sábado, 31 de outubro de 2020

Sou mesmo assim que nem eu ou você

 

Não sei muito bem se o que estou fazendo é importante pro mundo ou para alguém

Mas algo em mim diz para que eu continue fazendo

Olho para os lados e vem um vento dizendo: siga fazendo

Sim, claro que o que você faz é importante

Claro que o lado escuro do que digo 

Sobre a luz da lua é reflexo do sol que sou

Vou escrever um post

Subir num poste e pendurar uma melancia no meu pescoço

Pintar minha bunda de rosa 

Gritar para o mundo ouvir minha prosa

Sou que nem você 

Buscando uma pessoa ser 

Querendo ser tudo de forma não gulosa

Porém, gostosa

 

domingo, 18 de outubro de 2020

SOU O TREM DA MINHA VIDA

 

O Galera 

 Bebi, fumei e cheirei pra caralho

Hj me mantenho de boa só numa ceva na manhota

O cara mais coroa beber, cheirar, fumar pra caralho é só na juventude

Quem não fez isso na de cabeçudo quando jovem, não faz mais

O melhor da vida é amadurecer curtindo todas as fases intensa mente

Mas a de loucura madruga a fora já passou p noix dos enta

Tudo tem um preço já sabemos

Sou border line-Vou até a ponta do precipício, mas não me atiro

Só saco o limite

Nós que já temos serta idade e sabemos que a temos

Não podemos e nem devemos  mais ir na borda

Morrer todos vamos-Sabemos

O que importa é curtir muito todas as fases

Não adianta economizar grana pra curtir as loucuras depois

A vida é agora

Rico e velho é bom nos tornarmos-Mas sem arrependimentos de querer ter feito na hora que dava e agora depois de velho querer recuperar o tempo perdido

Mas tendo história p contarmos de uma vida vivida como se quis e  sentiu-se feliz

Não adianta depois de velho com grana querer pagar uma de vida louca

Pagando uma de sabido e querendo recuperar o tempo perdido 

Grana não compra o viço da juventude , o gás de amanhecer na beira do mar transando e vendo o sol nascer

Um carrão é coisa de velho  bundão que acha mina na carteira cheia e a perde na primeira esquina  que aparece um de pele lisinha

Me liguei desde cedo que eu tinha medo de morrer e não ter vivido

Bato junto com meu coração em meu peito e digo

Sou poeta e bato punheta ainda

Sinto a porra da vida ainda atrás do óvulo fecundo

E fundo o trem da minha vida

urruuuuuuu

Preciso escrever o que sinto que sinto


 

Estive na praia ainda agora e vi no mar uma possibilidade de acabar com meu sofrimento

Me joguei ao sal de meu penar, digo pensar

E voltei para a beira da praia

Da loucura minha raia

Tomei mais uma

Uma decisão

Estou aqui então vou aproveitar

Hoje eu to tão assim nem sei

O show que sou ai o show que sou

O que que há

Onde tá aquele eu?

Cadê minha alegria

Olha o sal do mar em meu olhar

O sol que queima arde

Cadê minha coragem

Será que bebi ou comi algo que me estragou

Sei que sentado nessa beira espero o vento secar ou me levar

Minhas mãos estão na minha cara e eu estou nu num deserto

O ferida que não sara

Ai ai

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Não foi por falta de pedir que não dormi

 

Oi oi oi

Um dois

Um dois três

Estou louco de sono

Mas vou ficar acordado essa noite

Esperando meu amor voltar

Ela disse que mesmo eu não sendo tudo aquilo sou tudo isso

Nesta última noite não dormi nada

Flutuei na corda de minha forca

A força da minha vida resistiu ao nó de nós

Sei que ando insistindo esse ano

Resistindo

Sigo não dormindo

Era meia noite e o dia já amanhecia em minha natural instinta vida

E eu vi o sol brilhando na lua, na rua

Quis beijar o queijo disfarçado de coco ralado

Mas nada apagava minha agonia

Liguei a Tv até ver o sol na janela nascer

E por trás do céu outro dia vinha e eu ali fritando de lado alado

E não há nem haveria alguém que riria de minha agonia

Um balde de água fria e segui ao primeiro trocado trocado por uma bem gelada

Estranho estou acordado de novo mesmo sem ter nunca dormido

Estou tentando não ser tão estranho para que nenhum estanho entre nessa minha cabeça tamanha

Meu coração não bate nem apanha

Da minha vida ele faz um barulho

Uma voz que sou eu mesmo dizendo

Eu sou um indivíduo indivisível e indivisível e risível e natural mente incrível por isso não durmo tanto para aproveitar-me de mim

Fim

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Diferença em se matar e morrer um vírus invisível me fez ver isso


 

Estou matando um eu que há ou houve em mim

Ou

Está morrendo um eu que há e houve em mim

Cem perguntas

Cem respostas

Ouço ainda meus gozos de meus prazeres cobrando tantos gemidos

Ainda gemo em busca de remédio para o que sinto 

Estou na fossa da merda de vida que levava e me achava

Os sussurros de meus grunhidos burros ainda urro

Escuto o que vejo em meu espelho

Minha cara na sarjeta apanhando do sargento sardento

Pimenta malagueta ardendo em minha garganta

O estouro em meu ouvido é do tapão do carma vindo

Estou ainda ouvindo o que está vindo

Ouço minha mente desmentindo

O que tanto acreditava

Adolescência programada

Minha demência não reza minha inocência

Estou pagando o preço de ter sido da vida um adereço

O mundo é meu endereço

Assumo

Meu sumo sou eu em suprassumo

Esquisito estou sentindo isso

O peso do mundo

Um vírus invisível me fez ver isso

Que o abominável mundo novo que está vindo é consequência de meus atos

E o remédio soma mais dor do que anestésico e multiplica mais minha dor

Diferente do que procurava encontrei

E sei que as pessoas por mais boas que sejam não gostam de ler

E meu remédio é escrever

E  teimo em escrever pra descrever o caminho que faço

Mas chega um tempo em que o caminho afunila

E forma uma fila

E...

O que fazer com o que aprendi até aqui?

Sou aquela cria que rança desde o adolescer

E agora ao envelhecer se ver

Reclama que não quer dormir numa cama feita por quem não reclama

Chega ao apagar da chama 

A morte chama e ascende

Ui dói

Mas não reclamo tanto

Amo tanto

Vendo um outro sol nascer no pôr do sol

Eu e só

 

 

 


terça-feira, 28 de julho de 2020

Agora


Um velho usa sua blusa suada da suástica que o estica ao passado passando em seu velho corpo cansado suado
Solta suas botas pelo caminho por onde quando jovem já fez grandes bostas e apostas
Ah vou tarde já vai
De couro sua careca brilha sua mente que sente o momento puro da sorte de sua morte em velhice
Quantos amigos jovens o esperam
Seu olhar alvo como seus cabelos caindo ao chão
Cala a boca por falar que em suas mãos estão os calos rebuscados
A velhice é invisível da juventude
Uma atitude dos mais velhos seria talvez não olhar pra trás
O beijo cruza a vida em zoeira tipo poeira escondida na ferida inflamada
Que infla a pele dourada de pus
Pus-me daqui pra lá do vale da vida
E agora sentado em minha lápide lapido o meu pedido
Se houvesse em mim ouvidos
Faria não duvido
De um caco de vidro espelho de meus atos ensaios
De meus ais nos cemitérios dos mistérios
Agora pego minha alma e levo de suas correntes o carma
E com calma sigo cego sem mais nada do que minha alma lavada
Levada ao mais calmo vento em brisa
Minha vida desliza
No mais estou indo ou vindo embora


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Se não tenho medo de viver, tenho que não ter medo de morrer

https://www.youtube.com/watch?v=dBF78tA443A



Ela é minha gata
Uma sereia da noite
A noite azul marinha exige demais da gatinha
Assim ela espalha seu fogo
Seu jogo é uma fagulha na palha
Uma sereia da noite e eu a amo
Tenho muitos amigos que a querem também
Minha gata disse que eu sou um monstro que destrói sua rara beleza
Sua beleza de sereia da noite
Mas eu disse que o que destrói sua beleza de sereia noturna é a própria noite
Que ela aceite é o açoite da noite
Ir dormir todas as manhãs com o sol batendo na janela
Destrói eu e ela
Mas ela seria uma sereia da noite

Uma sereia ela seria se não fosse da noite sombria
A noite é para as estrelas e estou entre elas
Vá gatinha viver o dia enquanto eu continuo a me odiar na noite
Seguro eu minha onda ti amar 
Siga vá
Vou me gavar de ter te tido
Num bar escondido


Toda gata é da noite contada noite
Mas por favor não vá embora
Fique do meu lado
Mantendo-me acordado


quarta-feira, 22 de julho de 2020

Gripe espanhola de 18 x Covid-19





Gripe Espanhola de 1918 x Covid-19
A 1ª Grande Guerra ainda ardia na Europa em 1918, enquanto uma gripe, causada pelo “Vírus Influenza” se alastrava, e devido a algum tipo de censura, muitos países não enfatizavam a doença. A Espanha era a que mais contabilizava a peste, assim esta recebeu erroneamente o nome de Gripe Espanhola.
Cerca de 50 milhões de vítimas morreram com a gripe que se tornou pandemia, e a medicina da primeira metade do século XX conhecia poucas alternativas – distanciamento social e uso de máscaras – porém, para parte da população mundial essas medidas eram vistas como erradas (semelhantemente a hoje), a negação à gripe e às medidas de saúde foram rechaçadas, mas não podemos esquecer, vivíamos em uma época com menos informações e pouca tecnologia.
Ao Brasil essa doença pandêmica chegou de navio do estrangeiro, como era de se esperar, pois os navios que faziam o transporte intercontinental de pessoas e mercadorias. A doença acabou matando o nosso então Presidente Rodrigues Alves, que havia sido eleito e não chegou a tomar posse. A gripe espalhou-se rapidamente e, cerca de 34 mil pessoas morreram, sendo que a população brasileira à época era de aproximadamente 30 milhões de habitantes. (Não existe unanimidade entre as fontes sobre o total de mortos na epidemia da gripe espanhola).
O medo vagava pelas ruas e gerava pânico, os corpos dos mortos permaneciam nas ruas por semanas, quando o poder público passou a obrigar a retirada e o enterro das vítimas da gripe, em valas coletivas e muitas como indigentes.
Os "tratamentos infalíveis" se espalhavam, como era o caso do uso de tabaco, balas de ervas e tônicos como remédios para a doença. Outras recomendações era queimar alfazema ou incenso para "limpar o ar" — tudo sem comprovação científica. Ficou famosa uma mistura de cachaça, alho, mel e limão que prometia curar a infecção, conforme alguns historiadores foi nesta época que surgiu a Caipirinha.

Relatos da época sobre a Gripe Espanhola no Rio de Janeiro. Pandemia de 1918
Rapidamente, a cidade se viu à beira de um colapso. Faltavam alimentos, remédios, médicos, hospitais que recolhessem os doentes mais graves. Itens básicos foram alvo de superfaturamento e escassez, impedindo que as demandas instauradas pela moléstia fossem atendidas. Havia dificuldades para prestar socorro para toda a população, pois os serviços permaneceram restritos aos centros urbanos, ficando as localidades distantes em grande carência. Pouco a pouco, as ruas da cidade se transformaram em um mar de insepultos, pela falta de coveiros para enterrar os corpos e de caixões onde sepultá-los. A moléstia ganhava uma violência nunca antes presenciada. (Sampaio Vianna, 1919).
Uma testemunha ocular do evento empresta-nos aqui suas lembranças, para que possamos ter uma ideia mais clara do impacto psicológico causado pela epidemia, que, segundo ela: Foi uma coisa pavorosa! Nunca, em toda minha vida, vi algo que chegasse perto daquela situação infernal! Não tinha na cidade, rua em que pelo menos em uma casa, a família inteira falecera. Em muitas, todos da família estavam acamados, e cabia a quem pela rua passasse alimentar e dar remédios. Geralmente eram os coveiros, lixeiros e policiais que acudiam, dando remédio e alimentando. As pessoas colocavam panos negros nas janelas e portas das casas, para que eles soubessem que ali tinha gente doente e viessem socorrer. O pior de tudo é que estava morrendo gente aos borbotões, e o governo dizia, nos jornais, que a gripe era benigna. Certo dia, os jornais noticiaram mais de quinhentos óbitos, e mesmo assim a gripe era benigna, benigna, (...) As mortes eram tantas que não se dava conta do sepultamento dos corpos. Na minha rua, da janela, se via um oceano de cadáveres. As pessoas escoravam os pés dos defuntos nas janelas das casas, para que a assistência pública viesse recolher, mas o serviço era lento, e aí tinha hora que o ar começava a empestear; os corpos começavam a inchar e apodrecer. Muitos começaram a jogar os cadáveres em via pública. Quando a assistência pública vinha recolher os cadáveres, havia trocas dos podres por mais frescos, era um cenário macabro (...) (Nelson Antonio Freire, 11.9.1990).
As charges ilustram as ferrenhas críticas veiculadas nos jornais cariocas à medicina oficial, que apresentava controvertidos diagnósticos e explicações na maior parte das vezes incompatíveis com a realidade que se instaurava no seio de uma sociedade que vacilava à beira de um colapso. Vencidos em seu próprio terreno, a maioria dos médicos reproduzia o discurso da inevitabilidade do mal, mas, na verdade, estavam diante de algo muito além de seu conhecimento e da capacidade da ciência e da medicina da época.
A forma irônica, utilizada não só por parte da imprensa, como por setores políticos, na apresentação de suas críticas, revelava a não aceitação do fato de estarem sendo atacados por uma doença desconhecida, os altos escalões e as classes abastadas também se mostravam insatisfeitos, o que desencadeou grandes tensões entre a sociedade e as autoridades governamentais e sanitárias. O discurso da medicina oficial passou a ser encarado com desconfiança pela população, uma vez que este não conseguia explicar o que estava acontecendo. Tais críticas devem ser encaradas também como fruto da insegurança da população diante da desestruturação de sua vida cotidiana (Delumeau, 1993).
Texto tirado da Internet - Adriana da Costa Goulart - Mestre em história social pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Contribuição Prof. de História Rogério Carriconde

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Tudo é Trabalho


O trabalho é qualquer esforço que façamos
Seja peidar ou falar
Comunicação não é o mesmo
Nem qualquer esforço faz com que nos comuniquemos
Por isso que meu trabalho é falar  não peidar
Mesmo sendo os dois trabalhar
Trabalhar não é a luta para viver
É o que fazemos durante a vida
Pois se
Como já disse
Tanto física quanto mental
Tudo o que fizermos é trabalho
Acordar e levantar seja para fazer o que for
Isso é trabalhar
Que o faça com prazer
E se possa dizer com o mesmo prazer
Eu que fiz
Por isso que cuidado com o que você faz
Esta é a sua vida
Mas faça bem
A felicidade está na atividade
Suaviza
Desculpe-me não chore por eu ser assim
Não sei o que fazer se não for para me ser
Sou igual ao que sonho em meus sonhos
Gêmeos ativar
Voo próximo ao limite
Essa é a minha lei
Homem que sou luto contra meus instintos mais selvagens
Escrevo que não sou nem quero ser escravo de um destino
Que eu...
Inspiro...
Que eu não tenha ousado a escrever
É triste a vida numa Europa pra quem nasce na América
A terra do homem é da terra
E quando ousarem me enterrar
Haverá um bafo de mim em cada larva
Dizendo que não é o fim
Venho da cidade grande
Entende?
E daquele ar trago a fumaça em meu peito
Marcando cada momento  
Minhas tatuagens são feitas de violência
Note em meu rosto marrom a marca do teu batom
Entenda atenda-me
Olhe pra onde meu olhar apontou
Sou ainda aquele cara que tu com tua casa navio aportou
E por mais distante que estejamos cortejemos
Cortês cortar a insanidade cinza de meu cabelo comprido ainda
Quero ainda alcançar meu pensamento
É que o sentimento tá a pé e a razão de fuca
Nunca alcançamos tudo ao mesmo tempo
Mas sem brutas realidades seguimos irônicos
Na vida nosso invento
Trabalhoso invento


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

De bem com WC



Dormi bem
Calado socorri-me
Com carinho toquei-me e o caminho agora está iluminado
E sagrado sinto-me
Sem inimigos
Não sei se exatamente isso
Sei que não  é contrário ao oposto
É junto ao posto
Minh’Alma energia que flui ao espírito
Num todo ao todo

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Humano ser é o quer sou



“Tinha que falar por meio de poesia o que sentia
Pra não expor tanto minhas fraturas.” By In


Só paro de mudar
Quando passar o efeito de viver o que há em minha’lma
O efeito de viver “o ser que sou” ou
“Que tento ser”
Vai ti achar, como tento
Sou mais eu enquanto puder aliviar meu sofrer com substâncias que não exijam mendigar
Tipo isso que sente por mim você
Você diz vai embora enbriagada de bebida, exigindo comida 
Lembra de Jesus?
Dizendo que Ele me dá o que mereço
Não mais mereço teus beijos de lábios rachados
Graças por abrir a porta
Vou esperar clarear
E me ir sem pressa
Ainda bem que covarde não foi
Disse a própria verdade
A porta é serventia da casa
Do apê da apertada vida
Agora apartada
Vou cedo por que tarde disseste
O que tenho visto nos teus olhos falsos verdes
E se quer mais do que um pouco de paz sem mim
O que quis ser contigo está no fim
Mas eu continuo




segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Luar...respirar



Sem nenhuma chance olho para o horizonte
Antes do gatilho
Olho o avesso do espelho
Do coletivo o meu afetivo se vê
E o sol se põe
Se coloca lá
Ao morrer na fina linha do horizonte
Partindo para iluminar outro lugar
Enquanto eu vou descansar refletindo à luz do teu luar

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Falo sobre nada disso, vivo isso



Nunca quis estar assim como estou
Olhe na cor dos tons de meus nãos o céu mais azul
É que meu vermelho olhar
Não é um Gre-Nal
Acho banal
Mas vamos lá
Ser humano é viajar
Eu, o ar e água estamos num triângulo amoroso
Na busca do fim do acabar
E só gozar cada momento sem terminar
Por isso ando por aí
Sempre só
Sem ter a quem me despedir
Na busca de ar e água pra aguentar
O ar pra falar
E água pra não faltar
Caso meu equipamento comece a queimar
Checo minha missão
Estou assim entre o sim e o não
Amando todos os que estão cruzando em minha frente
Disse que estou no controle da nave desgovernada que sou!
E as estrelas brilham bem na minha frente
Rindo estou dirigindo em direção ao meu mundo azul
E contigo vou vivendo e vendo o meu eu não se vendendo
Nem se vedando ao novo ovo brotando da semente que mente que não quer acreditar
Onde leva essa pressa
Se a mágica está no tempo ir e voltar em nós mesmos
E escuto um som me dizendo que amando estou indo direto a quem está aqui dentro
E sim sim meus eus estão afim
E o que? você? que está lendo? tem a ver com isso?
Eu respondo a essa pergunta assim
O que vou fazer se vivo aqui
Entre o céu e o inferno de mim mesmo
E aqui encontro todos vocês
Aqui onde meus ais me deixam descansar é onde estou
O troço é louco
Estou convivendo com mortos e sem preconceitos continuo falando
Ái
Mas está doendo juro que não queria
Mas está doendo
Meus erros heróis de meus acertos
O que eu quero dizer é que tão certo como erro
Estou vivendo uma
A minha vida
E achei no chão que vai
E vai
Todos sabemos
Nos enterrar






sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Aquela música submersa


Vou colocar o meu boné aba reta
Estou meio tonto mas vou
Ahhhhh
Circulei pela cidade tudo bem
O major está aqui
Dizendo em seu vai e vem de ondas
Sei o que falam
Pra ser como sempre sou
Sincero
A luz em frente ás flores clareiam mais ao criar as nuances da beira mar
Das que as tem claro
Vou além mais do deck do back
Vou estalar uma estrela do mar
Em uma conversa na beira com uma estrela
Tanto faz
Elas tocaram músicas pra minha alma
E elas disseram que eles estão chegando
Pra iluminar o ar a beira mar
Ela disse tão somente o que minha mente sempre soube
Aquela música submersa

Comunicado do mar em 1ª mão


Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça - B Cavadão
Bi-Polaridade popular idade da me uma polar bem gelada

Dividir o indivisível (eu e você) impossível

Beba seu merda
Fuma essa merda
Otário de merda
Remova essa merda
Recomeça essa merda
Remoça essa fuça de merda (ela disse)
Que merda ninguém me quer como sou
Só uma pessoa me queira como sou
To na beira me olhando tipo Narciso
Quando no reflexo espelho invisível de uma água parada
Uma mão baseada em nada caminhou
É impossível pensei eu (disse eu)
Risível  (por nós)
A voz disse num convite
Vamos mudar o mundo (disse água)
Ela
Responde vai tomar no cool
A ceva aqui ta os olhos da cara que não vemos
Desligo o stand by
E encare a realidade que não para de...
 Ele
Vai a meda girl a diferença que nõs temos
È a quantidade que bebo
Contrra os doces que come

Ela está me chamando de gorda então?
Tu não tá tão magrão
O que quis dizer n]ao é uma qustão
Então então

Puxa a viola Peter
E larga uma do...
Daquele que...
...um cara vivia sem nada na selva
Mas pra ele beber água
Faltava copo
Uma concha das mãos dos nãos
Dos por que não trabalhar

Ela diz
Se tu por não trabalhar
Eu sei o amor é cego
Mas sinto medo
Frio e fome
Òh meu amor o que está me oferecendo?
Uma vida em pode se matar
O amor vai morrer igual
Menos mal que se não for assim
Óh mas tua m,arca está marcada em mim
Gatinho te quero em mim
Mas agora sou ou estou

Comunicado das águas

Sentado no pico criativo
Falo com deus sobre mim mesmo
Com minhas certezas e cervejas converso
Verso meu pensamento lavando minha cabeça
Pego o chuveirinho e o faço de microfone
Quando ao eu falar ao invés falar
Eu estava ouvindo
-Calma minhas mãos segurem esse microfone
Estou num momento lindo de onde não há o que mais fazer
Está tudo tão limpo vindo do profundo mar
-Diz pros aí de cima que vamos por poesia conversar
E...em todas as praias nos encontrar
Não me diga não
Estamos indo já
Ao nascer é o embarcar

O amor nos fez e prossegue sua sina

-Me ensina amar

É... O mar
É Amar

Estamos dando um tempo pra respirar e voltar

-Por isso nos enterram?

-A terra é como vocês entendem
Um formigueiro
Os caminhos das cavernas levam as águas

-Nós pelo que pensamos viemos das cavernas
Pois é
As cavernas vem das águas

É oqe as aguas vazando estão dizendo
-Jesus o que estou fazendo?
Lavo minhas mãos
Como eu não acreditar no que estamos digitando
Meus ddos estão poetizando
-É poetizar é se comunicar com o mar









O inverno passa seus olhos verão


O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. P. Neruda

Somos jovens flores fortes
Aguentamos a ventania dessa tirania
Que corrói e corrompe
Acredite o amor não é algo que compre
Não se entrega inocente mente a uma paixão
O amor é a sacação
Sabe tirar da ilusão o chão
E caminhar firme ao céu de si
Tece a si mesmo nesse subir e descer que é crescer
E viver
E morrer
E reviver
E remorrer
A vida é esse persistir-se
Leva e releva
Traz e retraz
É o gosto na boca da língua de quem canta
Ama e se encanta e se desencanta
Segue
O inverno passa seus olhos verão


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Hino ao suicídio


Meus olhos nublados as vezes dizem que..
Há sempre um não no meu sim
Um momento que perto do fim se afasta
Me afasta
Desses pensamentos
De me matar
Não sou perfeito
E daí?
Queira-me amar mesmo assim
Sou bruto
Uma peste
Uma dor que sinto
Sinta o que sou 
A força do amor quer e vai me resgatar
A noite está no céu azul
Alinhando o momento
Pronto
Estou com a arma na mão
Vou me matar
Mas não
Não é o fim
Minha dor há de produzir vida
Esta noite vou
Eu vou ir a ti e dizer assim
Nesta noite não vou me matar
Vou te amar


A vida me fez morrer pra renascer e remorrer...


...As vezes eu penso no que eu sou
E no que represento para quem me ama
E eu voo para o fim e vejo que desde o início meu vício
Foi sempre ser
Um não saber
Eu não sei
Há um mistério no ar
E eu vou o respirar
E dançar
Cantar
Uma ciranda
Estou no sul de algum lugar
Sabendo que...
Eu não sei
Vou pirar
A morte está no ar
Vou respirar
Minha vida está no ar
A vida está no ar
E isto é o mistério
Está no ar
No céu
Na terra que há de me enterrar
O mistério está no ar
E eu não vou pirar
Sei disso
O que penso
O que reflito
O que sou?
Um mosquito dizendo isto
Num vidro esmagado por um jornal
Sei sou invertebrado
Um inveterado
Vivendo e morrendo por todos os lados
Confundindo meus olhos que olham mais um dia nascendo e morrendo
Estou nascendo e morrendo
Em nome do amor
E por isso estou insistindo
Vivendo...