mim mesmo de hoje mesmo
O tempo está aqui também
Falamos sobre chuvas e vidas
Caídas em si mesmo
Não adianta nisso não pensar
Olhe longe daqui
A esmo
E talvez verás
Que o que move
Mas o que move a gente mesmo
Não é dinheiro
Mas não vou ser eu
Vai ser você
Que vai dizer isso a si mesmo



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Marco zero

Não esqueço do nosso doce encontro
Uma luz indica onde está minha transpiração
Me despeço e vou andar por ae sólíto
Enquanto o tempo não passa
Pelo aspecto meu vejo em retrospecto
O sol
Lá dentro estou de tão quente
Te espero enquanto te tento
Lágrimas pingam nas páginas de minha vida
Dividida entre o sonho de reencontrar o meu amor
Que foi enterrado dentro de algum buraco num labirinto sem fim
Meu couro todo dói
Açoitado foi
Estou vendo que me acho na beira de um riacho
Prisioneiro de mim mesmo
Estranhamente refletida está tua imagem
Se amo por nós dois
É por pura fragilidade
Pois essa tal liberdade é minha responsabilidade
Sei que sofro
Nessa faculdade que aprendo a livre viver
Mas saiba nada é impossível
Pois só consigo achar-me em minha insensatez
No meu silêncio interior de urros
Gritando teimosos como burros
Aqui está minha alma e meu animal
Ando ainda contigo sem nostalgia
Volta e verá um verão em cada rosto
Se há uma força maior em nós ela está no amor
Incompreensível eu ainda te amar?
Transcendo assim o fim
Sempre ando perdoando sem julgamentos
Perdendo por minha própria vontade enlouquecida
Buscando a eternidade de um sentimento
Que está tão aqui dentro que um dia reencontrará você
E é nessa jornada que está a minha boa vontade
Sem arrependimentos vou indo
Vivendo e ao mesmo tempo morrendo
Quando ancorar minha nau
Os suspiros de amor que dei levarão-me até você
E eu quero terminar este texto
Mas nunca esse sentimento



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cachoeira Íntima

Ninguém vai saber se eu posso ou não
Tenho que tentar
Uma voz em mim diz: vai
Voo a dentro de mim e trago-me de lá
Sigo meus instintos
Uma cachoeira íntima desce
Já vou
Voo
Chegar
O friozinho na barriga é bom
Sim sou eu mesmo agora
Minha missão pessoal
Minha missão mundial
Ora
Claro que eu não sei se estou certo
Mas essa nave que sou
De minha alma projetada
Para essa aventura de viver e não saber ao certo o que fazer
Certo ou não
Vou tentar

Vou voar

Essa é a lei
Não sei
Ler ou ler
Ver ou não ver
Ontem o ar me disse em emoção
"Pense bem
Ouça-se
Fale-se
Construa-se
A semente está plantada
Dirija-se ao seu céu
Os links ultrapassaram seus drinks
Outra fase
Hard
Lágrimas cristalizam
Brilha a luz solar desse seu olhar
E o urro sai"
-Cada célula uníssona grita-

Sou um celular ser
Ser Lula de mim mesmo
Apontados estão todos os meus dedos
Para todos os lados
Livre
Arbítrio
Ar
Água
Fogo
Terra
Tudo em mim berra
No silêncio ouço
Posso ser um suave sussurro
Ao vasto universo
Átomo minúsculo
Meus músculos em espirais mentais
Emocionam meu espírito
Vou segurar as rédeas desse texto
Em sinal de domínio de mim mesmo
Afinal não há final mesmo
Posso outra hora continuar
STAR...T