sexta-feira, 1 de maio de 2026

Texto Verde fresquinho de novo...

 


Meu amor de Deus, o que estou descrevendo...? Faz tempo que vinha aguardando o momento de sentar e descrever meus sentimentos e pensamentos, essa condição me tinha guardado uma força escondida... que levei tempo para perceber e, ela aflorar em meu consciente.                                                               Experiências que passei e não consegui expressar com a  melhor forma de reagir em tais momentos, hoje os projetos intencionalmente de onde ressurgem com novas roupagens, recriando um espaço verso temporal, onde giro ao redor de acontecimentos passados

 E giro em agito grito!!!

E correm os pensamentos insuportáveis loucos pra saírem...

Não querem ficar se acumulando

Causando marcas em meu corpo

Não, não vou ficar juntando sentimentos e pensamentos em meu corpo, passe

Mesmo que amarrote, passe? Mesmo que não seja por aqui, passe...

Virando em copos os goles, que agora eu sei fazerem virar em versos

Que mostram outros lados desses momentos

E que isso que eu digo é mais que o menos que meu diminuto íntimo

Que minha baixa autoestima diz:

Não faz mal, eu não quero e nem posso pensar igual a você

O dia vem e me acorda para tirar a corda de meu pescoço e me fazer acordar

Discordar ou concordar. Me acorda...

Pra perceber que a vida por mais que menos pareça é uma boa

E lá venho eu a lá Marcelo causar um elo leão

Prostro-me a saúde de nem saber português, mas ler mão de irmão.

Eu ali feito um navio ancorado, no desencontro das águas

Sob a tempestade, em um mar bravio

Barco ancorado a corrente na corrente solta do mar bravio

Não, não adiantou nada me preservar, nem me preparar

Quando tudo violentamente passa a acontecer, em meio a tempestade de viver

Agitando tudo o que era constância

Por baixo

Por cima

Por dentro

Por fora

Eu ali naquele agora

Naquela dança

Meus pensamentos, nada pensando

Meus sentimentos, nada sentindo

Foi devagar, devagarinho fui deixando me levar à Deus

De leve me elevar

Nada era

Tudo podia

Nadava, deslizava a onda macio feito folha caída no rio

Primaveril vivi e vi eu em mim ali assim

Faz tempo que sabia que o tempo faria seu clássico conhecimento aparecer

E me vestir de sua roupagem, que minhas dores virando rugas fariam acender as luzes

Que iluminam esse meu momento semente. Que se minha mente não tivesse me botado nessa situação, não seria o chão no qual fosse me plantar para ser semente e brotar no Eu Sou

Eu em um Jardim Sem Fim despertando e botando o salto de meu elevar

E leva minha noite ao amanhecer

Uma legião de luz mostra o caminho, eu caminho e com carinho

Bato um papo com a minha gente que sofre

Eu um cavalheiro

Minha memória deslancha, minha vida avança

Abraço o mundo sem tocar em nada

Estou em outro lugar, mesmo ao aqui estar

Meu mar se torna amar

Eu barco, embarco na luta de não naufragar

O agitar se torna meu ponto fixo

Crucifixo doloroso

Movo

Comovo as profundezas a sublimar

Durante meses esperei pra nascer e passar de um corpo a outro

Mãe você provocou o Pai e deu n’Eu

Olha aqui Eu Nasci/Pai e Mãe

Posso me entregar a vida, mas saibam

Que amo, da gota ao oceano.

E esse amo mais, é o único verso univérsico que só se escreve desse lado do verso.

Escorrem mais lágrimas para esse oceano que tanto amo...


Não tem EndEntEnd? Entenda-se/Atenda-se!


 

 

 

 

Um comentário:

Anônimo disse...

Profundo como oceano e forte como leão, mas não tão forte como o escritor deste lindo texto onde as palavras se encaixam e desencaixam como quebra cabeça da vida leviana que deveria ser