domingo, 22 de março de 2015

Vá idade

Quando a verdade encontrar-se com você
Verá que a idade quanto mais
Mais milhões têm no banco celeste 
E a vaidade tem que ser equilibrada

Renascerá a cada hora que passa
E nada mais importará
A não ser a poesia de amar
E por mais amor que sinta-se incompreendido
Saiba que vivemos em superfície
E os que amam mesmo
Profundamente
Mas tão profundamente
Que fazem a volta
Tornam-se sublimes
Vida circular
E
Se minha inocência te ofende
Saiba que a fera necessita é disso
De inocência
E assim
Vai achar em meio a hipocrisia confortavelmente hospedada a maldade

Saia com força
Faça da vida o seu sonho
Sei que estou contando para mim mesmo esse texto
Que muitos dirão não ser nada de poesia
Esses estão mais para verniz

Mas a força que consigo alcançar
Ouvindo os sussurros de minha alma

É isso ae a minha poesia

terça-feira, 10 de março de 2015

Rever forever

As cinzas do mundo caem sobre mim
Enquanto ando pela rua congestionada
E isso quer me dizer que claro como o sol lá atrás
Estou esperando o vendaval passar
Se as pessoas não querem compreender
Eu não falo mais
Mas vou continuar
E mais um fino passa
E como vou fazer para no meio dessa bagunça me encontrar
Eu não sei
Mas mesmo assim estou a ti procurar
Não eu não vou estar lá
Vou estar aqui sem me desesperar

O mundo vai me rever

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

F...o quê?

Ilusão meu amar
A loucura dessa cidade quer me pegar
Mas eu não
Vou partir daqui enquanto estou inteiro
A loucura desse trânsito quer me tornar um inseto insensato
Mas vai eu vou continuar a tentar me mudar
Dessa gaiola em que moramos  vou me mandar
Ela não consegue prender meu encanto meu cantar
Minha voz ritmada e rimada está impressa no ar refletido de poluição

...Eu tenho que tentar de novo...

Ar meu mar a molhar o meu olhar
E as milhares de páginas que escrevo de uma vida não escrava me cravam um cravo
Feito um crivo em meu peito ativo e altivo
Certo que efetivo está sempre pronto e afetivo
A qualquer aflito amigo frito nesse ovo desse asfalto aqui descrito num qualquer distrito
Ou em algum detrito aqui neste ponto em que conto e invento mais um ponto
É... estou contaminado de mim mesmo
Pois assim posso contar infinitamente a minha história

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Me prometi a TI

Quem sabe se não é você?
Que marcada está no insensato jeito do destino nos mostrar o caminho
E a distância de um amor ao seu encontro está sempre alguma dor
Que não me resguardem e mesmo assim não guardem-me de toda dor que o amor possa me causar
Marcou-se um dia no calendário da minha vida que a encontraria
E a reconheceria
Quem sabe que tudo o que passei
Não foi algo para eu aprender o caminho
Mas como poderei dizer se ainda não a encontrei
Mas não é possível que esse dia não foi marcado em minha folhinha
Se a sinto aqui fofinha
Coladinha em meu regato
E assim sinto e sento espero esperto na procura

Na secura de uma vida gritantemente sua em mim o suor de meu melhor ao te encontrar
E espero e quero
Vou aqui.ali, lá estar
Como uma estrela que em noite de luar parece me perseguir
Peço a esta estrela que me aponte onde está o meu grande amor a nascer
E que fará em mim renascer todo o prazer de andar nesse labirinto perdido
Sentindo tudo aqui dentro
E bem la no centro
Tempero coentro
Saturo
Saturno
Vênus
Suturo o furo de amores passados
Livre com a cicatriz de ser e estar feliz mesmo assim
Não esqueço
Mas cresço
E ti meu amor me ofereço

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A de não miro

Admiro os normais, os casados, os 9h às 6h, os que esperam um ano pra tirar férias, os que sustentam uma cambada e para si nada...
Admiro mesmo
Mas não consigo ser assim

Não curto muito os que torcem somente para um time de futebol, os que gostam só de pagodes, ou de funk, ou de sertanejo. Não admiro muito os que parecem se divertir assistindo TV aberta, novelas e programas dominicais. Ah, e também, não curto os teen que se acham demais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Esse teu hálito de saco

A quem eu sou meu rei
A quem eu meu deus me dei
Eu espero estar certo
Controlo minha mente
Ou e como é difícil saber-se
E não ser-se
Urro
Grito
Berro
Eu tenho um  canto
Um cantinho
Um som só meu
E pus nele todo o meu sentimento
Mas sempre tem algo mais
O pulso pulsa e expulsa toda minha repulsa
Aos incomodados
Que não sentem-se acomodados
Só saio daqui se for pra ser mais do que qualquer um
Ou mesmo todos

Sintam que é agora

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ponho-me

Meus textos não são tão breves e nem extensos, pois sei que são muitas coisas que desviam, modificam e anulam a atenção dos leitores. Mas procuro escrever o suficiente para que percebam um outro universo em cada verso. É tipo uma conversa direta que vai pela direita minha na esquerda parte tua, aquela que fica atrás do mamilo. Que transmite aquilo do leite ao batimento cardíaco. É...alonguei-me e ninguém leu-me ou entendeu-me, mas dei-me

...Pura poesia essa rotina...

Toda via leva ao olhar que não a via, mas havia.Tanto que estou indo por essa rua atrás da tua vista que retida continua nua na minha retina.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

RPG 8 posições

http://www.gfd.pt/docs/rpg.pdf

bOCA E pOSTURA


https://www.facebook.com/groups/368252616682741/

RPG

Nasci para beber

Quando saio do meu trampo é certo sem espanto
Que vou num bar parar
Ou melhor num mercado
No setor de gelados
E uma gelada tomar
Nasci para beber

E quando vou a praia
Antes mesmo de ver o mar
Eu procuro um bar
Nasci para beber

Nem sei quanto tempo faz
Que não transo sem antes tomar umas
Antes, durante e depois de phoder
Nasci para beber

E pra rasgar uma gata
O certo que a convido para umas tomar
E ela claro não nega e mesmo dividindo ela vai comigo a cara encher
Não sei comer sem beber
E no futebol ao gol muito álcool
Nasci para beber

E no churrasquinho
Antes uma caiprinha
E uma geladinha
Porque ninguém é de ferro 
Nasci para beber

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Homem Bomba

Deixa-me orvalhado a visão desse ar
Mesmo que a fumaça surja suja meu amar
Nessa cidade minha unanimidade irá dizer
Ser sua suave solidão de ser
Caminharemos lado alado
Pois enquanto estudo seu olhar sinto-me amado
E vejo nele um dia a entardecer
Saem coisas lindas de se ver
Que quero ver eu voltar e normalmente acordar
Mas cruzam em meus caminhos cruzes
Estou ficando fora de foco
Sufocando-me em meus braços e pernas cruzados

E tudo passa pelo corpo todo
Mas a viagem é por outro mesmo sendo do mesmo
Por isso pego e esfrego a neve que não há em meu calor que há
Pois eu quero é cantar o coro de um coração
Esse meu 
Que bumba e zabumba
Nesses meus braços e pernas
Músculos como essa bomba
Que pulsa no Homem Bomba 

Incumprindei-me


Pouco ligando para os que estão me bisbilhotando
Vou vivendo minha dura vida
Quero sim que essas pessoas pensem e sintam-se bem
Comigo ou não
Quero sim que todos nos unamos
Nos unhemos
Mas nos amemos
É que tem coisas tão pouco importantes...
...Como ter razão...
É sim  o amor
Esse mesmo amor que dói
Que me faz continuar a a amar
Sim! o que mais fazer?
Se estranho-me comigo mesmo se
No caso
De em minha vida
Não me amar
É que eu tenho que resgatar
Esse corpo que me foi dado de graça
Mesmo sem ter pedido
Estou perdido
Me deram o que nem sei
mas eu quero entender o que sinto
Nem o que penso
No raso entendo
Sou um experimento
Um esperma numa mente que ovula
Tanto faz
Andei essa tarde
Pensando em...
Caminhar para o mar
E lá perto achar um bar
E lá olhar para cima
E ver um lar


Sétimo céu



Uma fuga de mim mesmo
É a fuga de ti meu bem
Ou sim
Algo me leva
Ao fundo de mim mesmo
Talvez seja de você mesmo que eu esteja fugindo
De você que está me lendo ou olhando
É claro que a luz é uma penumbra
Please
Pule de mim e sai por ae
E eu seco ainda mais o sal de mim
O sol sai assim
No mar de ser-me
Mas saiba meu bem
Mesmo com ou sem você
Tenho toda a minha vida para viver
A matiz
A matriz
O chafariz
O meu nariz
E ser feliz
Nada a ver

Uma lição é isso

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Complexo como sexo no início

Olho atentamente o crescer da relva
Noto em seu balançar um que de Baudelaire
Vou badalar meus sinos
Em hinos descritos nesses escritos
Mas quem sou eu? no ar que prensado em meus pulmões
Leva-me a viajar ao infinito de meu imaginar
Transar em transe no trânsito de meu intestino
Ou mesmo de meu distinto e suave pensar
Desprendo-me das dores
É noite
Mas meus olhos iluminados veem
A escuridão dessa caixa que colocam a mente de cada cidadão
Mas eu não
Agora eu sei
Meu corpo não é mais jovem
Ainda bem que o ar hoje me satisfaz
Minha voz banha-se na água daquela cachoeira
Livre
Sem a poeira que cobre tudo
Ando o mesmo 
Só que sem artifícios
Somem os desejos mundanos
Mas não é coisa do passar dos anos
Acho que me acho
Agora maduro e macio ao que vivo abaixo do céu
Espero que eu saiba aproveitar essa noite até amanhecer
Eu sou um motel a noite
E um hotel durante ao dia
Não faço mais nada do que investigar minhas entranhas
Sei que não é comum

Mas quem é comum?

sábado, 24 de janeiro de 2015

Poesiares



Minha adolescência foi um romance doido e doído
Bem onde o cupido apresentou-me a poesia
Poesia possível da rara vida de ser um a mais na massa
Tanto que me apossei como um inebriado amante
Completamente perdido e apaixonado pela liberdade poética
Às possibilidades da minha própria vida
Logo depois que a paixão se tornou um amor fecundo
Copulei com minha imaginação
E agora a gestação obedecendo a gravidade vem descendo
A dor do parto quando chega a hora do eterno agora

Paro-me
Pari-me
Paris me
Quero-me
Quis-me
Kiss me
Decidi amar-me e libertar-me

Não sei de ti nada mais do que sei sobre mi
Relembro de cada membro meu se fazendo
Nos porquês de os te-los

Por isso não venha me dizer que não posso sair dessa fossa
Nesse meu coração bate alguém que quer ter a liberdade de sair e entrar quando quiser
Tudo e todos aqui e agora

Onde estou agora vagindo é para onde sempre estive indo
Vasculho onde vim dar
Sem ao menos lembrar de alguém me convidar estou aqui, vivo
E vivo com o meu crivo
Filtrando
Fitando possibilidades
La vem
Ja vem de novo
Jah vem
Assopro o vento pra dentro
Tento um novo invento
Eu mesmo a mim sendo
Loucura aos materialistas com seus carros em suas pistas
Nada contra
Mas eu quero achar a minha própria luz solar
Me descolar desse meu colar que vês nesse meu pescoço
Pra notar que por ele passa uma voz
Nessa garganta
Essa foz que costeia minha cabeça
Aspiro ereto
Estico minhas costas
Minha coluna vertebral
Algo que mantenha o meu eu animal
Rico secretamente entro na entranha do meu mundo e acho-me-nos...
Amigos e amigas que ja largaram dessa matéria
E estudam outras em outras partes
Por minha decisão decido anotar meus pesares em pensares
Poesiares
Textos longos sei
Tão longos como será a investigação de cada em cada si
Que por si só formam a humana vontade de buscar os motivos
??????????????????????????

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Decidi começar a dizer que não mais amo quem não

Eu não sou tudo o que sonho
Noto em mim um que de falso
É fato
Não sou o que penso
E mesmo assim
Minhas mãos constroem minha vida
Tenho que tentar
Demolir o muro que separa o oceano do saber
Do oceano do ser
Ao eu ilha
Istmo
Uma ponta do que posso
Peço
Algo tipo assim

Tenho que fazer de minha vida meu resort
É um sim a mais

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Só minha que faço nossa

Vivo minha natural idade
Livre sem notar a liberdade
Recordo e concordo com o que fiz e faço
A certeza de que o que farei vai me satisfazer
Livre vou vivendo
Não nasci para seguir os iguais
Ser como os meus pais
Ou mesmo como meus amigos
Respeito todas as formas de viver e de vida
Mas a mim a responsabilidade é só a mim devida
Sem comparações
Livre vou vivendo
E sem notar observo que anoto essa liberdade
No meu próprio olhar
Vejo que cada um dos que fui e sou é mesmo eu
E quem sabe um dia não possa ser quem você sempre sonhou
Estão abertas as portas das possibilidades
Casei com o vento, mas posso ser só um excremento fedendo
Só no fim enfim saberei
Mas vou ficar de boa

Pois sei que dei oi a cada vontade re ou irrefletida minha

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

...a sigo

Minhas atitudes agridem os não mais
Mas não posso me apegar aos crepúsculos
Aos sem sonhos
Aos que ficam avolumando filas
Suas vidas em vilas
Resumo minha dor criando
Sim tenho falhas
Mas atitudes que as valham fazem valer meu tentar
É tanta insensibilidade

Tanto nada materializando-se
Ponho meus eus em deus
Caminho nas águas sujas das pocilgas
Trato como minha filha a vagabunda mais fedorenta
Sou fã dela
A cadela mais asquerosa acolho
Passo óleo queimado na sua sarna
Beijo minha mão por isso a lavo
E levo meus acenos
Ao ascenso momento
Lágrima em páginas de Internet
Faço minhas as dores do mundo as esquivando
Em esquinas espero uma volta de quem nunca mais voltará
Mas eu vou parar aqui
No vento frio e úmido da alvorada voraz
Que devora minha carne
Mas não quebra minha alma
Que firme
Sente-se num filme
Feito por uma firma que não quebra 
Cresce feito vértebra animal
Uma coluna ereta
Que na certa
Mostrará o caminho em seta...


Post

Pré-Black Sabbath

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Monstros

https://ia700404.us.archive.org/12/items/freaks1932/freaks_512kb.mp4

Je Sui Charge



Pegaram uma foto no meu Facebook
Nela estava minha mamãe
Fizeram uma montagem
Colocaram ela transando com o Papa
E não era papai
Era sim
O sumo pontifície
Era o limite
Não dei importância
Mas minha família em militância disse
Faça algo
Surgiu em meu eu uma voz
Pássaros negros sobrevoaram minha mente
Pus em mim o veneno da revolta
Mas não
Eu não
O melhor de mim deu um bye-bye pra raiva
Eu sempre quis e tentei ser feliz
Vou continuar então
Desnudar de minha vida
As pessoas que não sabem fazer mais nada
Do que tentar incomodar
E esse texto é um teaser do ser que quero ser

Outras vozes...

Chá volto p tv

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Beba Coca Cola

Cuidado com o que você não gosta nos outros Você pode ter que ser igual


Eu não gostava de padre
Estudei teologia
Não gostava dos filmes populares
Estudei cinema
Não gostava de velhos conservadores
Estudei e cuidei de pessoas assim

Não gostava de palhaços

Verbo Sou-o

Nem fogo
Nem coisa que queima
Sou queimando

Nem chuva
Nem terra
Sou chovendo

Nem fome
Nem barriga
Sou saciando

Nem vida
Nem morte
Sou

Nem vogal
Nem consoantes
...

Sinais



Charles

Garagem

https://www.facebook.com/video.php?v=10153529978958647&fref=nf

domingo, 4 de janeiro de 2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Sabe-se lá

Tá vendo aquela pessoa bem velhinha, encostada na parede? 

Enganou seu melhor amigo
Enganou sua mulher
Enganou sua amante
Enganou o seu sócio
Enganou sua mãe
Enganou seu irmão
Enganou o amor
Enganou seu país
Enganou sua mente
Enganou seu ser
Enganou o espelho
Enganou-se
Enganou seu coração
Enganou todo mundo
Enganou tanta gente
Enganou até sua vida 
Esganou-se
Agora implora uma chance de voltar e fazer tudo diferente


Será que ele não vai mais enganar ninguém?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Não importa, bato. Ou Gozei com Eles ao Me fazerem. Ou ainda, Pais são portas que batemos à esperar

Nesse momento de festa recebo
Ou percebo
Que o que está escondido é que está mostrando e
Guardando o que Deus me deu
Estou com Papai e Mamãe Meus Deuses
Me melequei
Gozei com eles ao me fazer
Falei que não sei o que fazer
Água
Ar
Terra
O que faço?
Estou tonto
O mundo não gira, rola
Me pego olhando pro relógio
Vejo as horas
Chove na ponta dos ponteiros
Que aponta mili lados
Descaracterizo-me
Entrou numa vibe persona
Deixo levar-me pela onda
Tenho que tentar
Mesmo errando
Pensando acertar
Tenho que ser um rei
Amigos de meu estar
Percebam que viver é o meu brincar
Se para você está bom comprar, pagar, ter
A mim ta bom
Ser no estar
Não se assuste
Não quero desdizer o teu ter
Compartilho meu ser
Ciente

Silente
Olhares cadeados em si
A loucura dos dias que sempre houveram
De hoje
Ando por ae a testar-me
De canto percebo que respirar e falar não importa a língua
Sinta
Sem cinta
Dez Amar
Ou milhar
Que a cama sem vontade de os dois deitarem
Levanta
E junto com o sol ilumina a lua

redoma de minha alma ou ar livre



Armada minha alma efêmera passa
Justo enquanto passa
Penso
Sinto
As causas do eu estar
Já me vem assobiando aquela canção
Aquela daquela idade em que eu acreditava na transformação
Entre a polícia e a bandicidade um eu cidadão
Furtando lágrimas
Mas quem fez isso?
Ontem mesmo pensei em ti
Mas...
José!!!!!Maria!!!Seu filho está...
Cafungo dores do que fores
Mande-me flores elementais não de metais
Meta teu ser em mim
Não estou aqui para me salvar
Sal
Ar
Mar
Vento ondule meu pensar
Prensar
Ar livre basta-me ao eu ser-me um fêmea
Uma máscula figura
Arrocha essas bolas roxas
O medo não mata, só tortura
E na palma duma mão que não se toca, bate
Não quero ser o mais importante
Somente um participante
Junto minha vida à sepultura dos sem cultura
Quero um fã
Só um fruto do algafan
Mas não
Jamais vou de novo me bitolar
Não quis nem fiz um outro final
Que não eu entre o bem e o mal sem julgar, estar
Tobe Ser 
E la ja vem outra jovem poesia no ar
Eu NOIR
Meio em PB na MPB
Louco por você
De cara com a realidade das ruas suas nuas
Quero bater em sua face com a minha amiga cara
E quero que se flagre
No popular tifraga
Sabe... nem sei mais
Passou a fominha de ti... de si... de ser
Por não querer ultrapassar o ar da redoma de minha alma
Passa ano amando um humano
Ainda bem que tem uma folga pra todo mundo
Os últimos dias de dezembro
Pelo que lembro
Balanço fiz do ano em que te tive
Detive algo 
Mas não consigo seguir tua multidão sem face
Rrá!
Sabe que uma plástica mudaria essa minha face
E seria fácil enganar-te
Num olhar te dizer que não mais
Mas não
O tempo passa e a poucos ensina envelhecer
Isso é vale no vale do amanhecer em si
Saber o que quer sentir


Armada minha alma efêmera passa
Justo enquanto passa
Portanto penso
Sinto
As causas do eu estar
Me vem assobiando aquela canção
Eu mesmo naquela idade em que acreditava na transformação
Entre a polícia e a bandicidade
Estou
Um furto
Uma lágrima
Mas quem fez isso?
Ontem mesmo pensei em ti
Mas...
José!!!!!
Cafungo dores do que fores
Mande-me flores elementais não de metais
Metais teu ser em mim
Não estou aqui para me salvar
Sal
Ar
Mar
Vento ondule meu pensar
Prensar
Ar livre  basta-me ao ser um fêmea
Uma máscula figura
Arrocha essas bolas
O medo não te mata só tortura
E na palma duma mão que não se toca, bate
Eu não quero ser mais importante
Somente participante
Junto minha vida da sepúltera dos sem cultura
Quero um fã
Só um fã
rrrr
que leia tudo de novo
mas diferente
Mas não
Jamais o bitolar
Não quis nem fiz um outro final
Que não eu entre o bem e o mal
Sem julgar
E la já vem outra jovem poesia no ar
Eu NOIR
Meio em PB
Louco
De cara com a realidade das ruas
Eu quero bater em sua face
Eu quero que um se flagre
O popular tifraga
Sabe eu nem sei mais
Por não querer ultrapassar o ar da redoma de minha alma
Uma folga a todo mundo os últimos dias de dezembro
Mas não consigo seguir a multidão sem face
Rrá!
Sabe que uma plástica mudaria essa minha face
Mas não é fácil passar-me por ines
Inexperiente
Isso é vale no vale do envelhecer
Saber
Experiências vividas
 100pre começa e recomeça
Fimnal não a



sábado, 27 de dezembro de 2014

Maçouiço

Alo
Olá
Por onde andou?
Meu eu a procurou
Por que what a quero
Como um zero bem escrito
Redondo ao meu raso pensar
Onde está o início de meu sentir
A luz
Agora
E lá do fundo ilumina acima
Tudo pela frente
Enfrento a falta de razão de minha matemática
Ok estou fora de sinc com o mundo
Chuto a bola pra frente
Enfrento
De frente o meu eu diferente
É difícil ser livre
Meus olhos e ouvidos não pensam

E mesmo assim vão nas pilhas
Vai ser soda me aturar
Mas já que sou eu
Terei que ser eu

Pai
Vos vais ficardes contentes com minha voz
É o que faz-me zeros googles
E lá vai...
Lá vou

O conforto de um bom salário
Seu salafrário
Bochechas
Bocetas
Bolsetas

Todas as formas helicoidais
Tipo asa de helicópteros
Ao eu coleóptero
Que não sei que não posso
Um gato morto numa caixa viva me aviva
Amor to na tua
Acho-me numa sarjeta nojenta
E há um horário de bus que não passa nunca na hora
Comigo se assussede
Uma sede
Procuro um bar
Um LAR
De fato sinto que cinco dedos não apontam minha estrela
Entre tantas
Tontas tentativas
Tentações
Tento não chorar
E já consigo...
No que transformei meu ser
Amanhã acordar tortura-me
Relógio vou me relojar
Re-alojar-me
Mas a dor de saber acha um em mim não querer sentir
Sinto
Cinto prendo no fundo
É soda
Aquela
Que me faz querer dormir no ápice da pintura de minha aquarela viva
Vida cada dia a dúvida da dádiva da vida
Que ávida força a forca que enforca a garganta que passa uma voz que sussurra
Ama


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Tatuamos em cada braço o nome de amores muito fácil



Ve se me solta
Vai se arrebentar em seu rosto
O que resta de alguém que eu quis
Passo os olhos em fotos no face 
Vejo sua face demais
Saio com quem fácil esqueço
Mas desde que me deu o que mereço
Afrouxei as amarras
Descobri-me quem ama demais
Mas tão certo quanto o que se queima antes aquece
Esqueça o nosso amor
Somos mesmo iguais

Tatuamos em cada braço o nome de amores muito fácil

Celularize-me em seus contatos



Solto meus cabelos
Nem os corto
Domo-os fio a fio
Com o pente da mente
Agradeço e agrido cada momento
Peço por favor
vá se fuder
Louco está!
Se o seu fardo não desfraldar
...Carma
O  máximo de si
Está ae bandeira
A única coisa que o protege do inclemente Deustino

Olho bem as horas e o quanto demarca-las tanto faz

Facilito o éter
Percebo as curvas
Não tem reta
Aventuro maduro
Tem brita em cada curva de quem se cabrita
Grita e segue ainda
Cada passo picasso
Um foco focado
Desfocado e chegado
E la
No bem aqui
Onde se para de suar contra correntes
Por um momento tranquiliza-se
As mãos desenrijecem 
Ficam como as de bibas 
São os dedos ponteiros apontando as horas senhoras
Mistifico o momento
Um poeta portando sua própria o que ainda sabe-se lá
Mas ele (eu)
Segue
Sigo
Em dupla celularize-me
De frente ao hotel
Mas como?
Apareceu um hostel?
Não
Tanto que andei para te encontrar 
Aqui me lendo
Estou nos respeitando
Meus peitos estão inchando
Entumecidos
Pelos amigos
Ou então a chave do meu coração
Viraram duas ou mais?

Sóis

Utiu

Mesmo que você não pisque
Veja o tempo passa
Daquelas espinhas que não saiam nem marcas
E os amigos erráticos
Enigmáticos que apareceram somente um dia numa noite
Quero mais de você
Arrisque ser o máximo de si
E juntos formarmos um conjunto
Eu quero estar com quem algo ou alguma coisa nos identifique
E sem cúmplice
Não complique
Nem explique
Somente juntos
Um espírito todos temos
Mas tão leve sou
Leve meu coração no ritmo de duas batidas em sincronia
Pura metáfora
Não é nada o que quero
De ti quero nos nus
Sem ver paus nem cus
Sem essa de maus ou bens
Alguém que sem algo apareça e não pense que parece que eu penso que eu me acho
Ou não assim como tiver que seja, que seja
Agora complica meu pensar
E a dúvida desse anotar não notei no ar
Não sou um pintor
Aliás
Sou um pintor de letras
As misturando com o pouco de Picasso que todos temos escondidos
Ou não assim isso leva a minha vontade de escutar o som de nossa voz juntos
Cantando a mesma canção e nos olhos o refrão
A nos encararmo-nos
Sem desafiar
Somente de ombros
Subir aos escombros livres de si
Do que nos fizemos e fazemos
Um dizer ao outro
Que estávamos sem fome
Éramos um par cada um de nós
Hoje somos sóis




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Verso aliterativo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Verso_aliterativo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

sábado, 13 de dezembro de 2014

Atenção! Há tesão - ou - Amar de várias formas




Nos sentido de amar
Resta-me amar tudo o que sinto
E isso num mesmo padrão
Pois sei amar de várias formas
Mas todas livres
Seguindo um fluxo natural
E por isso mesmo um sentido único
Que existe desde antes de mim
Consciente e saborosamente leve deixo-me levar
Nesse caminho previamente desenhado chamado destino
E assim tudo o que faço tem a ver com esse sentido que amar aponta
Faço parte desse caminho
Do qual faço com minha arte
E ela é notar e anotar o que sinto que sinto
Apertem os cintos
É que nessa vida existem vários contra fluxos
Assim a mim
Amar e amar
São dois luxos
Que fazem esse ar que me invade suflair
Aqui e agora está meu star
Não consigo o que não quero
Não consigo parar de escrever
Não quero parar de escrever
Anoto
Leio
Mudo
Tudo
E isso parece que me torna mais leve
E fluo sendo-me em todas as possibilidades possíveis do que acontece em minha volta
O serto é que amar é tudo o que faço
E o amor não é nada de mais
Mas é somente isso que faz as coisas eternamente fluírem
E será ótimo se vocês virem
Mas sem pressa
C/Alma

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

NUESTRA ESCUELA

https://www.youtube.com/watch?v=-t60Gc00Bt8

1 guerra


https://www.youtube.com/watch?v=6WPcEoKjEFw

Monte Ensinai



E o puro sol de dezembro me purificando de um ano que está passando
Quantas alegrias e decepções
Mas tudo mesmo que amarrote um pouco
Passa
Bola pra frente
Olho não para o sol
Olho para o que sua luz clareia
E o que vejo
Um monte de gente boa caminhando
Tentando viver por entre esses cães sociais e porcos de guerra
Sei que existem esses inços
Mas tem mais
Muito mais que isso
Destemido sigo eu mesmo meus instintos
Olho para o lado e vejo pessoas se identificando

https://www.facebook.com/video.php?v=979658788715212&pnref=story

E o que parecia pouquíssimo agora é um monte
E os que não sabiam o que estavam fazendo
Agora estão sabendo
Sim aquelas pessoas não eram porcos nem cães
Eram fruto de sua própria ignorância e ganância
Não percam mais tempo
Amem
Amém

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Glândulas gandulas de mim

Decidi descer de mim

E fazer o paraíso aqui mesmo
E de blues em red
Em preto e branco coloro o cloro que clareia minha água
Talvez eu esteja errado
E certamente estou
E é nesse sou que estou
Então sou eu mesmo que vou ser-me
E não falta-me apetite

Hiatos
Boatos sobre eu em mim faço
Surpreendo-me ainda comigo mesmo
E está escuro esse dia cinzento
E da cama saio com sono
Pego meu megafone elemental
E vou soltar todas as minhas
Que a quem lê-me
Faço nossas
É o início do fim de um vício tornando-se virtude
Sempre fui assim
OOOOOO
Nunca sou assim
Elos
Elas
Eles
Espreitam-me do universo inteiro
Ouço vozes que fabrico
E dou vazão
Não razão a elas
Parecem golfinhos livres no profundo oceano
Ou se me engano
São ondas de rádio emitidas por todas as glândulas de pessoas livres
Vozes dizendo oi e tchau o tempo todo
E eu aqui no meio... canto
E entendo que eu tenho que fazer um texto por dia
Anotar esse estado
Que tem me testado
Ao que parece que sempre é assim
Mas este texto está ficando longo e muito louco
As vezes penso que estou face a face comigo mesmo
E sem espelho
Toco em mim mesmo
Estou duplo, triplo, infinito
E o meu nome se repete constantemente diferente
É...somos mesmo assim
Tantos
Todos
E todos que leram até aqui saibam que esse texto não está pronto
Vai ficar mais muito mais
Depende de você sair do normau


Ex-tadinho

Numa relação ganha-ganha ninguém ganha
Tenho um plano de choque
Todos conversam olhando nos olhos
Acabando com as mentiras
Todo mundo ganha

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Por mais que não aja, ajo...mas volto a escrever


Fim no fim seus olhos me dizem enfim
Que eu fui somente uma brincadeira
Como eu não percebi
Olhe-me bem e diga de novo em seu olhar
Que o lar que pensamos sentir criar, nunca houve
E que na rua loucos para ir para casa sentirmos um no outro
Tudo isso era mentira
O que?
E o rei que pensei que fui a ti rainha que foste
Tudo mentira
Me tira daqui
Sei lá onde estou?
Não vejo luz no amanhecer e já é manhã
E ainda gosto de ti
Sei lá se sou eu aqui
Meus olhos mentem
No espelho só existem lágrimas
Das quais bebo
E parece que o etil sou eu
E o azul do céu se foi
Bebo mais um gole
A glória pede paz
Mas o que o meu faz
Não serve mais
Minhas mãos estão em minha cabeça
E o meu eu
Aquele por qual você um dia se satisfez
Agora não me satisfaz
Eu não pretendo com este texto dizer-te
Mas

Eu vou tentar

Que beleza é esse meu tentar
E estou tentando
Amor meu amor não desiste
Ele é um sim em pleno não
O tempo que me envelhece aparece e diz
Lute a favor de si
E desça de si
Entregue-se ao verdadeiro amor que sentiu
E
Sim ao amor que se entregou
E se não consegue mais se entregar
É só teimosia
Represe suas lágrimas
Usine forças suas

pxxxxxxxx
Hipotálamo recebendo novas....
Velhas...

Confundo-me

Sou um desconfiado
Posso estar sendo mal interpretado
Não
Não sou eu
E nem é de você que estou narrando
É só sobre um sentimento que só sente sozinho
E só por isso o estou narrando
Estou num trem
Numa correnteza
Que com certeza
Não sei onde vou dar

Se for ae em você
Vou acertar
Se nesse caso eu esteja ae agora
Eu estou aqui imaginando você
Apaixonado
Objeto sou ao seu ser
Pura nem sei o que
Puro o muro
Pulo-o
Luto contra mim mesmo
Não
Eu não quero mais escrever
Mas sou escravo da escritura
Ai eu não consigo me libertar
E ainda tentam me regrar
Esqueça tudo isso
Viva sua vida se puder
Depois de aqui chegar desistir
Vou parar de escrever
E vou voltar
E sei que vou voltar a escrever


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesias por dias nessa vida poesia


Sabe eu pensei que um dia sem poesia não é dia
E por mais que eu não queira nisso pensar
La vem
Já vem 

É verdade... um dia sem poesia é um dia que não existia
Mas tinha, criava
É que... são tantas flores, cores e sons
E com eles todas as indiscrições que tento descrever
Olha que crime eu faria
Pensei
E como doeu sair do meu eu cada palavra
Mas já que estás me lendo
Bemvindo
Não imagino vida sem isso
Por isso cada dia que eu realmente sentir-me vivo
Descrevo sob uma ótica que não é somente minha
É da vida poesia

Nasci assim

Sou cada um que de mim sai
Olha o meu trem
Vou noutro
Fico um poquinho mais
Um pozinho mais
Isso se não melou
Fugir de mim é assim mesmo
Sou assim e como sou
Sou um estúpido mesmo
Tentando ser outro agora mesmo
Mas a vida mim assim se apresenta
E eu
Eu sou assim
Cada dia uma sinfonia
Esse som
Nesse tom
Sem ou com
Esse é o meu charco
Onde gosto de chafurdar
Sei que é irreal
Mas eu não sei se estou certo
Ninguem me acompanha
Minha liberdade não permite cia
Só eu e todos enquanto aguentar
E minha poesia
Peço 10 culpas
A culpa é minha
Não sou exemplo para nada e muito menos para tudo
Pára tudo
Mudou
Mudei
Mutante
Espírito
Eu não sei mais
Só busco a música que agrade meus ouvidos
E que mexa com todos os meus eus
Sou mesmo assim
Não vejo o fim
Sou uma eterna festa
Eu sou assim... o mais que eu possa de mim

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E tio feliz!

To que estou
Sem amigos num bar
Olhando para os lados
Perdido
O que me resta nesta festa
É minha memória
Como mais uma batata
Odeio-as fritas
Mais uma bebida fria
Como minha vida
Eu estou onde ninguém está
E eu lembro-me de mim
Por favor seu garçon
Seja bom
Não me venda mais nada

Me mande embora 

Purgatório

Brinquei com as luzes que saiam de minhas palavras
Se bem que não sabia a força delas
Ando entre rosas e espinhos
Nada realmente existe além de minha mente
O que eu disse nesse texto?
É bom eu tomar cuidado
Pois o que eu disser poderá se materializar
Então eu quero conviver em paz
Entre as rosas e suas lindas pétalas

E seus dolorosos espinhos
Minha força se contorce
E de fato me faz um feto abortado
Inocente
Sem pai nem mãe 
Na rua
Um bebê bebum
Sem um
Na fissura que fura a minha vida burra
Desde o início conhecendo o fim
Sofrendo pra viver
Revertendo meu ser
Estou que só Deus sabe
Ei
Me abrace
Abra-se
Essa luz dessa palavras é o fogo da fornalha
Que não o torna só mais um canalha
O quê?
Contra todas as regras não estou dando travessões quando muda de pessoa
Bateu na trave meu pensar
E voltei a pensar
Toque-me por essa tela
Quero tê-la
Essa fase resumo numa frase
A com crase

Mas... Sem mas

O que eu fiz?
Por onde ando?
Minha mente sai de mim e bate as portas de Deus
Perguntando
Como assim?
Sim
Falhei
Mas vou tentar de novo
A lição está apreendida
Louca Vida
Cheiro do fumo até aqui vindo
Mas não é nada disso
É sobre a violência que está havendo dentro de todos nós
Se é só mais uma crise
Quero nos ajudar a sair
Sim
Estou entendendo
A poesia é uma forma que possa ajudar
Mas...

Sem mas

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Achei uma rosa sem espinhos

O sono profundo no qual fui atirado
Como uma branca de neve
Isolou-me
Mas acordei do pesadelo com um sonho
Sei que todos falam que é perder tempo escrever poesia
Que é tempo de vida jogado fora
Eu gosto disso: de jogar pra fora
E não me arrependo de nada que fiz e faço
Sei não sou de aço
E na pedra de minha lápide
Caso a tenha
Estará escrito “ViVi”
E no fim de meu livro está escrito isso
“Senti”
Cada poro meu um olho a chorar
Não tenho medo
Provoco minhas emoções
Rápido seco tudo isso
E desescrevo
Cada célula minha urra vida
Parecem estrelas no lindo céu azul marinho
E mais lá dentro há do que possa contar

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Black Sun


Sou uma noite esperando amanhecer
E chove nessa manhã
Prefiro um amanhecer ensolarado
Mas se chover
Isso não vai me deixar diferente do que quero
Vá chuva
Molhe as plantas
Molhe meus pés

Velhos pés

Em meus olhos desponta o céu azul e o sol escondido aparece
O caminho
Calminho
Diz
Cresce

Gritos ao longe

Gritos ao longe
Sim
Ouço
Gritos ao longe
Nunca mesmo tendo
Tive medo de mim mesmo
Quero saber o limite
Não me milite
A vida foi me dada já viciada
E eu que tenho que me desescravizar
E a forma que achei
É escrever
Cravar em mim o crivo de meu ser
Parece que sou quem carece
Mas quero ser um ar leve que passa
Por entre
Nem sei
Só sei que eu não sei
Minhas mãos seguem ao que meus dedos apontam
E desponta em minha costela
Ela
A mulher?
A colher
Escolher outro ser com quem viver
Tae tarefa difícil de...
Nem sei

Um cisco em meu olhar não me deixa enxergar

Foguetai-me

Leio uma história
E ela está em minha memória
Entendo minha contenda
Gasto minhas botas baratas com minha cara vida
Me dei a quem nem sei
Doce mistério do cemitério direi
Que desse amigo não sou rei
Que o que eu quero é ter o amor em meu coração
Não em minhas mãos
Elas são duas eu sou um em uma
Muitos não todos me compreenderão
Xtou bem
Brigado por ligar pra mim
O professor não veio hoje
Ficou por mim o saber
E quero saber
O sabor
O labor
Explico-me
Tento-me
Atento-me
Lavo minha cara a sal
Faz mal viver como se quer?
E quero
Tu nua abaixo de zero
A eu quente a tua frente
Meu bigode está crescendo enfim


Amante Automático

Amante Automático

[Eu sou seu amante automático, amante automático]
[Eu sou seu amante automático]

Amor no espaço e no tempo
Não há não mais sentimento
Amante automático
Frio e sem atrativos
Desejando ardentemente ser tocado
Desejando ardentemente por um beijo
Susurradas palavras de amor
Diga que sente minha falta

Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame
Eu não posso te ver.
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu não posso te sentir.
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
E não posso te abraçar
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame

Nada de mimos
Nenhuma mão para segurar
Eu não preciso do toque
Porque o corpo dele é frio
Ele é programado para receber
Satisfação automática
Depois que o amor é feito
Onde está a verdadeira reação?

Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute Me ame
Eu não posso te abraçar
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu não posso te sentir
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Eu só quero fazer amor
Me veja, me sinta, me escute Me ame, Me toque
Oh! Como eu preciso...
Me veja, me sinta, me escute Me ame
Seu corpo é frio
Não há uma mão para segurar.

Me veja, me sinta, me escute, me ame, Me toque
Me veja, me sinta, me escute, me ame

https://www.youtube.com/watch?v=bTFCwKvlKZo

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Guerra em transe


E no espaço vago livre
Vai o que não serve mais
E minha poesia que para nada serve vai
É o começo de mais um texto
?O que será que vou escrever
Estou criando do nada meu tudo
Acho que pode ser para sair dessa bruta
Não sei o que vai rolar
Mas eu vou rolar
Assim vou indo de encontro ao teu ombro
Em escombros vivendo
Mas vou continuar a me desnudar
Ui
Saiba não sou eu
Somos nós mesmos

Clareou meu sentir ao pensar em refletir

Fechei um pacto com a mudança
Que até enquanto eu puder vou tentar
A paz nas ruas
Pois sei que não estamos em guerra declarada
Mas dêem uma olhada

FHOMEM

Ei!
Eu vou emocionar-me e espero que vocês compreendam essa necessidade
Eu preciso chorar para libertar o que há de mais belo em mim
E eu não nasci para isso
Sinto que optei 
Pois tenho que...
Livre derramarme-me
?O que há mais
?Além de amar
E amar a todos
Livre os olhos liberam tudo o que sinto nessa fornalha
Olha
Não eu não
Mas essa fome miserável se esvai de mim
Eu sou assim
Libero-me e amo libélula
Poucos são os tempos aqui
E agora os faço de aço de fraco
De carne de osso
De velho de moço
Sou uma não

Todas essas lágrimas que formam o mar de amar essa humana vontade

Mapa do Humaitá e Vila Farrapos


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Eu nem sabia seu nome

Até ver seu corpo
Ali morto
Em mim passou o mundo
Lágrimas em chuvas ácidas
Vidas ávidas
Por todos os rostos molhados
Pelo céu que o recebe agora

Nada passou
E o fim ali

Eu sai andando e chorando
Eu nem sei quem estava me falando tudo isso

Outra criança no céu
O tempo... nos dê uma chance
Que vamos aproveitar

Sentir o paraíso daqui
Para isso existimos e insistimos
Vamos sentar e conversar
Pela rua juntos caminhar

Haja papel para enxugar esse meu anotar

E o tempo vai passar e mesmo amarrotados
Seguiremos
Venceremos
Sem derrotados

E eu que nem sabia o seu nome
Onde eu estava que não via?

As estrelas
As entrelinhas

E sei o que tenho que fazer

Diz uma voz que vem de nós 
Óu como dói

E nesse Humaitá
Não quero mais nem mosquito matar

Tanto faz
Aqui jaz
Uma vida que...
No fim não diz sim
A isso assim