quinta-feira, 18 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Eureka plena
Deixo preso em mim cada código secreto
Espalho-me sobre a grama ao vento
O mesmo vento que leva a folha do jornal
Leva o nada atual
Leva o nada atual
Lá se vai o ontem anotado
Por mim agora notado
Eureka!
Já sei!
Descobri o que sou nesse alfabeto
Verbo
Verbo
Entre amanhã
Que o passado já entrou
Sinto em minha mente o presente
Que pressente que o pensamento é um poder
Que pode alcançar minha imaginação
E retornar à realização
Faço então
Faço então
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Titan (ic)
Em frente ao grande cargueiro das paixões estou
Eu nau a deriva que sou
Somente um movimento artístico pode me tirar dessa rota de
colisão
Inspiro enquanto me espreguiço
Solto cada ossinho
O suposto de mim sai
A pressa some e as dores jamais
O que posso eu faço
Trafego pelo tráfego calmo
De mim sai a solução
À rota de colisão
O que faço de nós sem um suposto raio de reflexão?
Ou será a flecha do cúpido então?
Ou será a flecha do cúpido então?
O preço posto a isso me atrai?
Minha coluna vertebral aponta para cima e para baixo
Só pra me estudar deixo rolar
Só pra me estudar deixo rolar
Eu ando onde a onda afronta
Como um beck bate bato
Flutuo na crista da onda feito cristo
De fato aquele fato só pode ser por mim mudado
As ondas vibram em sonoridades minhas
Estou em frente ao que enfrento
A cada momento
A saída é uma chance
A vida todas
Um romance
Me dou a chave da chance
Amanhece
Amanhece
Suflair surfo no ar
Transubstancio-me
Olho para o centro de dentro
E ora olho por fora agora
O vento carrega a carga dada a cada fada
Subo a escada que da na estrada da estada
Rimo ruas com pessoas nuas
O mar vira uma floresta
Em um local bem na minha testa algo me testa
Ovos?
Onde estou?
A proteção áurica
Rica
Indica que nos meus pés estão minhas mãos
Mudança
Danço um
Feito vaca fazendo "mu"
Passo a noite me procurando
Feito vaca fazendo "mu"
Passo a noite me procurando
Existe um dia após acho
Acredito
Acredito
Dito a mi meu destino
Aquilo que sou é aquilo que faço
Então vou fazer
Navegar no mar do ar
Navegar no mar do ar
A terra é redonda como a vida
Escrevendo desencravo de mim o que eu quero
E o que eu quero
É tu nua abaixo de zero
Eu quente a tua frente
Vem o cargueiro das paixões
Tens que passar
A maturidade fez me amar tua idade em marolas
Amo tetas
Tu bolas
Escrevendo desencravo de mim o que eu quero
E o que eu quero
É tu nua abaixo de zero
Eu quente a tua frente
Vem o cargueiro das paixões
Tens que passar
A maturidade fez me amar tua idade em marolas
Amo tetas
Tu bolas
Exercíco mental para voltar a forma real
Ei mãe eu não consigo mudar o mundo
Mesmo assim não vou ficar mudo
Mesmo assim não vou ficar mudo
Óu minha tia por que eu sou assim
Trago os sonhos em minhas mãos
Tenho vários amigos que já desistiram de tudo
Casaram e estão engordando em suas casas
Nas barras da saia do capitalismo
Trabalham com cifras em vez de pupilas em seus olhos
Minha rebeldia cresce a cada dia conforme minha fome de
alegria
O mundo todo não pode compreender
Que a cada suspiro por pouco de susto não piro
Como posso ser assim ainda
Batendo a porta dos cinquenta
Batendo a porta dos cinquenta
Mas não adianta
Bato e espero
Calmo entro
Bato e espero
Calmo entro
Meu combustível é lacrimável
Li Maquiavel que não tem a ver comigo
As lágrimas descem pela minha garganta
E abrandam minha fornalha
Produzo cada gota de chuva que desliza pela minha face
É meu íntimo gritando ou mesmo um rock cantando
Não veria motivo na vida se eu fosse normal
Não consigo
Não digo que admiro os que conseguem viver suas vidas
Vivendo apenas num círculo já delimitado
Olho para o oeste
Para o leste
E algo se produz em mim
A imensa vontade de ir cada vez mais longe
E vou
Para o sul vou agora
O faroeste já foi desbravado
O país do sol nascente é sempre a frente
Não sou só porto-alegrense, gaúcho e brasileiro
Sou sul-americano, terráqueo enfim ser humano
E sendo humano vou desbravando à íntimo tudo isso
Eu quero terminar este texto
Preciso ser preciso
Mas para terminar
Mais um exercício mental quase espiritual
E sabem o que acho mais
A minha própria sentença vem dessa minha cabeça que pensa
Que pensa que sabe que ama
Mas mama eu não vou conseguir mudar o mundo
Mas mudo não fico
Valerei cada lágrima desse mar que choro
E um dia todos em coro
Bateram no tambor de seu próprio couro
E cada vida desses bundões vendidos
Deixará o mundo das aparências
E tentaram de tudo por suas próprias experiências
E verão que estavam vendados
Vendendo seus sonhos
E cada um estará por todos acreditando
Num mundo superior guardado em cada interior
E assim todos nos
encontraremos dentro e fora de nós mesmos
Como aqueles jovens cheio de sonhos que fomos
E ainda somos
Ae está a eternidade
Na nossa internidade
Como aqueles jovens cheio de sonhos que fomos
E ainda somos
Ae está a eternidade
Na nossa internidade
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Lato em latim
Doeu-me na alma a minha tentada calma
Busquei em minhas lágrimas incontidas contá-las
Por que sou assim?
Mas sou assim
A estrada se aponta após a curva
Eu já nem tão ereto me curvo
Resseco a represa
Mas adianta ao moço que não almoça ao menos pra janta
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