quinta-feira, 20 de abril de 2017

Creaturas tão minhas

Uma vez eu fui o que sonhei
Fui anjo que para minha surpresa caiu do céu
Foi mesmo eu quem cai
Não havia anjo nenhum
Nem um
Tive que crer que havia alguém no controle
No meu controle
Em busca da perfeição caí e corri
Para arremessar-me de novo
Joguei-me eu moeda no destino da sorte
Cai de novo e com alguns cortes parei
Corri
Corri
Sem vontade de voar
Sem medo de me machucar
Só não quis insistir
E rápido asas surgiram em minha mente
Sou franco
Foi especial quando encontrei minha fraqueza
E com toda a franqueza

Digo
Sou meu próprio líder
E livre tenho que amar
Amar o mar
E o deserto de mim mesmo
O vazio e show de mim
É tarde desse dia
É que me dez cobri
Marquei o marco até onde vai meu estilo de voar
Que é cair com estilo
Copio
Até o meu estio
Eu tio


terça-feira, 18 de abril de 2017

Home além


Sou aquilo que minha mente alcança
Ela irá dar a força que tenho
Meu corpo abriga um homem ou uma mulher
Tanto faz
Fêmea ou macho
Sou um animal intelectual
Uivos urros assexuais
Ascendo luzes em cruzes
Ensaio movimentos os vendo
Os dou
A vida é meu palco
Sou um desses artistas
Que seguem suas pistas
Investigando em si seus sais
Humores em rumores
Tenho que continuar a me desnudar
A buscar amores que pelas ruas passam
Acende-se luzes 
Clareiam túneis místicos
Revelam novas eras
Inauguram novos paus
Que não mais lutam entre sis
Deixam vaginas saírem de sis
Esses grelos sem grilos
Vivos
Ricos de carnes encarnadas
Sabedoras sabem das dores
Vermelhas
Rosas
ou Roxas
Somos mais que duas caixas
Binárias de ordinárias
Novos humanos vindo 
Novinhos em óvulos e ovinhos 
Que não dividem a vida em dia e noite

Somos o boicote a tudo isso
Estamos no universo
Onde um único verso mostra todos os lados
Versos dos quais converso
E os converto no que verte de minha verve
E vem ao que serve
Sou o que sou e não nego
Branco ou negro
Enriqueço o que penso
Pois sou o a que vim
Alcanço esse pensamento no sentimento
Sou o que alcanço lucida e instintivamente
Meu nome é o de uma flor ou de uma dor
Quero ser um zero em cima do outro
Um oito
Um coito
Eu quero imaginar o que sou agora
E viver esse agora
Eu retorno ao momento
A concepção
Ao instante em que consegue o pição
Ejacular
E desenjaular a parte da vida
Que vá a um ovo perfurar
Estranho momento
Estou alongando o prazer da cópula
Pula dessa fase
E não goza
Vou não nascer
Vou voar direto pro ralo numa chuveirada
Olhe a porra descendo
Tecendo um futuro que não haverá
E o fim ali no início demarcando estranhamente
O pensar de minha mente
Mas eu vou
Vou resistir
Re-existir
Nunca havia imaginado minha vida sem mim
Enfim estou no ponto zero
O quis
O quero
Loura loucura
Me cura
Não me segura
Que secura
Vá vindo que estou indo
Estou loqueando
Vagando numa bunda
Babando
Senta com ela minha cara
Na minha vara
Estou como sempre de cara com o mundo
Quero me identificar
Nessas horas difíceis me acho
Na beira de um riacho de lágrimas minhas
Tomando sol por dentro
De volta ao momento da concepção
Lembro de meus jogos infantis
Do brilho dos olhos meus
Das noites esperando os dias
Encostado num muro qualquer
Esperando uma namoradinha aparecer
E nada
Vem um amigo
Ele secretamente puxa um cigarrinho e uma arma
E diz um me ama ou me mata
Corro para um banheiro
Escondido digo a mim mesmo
Mas queria e quero uma tragada
Traga essa fumaça
Inebrie minha fantasia infantil
Assopre esse trompete
Pague esse boquete
Faça uma melodia ao meio dia
Dessa noite maldita que é a inocência
Prenda-me
Sou inocente
Indecente
Indigente
E digo mais ou menos gente
Sou indiferente
Diferente
Prolongo
Pra longo prazer ter
Pra ser mais que prazer
E vem mais
Será que vou sobreviver
Sobre viver vou digitar
Calma
Com alma
Declamo que minha cama não espera
Arde
Lençol
Leio o sol que já está batendo na minha janela
Meus olhos cansados estão encharcados
E eu tenho que delimitar essa mania de dividir o dia
Estou vivo sempre
Acordado ou dormindo
Esse é o meu sonho e pesadelo
E esta arte que é minha parte da vida
Não
Nunca estará concluída
E já começa agora
Outros casais transando
Não irão nos tirar de outro lugar
A não ser de dentro de nós mesmo
E o que somos?
Além de além de além de além








Insert

Tão inserto como um inseto eu vou voando por ae
Gritando como um mosquito em seu ouvido
Ouça meu gemido
Um vagido gritando não
Não quero nascer assim
Um outro eu sai de mim
E em outro tempo
Estou minimamente renascendo
Existe em mim um espírito liberto
E não é daqui
Ele quer voar como um inseto
Fugindo do inseticida momento
Fazendo de uma ferida seu alimento
E as pessoas são seu alvo
São e salvo
Como uma câmera eu inseto filmo ali da parede todos os movimentos
Miro
E pico mesmo
Preciso de sangue
Não é para mim
É para minha gangue
Sou um inseto jovem
Fruto de um furto
Mas não vou pousar aqui
Vou somente repousar aqui
Juro que nesse muro não vou ficar
Marco você com minha boca
Com minha língua trompa
Trampo meu trampo
Qualquer trapo me veste
Mas não qualquer um me despe
Me despeço
Mas antes peço
Compreenda sou um punk inseto
Incerto insiro eu única ficha no deustino 
Um dia acerto e coloco o acento no a certo
A a que eu inserto sirvo ?
Estou inserto

Nem isso acerto

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ui.. dói isso fazer

Eu não entendo mais nada
Um filho aborta os pais
O vento fecha a porta
Um arroto não estraga a voz
Eu não entendo
Vou parar na próxima esquina
Antes de dobrar encoste-me
O que eu quero dizer é que
Eu não quero mais que luz

Toque-me e sinta-se
Sincenramente minha sensação quer dizer
O que meu coração diz
Não eu não vou parar de me emocionar
Ou eu não

Arroto e não entendo da onde vem esse ar
Podia ser um peidar
Mas não
Subiu e quis suspirar

Eu encosto nos encostos e digo ui
Pare de ser um encosto
Minhas costas se fortalecem mais

Criam asas para eu voar

Vou voar além do ciúmes e da inveja
Olhe bem pra mim
E perceba-se
Sou só mais um a tentar
A ser o que pode
Não me fode

Não tenho mais
Que esse meu olhar
Olhe bem pra mim e veja
Que nos fundos
Atiram-se os imundos

E é difícil separar
Mas eu tenho que...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Coração 10pedaçado

Ai
O meu amor me abandonou
Sem porque
Eu não sei
Esse mistério
Só o tempo irá decifrar
Por enquanto chuto os ponteiros do relógio ao vento
Estou assim largado pelo meu amor
Alagado em dor
Ai
O mundo
Nem ninguém me entende
Estou assim
Jogado fora como um lixo
Sem tchau
Nenhum bicho vivo merece o que passo
E de novo
Não sou de aço
Experiente estou no chão
De novo sendo pisado
Mas sei
O tempo vai passar e mostrar
Nem que seja só a mim
Que se houve um fim
Nunca houve nossa história
Assim
Estou livre de novo
Mas ai
Como dói crescer
Estou aqui sem mim
Por ti
Lá ou ali 
Tanto faz
Assaz
Estou aqui querendo não me lembrar
Mas mesmo sem voltar atrás
Continuo aqui a burlar meu viver
Querendo estar onde você está
Mas não há o que faça eu ae estar
Resolvo de novo ser um ovo no meio desse povo
Não sei
Mas sei que ninguém irá jamais saber o que sinto aqui
E aqui estou dilacerado
Num pequeno coração que bate gigante
Que apanho de mim mesmo
Multiplico ao quadrado esse meu formato
Estou pensando em me salvar dessa corda em meu pescoço 
Salgando minha face fácil vou me formando
Ágil desato esse nó que fiz de nós
Há sempre mais ais 
Pois a morada de meu coração está queimando
E estou sendo esse incêndio
Mas a água que cai de mim abranda a fornalha
Vou dar uma banda
Jamais sentirei tantos ais
Canalha
Dói demais
Olheiras de panda
Olhos rasos de arrasados
Eu não sei pra onde vou
Estou atrasado ou adiantado?
Tanta liberdade
Eu na minha idade
Nem perto do show que sou estou
As vezes penso que a felicidade e a liberdade são inalcançáveis
E eu pequeno e sem medo vou tateando 
Com o dedo apontando
Aonde estou indo?
Quem sabe?
Nunca quis estar assim aqui
O que será que isso quer dizer?
Sei que o saber rei irá mostrar
Por enquanto estou esperando o tempo fechar essa dor dentro de mim
Ou acaba-la
Estou assim
E o lar de novo se desfez
E um novo me fez
Era uma vez
Nove é quase dez


terça-feira, 11 de abril de 2017

O cara joga fora os sonhos, para consertar o que nem há

terça-feira, 4 de abril de 2017

Não estou contente

A violência dos tempos de sempre
Do mundo fazem seguir o mundo
Não tenho pressa
Sem essa
Estou chorando por dentro
E não estou nem ligando
Minhas orelhas não são mais ouvidos
Meus olhos já não querem ver
Mesmo tendo a capacidade de exercer tudo isso
Nenhum órgão meu quer funcionar a contento

Não estou contente

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Riam de sis

Estou como com quem estou jogando
E o show 
O show da vida é underground
Olhe bem pra mim
Ao apertar minha mão
Em uma situação social
Perceba que o meu jogo favorito
É o meu rito
E não é competição
Isso não
Ilusão sua bebê achar que vai ganhar na falsidade
Perceba em minha tinta minha idade
Enquanto isso na cidade
O céu espera em nuvens
E os infernos buzinam
Que ruídos
Luzes batem em minha face
Fácil decifrá-las
Mas a maioria
Essa maioria é menos complexa
Não é completa
Muitos atrapalham por serem muitos

Isso atrapalha o jogo da vida em sociedade
Nossa civilidade
Estou sendo verdadeiro com a realidade
E sei que os contras irão duvidar
Faz parte
Mas com arte bato de verdade
Nos que acham que irão controlar o mundo
Com sua vaidade
Decidi ser um Deltacid nesses piolhos mentais
E os piolhentos irão tentar rir de mim
Mas eu peço que entrem nesse nosso show de humor
Que é viver por amor
Em paz

quarta-feira, 29 de março de 2017

Ri rei

Ri de mim
Só eu sei do que ri de mim
Foi bem assim que fiz
Vivi
Cada momento passou lentamente na minha mente
Nada disso de filminho
Um filmão meu irmão
Rio mas tanto
Mesmo de mim
Ah...é bom
Sim seriamente é bom ser quem eu sou
Tanto que anoto tudo nesse blog
É bom
E rio para contrastar com minha alegria e fé
Li cidades
Escrevo praias e mares
Marés
Amantes se amando nas pedras
Rio mares de lágrimas na verdade
Na verdade de saber que sei subir e descer
Sei o sabor de ganhar e de perder
De sobrar
De assombrar
Soçobrar
E só sobrar eu
Numa estrada com os polegares para qualquer lado
Como é bom
Rio deslizo feito folha

Num rio

domingo, 26 de março de 2017

Fazendo amor não, vivendo

Meus heróis morreram só sobrou eu mesmo
Tenho que me salvar
Me enrolei de novo
E de novo tenho que me desenrolar
Como pode  com um erre expressar meus erros
Tenho que ser herói de mim mesmo
Me indago ei eu
Onde vou?
Onde estou?
O que estou fazendo?
Estou precisando de mim mesmo
E não é fácil depender dos outros
Mas eu vou
Quer saber?
Eu voo
Não vou a pé e nem de fuca
Não tem fuga
Vou encarar com a minha cara limpa
A mesma de criança arteira
A de adulto não adúltero
E para minha surpresa
Não sou presa nem caçador
Livre dessa dor
Saio ileso
E teso
Com certeza

sexta-feira, 24 de março de 2017

Tenho que passar por isso

To duro
De novo
To duro
Teso pronto pra outra
Estava numa boa com você
Mas acabou
Vou
Me vou
Seguir
Continuar sozinho
Sei que parece
Mesmo  pra mim
Que pareço tanto assim
Aparece o quanto errrei
Mas não é bem assim pra mim
Que sou eu
Voo direto
Desmonto a situação
E aparece a razão
Então
Não foi por causa minha ou tua
Nem nossa
O Deustino que manda
Por isso sigo
Tenho que seguir
Só eu mesmo acharei meu caminho
E se
E quando cruzar com a pessoa certa
Foi o Deustino na certa
Ae... saberei montar o quebra cabeça que fez tantas pessoas que amei perder
E certo que as amei e fui amado
Mas não deu pra viver pra sempre ao lado alado
E agora enquanto estou no escuro e só
Fecho meus olhos
Fica mais escuro
Mas eu vou vencer
Encontrar meu grande amor
Eu sou do bem
Da luz
À luz vou entregar minha régua
A qual messo minas emoções
O meu lago ao qual essa terrível depressão tenta
Mas não vai conseguir me parar
Eu estou assim
Mas vou conseguir
Achar alguém que eu ame tanto quanto me ame
Saio como alazão dessa situação
Navego na minha ilusão
Imagino minha ação
Globos oculares em meninas
Meus olhos veem
Vem
Me movo
De novo estou amando
Armando
Com o risco de sofrer
Mas sempre aprendendo
Que um dia
E vai ser hoje
Vou acertar
Tenho que acertar
Duro vou penetrar-tchê

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vou abrir meus segredos e medos



Acho que vou sair essa noite
Eu acho afu ser livre assim
Tipo eu sempre afim
Sem problemas vou andar por ae
Pensando bem não vou sair
Como é bom ser livre
Querer 
Poder
Sem dever
Me toco
Me tato
Tatuo tu ou eu em nossos corações e mentes
Entram e saem gentes
Eu acho afu ser como sou
E sou
Saio, canto, danço, desvairo
Dedilho meu tordilho dedinho
Aponto meu próprio caminho
Rimo seguro de segurar a responsa de ser livre assim
Não penso que tal liberdade não tenha um preço
Mas perceba no meu jeito de olhar meu maior defeito
Não sou e sei que não vou jamais ser perfeito
Mas de eu cidade povoada de gente sou prefeito
Não pré feito
Sou me fazendo
Jamais fiquei sem amar
Sempre além de mim tem alguém 
Amo certo que o amor não tem fim
Continua em outro que se quer bem
Mas sem mas
Quero mais
Ou menos
Tanto faz
E esse é o meu maior segredo e medo
Tanto faz
Traço
Tanto faz

domingo, 19 de março de 2017

S.O.S. a sós



Vai 
Mas sai
Chuva e vento aqui de dentro
Sinto tanto lamento
Com licença céu
Sou seu quando a hora chegar
Vou é viver o que tenho de meu
E aqueles arcos íris que jogam flechas coloridas
Doloridas estão a deslumbrar esse umbral
...O velho céu
...Céu de minha boca nova
Ajude a explicar
Por que as pessoas que passam pela minha vida
Todas vivas estão aqui
Transpassam-me toda santa hora
Filosofia?
Religação?
Ouço a fala das plantas desta terra de nós plantados
Nossas crias
Adubo minha uretra de semente humanas
E meus olhos se espremem
Contorcem
Torcem o sal
Enchendo caules e troncos de tudo o que somos
De bem ou de mal
E ontem vi o fim de mais um dia
E livre o sol nasceu mesmo pra quem não viu
Que guerra estamos vivendo
Os jovens e seus sofrimentos e eu aqui sentado
É... a vida não é justa

Ei... estou aqui e não vi nem ouvi seus lamentos
Vivemos um tempo de guerra em nossa terra
E uma voz berra
O que estamos fazendo que não vemos nossos irmãos e irmãs perdidos
Milhões de famílias despedaçadas
Não quero ser mais um zero 
Desse número redondo
Faço uma volta
A nossa volta! 
Sem revolta
Somos todas essas pessoas morrendo
Não estamos mais vivendo
Nem sobrevivendo
Estamos só morrendo
Viver é a que viemos
A vida está ae em ti
Bem como em mim
Em nossa voz
Estou buscando o mais humano em nós
Não tenho mais por onde chorar
Vou eu mudar
Desviar esse mar para mostrar que por amar nascemos 
Pra a amar
Temos que fazer cada um
De sua vida uma poesia
E não estou fazendo rima
Estou vendo o mundo como todo o mundo
O vivendo de cima
Sabemos o que temos que fazer
Então...
Não estamos sós não
S.O.S. à nós
O mistério doce mistério
Do cemitério as vozes de nossos mortos estão
Por ti e por mim
Dizendo não há fim
E viver bem é para os que estão afim de mudar
Mudo e falo tudo
Estou de braços abertos em cruz
Optando pela vida
Marcando meu xis na opção que acho correta
À vida...
...Sim
Não não...

terça-feira, 14 de março de 2017

Encouraçado dos lindos sonhos

Olá ou alô
Estou bem aqui
Ou aí
Sei sim que esqueci o meu nome
Mas não mamãe isso não quer dizer uma licença para ser quem  não sou
Sinto aqui o dever vir a mim
E no ar que estou mamãe
Que estou a desde o umbigo
A respirar
Reconheço o eu em mim vindo de ti sim
Mas óh! por favor cante essa canção
Que fiz ouvindo o teu que é o meu
Coração
Tenho que molestar esse mal estar
Que saia de mim tudo o que não sou eu
Sou seu enfim meu
Para sermos nós dois mamãe os três da criação

A trindade 
...Vinde...

Sou um gole seco de medo
Um refresco
Um ar fresco
Uma brisa sólida de vida vindo
Indo ao nosso trino encontro
De novo no ovo
Eu bem sei que só na imaginação de nosso coração
Nos encontraremos sempre
È aqui dentro a eternidade da tenra idade
Mas se de fato somos sempre um feto
Um dentro do outro
Cor e ação
Amor e canção
Na dança viva da voz da vida

Lindos sonhos
Vindo
Lindo
O tempo de paz retornando
Todos nós atados pelo mesmo nó
Nó de velocidade marítima
O mundo azul de mar e ar
O céu é o sal do mundo
O mar é feito de nossas lágrimas
Mas não somente as de dor
Mas principalmente dessa que está escorrendo de minha face
Não é fácil
Saio correndo ao vento
Nem sei não consigo mais digitar
Estamos agora em todos nós
E é tri assim
Agora entendo o que é ser três
Somos eu e você e nossas criações
Estamos aqui
Eu em mim buscando você assim
Para esse fim renascemos cada vez que algo de nós nasci
E está nascendo este texto
Estou sentindo você lendo
Estamos juntos
Não importa um dia defuntos
Já estamos no fundo juntos
Conosco estamos
A voz que sai e entra
Está com a força de todas as vidas passadas e vindo
Lindos sonhos
Como o eterno vai e vem do mar
Essas águas são todas nossas criações
E seus seres mais profundos somos nós
O que fizemos de nós mesmos?
O que estamos fazendo?
De mim
De ti
De nós
Somos crianças sempre se gerando
Se regenerando
Não estamos afundando
Somos o encouraçado dos lindos sonhos

terça-feira, 7 de março de 2017

Não me quero de volta sem você

O futuro lá secretamente armando
Outro ser me amando
Justo eu que nunca mais iria me apaixonar
Mas como explicar o que acontecerá
Minha vida tecerá
A raiz de tudo isso está em minhas emoções mescladas
Escabeladas
O freio que coloquei se gastou
Estou de novo nu na frente e do lado dela
De fato foi um desafeto que me fez renascer
Eu passava a cavalo pelo teu lado
E agora estou estupefato
É que vejo futuro
Ali depois daquele muro
Eu...juro
Estou junto contigo desde que me vi afim
E como os meus olhos veem tudo lado a lado numa vez só
Estou entendendo que minha alma arma meu corpo de vontade
E que minhas mãos apontam para onde meus pés me levam
Lavam-me de todo o pecado do caminho até tê-la ao meu lado

E aqui dentro ao mesmo tempo
Para não para
Estou aqui e ai em ti
Ou para de parar
Estou ali e aqui em mim
Sei que não há outro eu sem você
E também sei que não ha como vencer
Me convencer a viver o agora sem você
Não sou teu nem és minha
Somos nossa chance de viver o romance
Aquele que parecia sem chance
Pule não pule suba nesse muro das dificuldades e veja
Que com facilidade nos equilibramos juntos
Que felicidade nos amamos muito
Vem
Vai
Vá e venha
Somos a lenha do momento em que vivemos
Intensamente nus de tudo
De nós e do mundo
Duas almas em corpos tão leves quanto esse vento
Desse suspiro 
Desse sentimento
Dessa chama
Da chama chamada amor
Que ilumina a pessoa amada
Sei que há dor maior do que a de um dia vir a perder o teu amor
Mas não me quero de volta sem você
Posso até disfarçar
Que não há nada mais a aqui fazer
E por mais idade que eu venha a ter
O amor é que me ata
Me desata desse egoísmo de viver sozinho
Estou contigo e não abro
Hoje em dia sonho 
Ontem eu era um hedonista
Hoje sou um artista da vida viva
Ah....
Tô nem ai que este texto está ficando longo
Eu é que estou ficando louco
Se não desabafar e desabar em teus braços
Render-me aos teus traços
Eu quero tu nua aqui 
To na tua aí
É só um texto
Um pretexto para eu entender nosso contexto
O que escrevo é o descrever
Do que está escrito em minha testa
Sou tanto seu quanto sou do mundo
Mas agora mesmo quero ser mais seu
Do que meu
Nesse nosso mundo

segunda-feira, 6 de março de 2017

Esses nossos tempos precisam de nós mesmos

A evolução dos tempos nada trouxe para o nosso tempo
Mas como deixamos nossa cidade tornar-se assim?
O garçon da vida batendo em seus clientes vivos
A família perdendo seus filhos nada cientes
E dando graças a deu por ser crente num deus
Que nada faz por mim ou por ti
Quem dirá por nós
Não estamos livres de sermos a próxima vítima financeira
Uma safadeza sertaneja
Um funk fudido
Mas como mudarmos esta situação
Eu não sei
Mas vou tentar por entre lágrimas pelas vidas cantar
Poetizar o que sinto aqui dentro
Pelas famílias perdidas
Só posso fazer isso
Cantar o que bate aqui dentro de minha vida
Num ritmo íntimo
Lutar por mim e por ti que somos nós
Não quero rimar meus olhos cheios de lágrimas
Com esse rio ou mar de sangue de esgrimas

Mudar é o que precisamos pensar
Mudar o nosso eu mesmo de assim estar
Andar pela rua e ajudar o cão
O gato do vizinho
Meru caminho de amor marcar
E também fazer bem ao que não me convém
Ser amigos dos inimigos
Os entender
Somos diferentes em nossas indiferenças
Sacar disso ae
Um aqui melhor agora
Acabar coma rivalidade que nos esconde da verdade da verdade

Somos todos tão simples que nossos carrões e cartões não nos mostram quem somos
Não é por nossas crianças
É mesmo para tirar o sal do mar
É por amar
Ounosso planeta
É por ti e por mim
Para não decretarmos nosso fim

Assim a  verdade se desnuda
Faz minha cara nua aparecer na multidão
Como um enorme não
Ou mesmo um sim
Sou assim
Estou de tanga
Na sanga matando a sede de saudade da beleza de verdade

Sei estou com idade de saber que não sou mais criança
Mas meus sonho continua vivo e divo
Não está morto neste mundo torto
Estou livre me livrando não meu rosto virando
Não aguento mais a praga desses dias
Somos todos juntos a solução
Eu não sei mais o que pensar além de  em mim
Mas o que há em mim surge
Urge nós
Uma voz
Diz
Que só eu vou mudar para todo o mundo mudar

Mas eu não sei se estou certo decida

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Alongamentos mentais até aos espirituais


Aaaaaaaauuuu ou miaaaaaauuuu
Tanto faz ninguém vai sentir ou saber do meu chorar
Da minha parte de tristeza na vida
Que escondo
Inundo em meu mundo
E faz tempo que não consigo sair disso aqui
Fui quase tudo o que sonhei
Me dei
Fui ao fundo de tudo
E nada consegue me torturar mais
E caso consiga não importa mais
Eu vou de novo chutar a bola o balde
Viver de varde
Coragem de não ser covarde
Cover de mim mesmo
A vida e os seus desafios me invadem
Ardem
A segurança de encher minha pança e ter uma poupança
Torna minha vida em algo que me cansa
Não rança
Sou uma criança que enjoa rápido
E o cúpido sempre tentando me acertar
Mas eu não posso uma só amar
Nesse meu mundo sou fiel a mim
E só no fim

Vejo que não estou mais afim
Eu não tenho medo de acabar sozinho
Afinal de contas nasci assim
Mistico me estico 
Reparto o que aparto
Separo o que aparo
Não paro reparo
É sou eu mesmo mudando de novo
Milagre não me largue
Alague de força divina
De água sem mágoa
Sigo rijo ao movimento esgueirado 
Também
Tá bem
Tô bem
Sou uma criança grávida de um bebe bebum
E não quero mais um
Quero é de novo achar o motivo para eu não rachar de tédio
Entenda
Vida atenta
Atenda
Psicanalizo-me 
Sou o sumidouro 
Nesse suador desse calor estou
Indo e vindo
Vendo e vendendo
Desvendando a venda de meus olhos
Encharcando lenços e lençóis de tanto amar variada
E desvairadamente
E descaradamente se alguém me encarar
Vou  meu olhar desviar
E para onde eu olhar lá estarei a apontar
O outro lugar que irei aprontar
E aportar para amar e logo depois
Nunca mais
Nunca mais

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Hipócrates ou Hipócritas

Não vou chorar aqui dentro sozinho
Vou sair por ae e sorrir
E no meio de cada gargalhada enfiar minhas lágrimas
Disfarçar
Sou assim
Honesto comigo mesmo
Preciso tanto chorar
É o meu desabafar
E eu não vou desistir de ser o que sou
Sensível sou
Dá um troço em mim
Os cachorrinhos perdidos
Os miados dos gatinhos
Aquela pessoa na sinaleira
Aquele viciado
O bandido
Sei bem que a situação desses seres e estares
É a mesma que me leva a serestar
Sem me arrastar
É que chorar até mesmo de tanto rir
Me faz continuar
Inverto as regras negras em brancas e as mesmas em outras
Reverto a emoção em combustível
Incrível
Canalizo o rizo e o guizo

Do veneno pego a dose exata para o remédio

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3crates

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Em tuas mãos aos teus pés

Me lava
Me leva leve ao teu leito de neve
Toca nosso som bom
Bem molhada mordiscada carne
Vá venha com tua azenha
Me assanha e acena tua senha
Que acesso teu sexo
Sem excesso
Sem escasso
Perco a cabeça e cabaço
Racho meu pedaço em tantos cacos
Juntos somos tantos que ficamos tontos
Inebriados endiabrando nossos corpos santos
Teus lábios sábios são lenha na fornalha
Caibo certo dentro da cava cavidade do teu seio coração
Eu sei
Eu rei errei
Mas hei de saber subir até ae em ti
Descer de mim mucamo
Para sermos nós enfim
Enroscados te amo
Já que estou em tuas mãos

Aos teus pés

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Deus me Deus você


Já que eu não consigo fazer tudo o que quero com você
Nem vou tentar
Fico aqui no meu lugar
Com medo de te ligar e ficar pendurado num fio celular
Tudo me lembra teu olhar
Preciso te pegar aqui nesse lugar
Nesse local que louco quase estou
Ou te apagar
A minha linha está ocupada com teu coração
E cabe mais uma mensagem
Com uma oração
Não sai
Não vai
Vem que tem

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Open the doors

Ser jovem e nunca ter escrito para depois ser lido
É ter jogado a vida fora
E por mais boçais que hajam
A vida vai persistir
Alongo meus pensamentos por minhas fibras musculares
Em lentos movimentos
Ioga faço de minhas ideias

Logue minha senha na tua azenha

Que por mais azeda que esteja
A roda venta minha venda
E da nossa visão tira a venda
Por onde vendo a boa vida que vejo
Sem preço
E sem pressa
Que por mais que eu pareça difícil de entender
Me atenda
Entenda não faço qie quero
Faço o que posso
Estou num poço
E tento fazer com que você que me lê
Me salve
Estou numa selva
Estou deitado numa relva rala
E está pegando fogo
Não sei é um jogo
Mas pra mim é o jogo da minha vida

Abram suas portas

Em você que me lê



Se você não se rebelar a tudo como ae está
Você nunca vai saber onde está
Tire uma self de si e saiba-se
Uma foto
Um fato novo
Um ovo
Uma jovem vida a sua
Que na sua mão está
E são tantas
Somos mais de sete bilhões
Que só uns poucos irão se importar
E você que mais importa
Não irá nada do que sonhou irá fazer
E euuuuuu
Vou tentar descrever que...
Se desescravizar
Que é o que tento fazer, faço
E bebo no bico a vida
E sinto no meu bico de triste que o que vale a pena
É pegar as penas
Canetas
Torná-las asas
E voar daqui
Pra aqui marcar que estive

E continuo

D'Eus

Lúcifer
Esses remédios que os médicos me dão
Só me tornam dependentes de laboratórios
Cadê meus rios de janeiros
Vi os lentos
Violentamente passando
E eu me consumindo em vibes que matam mais
Quero me matar de viver
Não de me chapar
Tento com a mão imitar a reprodução
Me reproduzo
Me conduzo
Crio em minhas mãos o futuro que deusifico
E como transo não reproduzo em camisas
De Vênus eu Mercúrio me curo
E digo que Plutão é sim um local em que há os que são
E me obrigo a voltar a puta que me pariu
E mesmo que me torne um anjo que do céu caiu
Luz se fez ao meu olhar
Digam que eu cai
Mas saibam que soube subir para cair
E que minhas ideias são menstruações
Coisas que poderiam nascer
Mas desceram num modees ou obs
E que sujos são menosprezados num lixo reciclável
Por falta de consciência natural
Já que fazem do petróleo algo artificial
Mas a sociedade
O  nosso mundo é feito por
E d'Eus





Não podem-se

Bem meu bem
Vou falar o que tenho que falar
E não sei no que vai dar
Se nasci para vadiar
Não há nada que vá adiar
Quero falar que o Papai Noel existe
E que Jesus e Deus resistem
Foda-se quem não acredita
Credito em minha vida todos os créditos que debito
E debilitado ainda mesmos assim não sou otário de não ter com quem contar
Na hora do aperto
Digo adeus aos ateus
Sou crente acredito no meu Deus
Que faço nosso
E que desse aço
Desse pedaço de osso

Sou o que posso
Já qe posso

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Fazer o quê?




O que eu quero é viver a cantar e a dançar
Seja contigo
Seja sozinho
A vida não é tão longa e nem tão boa pra quem não se alonga
Eu mudo ao escutar música
Eu amo escutar música
E não acontece só comigo
Quem já me viu dançando e cantando sabe do que estou falando
Olhe bem pra minha pele e pelos ouriçados
Todos os sentidos aguçados
Açucarados
Sou o convite a dançar sim
E a cantar
A vida presta e o que interessa é esta festa
Diga sim pra mim
Pra nós
Vivo assim
Quero cantar e dançar
Mico pagar
Depois até me envergonhar
Fazer o que?
Eu sou assim

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Só mesmo o mar e amar

Sonho e depois durmo
Já que cansei
Amanhece
O amor se conhece em mim
Eu bem sei que não é fácil ser-se
Mas não desisto
Por isso eu...
Eu tento tanto
Vou conseguir
E mais um dia passa e eu não consegui
Sonho e depois durmo
Descanso
E só sei que num desses amanheceres
Vou me conhecer e te conhecer
E o que mais?
Tenho tanta coisa para propormo-nos que...

Só mesmo o mar e amar 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Você é o culpado de sua vida


Na verdade das verdades secretas mais que secretas
Há só um sol no céu durante o dia que é a sua vida
A noite tem muito mais estrelas
Incontávelmente mais
E estamos entre elas a a entretê-las
Onde fui amarrar meu burro
Eu burro
Não é assim
Não sou assim
Desisto de ser o que a ti sou
Fui
O garçon
O Gersõn
Sentiu que a culpa de estar assim como ele está é só dele
E só ele poderá mudar isso ae como está
É como se o papel a ser escrito sua história estivesse ali
A gritar vira a página assim mesmo
Acredite em si
Acredito em mim
E no fim estarei eu sozinho

E àquele solzinho será ele só no céu
E de trás daquelas montanhas sonhadas o sol que surge todos os dias
É você mesmo
E cada lágrima é um momento de chuva
Mas o sol volta
E nunca desiste
Estou chorando agora
Mas vou voltar a brilhar
Faz parte
Tenho só essa chance 
Até onde conheço
Só tenho essa chance de viver meus sonhos
Estou envelhecendo a cada momento
Mas do alto do salto quem posso ser montanho
Esquisito dizer isso num texto
Mas fui tudo o que sou
E nunca mais haverá alguém como eu
Tenho que ir a fundo
Até atingir o sublime
Fazer a volta
Ser toda a revolta
E com essa formação formar minha reforma
Dói 
Mas..

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Eu sei que eu não sei tanto quanto penso que sei

Eu sinto que não faço parte dessa geração
Eu sei que não faço parte dessa geração
Eles são diferentes de eu
Vivem em si mesmos
Enquanto eu venho de uma época em que no mínimo
Nos importávamos com o que pensávamos
Mas eles são iguais a mim
Eu vou cuspir pra fora tudo o que sinto que sinto
Eles estão na frente da vida
Olhando não para suas feridas
Sim para suas telinhas
Suas redes de ilusões
Não sei se é só ignorância ou falta de competência
Gozam ao verem vídeos ou games violentos
Querem socar suas caras no ecrâ
Eu do local em que estou penso refletindo como um sol
Sem o que orbite
Fantasmas me orbitam

Mas a luz do iluminismo ilumina o abismo
De tudo o que sinto reflito
Que vivemos entre o céu e o inferno de nós mesmos
E que as moscas continuarão sendo comidas pela aranhas
E que quem não joga as ganhas irá perder-se em barganhas
O povo eu essa galinha
O novo eu essa aguiázinha
No fundo seremos todos iguais
Enterrados no fundo da terra em busca de um céu que está
Aqui como lá
Deus nos deu nossos eus
E de tantos teus os meus causaram
Cóleras em nossas coleiras
Estou me desprendendo dos valores pagãos
Como todo jovem rebelde de costume contra todos os costumes
Entre extrumes vivendo contra o sistema
Mas se tiver um ar condicionado e um ceva industrializada bem gelada
ESTÃO
Nascidos sem vagidos exigindom serem consolados
Por seus lados herméticos sendo regidos
Uiiii
Estou me perdendo entre os perdidos pedidos
Mas a música me acompanha
É minha champanha
Que vida essa minha estranha
Cravada em minha entranha
Mas renasço musical mente
Danço fraternalmente
E rio desse meu lugar de estar
Ou se não caso contrário rio
Deslizo em mim
Como uma criança
Selvagem
Sequestro um selo de cartas e envio via email
Um aiaiai
O watsapp
Um sopa de sapos
Um obrigado foi sem querer que meus olhos olharam para seus pecados
Só um instantinho
Quero só fazer mais um biquinho numa self
E os elfos...

sábado, 24 de dezembro de 2016

Quimer(d)a

Você não existe ou eu que não existo?
Cadê você?
Como podemos não nos encontrarmos
Parece que estamos presos na liberdade
Tanto por fazer
Aprontar-se pra amar-se e amar, e amar...
Não ponderamos de tanto que tentamos achar um amor
Amamos envolvidos revolvidos
Mal resolvidos
Dou-me ouvidos
Não duvido até o fim
E essa poeira que fica por baixo do verniz
Pareço feliz
Como quiséramos estamos
Quimera
Que merda
Sou louco
Boto e tiro o pé da estrada
Todo o caminho leva a quase nada
Louvo o avião pela sua rapidez
Mas prefiro os pés no chão
Busco a felicidade dentro dessa prisão
Vivendo com água e sem mágoa
Como seria se não fosse assim?
Mas como é sabido o destino
Sempre tem fim
Um afim
Estou aqui por aí
E o meu lugar é ao seu lado
A nos amar


Lágrimas de sal

Eu sei sem mim não sou ninguém
Mas sem ela também
Era só uma brincadeira 
Que foi me levando leve
Como a brisa fui
Nos misturamos
Tanto nos amamos
Eu sei voo noturno sem farol é voo cego
Mas ainda chego a meu eu sol sem ego
As vezes o vento passa e surge em mim você
E eu não sei o que fazer
É genético esse amar patético
Fugir do esquecer é como tentar com gelo se aquecer
E queima igual
Vi num a lágrima de sal o sol
Nós não fomos nem somos

Se não formos pães em fornos
Quebro todas as regras
Doidas e negras 
Mas sei que agora estou livre do amor da minha vida
A culpa é toda minha
Mas eu não vou me lamentar
Toda liberdade é boa
Mas o amor não esquece
Esquece
Sem uma pessoa amada a gente passa a amar toda a pessoa que por nossa vida passa
Claro que não há mais o si dar
Mas se as cartas são marcadas
E eu sou o coringa de minha vida
Sigo
Só a morte ou a doença me limita
Uiiii
Vou seguindo por ae sentindo dor
mas espalhando amor

sábado, 17 de dezembro de 2016

Cansei de vazio estou no cio

Tão longe estão meus segredos
Coberto por meus medos
A vida lisa escorrega pelos meus dedos
Meu Deus do céu
Onde estou indo
O que estou fazendo dessa minha vida afinal
Eu era
Fui tão diferente
Ninguém parece acreditar mais em mim
Mas eu sou um oceano
Quando amo
Eu estou me amando
Indo de encontro
Ombro a ombro comigo mesmo
Os escombros estão me apoiando
Eu sei não é fácil voltar a ter crédito
Mas acredito que no SPC do destino não estou mais devendo

Estou pagando com amor cada lágrima de dor que eu tenha causado
E não estou cansado
Talvez por não estar casado
Mas eu vou ser sincero como sempre sou
Eu...
Talvez gagueje quando rever o amor em mim 
Não sei explicar
Nem quero
Mas estou sim afim
De ter
De ser
E sei também que minhas memórias ainda cobram
Choram
Mas o que fazer
O mundo é redondo
Não tenho que me explicar mesmo
Estou continuando assim
Não sei explicar
Quero sim


Beba-me, beba-me. Fume-me, fume-me. Mas não vicie em nada disso



O tiro passou por um fino
Mais um motel acordando
E longo me alongo a noite toda
O show começou
Pretendo me exibir a ti
Saio dessa cama livre
Como quem ama a vida livre
Como eu
Meio que estranho
Estou em seu ninho sozinho
O cupido não é o culpado de eu ser assim
Ele já me acertou com suas duas flechas

Agora sou eu quem quero-me 
E tranquilamente quis-me assim
Livre
Livro
Levo a vida como um filme com final aberto
Ou um livro vivo sendo escrito pelo leitor
Sou um ator da dor que sinto
Pinto um novo a cada momento
Um conto de fadas
Contado por um maestro de si
Descendo a via que havia desde quando eu era uma criançinha
Sigo sendo amigo do vento
Que nem tento ir contra 
Sempre quis-me assim
Andando por ae
Sempre mas nunca só
Onde houver alguém
Ali tem
Tó-me

domingo, 4 de dezembro de 2016

As cores não desbotam com dores

As cores não desbotam com dores
Elas botam em meus mim possibilidades de mudar
A mim
Não meus amores

O que elas
As dores
Causam em mim dependem de como vou reagir
E não tenho o que explicar
Vou agir

Sinto que minhas lágrimas me lavam e me levam

Queria ser franco comigo mesmo

Elevo-me além do sexo

Sim, querida não posso ficar
Tenho que partir
O mundo espera algo mais de mim

Sei
Que sou eu que me impus isso ae
Ser um Sr. Só
Mas há tanto por fazer

Tantos ..istas..
Nas...ais
An...ais

Eu sei 
Sim 
Sou um caramujo a 
A velocidade do mundo

Galilei
Galo leu
Orbito em mim
Circulo sobre o sim
E o não

Óu não
Sou eu sim
Diz o meu mundo em mim

Sento no que sinto
E capto a luz do sol em meu rádio
Escuto meus olhos
E pela minha física calculo que o meu lar
É o fundo do gol
É o intento
Tenho que fazer esse gol 

Sem ser fominha sigo
Sou herói
Velho e gagá
Passo a bola 
Piso na bola
Não quero fechar meus olhos para o todo como sempre foi
Se a paixão é futebol?
Sou futebol

Sim, se o princípio de mar
É popular se apaixonar

Oi meu bem
Sou um cara livre
Por isso não venha amar só a mim
Ame a todos

Sim eu amo aquele cara
Aquela gata
Aquele cão
O gato
O mato
E até o calibre de uma arma
Que se  por amar

Vai se desarmar

Explico mais
A brisa vem me contar
Que é possível

Vem pra cá
Pra que pecar
Se repetir numa de fácil

Bato em meu peito
Coração adentro
Lacrimejo
Abrando a fornalha
Acalmo a limalha

Sou ser humano que falha
Entendo Hitler e Cristo
Leio em mim
Somente o amor

O amor que está no ar

Até meu último arfar

sábado, 3 de dezembro de 2016

Fim de filme

Olho para a brisa que se vai
A digo ADEUS
Tchau 
Encontro outro oi
Vai

É noite
Feito asno urro
Tipo burro
Enquanto isso cheia de onda
Jogue suas tranças em mim

O vento na narina de meu sussurro 
Meus açoites
Não calo
Quase alcanço o romantismo que não tenho
No bar do...poetizo...bardo
Proponho que as ruas estejam nuas
E nós vestidos de poesia corramos
Enquanto nos amamos


Olhos em olhares
Bocas abocanhando arfares
Te sinto bem aqui
Aííí!
Não para
Eu quero dizer com isso que...
Aquela praia deserta
Nos espera na certa

Fim de filme romântico pra adolescente praieiro

Olho para a brisa que se vai

A digo ADEUS
Tchau
Encontro outro oi
Vai
Enquanto isso cheia de onda
Jogue suas tranças em mim
É noite
Feito asno urro
Tipo burro
O vento na narina de meu sussurro
Açoites cadas noites
Quase alcanço o romantismo que não tenho
No bar do...poetizo bardo
Proponho que as ruas estejam nuas
E nós vestidos de poesia corramos
Enquanto nos amamos
Olhos em olhares
Bocas abocanhando arfares
Te sinto bem aqui
Ae!
Não pára
Eu quero dizer com isso que...
Aquela praia deserta
Nos espera na certa

Lover man



Estou pensando em escrever um texto
Sobre o que nem sei o que
Mas tenho que falar neste texto que estou a  escrever
Sobre os medos que sinto
Esses mesmos que estão a me encorajar
Muitos irão pensar
Que sou um enganador
E sou mesmo
Engano a dor ao escrever
Assim sinto o show que sou
Brinco com minhas fantasias
Com meus fantasmas miasmas
Pois sei
O que eu quero é amar o mesmo homem que sou
Desde o amanhecer até a noite acontecer
Sou uma criança jogando bola
Colando na escola
Sou essa farsa fácil de deduzir

Não de seduzir
Sou um homem do amor
Nascido da dor
Um ator
E não sou fominha
Mas quero amar 
Tudo
Todas
Toldos protejam-me
Dessa louca energia que energiza
O eu em mim
Para tudo ser enfim

domingo, 20 de novembro de 2016

Cácaca

Subo alto
Mas quero classe na hora que tiver que agachar e cagar
Não tem que ser nesse bar
Vamos mais perto mar
A pé ou de fuca
Parado nunca
Beija minha nuca
Risca esse fósforo e ascenda duma vez
Eu quero somente mijar pra marcar esse lugar
Sei que talvez ninguém entenda esse som
Que mais diz com
Cacaca
Calma


sábado, 12 de novembro de 2016

Quem eu penso que sou para afirmar que eu sou quem penso que sou. O Elo

No banho de lágrimas
Esgrimas
Entre cruzar o mar e o olhar dos outros a me acusar e recusar
Fico comigo mesmo
E eu, eu, eu, eu
Tenho a tarefa de me aceitar
Mas não vou voltar a ser
Aquela fútil briga de amor
Que trouxe-me tanta dor
E agora o mundo paga e se apaga a vida boa
Fiz um círculo nos fatos
E ver de verdade dói
Eu verde mesmo
Tão criança
Hoje amadurecido
Pelo amor endurecido
Não, não
Se eu sou eu não sei
Sigo minha sina
A vida me ensina
Por meio da dor que tanto sinto
Ainda pinto aquela galinha do tempo
Invento eu rebento
Arrebento a corda do suicídio
E acuso com meus dedos
Todos os meus medos
Estou aqui entre o eu que penso e o eu mesmo
Sim
Durma-se com um barulho desses
Óu não...
Eu, eu, eu
Estou achando que sou eu mesmo de novo
Saio desse ovo
Quebro minha casca
Grito para o mundo
Minha casa
Estou
Eu vou ser à que vim
E o universo
Está todo
Todo nesse verso
Infinitos gritos
Ecoam
Voam
Adentram via pensamentos
Tipo vozes estranhas
Vão até o coração
Por todas as entranhas
Eu sei
Alguns me acusarão
De ser o que eles pensam que são
Mas meu nome está escrito
Ex-Cristo
Bater em mim a vida bate
A minha cruz eu carrego
Esse lápis em minhas costas
É o meu maderame
Por favor amem
E digam Amém
Com ou sem crença alguma
Pois eu sou assim
O Elo
Do céu e inferno que está isso aqui
Do sublime e profundo
Mas eu no fundo
Não estou sozinho fazendo isso
Pois eu sou uma pessoa que só quer viver em paz
Mas com essa onda de violência não dá mais
Por isso eu
Eu mesmo decido fazer algo
Eu sou essa criança
Que tem esperança
De que essas minhas lágrimas sejam o combustível
Para que o nosso bem viver
Torne-se possível

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Bem fim

É...paixão
De novo estamos juntos
Eu e alguém que ainda não sei quem
Estamos transando

Pensamos em amor

Eu um homem que jura que sabe
Ela uma mulher que jura que sabe
Mas o fogo da paixão acende e queima
Arde

Tenho que sair daqui
De novo sou um ovo
Renascido da dor de um partido amor


Desmascaro-me de mim mesmo
Não quero mais amar
Sou um medroso
Uma criança medrosa
Não sei de nada
A procura de sabedoria dia após dia
Transformou-me numa pessoa vazia

O amor adia a vida vazia

Sou simplesmente uma pessoa demente
Atras de uma pessoa que não mente

Preciso ser conciso










































Odiar o mar é não amar o dia
Suado e cansado de fugir
Percebo que...
Rolo por ae
E o amor sempre a frente de mim
E quando lado a lado
Fujo
É o amor do que no fim fujo
Um marujo sem mar
Um caramujo sem jardim
Sou assim


domingo, 6 de novembro de 2016

Masturbando-me penso nisso



Por que você se foi de minhas mãos
Masturbando-me penso nisso
Afoguei o ganso nas mágoas
Fui moleque
Aquele que mulher não quer
Óu é agora
Não para
E o vento passa rápido pelo meu pensamento
E atrapalha o fogo da palha leve
Que leve você daqui de meus eus que não são mais seus
Eu nunca quis tentar me explicar
E claro que esta noite escura mostra seu rosto
E que para meu gosto não continuo o mesmo
Noto nos meus gestos mesmos
Vou sair por ae de mãos dadas comigo mesmo
Bem
Sexos opostos a postos 
Aposto que vamos numa dessas voltas
Encontrar-nos
E lembrar que o pra sempre nunca acaba
Velhice 
Não leve isso
E sei que o tempo
O tempo muda tudo
Mas não quero e não vou ficar mudo
Vou tomar mais de seu tempo
Lendo este texto
É que alongo meus braços e dedos
Até você que está ae do outro lado do vidro
E duvido que não te toco
Fique em qualquer posição
Homem 
ou 
Mulher
Eu bem sei o tempo é Rei
Mas minha vida é Rainha
Assim estou sentando na prainha
Olhando a linha do horizonte
Imagino um monte
Vivo um monte
Subo no monte
Faça o mesmo
E conte

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mary go others



Antes de mais nada não sou menos que tudo que eu possa
Desde criança um errante
Perdido
Mas a minha procura
Do eu réu de mim
É pra livrar-me dos excessos
Assim a luz de minha cura ta na minha cara
E via que não havia desculpa para culpá-la
É tudo minha culpa
A de andar por esses caminhos
Onde perco e acho amigos
Eles são meus elos
Do que fui e do que sempre sou
Desde pá virada
Aquele que não faz nada
Ao que hoje trabalha em tudo 
Sempre arregaçando as mangas
Nunca arregando aos desafios
Os dias raiaram ternos de noites eternas
Deus de tantos eus que já fui?
O que de fato sou? Um feto?
Deus vós sois meu pai
Tirou-me da reta de tanta coisa certa
Para aprender a lição
Ao colapso fui de encontro todas as noites em açoites
Mas sempre amanheceu e o som de vossa vóz brotou no horizonte de luz
E a liberdade li em beldades por vós iluminadas
Ali paradas em letras
Em minha viradas piradas
E o meu crime é ser tudo o que posso?
Saquei
Não tem crime algum
Soltei um pum
Foi bom 
Sou eu quem cura essa minha loucura 
Mas sério
Não suporto essa Porto nada mais Alegre
Sinto-me movido para outros lados
Depois de tantos fados
Não quero mais...
Não é nada demais sempre estou indo
Sabes Deus
Feio é não tentar ser lindo
Ainda mais os Teus
Ouço em mim a resposta
Vinda do ar que passou do lado de minha bosta
Aspiro
Respiro
Inspiro
O intestino de meu destino cria escatologicamente
Logicamente meu Never say Die
Pois contra todo o tecido do que tem em minha vida acontecido continuo vivo
Sou até já um fantasma pra muita gente
Mas estou aqui
E sinto o vento da mudança
Levando-me para outra dança
Deus Pai
Eu não sou nenhum palhaço de aço
Um dia a vontade vai morrer em mim e assim enfim
Estarei frente a frente comigo mesmo me vendo (olhando)
Mas não me vendo
Tiro a venda
Não estou a venda
Feche a venda e acenda uma vela
Mas o pavio é um navio que ascende ao seu céu
Muita gente ainda não viu
Mas um dia todos vão ver
Ei leitor saiba que você também saberá
Certo ou não
Errado ou sim
Estou esticando este texto
Até quando me sentir repetitivo
É intuitivo
Minha química ta na minha mamica
Que jorra leite quente que alimenta esta terra
Livre planto esse livro que descrevo
Tenho uma árvore elétrica
Em uma vida tétrica
Mas não sigo merda de moda nenhuma
Faço de mim o que quero
E não tiro zero em nada
Sou um cinco
Não cínico
Passo por média 
Ganho o conhecimento
E faço dele meu cimento até o firme aumento 
Ao firmamento
Mas vou terminar esse empório de perguntas
Implorando de joelhos
Com os olhos vermelhos
Procurando respostas
Continuo o mesmo
Livre demais
Deus sou sua criação
Um crianção que olha pra cima
E pra dentro ao mesmo tempo
Buscando...
Deus
Maria me amaria?
Se eu dissesse que não sou Maria vai com as outras
-A resposta é outra pergunta
Não vá demais
Venha mais